| Porquê
ter um animal?
A adopção de um animal deve sobretudo ser
resultado de uma reflexão consciente sobre a capacidade
real de cada um em suprimir as necessidades primárias
que um animal carece. Assim, não deve nunca adoptar
um animal por impulso simplesmente para satisfazer um desejo
primário ou inconsciente, mas sim pelo facto de reunir
as condições mínimas essenciais ao
Bem-Estar do animal e a vontade unânime de acolher
um ser vivo proporcionando-lhe um estilo de vida próprio
e ajustado aos seus instintos mais primitivos. Por outro
lado, a adopção de um animal por vaidade (ou
porque uma determinada raça está mais na moda
ou até porque o vizinho possui um Rotweiller e não
quer ficar em desvantagem) é completamente errada.
O que significa adoptar um animal?
Adoptar um animal significa, em primeiro lugar e reiterando,
adoptar uma responsabilidade para com um ser vivo que necessita
de cuidados básicos essenciais à sua sobrevivência.
Antes de tomar uma decisão, reflicta se:
· Possui instalações adequadas à
permanência de um animal;
· Possui estabilidade financeira para providenciar
ao animal cuidados médicos e alimentação;
· Possui tempo para prestar os cuidados mínimos
de afecto e exercício físico ao animal;
· Possui a noção exacta que um animal
irá crescer e que, passado algum tempo, assumirá
um estado de adulto, alterando assim o seu comportamento.
Adoptar um animal - Atitude consciente
A Liga Portuguesa dos Direitos do Animal (L.P.D.A.) desencoraja
a posse de animais de companhia por aqueles que não
possuem as instalações, tempo, meios financeiros
ou nível de interesse necessários para assegurar
um padrão de cuidados satisfatórios e um compromisso
a longo prazo para com o animal.
As características de algumas casas são inadequadas
para a manutenção de determinados animais
e certas circunstâncias pessoais podem fazer com que
seja difícil, se não impossível, a
obtenção de condições apropriadas.
Uma posse responsável deve incluir a provisão
de cuidados básicos essenciais à sobrevivência
do animal, identificação permanente e a aplicação
de um programa de vacinas.
Reflectir
ponderar
decidir
Reflectir
- Possuo as instalações adequadas à
permanência de um animal?
- Possuo o tempo necessário à manutenção
do animal?
- Possuo meios financeiros favoráveis à provisão
de alimentação e cuidados veterinários
ao animal?
- Possuo o nível de interesse necessário para
assegurar um compromisso a longo prazo para com o animal?
Ponderar
Adoptar um
animal versus adoptar um problema
- O seu filho quer muito um animal. Você nem está
muito interessado. Mas quer evitar uma birra. O que fazer?
Prefere agir inconscientemente, adoptando-o ou prefere a
ocasião para ensinar à sua criança
o que é realmente adoptar um animal?
- Aquele animal é muito engraçado, os seus
olhos são irresistíveis. É uma pessoa
sensível. Mas certas circunstâncias pessoais
não lhe permitem assegurar um padrão de cuidados
básicos à sobrevivência do animal. Prefere
arriscar sabendo que esse animal será sempre carenciado
ou prefere que seja adoptado por uma pessoa que possua o
perfil ideal de um dono responsável?
- Aquele gato é o ideal para oferecer ao seu amigo.
Seria uma surpresa. No entanto não faz a mínima
ideia se ele possui as condições mínimas
à manutenção do animal. Prefere arriscar
sabendo que o animal pode ir parar ao meio da rua ou prefere
falar primeiro com o seu amigo adoptando ele o animal?
- Um cão muito pequeno desperta-lhe a atenção.
Todo preto de olhos verdes. Não resiste em levá-lo
consigo. Sabe no entanto que vai de férias no mês
que vem. Prefere adoptar o animal sabendo que provavelmente
não poderá levá-lo consigo ou adiar
a decisão de o adoptar depois das férias?
- O animal perfeito
lindo, amoroso, pequeno, ideal
para dentro de casa. Passado alguns meses ele ficou enorme,
e então chega à conclusão que não
o pode ter em casa. O que vai fazer agora?
Decidir
A lição mais importante, e sumarizando tudo
aquilo que foi dito até agora, reside na assimilação
de uma mensagem objectiva e concisa: "Adopte o animal
que faz falta à sua vida ou não adopte animal
nenhum". Convido-o a reflectir a mensagem que cada
uma das páginas seguintes lhe transmitirá
e, depois, tomar a decisão certa. Vai ver que não
custa reflectir um pouco sobre nós próprios
Se a sua decisão foi
não adoptar um animal
Paciência. Pelo menos uma certeza tem, tomou a decisão
certa, reflectiu sobre a sua capacidade de providenciar
os cuidados básicos essenciais à vida de um
animal e reconheceu o que um animal necessita na realidade
para que o seu bem-estar esteja permanentemente assegurado,
ou seja, tudo aquilo que actualmente não lhe poderá
dar. Foi simplesmente realista e, por conseguinte, uma pessoa
responsável. Talvez mais tarde as circunstâncias
sejam alteradas e aí a decisão poderá
ser outra.
adoptar um animal
Parabéns. Agora é hora de lançar os
dados e iniciar este jogo em que as peças não
são inanimadas, são seres vivos.
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