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foto: Mark Rissi
Na prática, a Directiva prevê um sem número
de situações que possibilitam o transporte
dos animais por períodos muito maiores que 8 horas,
sem que lhes sejam dadas condições mínimas
para isso. Em 2000, uma investigação às
condições de transporte de animais para abate
na UE, conduzida pela Comissão Europeia (CE), resultou
nas seguintes conclusões:
- os veículos não eram adequados (sobretudo
quanto à ventilação);
- os planos de marcha eram mal preenchidos e os tempos-limite
não eram respeitados;
- os animais eram tratados com negligência, incompetência
e mesmo com crueldade gratuita;
- os animais doentes e feridos eram transportados com os
outros;
- os camiões eram sobrelotados;
- o sistema de licenciamento de transportadores funcionava
com deficiências.
Mas o próprio sistema de fiscalização
também falha: entre 1997 e 2000, a CE efectuou apenas
9 missões em 8 países da UE. Várias
organizações de protecção animal
têm testemunhado sérias infracções
à lei em vários casos, com consequências
desastrosas para os animais. Contudo, raramente os transportadores
são responsabilizados ou penalizados por estas violações.
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