• Facebook
  • Rss
  • Mail
  • FÓRUNS
  • DOAÇÕES
  • INICIAR SESSÃO
  • REGISTAR-SE
Contactos da sede: > > E-mail: [email protected] >> T: 214 578 413 / 961 296 353
  • 0Carrinho de compras
Liga Portuguesa dos Direitos do Animal
  • BEM-VINDO
  • APOIE
    • CAUSAS SOLIDÁRIAS
    • SEJA SÓCIO
    • SER VOLUNTÁRIO
    • DONATIVOS
    • APADRINHAMENTO
  • PARCERIAS
  • PARTICIPE
    • EVENTOS
      • CALENDÁRIO DE EVENTOS
      • EVENTOS REALIZADOS
    • PETIÇÕES
    • ADOPTE
      • ANIMAIS PARA ADOPÇÃO
      • ADOPÇÕES – HISTÓRIAS FELIZES
      • ESTRELINHAS NO CÉU
    • ESPAÇO JUVENIL
      • CURIOSIDADES
        • Cuidados a ter com os teus animais
    • SUGESTÕES
    • DENUNCIE
      • Maus-tratos contra animais – O QUE FAZER
  • INFORME-SE
    • LEGISLAÇÃO
      • Declaração Universal dos Direitos do Animal
      • TODA A LEGISLAÇÃO
    • CONSULTÓRIO JURÍDICO
      • CONSULTAR CASOS ANTERIORES
      • COLOCAR UMA QUESTÃO
    • AMBIENTE
    • INFORMAÇÃO GERAL
      • COMUNICAÇÕES DA LPDA
      • PERGUNTAS FREQUENTES
    • CUIDADOS COM ANIMAIS
      • VIAJE COM OS SEUS ANIMAIS
      • HOTÉIS PARA CÃES/GATOS
      • CUIDADOS COM OS ANIMAIS
      • Artigos de Célia Palma
  • SOBRE NÓS
    • A LIGA
      • Núcleo IZQC
      • Núcleo AMIAMA
      • ÓRGÃOS DE GESTÃO
    • DEPARTAMENTOS
      • APOIO AO ANIMAL
      • EDUCAÇÃO
      • JURÍDICO
      • INTERNACIONAL
      • VEGETARIANISMO
    • PROJECTOS
      • PROJECTOS NACIONAIS
      • REDE MUNDIAL
  • CLÍNICAS
    • TODAS AS CLÍNICAS
    • SERVIÇOS
    • EQUIPA CLÍNICA
    • MARCAÇÃO DE CONSULTA
  • LOJA
  • Pesquisar
  • Menu

Animais e Ambiente

Está aqui: Início / Animais e Ambiente
 

IV Congresso Internacional Educação, Ambiente e Desenvolvimento

 

Maus tratos e abandono de animais: o que diz a lei?

 

O nosso desrespeito pelos animais causou esta pandemia

 

Projecto “No Meu Quintal”

 

Informação do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra

 

Shenzhen é a primeira cidade chinesa a proibir que se comam cães e gatos

 

Emergência COVID-19 – Resíduos em casa, o que fazer

 

O novo coronavírus e animais de companhia

 

Divulgação da consulta pública do projeto “Mina de Numão”

 

Durante o próximo mês de Março destacam-se diversos eventos nacionais e internacionais que cobrem várias áreas de interesse

 

Ocean Action: uma campanha de comunicação de ciência sobre o problema do lixo marinho

 

Projeto “Parque Solar ESCALABIS” – processo de Avaliação de Impacte Ambiental

 

Campanha de apoio à esterilização de cães e gatos de companhia

 

Consulta Pública do RECAPE “Linha do Minho: Quadruplicação do troço Contumil / Ermesinde

Julho 2020

IV Congresso Internacional Educação, Ambiente e Desenvolvimento

11 a 14 Novembro, Politécnico de Leiria.

As sociedades contemporâneas, os modelos de desenvolvimento em curso e os problemas deles resultantes, com particular destaque para os desastres ambientais, potenciados pelas alterações climáticas, justificam reflexão aprofundada face ao desígnio de uma sustentabilidade almejada. É neste contexto que o IV Congresso Internacional “Educação, Ambiente e Desenvolvimento” (IV CIEAD) pretende alcançar os seguintes objetivos:
• Fomentar a discussão e divulgação de metodologias utilizadas e estudos científicos relacionados com os temas propostos;
• Apresentar e refletir sobre práticas consideradas relevantes na perspetiva da sustentabilidade das sociedades contemporâneas e na minimização dos desastres ambientais;
• Promover a cooperação entre entidades públicas e privadas na definição de novos modelos de desenvolvimento;
• Sensibilizar e incentivar todos os agentes (poderes central, regional e local, agentes económicos, ONG, docentes, discentes e população em geral) para as temáticas em análise e sua relevância estratégica, económica, social e ambiental.

Na sequência da situação pandémica introduzida pelo SARS-CoV-2 a comissão organizadora decidiu que o mesmo se realizará nas datas previstas, na modalidade ONLINE.

Participantes
Professores, investigadores, estudantes dos diferentes níveis de ensino, técnicos de instituições/associações e público em geral

Tema da Conferência
Educação, Ambiente e Desenvolvimento

Subtemas
Educação Ambiental
Desenvolvimento e sustentabilidade
Emergência climática e adaptação
Património(s) e Identidade(s)
Ecossistemas terrestres e recursos hídricos
Ecossistemas aquáticos e litoral
Participação, cidadania e inclusão

Línguas de trabalho
Português, inglês e castelhano

Formação de professores
O IV CIEAD será acreditado no âmbito da formação de professores (18h) em colaboração com Centro de Formação da Rede de Cooperação e Aprendizagem.


Ver mais em: IV Congresso Internacional Educação, Ambiente e Desenvolvimento

Maio 2020

Maus tratos e abandono de animais: o que diz a lei?

Em 2019, foram recolhidos 31.966 animais pela rede de centros de recolha oficial de animais, muitos deles abandonados e vítimas de maus tratos.

A legislação portuguesa estabelece que “os animais são seres vivos dotados de sensibilidade e objeto de proteção jurídica em virtude da sua natureza”. Desde 2015 que os maus tratos e o abandono animal animais são considerados um crime à luz da lei penal portuguesa.

Neste artigo abordamos o que a lei estabelece quanto a maus tratos a animais de companhia e ao abandono destes.

O que é um animal de companhia?

A lei portuguesa define animal de companhia como qualquer animal que seja detido por seres humanos para entretenimento e companhia (cães, gatos, pássaros, tartarugas e cágados, coelhos anões, porquinhos-da-Índia, peixes de aquário, etc).

Neste conceito não cabe a utilização de animais para fins de exploração agrícola, pecuária ou agroindustrial, bem para fins de espectáculos comerciais.

Maus tratos a animais de companhia

A lei portuguesa determina que se alguém, sem motivo legítimo (legítima defesa, por exemplo) infligir dor, sofrimento ou maus tratos físicos a um animal de companhia é punido com pena de prisão até 1 ano ou com pena de multa até 120 dias.

O agressor é punido com pena de prisão até dois anos ou com pena de multa até 240 dias se, em virtude dos maus tratos que lhe foram infligidos, o animal de companhia vier:

  • Morrer;
  • Ficar privado de órgãos importantes;
  • Ficar privado de membro (uma pata, por exemplo);
  • Veja afetada e permanentemente a sua capacidade de locomoção.

Abandono de animais de companhia

Quem, tendo o dever de guardar, vigiar ou assistir animal o deixar ao abandono, colocando em perigo a sua alimentação e a prestação de cuidados que lhe são devidos, é punido com pena de prisão até 6 meses ou com pena de multa até 60 dias.

O que acontece a quem é condenado?

Em função da gravidade, para além da pena de prisão ou pena de multa, quem maltratar ou abandonar animais de companhia, poderá:

  • Ficar proibido de, no prazo máximo de 5 anos, ter animais de companhia;
  • Ficar privado de participar em feiras, mercado, exposições ou concursos relacionados com animais de companhia – durante um máximo de 3 anos;

  • Ver encerrado estabelecimento relacionado com animais de companhia cujo funcionamento esteja dependente de licença administrativas – durante um máximo de 3 anos;

  • Ver suspensas, durante um máximo de 3 anos, as permissões administrativas relacionadas com animais de companhia.

Como denunciar maus tratos ou abandono de animais?

Sempre que presenciar uma situação de maus tratos ou abandono animal deverá denunciar às autoridades competentes. A Polícia de Segurança Pública (PSP) criou, em 2015, o Programa de Defesa Animal, destinando a aconselhar e a receber denúncias através do endereço eletrónico [email protected] ou do contacto telefónico 217654242.

– artigo redigido por um jurista com base no Código Penal (Decreto-Lei n.º 48/95) e Código Civil (Decreto-Lei n.º 47344/66)


Artigo editado pelo portal trabalhador.pt

Abril 2020

O nosso desrespeito pelos animais causou esta pandemia

Em entrevista dada dia 12 de Abril à estação televisiva France24, a cientista de 86 anos explicou que, sem os seus habitats naturais, os animais irão ver-se cada vez mais forçados a aproximar-se das populações, o que, por sua vez, tornará mais provável este tipo de surtos.

“Foi o nosso desprezo pela natureza e o nosso desrespeito pelos animais com quem deveríamos partilhar o planeta que causou esta pandemia, que foi prevista há tanto tempo”, disse.

Jane Goodall alerta que outro dos fatores de risco está relacionado com “os animais que são vendidos em mercados em África ou na Ásia, especialmente na China, e nas quintas intensivas onde são cruelmente aglomerados biliões de animais de todo o mundo”.

Jane Goodall é uma das primatólogas mais famosas do mundo e considerada a maior especialista em chimpanzés, que começou a estudar, em 1960, no Parque Nacional Gombe Stream, na Tanzânia.

“Temos pouco tempo para agir, não pode ser apenas a juventude a fazê-lo. Todos devem contribuir. A natureza é resiliente. Quando destruímos um lugar vemos que, ao fim de algum tempo, a natureza se recompõe. Há, também, um aspeto importante no espírito humano que é a vontade de fazer algo que parece impossível. Tenho esperança, mas resta muito pouco tempo para agir”.

Fundadora do Instituto Jane Goodall, a cientista desenvolveu um grande volume de trabalho sobre conservação da natureza e bem-estar animal e é, desde 2002, Mensageira da Paz da ONU.

Por Green Savers: https://greensavers.sapo.pt/o-nosso-desrespeito-pelos-animais-causou-esta-pandemia/

Abril 2020

Projecto “No Meu Quintal”

“No Meu Quintal” é um projeto de ciência cidadã que quer conhecer o que se passa pelos quintais dos portugueses. Estamos preocupados em tornar o quintal num espaço mais verde e ecológico. Para tal, pedimos a ajuda de quem cuida e trata— ou melhor, de quem o habita.

Somos um projeto da Rio Neiva – Associação de Defesa do Ambiente em parceria com o Centro de Educação Ambiental de Esposende. Desde Fevereiro que estamos a conhecer o que acontece pelos quintais em nosso redor. Queremos recolher hábitos, rotinas, práticas sustentáveis e ecológicas, bem como perceber o uso real de pesticidas e fertilizantes no quotidiano desses quintais (o que se usa, quanto se usa e em quê). Interessa-nos o contributo de qualquer pessoa que tenha um quintal com jardim e/ou uma horta para consumo doméstico. Todo o trabalho pretende ser feito a par com quem nele queira participar.

O projeto vai acontecer em três fases. A primeira será a de recolha de informação online com uma série de perguntas chave para aquilo que pretendemos saber. O inquérito tem a duração máxima de 15 minutos.   Quanto maior o número de participantes, maior a qualidade dos dados recolhidos.

Na segunda fase, iremos visitar alguns dos quintais inscritos e realizar um documentário que pretende abordar a relação entre as pessoas e este espaço. Numa altura em que nos é pedido a todos para ficarmos em casa, o quintal, mais do que nunca, ganha especial importância. Ainda nesta fase, organizaremos ações de sensibilização e partilha de informação sobre a temática para todos os interessados. Claro que isto só acontecerá quando for seguro voltarmos a ter contacto direto uns com os outros.

Por fim, na terceira e última fase, será desenvolvido e publicado um Manual de Práticas Sustentáveis. Este Manual estará disponível para orientar e ajudar quem quiser a tornar o seu quintal mais “verde” e ecológico. As práticas serão recolhidas ao longo de todo o projeto, com os diferentes contributos dos participantes. Vamos também apresentar e divulgar o documentário e partilhar toda a informação que veio a ser compilada ao longo dos meses. Somos um projeto de ciência aberta, pelo que a partilha dos dados recolhidos está assente desde o princípio.

“No Meu Quintal” recebeu financiamento da União Europeia, através do programa Horizon 2020 research and innovation, apoiado através do projeto Europeu de ciência cidadã ACTION.

Podes conhecer melhor o projeto através do site e vídeo promocional: 

Site: https://rioneiva.com/nomeuquintal/

Vídeo teaser: https://vimeo.com/395982119

Abril 2020

Informação do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra

Plano de Emergência Nacional

No âmbito da implementação do Plano de Emergência Nacional e de Despacho Reitoral da Universidade de Coimbra, informamos que o Jardim Botânico permanece encerrado ao público desde 22 de março.

Sejamos resilientes como as árvores, que em isolamento permanente porque não se deslocam de onde enraízam, possamos ultrapassar esta crise.

Voltaremos ao Jardim!

Calendários e fundos de ambiente de trabalho

Abril 2020

Em abril decore o seu ambiente de trabalho com o rosmaninho ou a glicínia

Veja as imagens aqui.

Desafios no Jardim

Uma fotografia e uma pergunta por dia

Assinalando a rentrée 2019/2020 iniciámos dia 1 de setembro no Facebook a série DESAFIOS NO JARDIM: uma fotografia e uma pergunta por dia sobre uma espécie, um espaço, uma história, uma individualidade, um recanto, uma surpresa, um encantamento…

Findo o périplo de 366 dias, em ano bissexto, propomos outro passeio de interpretação no dia 1 setembro 2020, grátis, a 25 participantes, com a oferta de livros aos 5 “desafiados” mais ativos.

Atreva-se!

Consultório Botânico

Todas as questões sobre plantas respondidas pelo Jardim Botânico

Tem dúvidas sobre plantas? Mas afinal porque é que as árvores perdem as folhas? Não tem a certeza se está a regar corretamente a sua planta? Quer saber o nome da espécie que acabou de florir na sua varanda?

O Jardim Botânico da Universidade de Coimbra criou o Consultório Botânico para esclarecer qualquer questão que tenham sobre botânica, compreender a sua ecologia e comportamentos, ou ajudar-vos a identificar a grande diversidade de espécies de plantas que existem.

Saiba mais

Abril 2020

Shenzhen é a primeira cidade chinesa a proibir que se comam cães e gatos

Após as autoridades chineses terem proibido a venda e o consumo de animais selvagens como forma de melhorar a segurança alimentar, Shenzhen decidiu alargar a medida aos cães e gatos.

No final de fevereiro, já as autoridades chinesas tinham anunciado a proibição de vender e consumir animais selvagens. Shenzhen, no entanto, decidiu ir mais longe e alargar a restrição a cães e gatos, tornando-se na primeira cidade chinesa a adotar esta medida, avançou a Reuters esta quinta-feira. Segundo as autoridades do sul da China, a nova lei entrará em vigor a partir do dia 1 de maio.

“Cães e gatos estabeleceram uma relação muito mais próxima com os seres humanos do que todos os outros animais, e proibir o consumo de cães, gatos e outros animais de estimação é uma prática comum em países desenvolvidos e em Hong Kong e Taiwan”, explicou o governo da cidade numa nota publicada na quarta-feira.

Em fevereiro, propunha-se também banir a venda e o consumo de tartarugas e sapos, muito apreciados na comida no sul da China. No entanto, o governo da cidade reconheceu esta semana que este ainda é “um ponto quente de controvérsia”, esclarecendo que o consumo destes animais não seria proibido.

Citado pelo Shenzhen Daily, Liu Jianping, um funcionário do Centro de Prevenção e Controle de Doenças de Shenzhen, garante que o consumo destes animais não é uma necessidade. “Não há evidências de que a vida selvagem seja mais nutritiva do que aves e gado”, afirmou Liu, acrescentando que as aves, o gado e os animais marinhos disponíveis para os consumidores são suficientes.

Esta proibição é exigida por ativistas dos animais há vários anos, uma vez que os cães, em particular, são comidos em várias partes da Ásia. Um dos eventos mais controversos e onde milhares de cães são mortos ou até esfolados vivos e cozidos para depois serem consumidos é o Yulin Dog Meat Festival.

A Organização Mundial de saúde (OMS) informou no mês passado que cães e gatos não representam um perigo para a saúde dos humanos em relação à Covid-19. No entanto, o comércio deste tipo de animais tem outros riscos para a saúde, devido a doenças como a raiva.

Uma experiência feita recentemente no Instituto de Investigação Veterinária de Harbin, na China, sugere que os gatos podem ser infetados pelo novo coronavírus. Não se sabe, no entanto, se podem transmitir o agente patogénico aos humanos ou se podem ser contagiados por eles.

Pode ler a notícia no Observador.

.

Março 2020

Emergência COVID-19 – Resíduos em casa, o que fazer

Gestão de resíduos em casa em situação de pandemia por COVID-19 | Orientações da Agência Portuguesa do Ambiente

A emergência COVID 19 exige o nosso empenho para manter os serviços essenciais do país em funcionamento, como é o caso da recolha de resíduos. Para facilitar o trabalho dos profissionais de higiene urbana e da gestão de resíduos que, todos os dias, continuam a garantir este serviço essencial, devemos todos continuar a desempenhar o nosso papel.

Gestão de resíduos produzidos nos domicílios e alojamentos locais

Reduza o desperdício que produz em casa. Quanto menos resíduos produzirmos, menos sobrecarga será colocada no sistema.

Na situação de se estar perante casos suspeitos ou confirmados de infeção por COVID-19 em tratamento no domicílio, todos os resíduos produzidos pelo(s) doente(s) e por quem lhe(s) prestar assistência devem ser colocados em sacos de lixo resistentes e descartáveis, com enchimento até 2/3 (dois terços) da sua capacidade. Preferencialmente o contentor onde se coloca o saco deve dispor de tampa e esta ser acionada por pedal. Os sacos devidamente fechados devem ser colocados dentro de um 2º saco, devidamente fechado, e ser depositado no contentor do lixo comum. Reforça-se que, neste caso, não há lugar a recolha seletiva, devendo os resíduos recicláveis ser depositados com os resíduos indiferenciados e nunca no ecoponto.

Os materiais no ecoponto irão sofrer uma “quarentena”, protegendo os profissionais de gestão de resíduos.

A gestão de resíduos dos domicílios em que não existem casos suspeitos ou confirmados de infecção por COVID-19 continuará a realizar-se de modo habitual, com as alterações preconizadas pelo Município ou sistema de recolha da área geográfica em causa. Recomenda-se, nesta situação, que a recolha selectiva seja mantida, evitando sobrecarregar os tratamentos de destino final incineração e aterro.

As luvas, máscaras e outros materiais de proteção, mesmo que não estejam contaminados, devem ser encaminhados para o lixo comum, em saco bem fechado. Não devem em caso algum ser colocados no contentor de recolha seletiva nem depositados no ecoponto ou despejados na sanita.

Respeite a hora de recolha. Deposite o lixo nos contentores no período mais próximo da hora de recolha, para menor exposição dos resíduos na via pública: as equipas e a saúde de todos agradecem.

Evite a colocação de “monstros” na via pública. Neste período, não coloque móveis, colchões e outras peças grandes ou os verdes do jardim, para serem recolhidos. Isso coloca uma pressão adicional nos serviços de higiene urbana que precisam de racionar recursos para continuar a garantir o nosso bem-estar.


Consulte informação adicional disponível no portal da Direção-Geral da Saúde.

Assista aqui  ao vídeo do Ministro do Ambiente e da Ação Climática.

.

Março 2020

O novo coronavírus e animais de companhia

NÃO AO PÂNICO, SIM A INFORMAÇÃO

Se é verdade que, devido ao novo coronavírus, estamos perante uma pandemia de nível mundial que deve ser levada a sério e merecer toda a nossa atenção, também é verdade que um dos grandes perigos que enfrentamos reside na falta de informação e na desinformação, o que tem levado, um pouco por todo o lado, ao pânico generalizado.

Segundo notícias preocupantes vindas de Espanha e de outros sítios, há pessoas a abandonar os seus animais de companhia com medo de poderem ser infectadas com o novo coronavírus. Por isso, antes de nos entregarmos a histerismos desnecessários e contraproducentes, nada como saber o que nos dizem os maiores entendidos da WSAVA, Comunidade Global Veterinária.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, não há, actualmente, evidências de que os animais de companhia, nomeadamente cães e gatos, possam ser infectados com o vírus COVID‐19 ou que possam ser uma fonte de infecção para as pessoas.

Se o seu animal de estimação desenvolver uma doença inexplicável e tiver sido exposto a uma pessoa infectada com COVID-19, converse com o técnico de saúde pública que trabalha com a pessoa infectada com COVID-19.

Não leve o animal a uma clínica veterinária, a menos que seja instruído por um funcionário da saúde pública.

Embora o COVID-19 pareça ter surgido de uma fonte animal, agora transmite-se de pessoa a pessoa. Pensa-se que essa disseminação ocorre principalmente por gotículas respiratórias produzidas quando uma pessoa infectada tosse ou espirra.  É importante ressaltar que não há evidências de que animais de companhia, incluindo animais de estimação como cães e gatos, possam ser infectados com COVID-19.

O que deve ser feito com animais de estimação em áreas onde o vírus está activo?

Embora já tenha havido relatos de animais de estimação ou outros animais adoecendo com COVID-19, até que saibamos mais, os donos devem evitar o contacto com animais com os quais não estão familiarizados e lavar sempre as mãos antes e depois de interagirem com os animais. Se os proprietários estiverem doentes com COVID-19, devem evitar o contacto com animais em sua casa, incluindo acariciar, aconchegar, ser beijado ou lambido e compartilhar alimentos. Se precisam cuidar de seu animal de estimação ou estar perto de animais enquanto estão doentes, eles devem lavar as mãos antes e depois de interagirem com eles e usar uma máscara facial.

O mais importante continua a ser manter os seus animais devidamente vacinados e de boa saúde, e seguir as indicações do seu veterinário.

Não é demais sublinhar: não há evidências de que animais de estimação possam estar infectados com o vírus COVID‐19 ou que possam ser uma fonte de infecção para as pessoas.


Num momento em que está declarado o estado de emergência no nosso país, é importante manter a calma, procurar informar-se em fontes confiáveis, proteja-se, a si e aos seus, mantenha-se de boa saúde,  siga as recomendações profissionais dos seus médicos, médico-veterinários e das autoridades de saúde e continue a ter o melhor 2020 possível.


Fontes:

SNS 24 – Serviço Nacional de Saúde: https://www.sns24.gov.pt/tema/doencas-infecciosas/covid-19/

Informação sobre a infeção por Coronavírus (2019-nCoV) – OMV, Ordem dos Médicos Veterinários: https://www.omv.pt/publicacoes/noticias/coronavirus-2019-ncov—informacoes

The New Coronavirus and Companion Animals – Advice for WSAVA Members:  https://wsava.org/news/highlighted-news/the-new-coronavirus-and-companion-animals-advice-for-wsava-members

O novo coronavírus e animais de companhia; conselhos da WSAVA – World Small Veterinary Association (Associação Mundial dos Veterinários de pequenos animais) – tradução da VetFunchal, Dr. Eduardo A. C. Teixeira:  https://www.dnoticias.pt/binrepository/video_content_2812459_20200304203003.pdf

Março 2020

Divulgação da consulta pública do projeto “Mina de Numão”

Encontra-se a decorrer o processo de Avaliação de Impacte Ambiental do Projeto “Mina do Numão”, do qual faz parte o procedimento de Consulta Pública. Tendo como objetivo o acesso à informação e a participação pública comunica-se, também, que a documentação para consulta se encontra disponível durante 30 dias úteis, de 04 de Março a 15 de Abril de 2020, no Portal Participa (http://participa.pt/), podendo todas as observações e sugestões ser apresentadas diretamente no referido Portal. É, também, possível aceder aquele portal em www.apambiente.pt.

Ver processo em: http://siaia.apambiente.pt/AIA.aspx?ID=3282

Pode ler o parecer da Comissão de Avaliação, de Fevereiro de 2018, em:

http://siaia.apambiente.pt/AIADOC/DA205/pda205-parecerca_vfinal201836152458.pdf

Durante o próximo mês de Março destacam-se diversos eventos nacionais e internacionais que cobrem várias áreas de interesse

15.º Congresso da Água

De 25 a 28 de Março a Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos vai realizar em Lisboa, o 15.º Congresso da Água dedicado ao tema “Para uma política da água em Portugal – o contributo da APRH”. No início de mais uma década deste século e deste milénio, somos confrontados com desafios cada vez mais difíceis de prever pelo que é imprescindível adotar novas atitudes e abordagens. Num contexto de incertezas há que agir de forma a minimizar e prevenir riscos, adotando os mais adequados planos de contingência.

Saiba mais em: https://www.aprh.pt/congressoagua2020/index.html

Risco de tsunami na cidade de Lisboa

No dia 3, a C.M. Lisboa juntamente com a protecção Civil realizam a conferencia “Risco de tsunami na cidade de Lisboa”, a partir das 14h30 no Centro de Informação Urbana de Lisboa, Picoas Plaza, Rua Viriato, 13 – E, Núcleo 6, 1º.

“Educação Ambiental como processo (trans)formador para a construção de eco comunidades”

Por sua vez, a Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA) tem vindo a promover descentralizadamente as Jornadas Pedagógicas de Educação Ambiental em Portugal, com periodicidade anual e temáticas diversificadas. A 26ª edição, subordinada ao tema “Educação Ambiental como processo (trans)formador para a construção de eco comunidades”, irá decorrer de 6 a 8 de Março de 2020 em Lisboa (na Escola Secundária Eça de Queirós, Olivais), no âmbito de Lisboa Capital Verde Europeia 2020.

Saiba mais em: https://aspea.org/index.php/pt/noticias/465-xxvi-jornadas-pedagogicas-de-educacao-ambiental

“Os Novos Desafios do Saneamento”

“Os Novos Desafios do Saneamento” são o mote para o próximo seminário realizado pela APDA e respetiva Comissão Especializada de Águas Residuais (CEAR). Tem lugar no Auditório da Ordem dos Engenheiros, em Lisboa, a 17 de março próximo.

Saiba mais em: https://apda.pt/site/upload/files/apda_seminrio_saneamento_17.03

XXI Jornadas sobre Conservação da Natureza e Educação Ambiental

O FAPAS está a promover as XXI Jornadas sobre Conservação da Natureza e Educação Ambiental que terão lugar no Porto, na Biblioteca Almeida Garrett (Palácio de Cristal – Porto) de 27 a 29 de Março de 2020.

Saiba mais em: https://www.fapas.pt/xxi-jornadas-de-conservacao-da-natureza-e-educacao-ambiental-do-fapas/

Estas e outras notícias bem como muitos estudos de interesse podem ser encontrados em Ambiente magazine online – https://www.ambientemagazine.com/

Fevereiro 2020

Ocean Action: uma campanha de comunicação de ciência sobre o problema do lixo marinho

Mais de 8 milhões de toneladas de plástico chegam anualmente ao oceano, causando impactos muito negativos sobre numerosos animais marinhos e a saúde humana.

A Campanha Ocean Action apostou no uso de uma combinação de diferentes ferramentas de comunicação, na fronteira entre a ciência e a arte, para informar e sensibilizar a comunidade escolar e população sobre este problema, incluindo grandes esculturas construídas com plásticos descartados, uma exposição itinerante, uma peça de teatro original, atividades de ciência experimental e palestras, limpezas de praia, concursos e produção de vídeos educativos.

03 de março, terça-feira, às 17h, no auditório do ISPUP- Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, na R. das Taipas, 135, Porto, pelo Biólogo José Teixeira.

Fevereiro 2020

Projeto “Parque Solar ESCALABIS” – processo de Avaliação de Impacte Ambiental

Encontra-se a decorrer na Agência Portuguesa do Ambiente (APA) o processo de Avaliação de Impacté Ambiental do projeto “Parque Solar ESCALABIS”, conforme estabelecido no Decreto-Lei n.o 152-B/2017, de 11 dezembro e encontra-se disponível para ser consultado, durante 30 dias úteis de 13 de Fevereiro a 25 de Março de 2020.
De forma a garantir o acesso à informação e a participação pública, a APA, enquanto Autoridade Nacional de Avaliação de Impacte Ambiental, informa que Estudo de Impacte Ambiental e o Resumo Não Técnico se encontram disponíveis para consulta, durante o período acima referenciado, no Portal Participa em http://participa.pt.

No âmbito do processo de Consulta Pública serão consideradas todas as opiniões e sugestões apresentadas por escrito, desde que relacionadas especificamente com o projeto em análise. Essas exposições deverão ser dirigidas ao Presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, até à data do termo da Consulta Pública, podendo para o efeito ser usado o referido Portal.

o licenciamento (ou a autorização) do projeto só poderá ser concedido após Declaração de Impacte Ambiental Favorável ou Condicionalmente Favorável, emitida pela Autoridade de AIA ou pelo Secretário de Estado do Ambiente, ou decorrido o prazo para a sua emissão.

Os interessados gozam da possibilidade de impugnação administrativa, através de reclamação ou recurso hierárquico, nos termos do Código do Procedimento Administrativo, e contenciosamente, nos termos do Código de Processo dos Tribunais Administrativos, de qualquer decisão, ato ou omissão ao disposto no decreto-lei n.o 151-B/2013, de 31 de outubro alterado e republicado pelo decreto-lei n.o 152-B/2017 de 11 de dezembro.

novembro 2019

Campanha de apoio à esterilização de cães e gatos de companhia

A Lei n.º 27/2016, de 23 de agosto, estabeleceu como tarefa dos organismos da administração central do Estado, em colaboração com as autarquias locais, o movimento associativo e as organizações não governamentais, a promoção de campanhas de esterilização de animais errantes, como forma privilegiada de controlo da sua população, com o objetivo de, a prazo, assegurar a eliminação do recurso à eutanásia para o efeito.

O Governo, empenhado em assegurar os objetivos apontados na referida lei, dando continuidade às iniciativas realizadas nos anos de 2017 e de 2018, decidiu promover uma campanha de esterilização de cães e gatos, em cooperação com os municípios ou as entidades gestoras de CRO intermunicipais e os organismos da administração direta do Estado envolvidos nesta área, tendo para o efeito estabelecido um apoio financeiro para a realização de intervenções de esterilização de cães e gatos de companhia.

Neste sentido, foi publicado o Despacho n.º 2301/2019 que aprova um apoio financeiro no montante global de 500 000 €, proveniente da dotação de receitas gerais do orçamento de funcionamento da Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), destinado à promoção de uma campanha de apoio à esterilização de cães e gatos de companhia.

Ver mais no site da DGAV: http://www.dgv.minagricultura.pt/portal/page/portal/DGV/noticiadetalhe_noticia=32072869&cboui=32072869


Vantagens da esterilização

Evita o sobrepovoamento: o aumento do número de ninhadas indesejáveis leva ao abandono de animais, os quais ficam sujeitos a fome, doenças, maus tratos, atropelamentos, mordeduras e contribui para a existência de alojamentos sobrelotados.

Diminui o risco de desenvolvimento de tumores nos órgãos reprodutores dos animais.

Diminui a agressividade dos machos, que ficam mais tranquilos.

Diminui o risco de fuga dos machos que procuram fêmea, e de visitas inoportunas dos machos da vizinhança, em caso de fêmea em cio.

Diminui o incómodo causado pelo mau cheiro e pelos corrimentos dentro de casa.

Não muda a personalidade do animal, nem o instinto da caça ou o de proteção e guarda da casa.

A diminuição da natalidade, de cães e de gatos é um dos maiores auxílios no controlo do abandono.

O que é a esterilização?

É o procedimento que toma os animais estéreis, incapazes de produzir descendência.

É uma medida que deve ser promovida por razões sociais e de bem-estar animal.

Pode ser conseguida quimicamente, ou cirurgicamente.

A escolha do método depende do detentor, que deve ser aconselhado pelo médico veterinário.

Os métodos químicos, por administração de anticoncecionais, são reversíveis, obrigam a administração periódica e têm alguns efeitos secundários. A esterilização cirúrgica é um método definitivo, que só deve ser realizado sob anestesia por médico veterinário. As técnicas cirúrgicas de esterilização mais habituais consistem na remoção dos testículos nos machos e dos ovários e ou do útero nas fêmeas.

A esterilização não é perigosa?

A remoção dos testículos, habitualmente designada como castração, é um processo rápido, simples e pouco traumático. A ovariohisterectomia, nome dado à remoção dos ovários e útero das fêmeas, é um procedimento com maior complexidade, embora seja considerada uma cirurgia de rotina e muito segura.

A esterilização cirúrgica é dolorosa?

Esta cirurgia é realizada sob anestesia, por um médico veterinário .

Esterilizar não é caro?

Os preços variam um pouco, mas em alguns casos pode haver apoio das câmaras municipais, ou estabelecerem-se protocolos com clínicas ou associações de protecção animal, para obter custos mais acessíveis. Os gastos relacionados com a esterilização são apenas uma parte dos valores inerentes à saúde e bem-estar de um animal, como é o caso da alimentação, das desparasitações e das vacinações.

Qual a idade aconselhada para esterilizar?

A idade mais aconselhada para a esterilização não é consensual. Em situações que visem resolver problemas especí­cos, como é o caso da sobrepopulação, deve adotar-se a esterilização precoce, preferencialmente antes da maturidade sexual.

Os animais não vão engordar?

Esse é um risco, efetivamente, mas pode ser ultrapassado através da administração de ração adequada e da prática de exercício.


Colabore na prevenção das populações errantes!

Ajude a diminuir o número de animais abandonados!

Contribua para evitar os cruzamentos de raças, potenciadores de comportamentos e defeitos indesejáveis.

Informe-se junto do seu médico veterinário assistente, ou dos médicos veterinários municipais.

Outubro 2019

Consulta Pública do RECAPE “Linha do Minho: Quadruplicação do troço Contumil / Ermesinde

Encontra-se a decorrer, no âmbito do processo de Licenciamento Único de Ambiente do projeto acima referido, a verificação da conformidade ambiental do projeto acima referido e do qual faz parte o procedimento de Consulta Pública.

Assim, informa-se que a documentação para consulta se encontra disponível durante 15 dias úteis, de 2 a 22 de outubro de 2019, no Portal Participa (http://participa.pt/), podendo todas as observações e sugestões ser apresentadas diretamente no referido Portal. É, também, possível aceder aquele portal em www.apambiente.pt.

No âmbito do processo de Consulta Pública serão consideradas e apreciadas todas as opiniões e sugestões apresentadas por escrito, desde que relacionadas, especificamente, com o projeto de avaliação. Essas exposições deverão ser dirigidas a Presidente do Conselho Diretivo da Agência Portuguesa do Ambiente, até à data do termo da Consulta Pública, podendo para o efeito ser usado o referido portal participa.pt.

Agosto 2019

ONU: 1 milhão de espécies ameaçadas de extinção

O primeiro relatório intergovernamental feito sobre o estado global da natureza e dos ecossistemas mostra que a situação atual do planeta se encontra num nível “sem precedentes” na história da humanidade.

Nunca a mudança de atitude urgente e a atenção sobre o clima do planeta foi um tema tão polémico. Agora, o relatório da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistémicos (IPBES), publicado em Maio pelas Nações Unidas, volta a sublinhar a sua importância, afirmando que das oito milhões de espécies no mundo, existem cerca de um milhão de espécies de animais e plantas sob ameaça de extinção.

“A saúde dos ecossistemas, dos quais nós e todas as outras espécies dependem, está a deteriorar-se mais rapidamente do que nunca. Estamos a erodir as próprias fundações das nossas economias, meios de subsistência, segurança alimentar, saúde e qualidade de vida em todo o mundo”, acusa o Presidente do IPBES, Robert Watson.

Compilado por 145 autores, especialistas de 50 países, e com contribuições de outros 310 autores, o relatório, elaborado durante três anos, avalia as mudanças nas últimas cinco décadas, fornecendo uma visão abrangente da relação entre os caminhos do desenvolvimento económico e dos impactos na natureza.

Espécies ameaçadas: 40% dos anfíbios e mais de um terço dos mamíferos ameaçados

Segundo o estudo, considerado o mais abrangente já publicado, a natureza encontra-se num nível “sem precedentes” na história da humanidade visto as taxas de extinção de espécies estarem a “acelerar” e a resposta global atual ser “insuficiente”. Nos últimos 40 anos, o risco de extinção total de espécies aumentou, sendo hoje em dia “centenas de vezes maior do que a natural”, de acordo com um dos coordenadores do relatório, Paul Leadley.

(…)

Ainda vamos a tempo

Apesar dos dados se mostrarem alarmantes, os autores mostram esperança na mudança e na possibilidade de salvar o meio ambiente e as espécies que se encontram ameaçadas.

(…)

“Este relatório lembra-nos de uma verdade óbvia: As atuais gerações têm a responsabilidade de dar às gerações futuras um planeta que não se encontre irreversivelmente danificados pela atividade humana”, apela o administrador de Desenvolvimento da ONU, Achim Steiner. “O nosso conhecimento local, indígena e científico prova que temos soluções. Basta de desculpas. Temos que viver de forma diferente na Terra.”

Ler artigo completo em ‘Diário de Notícias’ online, de 06 Maio 2019.

Agosto 2019

PAN quer criar Serviço Nacional de Saúde para cães e gatos

Chamem-lhe clínicas ou hospitais, sejam cinco ou 20 espalhados pelo País – André Silva quer revolucionar os cuidados ao dispor dos animais de companhia e promete medidas que compensem o aumento da despesa do Estado. Pretende impor limites aos cruzeiros que aportam em Portugal e garante que, para já, não fará parte do Governo.

A proposta vai constar do programa eleitoral do Pessoas-Animais-Natureza (PAN) e André Silva, em entrevista à VISÃO, explica detalhadamente o que pretende: uma rede pública de assistências a cães e gatos, à imagem do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Questionado sobre os contornos desse eventual sistema médico-veterinário, o deputado único do PAN responde de forma taxativa: “Sim, sim, é uma espécie de SNS para animais. (…) Há uma série de associações que recolhem e acolhem animais errantes e abandonados e que se têm substituído ao Estado, tendo despesas incomensuráveis. Por outro lado, há muitas famílias com enormes dificuldades, nomeadamente pessoas idosas que estão sozinhas e que a única companhia que têm é o gato ou o cão. Não é uma medida de proteção e de bem-estar animal; é uma resposta social às famílias mais carenciadas. Sim, queremos estabelecer uma rede pública – chame-se hospital, chame-se clínica – que tenha serviços médico-veterinários que possam suprir [as dificuldades] destas duas grandes comunidades.”

Essa rede, notou na entrevista que decorreu na segunda-feira, 20, na sede do PAN, em Lisboa, algumas famílias, em função dos respetivos rendimentos, estariam dispensadas do pagamento de taxas moderadoras (ou algo equivalente) e outras teriam de custear os cuidados médicos prestados. André Silva ainda não fez as contas ao impacto da proposta nos cofres do Estado, mas assegurou que apresentará medidas que compensem esse aumento de despesa.

Artigo de Octávio Lousada Oliveira, na revista ‘Visão’ de 21-08-2019

Julho 2019

Humanidade esgotou recursos naturais disponíveis para este ano

No dia 29 de julho, a humanidade esgotou os recursos naturais do planeta disponíveis para este ano, ou seja, o orçamento natural, habitualmente designado como Overshoot Day (Dia de Sobrecarga da Terra). Este é o dia em passamos a viver a crédito e a esgotar os recursos do planeta a um ritmo não sustentável.

Este ano o limite foi atingido três dias mais cedo que em 2018. “A tendência tem sido a de acionar o cartão de crédito ambiental cada vez mais cedo, não obstante todo o discurso político e público sobre economia circular e neutralidade carbónica”, sublinha a associação ambientalista ZERO.

Esta é a data mais recuada desde que o planeta entrou em défice ecológico no início dos anos 70, assinalou a organização internacional Global Footprint Network, que todos os anos faz este cálculo. A mesma organização indica que, nos últimos 20 anos, a data que a humanidade terá esgotado os recursos naturais que o planeta é capaz de renovar foi antecipada três meses.

Este ano Portugal atingiu o seu overshoot day a 26 de maio. O consumo de alimentos (32% da pegada global do país) e a mobilidade (18%) encontram-se entre as atividades humanas diárias que mais contribuem para a Pegada Ecológica de Portugal e constituem assim pontos críticos para intervenções de mitigação. Se todos os países tivessem a mesma pegada ecológica que o nosso país, seriam necessários 2,5 planetas.

“Atualmente, considerando a média mundial, estamos a consumir cerca de 1,75 planetas com a nossa voracidade de produção e consumo. A sobrecarga só é possível porque estamos a esgotar o capital natural da Terra, o que põe em causa o futuro da humanidade”, alerta a Zero.

Propostas da ZERO para reduzir o défice ambiental

A ZERO considera que a aposta numa economia circular, onde a redução e reutilização de recursos é maximizada, deverá ser uma prioridade transversal a todas as políticas públicas. O ponto fulcral deverá ser a redução no uso de materiais, a promoção da reutilização e a extensão dos tempos de vida dos bens e equipamentos.

A promoção de uma dieta alimentar saudável e sustentável, com a redução do consumo de proteína de origem animal e um aumento significativo do consumo de hortícolas, frutas e leguminosas secas, trará enormes benefícios à saúde de todos e uma redução significativa do impacto ambiental associado à alimentação, defende a associação.

Em Portugal, tal significará uma aproximação da balança alimentar portuguesa com o preconizado no padrão alimentar da roda dos alimentos, um objetivo, sobre todos os pontos de vista, desejável.

A promoção da mobilidade sustentável assente em diferentes estratégias, pode dar um contributo muito importante, nomeadamente através da melhoria do acesso e das condições de operação dos transportes públicos, por exemplo, privilegiando os corredores específicos e melhorando a articulação entre diferentes meios de transporte, ao nível dos interfaces, horários e bilhética.

Outra medida é a disponibilização de infraestruturas e condições que estimulem a mobilidade suave, como andar a pé e de bicicleta. Partilha do transporte (car-sharing) ou mesmo a transição para a mobilidade elétrica são outras sugestões.

Site da ZERO – ASSOCIAÇÃO SISTEMA TERRESTRE SUSTENTÁVEL

Site da Global Footprint Network

Julho 2019

Participa-Reativação das minas de ferro de Moncorvo

PARTICIPA

Projeto “Reativação das Minas de Ferro de Moncorvo”. Consulta Pública.

Na sequência do processo de Licenciamento Único de Ambiente do Projeto “Reativação das Minas de Ferro de Moncorvo” já sujeito a um procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental, com decisão a 19 novembro de 2015, encontra-se a decorrer o procedimento de verificação da Conformidade Ambiental do Projeto de Execução.

Assim, e de forma a garantir o acesso à informação e a participação pública, a Agência Portuguesa do Ambiente, enquanto Autoridade Nacional para o Licenciamento Único de Ambiente (ANLUA), informa que o Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (RECAPE), se encontra disponível para ser consultado, durante 15 dias úteis, de 23 de Julho a 12 de Agosto de 2019, no portal Participa (http://participa.pt/).

No âmbito do processo de Consulta Pública serão consideradas e apreciadas todas as opiniões e sugestões apresentadas por escrito, desde que relacionadas, especificamente, com o projeto em avaliação. Essas exposições deverão ser dirigidas ao Presidente do Conselho Diretivo da Agência Portuguesa do Ambiente, até à data do termo da Consulta Pública, podendo para o efeito ser usado o referido portal participa.pt

Os interessados gozam da possibilidade de impugnação administrativa, através de reclamação ou recurso hierárquico facultativo, nos termos do Código do Procedimento Administrativo, e contenciosamente, nos termos do Código de Processo dos Tribunais Administrativos, de qualquer decisão, ato ou omissão ao disposto nos decretos-leis n.º 151-B/2013 e n.º 127/2018.

IPA – http://apambiente.pt/

PARTICIPA.PT – https://participa.pt/pt/consulta/reativacao-das-minas-de-ferro-de-moncorvo

Março 2019

Os animais e os incêndios de Monchique de 2018

O flagelo dos incêndios de Monchique, no ano de 2018, atingiu profundamente toda a fauna e flora da região. Tendo como preocupação sobretudo a fauna autóctone, o partido “Os Verdes” questionou o governo sobre as medidas a tomar, na pergunta n.º 158 / XIII (4.ª), de 04 de Outubro de 2018.


Transcrevemos aqui a pergunta e respectiva resposta do governo:

Assunto: Animais com fome e sede em Monchique
Destinatário: Min. do Ambiente
Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República

Têm chegado, ao Grupo Parlamentar do Partido Ecologista Os Verdes, vários relatos, segundo os quais, após o grave incêndio que este verão afetou os concelhos de Monchique e Silves, muitos animais, como raposas, veados e outros, incluindo um lince, têm vindo a surgir junto de propriedades na serra de Monchique com sintomas de sede e fome.

Face à área ardida na sequência desse incendio, este cenário era espectável e mais que previsível, mas segundo os habitantes nada foi feito para proteger estes animais após a destruição do seu ecossistema natural.

Neste contexto, importa saber que medidas foram tomadas ou pondera o Governo desenvolver no sentido de minimizar os efeitos deste grave incêndio.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Exª a Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte pergunta, para que o Ministério do Ambiente possa prestar os seguintes esclarecimentos:


1 – Tem o Governo conhecimento desta situação?

2 – Foi elaborado algum plano, através do ICNF ou outro qualquer organismo, para a manutenção e reposição dos ecossistemas, na serra de Monchique, afectados pelos incêndios?


3 – Se ainda não foram tomadas medidas face ao acima exposto que medidas vão ser tomadas e quando para resolver este grave problema?


Palácio de São Bento, 28 de setembro de 2018
Deputado(a)s
JOSÉ LUÍS FERREIRA(PEV)
HELOÍSA APOLÓNIA(PEV)

A resposta do Gabinete do Ministro do Ambiente e da Transição Energética chegou em Ofício n.º 3358/2019 de 11 de Março de 2019:

Em resposta à Pergunta n.º 158/XIIl/4.º, de 28 de setembro de 2018, formulada pela Senhora Deputada Heloísa Apolónia e pelo Senhor Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar do Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV), encarrega-me o Senhor Ministro do Ambiente e da Transição Energética de transmitir o seguinte:


1 – Tem o Governo conhecimento desta situação?

Após a ocorrência de um incêndio, e verificada a significativa perturbação dos ecossistemas, podem efetivamente ocorrer situações de carência alimentar que afetam a fauna, onde estão incluídas algumas espécies cinegéticas.

Neste caso em concreto, após o incêndio ocorrido no verão de 2018 nos concelhos de Monchique e Silves, foi disponibilizada alimentação para as espécies de caça maior, nomeadamente feno e fardos de palha cedidos por uma organização de caçadores (Safari Clube Internacional – Lusitânia Chapter), no sentido de minimizar as carências alimentares existentes numa primeira fase.

No que respeita ao lince, que alegadamente terá sido avistado na zona de Cortês, foram desencadeadas averiguações no campo pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, não se tendo confirmado a presença do animal.


2 – Foi elaborado algum plano, através do ICNF ou outro qualquer organismo, para a manutenção e reposição dos ecossistemas, na serra de Monchique, afectados pelos incêndios?

O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I.P. (ICNF) elaborou um “Relatório de Estabilização de Emergência – INCÊNDIO DE MONCHIQUE (Agosto de 2018)”, que se encontra disponível no seguinte sítio da internet:

http://www2.icnf.pt/portal/florestas/dfci/relat/raa/resource/doc/ree-2018/REE-PernaDaNegra-2018- 09out.pdf


3 – Se ainda não foram tomadas medidas face ao acima exposto que medidas vão ser tomadas e quando para resolver este grave problema?

A precipitação que ocorreu no início do Inverno potenciou a regeneração do coberto vegetal e aumentou as disponibilidades hídricas, minimizando, desta forma, os efeitos negativos do incêndio ocorrido no verão de 2018. Presentemente, não se prevê que seja necessário tomar medidas adicionais para alimentar as espécies protegidas e cinegéticas desta região.


Com os melhores cumprimentos,( também pessoais)
A Chefe do Gabinete
Ana Cisa

Março 2019

Plano estratégico para o bem-estar animal em Esposende

Numa atitude pioneira, a Câmara Municipal de Esposende vai avançar com a implementação do Plano Estratégico Municipal para o Bem-Estar Animal.

Benjamim Pereira aludiu a uma mudança de paradigma no que toca à proteção e bem-estar dos animais, em particular dos animais de companhia, traduzida em alterações legislativas que atribuem acrescidas competências tanto ao Estado como às autarquias locais, que são agora desafiadas a assumir uma posição de garante do bem-estar dos animais.

Assim, nesta sessão, procedeu-se à assinatura de protocolos com o Bombeiros Voluntários de Fão e com a Ordem dos Médicos Veterinários. No que se refere aos bombeiros, o protocolo enquadra um mecanismo de intervenção no resgaste de animais feridos abandonados no espaço público, ao passo que a parceria com a Ordem dos Médicos Veterinários prevê a promoção de políticas de saúde animal, nomeadamente o programa Cheque Veterinário, que se foca na criação de campanhas de promoção de bem-estar animal, na prevenção do abandono e no controlo da população de animais errantes.

O Plano Estratégico Municipal para o Bem-Estar Animal engloba as várias linhas de ação a desenvolver, que passam, entre outras iniciativas, pela sensibilização da população para a importância do não abandono e da adoção animal, esterilização e vacinação dos animais, reavaliação das estratégias de acolhimento e, ainda, ações de cariz inovador. Trata-se de medidas da maior relevância, referiu Benjamim Pereira, destacando ainda a importância da responsabilização.

Assim, está prevista a criação na cidade de espaços de interação para os animais e respetivos donos, como é exemplo o Parque de Agility. Por via do protocolo com os Bombeiros Voluntários de Fão é garantido o socorro aos animais errantes feridos, e, através da parceria com a Ordem dos Médicos Veterinários, as famílias de estratos sociais desfavorecidos vão poder beneficiar do Cheque Veterinário.

O Plano integra o projeto “Rafeiro – uma raça com estilo”, que passa por estimular a adoção e prevenir o abandono, através de uma campanha de edução e sensibilização nas escolas. Engloba ainda o “Pegadas”, um projeto de intervenção social que prevê a interação de animais com grupos muito específicos, como sejam idosos e crianças com deficiência ou com necessidades educativas especiais, bem como com os utentes do programa Bem-Me-Querem.

Por força da alteração da lei, que proíbe o abate de animais nos canis, este plano prevê o desenvolvimento de ações de informação/sensibilização incentivando à adoção, bem assim como a implementação imediata de uma campanha de esterilização de animais errantes, tanto de cães como de gatos, em plena articulação e parceria com as clínicas veterinárias do concelho.

A Veterinária Ana Ribeiro explicou, ainda, os procedimentos a adotar no caso de denúncias de animais errantes ou cadáver, de animais feridos, casos de sobrelotação ou saúde pública, bem como em situações de maus tratos e ruído de vizinhança, procedimentos estes que estão a ser finalizados em articulação com as autoridades locais, juntas de freguesia, entre outros parceiros, num processo em que se está a potenciar o envolvimento de todos, num trabalho que se pretende em rede.

Fevereiro 2019

Vai ser criada nos Açores reserva marinha com uma vez e meia o tamanho de Portugal

É o resultado de duas expedições científicas ao mar dos Açores. O programa Blue Azores, uma conjugação de esforços entre o governo regional açoriano, a Fundação Oceano Azul e a Fundação Waitt, vai acrescentar ao arquipélago 150 mil quilómetros quadrados de novas reservas marinhas com protecção total.

Feitas as contas, são cerca de 15% da área total da zona económica exclusiva (ZEE) dos Açores, que ronda um milhão de quilómetros quadrados, que foram transformados em Área Marinha Protegida (AMP). Uma área equivalente a uma vez e meia o território continental do país.

Neste momento, o arquipélago conta com pouco mais de 5% de território marítimo protegido (50 mil quilómetros quadrados), embora muitas das AMP existentes não tenham ainda regulamentação tanto para a pesca, como para outras actividades com impacto no ecossistema. O Blue Azores propõe disciplinar essas áreas, produzindo e aplicando planos de gestão para as reservas já existentes, ao mesmo tempo que quer triplicar a zona protegida.

Num memorando de entendimento – assinado esta quinta-feira no Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, ilha do Faial, entre o Governo Regional dos Açores, a Fundação Oceano Azul e a Fundação e Instituto Waitt –, há o compromisso de concluir a primeira fase do programa em três anos. E, nos três anos seguintes, as duas fundações vão acompanhar a aplicação do programa pelo governo regional do Açores.

“A economia e o ambiente têm de deixar de ser vistos como antagonistas, porque sem ambiente não há economia. É também isto que estamos aqui a celebrar”, disse o biólogo marinho Emanuel Gonçalves, administrador da Fundação Oceano Azul, na apresentação do programa.

Em causa, acrescentou depois José Soares dos Santos, presidente da fundação, está uma mudança de perspectiva, passando a olhar a natureza também com um capital. “Para a economia [dos Açores], um tubarão vivo vale mais do que um tubarão morto que dê um lucro efémero”, exemplificou.

O Blue Azores assenta em pareceres da comunidade científica e compromissos internacionais subscritos por Portugal, que estabelecem metas de criação de áreas marinhas protegidas que variam entre os 10% em 2020 e os 30% em 2030. Actualmente, menos de 5% de todo o oceano está sinalizado para protecção, mas com muitas AMP por concretizar ou com falta de gestão efectiva. Na prática, a área global efectivamente protegida em reservas marinhas eficazes não ultrapassa os 2%.

A realidade portuguesa não é muito diferente. O país foi um dos signatários da Convenção sobre Diversidade Biológica, comprometendo-se até 2020 com a criação de novas AMP em zonas prioritárias, contribuindo para a meta dos 10%.

A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, subiu esta quinta-feira ao palco no Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos para lembrar que, embora a Comissão Europeia tenha definido como meta os 10%, o país estabeleceu os 14%. “Existe toda a possibilidade de chegarmos mesmo aos 30%”, frisou, depois de elogiar a “coragem” do governo açoriano e de deixar um alerta.

“Nós até podemos ser uma geração perdida, mas a próxima não pode ser”, defendeu, colocando a tónica na educação ambiental.

Neste momento, nas contas da Fundação Oceano Azul, apenas cerca de 4% das águas portuguesas até ao limite da ZEE são protegidas, muito à boleia do que tem sido feito nos Açores e na Madeira. “Menos de 1% das águas territoriais do Continente são áreas marinhas com protecção total (sem pesca)”, indica a fundação criada há dois anos pela Sociedade Francisco Manuel dos Santos, o principal accionista do grupo Jerónimo Martins, dono do Pingo Doce.

Artigo de Márcio Berenguer no Público de 28/02/2019

leia aqui o artigo completo

Dezembro 2018

Parques caninos em Lisboa

O uso de trela ou açaime é obrigatório quando passeamos os nossos cães na via pública. No entanto todos concordam que os cães precisam do seu exercício diário, sobretudo tratando-se de animais de grande porte ou muito activos.

As câmaras municipais devem, dentro das suas possibilidades, criar parques vedados onde os cães possam andar à sua vontade. A Câmara de Lisboa têm vindo a  criar e a melhorar este tipo de infraestruturas ao longo do tempo e hoje em dia os canídeos alacinhas já podem contar com alguns destes parques:

JARDIM DO CAMPO GRANDE – fica na zona norte do jardim do Campo Grande, junto à Avenida do Brasil, conta com estruturas de madeira para eles fazerem exercício e um percurso de obstáculos entre as árvores e zonas relvadas.

JARDIM FERNANDO PESSA – junto ao fórum Lisboa, junto à avenida de Roma, tem equipamentos como o sobe e desce, slalom, barreiras de salto e túnel, bebedouros e, para casos aflitivos, wc canino.

PARQUE BENSAÚDE –  na freguesia de São Domingos de Benfica, tem um quiosque onde os cães são bem-vindos, uma “aranha” gigante para os miúdos e ainda uma zona de treino para os seus patudos.

PARQUE DA PRAÇA SÃO JOÃO BOSCO – na freguesia da Estrela, tem três equipamentos específicos para os cães fazerem exercício, um WC canino e ainda uma fonte.

Entretanto, todos esperamos por mais iniciativas que promovam o bem-estar dos nossos amigos de 4 patas.

Julho 2018

O comércio de animais de companhia online anónimo deve parar

Torna-se cada vez mais comum comprar animais de estimação on-line através de sites de anúncios classificados. Não importa se procura um cãozinho, um gatinho, um coelho ou um mesmo um cavalo. O comércio de animais on-line tem vindo a crescer em todo o mundo. No entanto, pobres regulamentos insuficientes permitem que muitos sites de anúncios classificados se tornem um refúgio para a decepção e o sofrimento dos animais.

Milhares de animais de companhia, adultos e crias, são vendidos através de sites de anúncios classificados online. Eles são muitas vezes criados em condições terríveis, como parte de uma máquina de fazer dinheiro implacável, por vezes referida como “a máfia dos animais de estimação”.

O líder de mercado na indústria de classificados é o eBay, que opera sites de anúncios classificados em todo o mundo. Qualquer pessoa pode vender anonimamente em sites de anúncios classificados do eBay, como Gumtree. EBay sabe que além de usuários responsáveis, há também um grande número de criadores cruéis e comerciantes implacáveis que usam os seus sites para realizar os seus negócios – mas não tem feito o suficiente para resolver com o problema.

O comércio de animais de companhia online anônimo deve parar!

A verificação da identidade do vendedor deveria ser exigida aos vendedores, de forma a fornecer uma forma de identificação antes de se poder anunciar animais para venda — seria uma forma de parar realmente com as vendas anónimas e indetectáveis!

Até agora o eBay tem recusado uma acção efectiva ou em tomar parte em qualquer discussão significativa com o Four Paws.

Ajude a sensibiliza-los para a ação!

www.thanksebay.com

Leia as nossas medidas propostas para o comércio do animal de estimação on-line AQUI.

Junho 2018

Dia Mundial dos Animais em Laboratórios

O Dia Mundial dos Animais em Laboratórios, que se recorda no dia 24 de abril, é uma ocasião para lembrar todos os animais que sofreram e foram mortos em experimentações laboratoriais cruéis. Apesar do apoio público cada vez menor ao uso de animais na ciência, milhões de procedimentos dolorosos e assustadores são ainda realizados em animais no Reino Unido, e na Europa,  todos os anos. Esses testes são indefensáveis, tanto moralmente quanto cientificamente, e, de muitas maneiras, estão ativamente a impedir o verdadeiro progresso da medicina.

Continua  ser errada a ideia comum de que os animais são usados ​​apenas em esforços para curar doenças – muitas vezes, os cientistas experimentam em animais apenas por curiosidade. Uma experiência absurda descrita num artigo acadêmico de 2016, macacos rhesus foram contidos em dispositivos cruéis chamados “cadeiras primatas” todos os dias durante seis meses, numa tentativa de estudar o comportamento do jogo humano. Os macacos indefesos eram forçados a mover um joystick em resposta a estímulos visuais na tela de um computador e recebiam um gole de sumo diluído para responderem “corretamente”.

Noutra experiência relatada em 2017, 96 porquinhos-da-índia foram colocados em caixas, contidos pelo pescoço, e forçados a respirar um produto químico que exacerba a asma. Depois, todos eles foram mortos e dissecados. Tudo isso foi feito para testar drogas que já são comumente usadas por humanos.

A lei faz muito pouco para proteger os animais em laboratórios, e os experimentadores muitas vezes não cumprem os poucos regulamentos que existem, resultando em mais sofrimento. Um relatório recente do Home Office revela a sistemática negligência para com os animais em laboratórios. Num caso, ratinhos confinados em recipientes sem ventilação adequada sufocaram e morreram. Em outros casos, os ratinhos morreram de desidratação quando ficaram sem água durante um fim de semana inteiro ou de fome, como resultado de uma falta de comida ou porque seus dentes crescidos não foram tratados. E 74 filhotes morreram ou tiveram que ser mortos como resultado de níveis inadequados de humidade. No entanto, quando os pesquisadores são apanhados a violar os regulamentos, muitas vezes recebem nada mais do que um pequeno aviso ou admoestação.

Os experimentadores de animais costumam usar argumentos emotivos para tentar sugerir que seus métodos arcaicos são a única maneira de curar doenças, mas isso simplesmente não é verdade. De fato, a tendência mais significativa na pesquisa moderna nos últimos anos é o reconhecimento de que os animais raramente servem como bons modelos para o corpo humano. Métodos modernos, incluindo testes sofisticados usando células e tecidos humanos (também conhecidos como métodos in vitro ), técnicas avançadas de modelagem computacional (freqüentemente referidas como modelos in silico ) e estudos clínicos com voluntários humanos são mais precisos e confiáveis.

O que podemos fazer

Desde exigir à entidade beneficente AFM-Téléthon que pare de financiar experiências cruéis com cães, até pedir à Comissão Européia que observe uma moratória em todos os experimentos com animais, há várias maneiras de lutarmos pelos animais em laboratórios. Por favor, veja a nossa página de ação do Dia Mundial dos Animais em Laboratórios para mais informações sobre como se envolver.

Março 2018

Póvoa de Varzim já tem uma Ambulância Animal

A Ambulância Animal da Póvoa de Varzim já está ao serviço de cães e gatos que se encontrem feridos na via pública.

252 291 502 é o número que deve registar no seu telemóvel e para o qual deve ligar sempre que se deparar com um animal errante que esteja a precisar de cuidados veterinários.

A inauguração da Ambulância Animal decorreu no sábado, 24 deMarço, no Auditório da Lota, e contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal, Aires Pereira, bem como dos parceiros do Município neste projeto, os Bombeiros Voluntários, o Hospital Veterinário da Póvoa de Varzim, a Animar e A Cerca – Abrigo de Animais Abandonados.

O autarca lembrou que a Póvoa de Varzim foi pioneira ao acabar com a eutanásia no seu canil, “mesmo antes da lei que proíbe o abate em canis municipais ter sido aprovada em 2016”. Aires Pereira, de facto, mostrou-se sensibilizado com o bem-estar animal desde o início do seu primeiro mandato. O protocolo efetuado com A Cerca – que garante apoio financeiro à associação para que os animais por ela acolhidos tenham acesso aos cuidados básicos (alimentação, higiene e saúde) – é prova disso mesmo. O aumento do CROAC – Centro de Recolha Oficial de Animais de Companhia para albergar mais animais e o projeto para uma Clínica para esterilização de cães e gatos (que está em execução), quer errantes, quer aqueles que pertencem a famílias sem condições financeiras de procederem à cirurgia são mais dois exemplos da recente política de proteção animal da autarquia.

O Presidente da Câmara Municipal agradeceu a disponibilidade dos Bombeiros Voluntários e o seu espírito de abertura para esta nova valência. O corpo afeto à Ambulância Animal recebeu formação para acolher da melhor forma os animais feridos e transportá-los em segurança até um dos dois parceiros: Hospital Veterinário da Póvoa de Varzim e Animar. Aires Pereira não deixou de agradecer o empenho e a prontidão como ambos aceitaram este novo desafio. E, finalmente, o autarca agradeceu à associação A Cerca pelo trabalho desenvolvido em prol da causa animal. Será d’A Cerca o encargo de custear os cuidados de saúde que os animais recolhidos pela Ambulância necessitem, dar-lhes, depois de tratados, um lar que se espera temporário e de tentar encontrar-lhes um lar definitivo junto a uma família responsável e carinhosa.

O autarca lançou, ainda, a campanha “Adoto um animal, com estima!” e, por isso, alguns cães do CROAC marcaram presença na cerimónia. Através desta campanha pretende-se sensibilizar a população para a adoção de animais através do canil municipal ou d’A Cerca. Veja alguns dos cães disponíveis nesta fotogaleria mas lembre-se que há dezenas de cães e gatos à espera de uma casa além desta pequena amostra.

Janeiro 2018

Parlamento quer que Governo monitorize e reduza o atropelamento de animais

Os deputados fizeram aprovar três recomendações ao Governo para a criação de um programa de monitorização e medidas de redução dos atropelamentos de animais na rede rodoviária. Os projectos de resolução do PEV, PAN e BE tiveram o apoio do PS e do PCP. O CDS preferiu a abstenção. O PSD absteve-se em relação aos projectos do PEV e do BE e votou contra o projecto do PAN.

Enquanto o PEV e o Bloco recomendam a criação de um programa de monitorização e de minimização de atropelamentos da fauna selvagem, o PAN vai um pouco mais longe e propõe um “estudo do impacto do atropelamento de animais no ecossistema” e a tomada de medidas preventivas de acordo com os resultados desse estudo.

No debate, os deputados José Luís Ferreira (PEV) e André Silva (PAN) manifestaram preocupação pela multiplicação de situações em que em algumas estradas nacionais são atropelados animais selvagens, também com sérios riscos para os condutores. Entre outros exemplos, José Luís Ferreira apontou casos graves ocorridos com frequência na zona de Samora Correia, na margem sul do Tejo.

O deputado do PAN referiu que a época considerada crítica para as aves decorre entre o fim da Primavera e o Verão. “O Outono é a estação que regista um maior número de mortalidade para os animais carnívoros, porque é a época do acasalamento e da caça. O amanhecer e o anoitecer são também considerados períodos críticos, pois é nessas horas que os animais procuram alimento”, salientou.

De acordo com dados da Infra-estruturas de Portugal, em 2016 terão sido atropelados pelo menos 2400 animais selvagens e domésticos nas estradas portuguesas, o que representa uma redução em um terço relativamente ao ano anterior. Esta entidade disse à Lusa que monitoriza a mortalidade dos animais selvagens em mais de 13 mil quilómetros de vias desde 2010 e que já tomou medidas que levaram à diminuição da mortalidade de animais.

Janeiro 2018

Lisboa vai ter comissão para animais em risco

Uma nova estrutura deverá começar a funcionar na dependência da provedora, com uma natureza preventiva, para “mediar e negociar” situações que envolvam animais, de modo a evitar que tenham de chegar a tribunal para ser resolvidas. A acumulação excessiva de animais numa casa ou ter um cão permanentemente acorrentado são exemplos dos casos que a comissão pode tratar, explicou Marisa Quaresma dos Reis, provedora dos animais de Lisboa. A nova comissão, da qual farão parte a PSP e técnicos da câmara municipal, estará a funcionar ainda durante o mês de Janeiro ou Fevereiro.

A nova provedora está a trabalhar desde Setembro, mas esta foi a sua primeira aparição pública enquanto tal. Marisa Quaresma dos Reis anunciou que “ainda no início do ano” vai apresentar à câmara uma proposta de Regulamento do Bem-Estar Animal, que está a ser preparada por uma comissão composta por pessoas de várias áreas. Disse ainda que vai propor “a criação de um programa de famílias de acolhimento temporário”, até para aliviar o fardo da Casa dos Animais de Lisboa, frequentemente sobrelotada.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, aproveitou para dizer que durante este mandato a Casa dos Animais será ampliada e prometeu novas instalações à União Zoófila e a inclusão das instituições de defesa dos animais no regime de apoios municipais.

A responsável definiu a “aproximação e pacificação dos defensores da causa animal”, a “sensibilização social” e a procura de soluções inovadoras para problemas antigos como metas para o mandato. “Pode-se fazer muito mais” do que actualmente, por exemplo em matéria de adopções, disse. Mas não só. A provedora quer fazer mesas redondas e grandes debates periodicamente, para levar o tema a toda a população. Os mais novos são essenciais nesta estratégia, acrescentou. “Tenho uma grande crush pelas gerações futuras”.

Novembro 2017

Apelo à proibição do marfim na UE

OS ELEFANTES ESTÃO EM PERIGO

É PRECISO AGIR E A SUA ACÇÃO PODE FAZER A DIFERENÇA !!!

O ininterrupto comércio legal de marfim ameaça a própria existência de elefantes na natureza-
Todos os anos, pelo menos, 20.000 elefantes são mortos por seu marfimQuanto mais aprendemos sobre elefantes, mais percebemos o quão inteligente, emotiva e social, esta notável espécie realmente é – e quão digna de proteção.

Em muitos países da EU, continua a vender-se marfim em mercados, leilões, lojas de antiguidades e inclusivamente online. A UE é atualmente o maior exportador de marfim para a China e Hong Kong.

Em Maio de 2017, a Comissão Europeia publicou um documento de orientação onde se recomenda que, a partir de 1 de Julho de 2017, os Estados-Membros da UE deixem de emitir certificados de exportação de marfim em bruto, com algumas exceções relacionadas, nomeadamente, com espécimes científicos e com fins educativos. A IFAW muito agradece e reconhece o esforço efetuado, no entanto é necessário que sejam tomadas mais medidas, urgentemente.

É necessário que todos os cidadãos da UE possam mostrar ao Comissário Europeu para o Ambiente que estão atentos e se preocupam com os elefantes. Junte-se a nós e acrescente a sua voz ao apelo à proibição de marfim na UE.

Preparámos um modelo de e-mail que poderá utilizar para enviar. Recomendamos que personalize esta cópia de forma a torná-la ainda mais eficaz. Por favor, certifique-se de que mantém no seu texto um tom assertivo e correto.

Oportunamente, enviaremos todas as cartas recebidas dos nossos apoiantes europeus ao Comissário Europeu para o Ambiente, Karmenu Vella, e ao Ministro do Ambiente Português, João Pedro Matos Fernandes, para que a sua voz seja ouvida hoje!

Veja o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=m9H6r22fmQg

Tome acção: http://www.ifaw.org/international/get-involved/apelo-a-proibicao-de-marfim-na-ue?ms=IONDG170711604&cid=7012A000000Tlmv

 

Novembro 2017

Tubarão pré-histórico capturado em águas portuguesas

Num embarque efetuado no âmbito do projeto MINOUW – “Iniciativa para a minimização de capturas das capturas indesejadas nas pescarias europeias” – os investigadores do IPMA e do CCMAR capturaram, em agosto, em águas algarvias, um tubarão com características pouco vulgares. Trata-se de um macho da espécie tubarão-cobra (Chlamydoselachus anguineus), com cerca de 1,5 metros.

“Este tubarão, um verdadeiro “fóssil vivo”, possui um corpo longo e esguio e uma cabeça que lembra a de uma cobra. Apresenta também uma dentição muito particular, sendo a sua biologia e ecologia pouco conhecidas”, explica o IPMA em comunicado.

Ele tem uma grande fileira de dentes perpendiculares à mandíbula. São muito afiados, finos e apontam para dentro. Isso permite a ele pegar presas grandes e não deixá-las escapar, os dentes as impedem de sair.

“Esse tubarão pertence à única espécie sobrevivente de uma família de tubarões em que todos os outros foram extintos”, disse Margarida Castro, professora e pesquisadora do Centro de Ciências Marinhas da Universidade de Algarve.

“Alguns acreditam que essa espécie remonta ao período Jurássico tardio. Pode ser um pouco mais recente, mas, de qualquer jeito, estamos falando de dezenas de milhões de anos. Por isso, é muito antigo em termos evolutivos. Está na Terra certamente antes do homem”, acrescenta.

Segundo o comunicado, apesar de estar distribuído em vários pontos geográficos ao longo de todo o atlântico, “desde a costa norueguesa, passando por águas escocesas, da Galiza, Açores, Madeira e Canárias, descendo a costa africana até ao Índico, atingindo, ainda, o Japão, Austrália e Nova Zelândia, não é muito frequentemente capturado devido às profundidades a que vive”. O presente exemplar foi capturado aos 700 metros de profundidade.

A União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN, na sigla em inglês) classifica o tubarão-enguia como uma espécie “quase ameaçada”, devido ao receio de que a expansão da pesca em águas profundas aumente os casos de captura acidental.

Novembro 2017

Animais de estimação vão poder entrar em restaurantes

A Assembleia da República aprovou  projectos do PAN, do BE e do PEV que possibilitam a permissão de animais de companhia em estabelecimentos fechados de restauração, para além dos cães de assistência já autorizados por lei.

Os projectos, apesar de todos aprovados, mereceram votações distintas e tiveram, em várias bancadas, votos de deputados desalinhados da posição oficial do seu partido.

O projeto do PAN nasceu de uma petição remetida ao Parlamento pelo deputado único André Silva e visa alterar legislação de 2015, que não permite a entrada de animais em espaços fechados de restauração e bebidas, mesmo que o proprietário do estabelecimento o autorize.

A iniciativa do PAN pretende passar a decisão de autorização para os proprietários dos estabelecimentos comerciais, salvaguardando que os animais não tenham acesso a áreas de maneio e confecção de alimentos.

Este diploma contou com os votos favoráveis de PS, CDS-PP, BE, PCP e PEV, além do partido proponente. Contra votaram uma deputada do CDS-PP, Ilda Araújo, e duas deputadas do PS, Maria da Luz Rosinha e Wanda Guimarães. Abstiveram-se o PSD, bem como três deputados do PS e outros quatro do CDS-PP.

O projecto do BE, que defende a possibilidade de os estabelecimentos criarem uma área específica para acolher animais de companhia, devidamente sinalizada, teve uma votação quase idêntica: as mesmas bancadas votaram favoravelmente, o PSD absteve-se, bem como deputados do PS e do CDS-PP. Apenas teve o voto contra da deputada do CDS-PP Ilda Araújo.

Já o projecto do Partido Ecologista “Os Verdes”, que salvaguarda no seu projecto aspectos como o porte e comportamento dos animais, que não pode causar transtorno para os restantes clientes do espaço, teve uma votação mais abrangente: todas as bancadas votaram a favor, registando-se o voto contra da mesma deputada do CDS-PP e três abstenções de deputados socialistas.

Os três projectos foram aprovados na generalidade baixando agora à discussão na especialidade.

Agosto 2017

Parlamento Flamengo vota para banir matança ritual sem atordoamento

Um marco histórico: Parlamento Flamengo vota para banir matança ritual sem atordoamento

GAIA ofereceu uma ovelha de chocolate: “os frutos de 22 anos de campanhas”

“Esta é uma batalha que lutamos à 22 anos, e agora chega ao fim: 42 dias após o parlamento de Valonia, o parlamento flamengo também finda o sofrimento desnecessário de centenas de milhares de ovelhas e outros animais que correntemente são mortos sem atordoamento em nome de religião. Este é um evento histórico que também comemora o 25 aniversario da GAIA”.
Michel Vandenbosch e Ann De Greef, Presidente and Diretor da GAIA, presenciaram o evento do ministro de proteção animal, Bem Weyts, tal como representantes da maioria e da oposição. Os protagonistas políticos anunciaram um decreto de “métodos autorizados de matadouro” que proíbe matança sem atordoamento, incluindo casos de rituais religiosos. Michel Vandenbosch e Ann De Greef aplaudiram o consenso político: ” este decreto é apoiado pela maioria e pela oposição, coisa que raramente acontece e merece os nossos sinceros parabéns”. Para esta ocasião GAIA apresentou uma ovelha de chocolate ao ministro de defesa animal, Ben Weyts, tal como membros parlamentares Hermes Sanctorum e Joelle Engelbosch.

Sinal de apreço

“Queremos mostrar a nossa gratidão”, explica Michel Vandenbosch. “Cada um de vos, lutaram contra estes problemas ao longo de muitos anos, e hoje fizeram possível o que há dois anos era inimaginável”.

Este decreto Flamengo requer que a partir de 2019, ovelhas estejam inconscientes antes da matança através de um método de atordoamento elétrico reversível, chamada electronarcose. Para o gado, o atordoamento é feito logo depois do corte ao pescoço até que o método de atordoamento elétrico reversível for aperfeiçoado para as raças de gado na Bélgica.

Logo que esta técnica esteja totalmente adaptada (um estudo está a ser feito na universidade de Bristol), gado também terá de ser atordoado por electronarcose antes de serem degulados. Com este método, os animais ficam inconscientes por 1 1/2 a 2 minutos, recuperando consciência se não forem abatidos. Esta técnica assim respeita os requerimentos muçulmanos de o animal não morrer do atordoamento: que o coração continue a bater. Também conforma com rituais judaicos em que todo o sangue do animal é drenado.

Ovelha de chocolate 

Nesta ocasião, a delegação de 25 representativos de GAIA apresentou aos MP de Flandres uma tablete de chocolate com imagem de uma ovelha. “Isto foi para agradecer por ter respeitado o desejo de 85% do público, que pede esta proibição”.

Ha mais 

Flandres não é única. No dia 17 de Maio, o parlamento da Valonia tinha aprovado quase unanimemente a proibição de morte sem atordoamento. Esta técnica será obrigatória para ovelhas, cabras e gado a partir de dia 1 de setembro 2019.

Noutros países europeus, Suécia, Eslovénia, Dinamarca já requerem que os animais estejam inconscientes antes de haver sangue. Austria, Estonia, Letónia, e Eslováquia requerem que o atordoamento seja feito logo após o degolar. Atordoamento antes da morte também é requerido na Noruega, suíça, e Islândia.

Respeito  

GAIA pede ao governo flamengo e todos os partidos políticos para usar o período de transição para facilitar a implementação e aplicação da nova lei. Este decreto não é de qualquer forma dirigido a práticas religiosas mas procura evitar o sofrimento dos animais. Michael Vandenbosche comenta: “espero que a mensagem dos representantes das religiões que salientem a necessidade de respeitar a lei no interesse do bem estar animal e de boas relações com as várias comunidades”

Bruxelas

Depois da Valonia e Flandres, já está  na hora da região de Bruxelas-capital também decidir a banir a pratica do abate sem atordoamento, diz GAIA.

Agosto 2017

Aprovado projeto de lei do PAN que regula transações de animais de companhia

O parlamento aprovou hoje, com a abstenção do CDS-PP, o texto final do projeto de lei do PAN que regula a compra e venda de animais de companhia e que proíbe o anúncio online de compra e venda de animais selvagens.

A lei vem, esperamos, pôr termo à exploração desregrada de fêmeas, canídeos e felídeos.

Até esta data, por falta de legislação, qualquer pessoa sem ter o mínimo de conhecimentos e de condições, podia fazer criação de animais com a finalidade do lucro fácil. Os animais, a maior parte das vezes, eram comercializados através de anúncios no OLX e outros sites e entregues ao comprador em locais combinados sem passar qualquer recibo.

Muitos dos cachorros, retirados às mães antes do tempo, acabavam, passados alguns  dias, por morrer. Eram vendidos parasitados e com parvo viroses, sem qualquer certificado de saúde. Os compradores, passado pouco tempo, verificavam que o cachorro se encontrava apático, prostrado, fezes com diarreia; muitas vezes o animal acabava por morrer. Quando contactavam o vendedor constatavam que este já alterara o seu contacto telefónico e perdiam-lhe o rasto.

As queixas que chegavam às associações eram muitas.

Acresce que as fêmeas tinham crias em cios consecutivos, sem lhes serem dispensados os cuidados veterinários necessários a uma gestação saudável, para a cadela e para os cachorros.

As fêmeas depois de exploradas, quando já não serviam para procriar eram, na maior parte das vezes, abandonadas.

Trata-se de cadelas que, geralmente, não estão identificadas com micro-chip nem registadas.

O que a lei vai melhorar;

– Os criadores/ criadeiras  têm que estar registados, como criadores.

– Cumprir as condições de bem estar e de saúde da fêmea e das crias bem como o intervalo dos cios.

-O local de criação tem que estar registado no Clube Português de Canicultura ou de Felinicultura

-Tem que ter actividade comercial aberta nas finanças

-A venda carece de passagem de factura.

-O comprador quando da compra, recebe um certificado de saúde do animal, atestado pelo veterinário que assistiu os cachorros.

– A publicação para venda dos cachorros é permitida sobre certas regras, tais como identificação do local de criação e do criador.

-Deixa de ser permitida a venda de animais de companhia em lojas; o cliente adquire o animal directamente no local de criação.

A publicação de venda de animais de vida selvagem é proibida e não pode ser publicitada. Embora não seja proibida a venda de animais exóticos, a lei irá determinar as condições de venda.

Os animais de vida selvagem, protegidos pela convenção de Berna, só podem ser detidos em reservas, por motivos de conservação das espécies, procriação e posterior introdução no meio ambiente.

A entidade que coordena e fiscaliza o sector dos animais de vida selvagem é o Instituto de Conservação da Natureza. Para os animais de companhia é a DGAV-Direção Geral Alimentar e Veterinária).

Conheça o Projecto-Lei n.º 359/XIII/2ª, que Regula a compra e venda de animais de companhia.

Leia a notícia do Público.

Leia a notícia no Diário de Notícias.

Julho 2017

Acima de um milhão de assinaturas contra o transporte de longa distância de animais

1,069,715 assinaturas: GAIA acabou de atingir este número na sua campanha Europeia para acabar com o sofrimento de quase 1 bilião de aves e 37 milhões de gado, equinos, cabras e ovelhas que são transportados vivos entre países UE, tal como a Turquia e Medio Oriente. Esta campanha, que iniciou conjuntamente com Eurogroup for Animals em 27 países em Março 2016, pede uma revisão imediata da legislação Europeia na proteção de animais vivos durante o transporte.

“O enorme sucesso da nossa campanha “parem os camiões” deve reforçar a nossa mensagem a Comissão Europeia. Não esperamos mais. As leis correntes são  insuficientes. A UE tem de agir agora para salvar milhares de animais do sofrimento causado pelo transporte de longa distância” diz Ann De Greef, directora da GAIA.

Apoio do ministro Belga de Protecção Animal

A acrescentar ás vozes da opinião pública juntam-se os três Ministros de Protecção Animal, Carlo di Antonio (cdH), Bianca Debeats (CD&V) e Ben Weyts (N-VA). Em Julho estes três ministros fizeram um pedido á comissão europeia para uma revisão do regulamento 1/2005 sobre a proteção de animais durante transporte. Para GAIA, qualquer revisão deve incluir uma redução substancial de horas (maximo 8 horas) na duração do transporte de animais vivos, regras mais estritas e precisas nas condições de transporte, tal como o nível de treino dos condutores e gerentes. Este pedido segue o último pedido entregue no ano prévio dos governos Alemão, Dinamarquês e Holandês, apoiado pelos governos da Austria e Suécia.

Da urgência á ação

Ao longo de muitos anos, investigação após investigação, GAIA e seus parceiros esforçaram-se para  focar a atenção nas condições desumanas em que os animais são transportados. Horas infindáveis de desconforto confinados com muitos outros animais. E quando finalmente chegam ao destino, por vezes após uma viagem de vários dias, estão exaustos, famintas, desidratados e frequentemente feridas. Alguma nem sobrevivem a viagem.

“Infelizmente, e aparente que nada mudou nestes últimos anos. Isto provavelmente se deve a complexidade das leis existentes, a falta de vontade dos transportadores de respeitar as leis tal como a negligência das respectivas autoridades”  comenta Ann de Greef.

” isso explica a urgência em rever a respectiva legislação, que especificamente deveria reduzir drasticamente o tempo de duração de transporte. O objectivo final seria de substituir o transporte de animais vivos para transporte somente de carne de animais  abatidos”…”nos pedimos ao comissário para a segurança de saúde e alimentação, Vytenis Andriukaitis, para apresentar uma alteração ao regulamento UE para limitar a duração de transporte para uma duração de 8 horas, e que substitui o transporte de animais vivos por transporte de carcaças previamente abatidas”.

Não há tempo a perder

Reineke Hameleers, director do Eurogroup for Animals, disse: “a UE não pode ignorar as assinaturas de mais de um milhão de cidadãos, que pedem para acabar com o sofrimento que infligimos a estes animais durante o  transporte.   Os regulamentos UE, como estão, seriamente comprometem o bem estar destes animais. Não há tempo a perder. A Comissão Europeia tem de agir rapidamente e respeitar o desejo dos seus cidadãos europeus e acabar com o transporte desumano de animais vivos”.

Junho 2017

Projecto Esterilizanimal no Orçamento Participativo 2017 em Albergaria-a-Velha

 09-05-2017

 Orçamento Participativo de Albergaria-a-Velha 2017

 Segurança e proteção civil

 14895.4 €

 12 meses

Com o objetivo de uma cidadania com consciência ambiental e sensível à causa de seres sencientes, este projeto quer contribuir para o controlo da população de cães e gatos, prevenindo o nascimento de animais indesejados e consequentemente diminuindo os problemas de maus tratos, negligência, abandono e sofrimento dos caninos e felinos. De modo a salvaguardar a saúde pública, a segurança rodoviária e o meio ambiente, o projeto EsterelizAnimal é a solução para o controlo de colónias animais. É do conhecimento geral a existência de inúmeros animais abandonados que vagueiam por toda a cidade, provocando incómodos e pondo em risco a saúde pública. A finalidade deste projecto é a esterilização de cerca de cem animais (gatos e cães) que se encontram em situação de abandono por todo o concelho de Albergaria-a-Velha, contribuindo assim para colónias de gatos controladas e diminuição de matilhas. Sendo que, na larga maioria, estes animais são assilvestrados, são necessários vários instrumentos e materiais de captura e contenção animal. As verbas disponibilizadas para este projecto incidirão na obtenção dos respetivos materiais e na esterilização dos caninos e felinos. Vamos dar prioridade a fêmeas. Após a esterilização, a devolução ao local de captura ou a adoção dos animais é o principal objetivo. A esterilização facilita a adoção.

Apresentação do projecto:

a) Sensibilização da população, nomeadamente campanhas junto da população sobre a importância da esterilização;

b) Sinalização de animais em risco;

c) Aquisição dos materiais de captura;

d) Captura dos animais;

e) Campanha de esterilização/ castração de animais abandonados;

f) Encaminhamento para tratamento/recuperação em Clínicas Veterinárias;

g) Integração em família de acolhimento/definitiva;

h) Devolução ao seu meio natural.

Objetivos:

a) Sensibilizar a comunidade;

b) Aquisição de armadilhas, redes, laços, sedativos;

c) Esterilizar o maior número possível de animais;

d) Diminuição e controlo populacional de animais assilvestrados/errantes;

e) Encontrar donos condicentes para os animais.

CONHEÇA TODO O PROJECTO E PARTICIPE EM: http://op.cm-albergaria.pt/op/op-albergaria-a-velha/projetos/5911f3c9090d460015bfb4f5

Junho 2017

Medicamentos e herbicidas no sangue das tartarugas da Grande Barreira de Coral

Um grupo de pesquisadores anunciou ter encontrado restos de medicamentos e de produtos químicos e herbicidas foram encontrados no sangue de tartarugas-verdes da Grande Barreira de Coral australiana.

“O que vocês jogam pela pia, o que usam para regar seus campos e o que suas indústrias descartam acaba no meio ambiente e nas tartarugas da Grande Barreira de Coral”, lamentou num comunicado Amy Heffernan, pesquisadora da Universidade de Queensland, uma das responsáveis pelo estudo dirigido pela ONG WWF Austrália.

Os cientistas analisaram o sangue de tartarugas que vivem em frente às costas de Cleveland Bay e Upstart Bay, no estado de Queensland (nordeste), assim como em torno das ilhas de Howicks, mais afastadas.

Nestes três locais da Grande Barreira de Coral, inscrita no Patrimônio Mundial da Unesco, foram encontrados restos de milhares de produtos químicos.

Os pesquisadores isolaram principalmente os restos de Allopurinol, um medicamento para gota; de Milrinona, tratamento para insuficiência cardíaca; e também restos de Isoquinolina, composto utilizado na indústria, e de Ethiofencarb, um inseticida.

Os cientistas explicaram que a exposição a algumas destas substâncias pode ter um impacto nas tartarugas, principalmente no funcionamento do seu fígado.

Com seus 2.300 km de comprimento, a Grande Barreira está ameaçada pelo escoamento agrícola, o desenvolvimento econômico e a proliferação de coroas-de-espinhos, que destroem os corais.

Em 2016 e 2017 a Grande Barreira sofreu dois episódios particularmente graves de branqueamento de corais, provocados pelo aumento da temperatura da água.

Junho 2017

Wherespet; uma app para animais perdidos

A Wherespet foi criada com o objectivo de resolver o problema dos animais perdidos.

Primeiro criámos um localizador GPS mais acessível como medida preventiva e que, para nossa felicidade, já proporcionou reencontros entre donos e patudos fugitivos. E agora lançámos uma app de monitorização de animais perdidos, encontrados e avistados, COMPLETAMENTE GRATÚITA para o público em geral!

INFELIZMENTE estamos a verificar que apesar do apoio moral, não tem havido efectivamente uso da app em si… A app Wherespet continua sem animais perdidos registados!

Depois de todo o trabalho realizado, o hábito de registar animais desaparecidos em posts de facebook que quase nunca chegam às pessoas certas em tempo útil, não dá sinais de estar a dar lugar a algo melhor. Os animais perdidos acabam por desaparecer na desorganização de posts do facebook, o qual não foi criado para esse propósito.

Compreendemos que os velhos hábitos são difíceis de mudar. Mas gostaríamos de deixar claro que são as pequenas mudanças inteligentes nesses hábitos que podem trazer os melhores resultados para as associações e claro, para os patudos.

Nós, Portugueses, somos trabalhadores, mas nem sempre usamos as melhores ferramentas. E isso torna todo o nosso trabalho muito mais difícil. A forma como se faz a monitorização de animais perdidos e encontrados em Portugal, é apenas um desses casos!

Um animal perdido vai reproduzir-se e quase sempre o problema acaba nas mãos de voluntários das associações! O que propomos com a nossa app é um método mais rápido de com telemóvel espalharmos a informação às pessoas certas. Quanto menos tempo um animal ficar perdido, menor a probabilidade de se reproduzir e as associações acabarem envolvidas numa situação, frequentemente, 5 ou mais vezes pior!

Basta abrir a app Wherespet, seleccionar pelo menos uma foto, escrever o nome e pressionar 3 botões. E o animal fica registado! Em apenas 10 minutos, enquanto se toma café, podem conseguir introduzir até 15 cães ou gatos perdidos!

Fica o link: http://app.wherespet.com

De que forma esta app é diferente da plataforma encontra-me.org ou da plataforma da ordem dos veterinários?

A app Wherespet é uma app mobile e portanto mais simples de usar no telemóvel.

Ao contrário das outras, usa o GPS do telemóvel para marcar automaticamente a localização dos avistamentos e filtra os dados automaticamente por localização geográfica. A introdução de dados é também muito mais simples e rápida, o que faz a acção de identificação de animais no terreno, ser muito mais prática. Contactamos o site encontra-me.org e a ordem dos veterinários com a proposta de criarmos mecanismos de partilha de informação, de maneira a criarem-se esforços de centralizarmos a informação entre tecnologias. Mas até ao momento não obtivemos resposta, não sabendo por isso se são projectos com desenvolvimento activo.

Telmo Amaro, Wherespet.com

Junho 2017

Audição conjunta sobre a Central Nuclear de Almaraz

O Parlamento chamou Augusto Santos Silva e João Pedro Matos Fernandes para prestarem declarações numa audição conjunta sobre a Central Nuclear de Almaraz, na qual também esteve presente o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente.

Na sua intervenção, André Silva ofereceu ao Ministro dos Negócios Estrangeiros e ao Ministro do Ambiente o livro Vozes de Chernobyl: História de um Desastre Nuclear.

O presidente da APA e o Ministro do Ambiente reafirmaram a sua satisfação e segurança com a avaliação técnica do relatório, pese embora o mesmo aponte para riscos de impactos transfronteiriços em caso de acidentes nucleares.O Governo português continua a recusar-se a adotar uma posição firme em defesa dos interesses das/os portuguesas/es, validando toda e qualquer política energética de Espanha, o que revela a ausência de um projeto de defesa coletiva que coloque o interesse do bem comum acima dos interesses económicos que tudo mercantilizam.

Estima-se que em Portugal existam cerca de 600 mil pessoas portadoras de doenças raras e o Serviço Nacional de Saúde não está a conseguir dar resposta. 1/4 das pessoas utentes espera pelo diagnóstico definitivo entre 5 a 30 anos após o aparecimento dos primeiros sintomas!

Urge alterar esta situação. Uma contratualização com a Raríssimas – Associação Nacional de Doenças Mentais e Raras poderá ajudar a resolver este problema. No Debate Quinzenal da semana passada, António Costa confirmou que o Governo está a analisar a proposta. Não deixaremos que caia no esquecimento.

Junho 2017

Movimento Pela Abolição da Caça à Raposa

Somos um grupo de cidadãos/as que se uniu e criou o Movimento Pela Abolição da Caça à Raposa, em Portugal, uma vez que partilhamos conjuntamente a indignação por esta mesma actividade que, apesar de bárbara, ainda é legal.

Este movimento, entre outros argumentos, defende que:

1. Não há bases científicas que suportem e demonstrem um excesso populacional nem evidências empíricas que o sugiram. Não existem estudos gerais com censos populacionais de raposa em Portugal. Por outro lado, os estudos internacionais mostram que a existência de predadores aumenta a biodiversidade;

2. Trata-se de uma prática cruel e bárbara. Por exemplo, a lei actual prevê que as raposas possam ser mortas à paulada (por menores de idade), ou que sejam mortas por uma matilha de  ate 50 cães;

3. É contrária aos esforços de educação ambiental actuais. Esta caçada promove o desrespeito pelo património natural e contraria todas as acções educativas de protecção pela natureza.

Na tentativa de abolir esta prática de caça à raposa, criamos uma petição (que conta actualmente com mais de 12.000 assinaturas), a qual vos convidamos a assinar e a divulgar se possível:

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT84351

Deixamos o link da página do Movimento para que possam visitar:

https://www.facebook.com/movimento.raposa/?hc_ref=SEARCH

Maio 2017

Voluntariado jovem na floresta – juventude ativa

O Instituto Português do Desporto e Juventude, I.P. promove a ação de longa duração «Voluntariado Jovem na Floresta – Juventude Ativa», uma ação de voluntariado jovem, enquadrada pelo Programa «Agora Nós», em que a entidade organiza a atividade de voluntariado que desenha com e para os jovens.

Esta ação de voluntariado jovem visa a preservação dos recursos florestais e ecossistemas com aqueles relacionados, bem como a preservação contra os incêndios florestais, através da sensibilização das populações, realizada pela atividade de jovens voluntários, promovendo uma maior consciência ambiental, como um exercício de cidadania participativa, enformado num processo educativo de âmbito não formal.

As áreas de intervenção desta ação de longa duração são as seguintes:

  • Sensibilização e educação ambiental para a sustentabilidade;
  • Informação e preservação/qualificação do património natural e paisagístico;
  • Valorização e inventariação do património florestal regional/local;
  • Divulgação de práticas resilientes e racionais de ordenamento de território;
  • Promoção de práticas com menores impactes no estado das massas de água;
  • Proteção e valorização das áreas protegidas.

Calendarização

O ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas define que o período crítico dos incêndios, em Portugal, é de 1 de julho a 30 de setembro. No entanto, a ação de longa duração «Voluntariado Jovem na Floresta – Juventude Ativa» decorrerá de 17 de julho a 30 de setembro e terá, obrigatoriamente, a seguinte calendarização:

  • De 23 de maio a 16 de junho de 2017 – Divulgação do Programa e estabelecimento de parcerias locais (entidades públicas e privadas) e apresentação de candidaturas pelas entidades organizadoras;
  • De 19 a 21 de junho de 2017 – Aprovação dos projetos pelas Direções Regionais;
  • Dispensa de audiência dos interessados, de acordo com as alíneas a) e c) do artigo 124.º do CPA;
  • 22 de junho de 2017 – Publicação dos resultados no Portal da Juventude;
  • De 23 de junho a 12 de julho de 2017 – Inscrição de jovens nos projetos aprovados;
  • De 13 a 14 de julho de 2017 – Seleção e colocação de jovens nos projetos.

Formulários de inscrição para as entidades:

Direção Regional do IPDJ do Norte

https://docs.google.com/forms/d/1FAH5KyNe_oPGJyYxSCW9AWEcsEVeCBM1QoQsTEg0HSw/edit

Direção Regional do IPDJ do Centro

https://docs.google.com/forms/d/1FrVeiwt7EBrTpUAjv1OMQGmOE6OLFCJXY49AnVwAp_U/edit

Direção Regional do IPDJ de Lisboa e Vale do Tejo

https://docs.google.com/forms/d/1aRjQZKZ_FE0ZK0le2WJrF-8b4DRVicmtYXPsAc3sU3Y/edit

Direção Regional do IPDJ do Alentejo

https://docs.google.com/forms/d/1ySMiDVrH6YLGyMK5Yo-0udhDBvlPeEr6vQMNEGUn_-U/edit

Direção Regional do IPDJ do Algarve

https://docs.google.com/forms/d/1oFnnTqP6kysb07yaoI39NAIm_n_iraa2VuBa3AoTpls/edit

Técnicos regionais responsáveis pelo acompanhamento do Programa:

Direção Regional do IPDJ do Norte – António Pedro Pombo

Direção Regional do IPDJ do Centro – Cristina Areias

Direção Regional do IPDJ de Lisboa e Vale do Tejo – Lourdes Borges e Ana Garcia

Direção Regional do IPDJ do Alentejo – Maria Gabriela Segurado

Direção Regional do IPDJ do Algarve – Isabel Frade e Rosário Gomes

Para os interessados, chama-se a atenção que no formulário de candidatura, devem documentar muito bem a caraterização da ação, podendo mesmo enviar documentação complementar que justifique a ação.

Maio 2017

Defesa dos gatos na Valónia

A GAIA organizou um encontro em frente á sede do governo de Valonia em reconhecimento da adoção, numa segunda leitura de um decreto de lei do ministério tornando obrigatório a esterilização de todos os gatos domésticos.  A delegação da GAIA aproveitou a oportunidade para oferecer ao Ministro de Proteção Animal de Valonia, Carlo Di Antonio, quem iniciou o decreto, um gato de chocolate em tamanho real feito especialmente para esta ocasião.  Para Ann De Greef, directora da GAIA, esta nova lei marca um grande passo para a frente no âmbito do bem estar dos gatos: “Ao tornar esta iniciativa do ministro Di António em lei, Valonia mostra que quer atacar o problema da sobre-população pela raiz.  GAIA elogia esta lei, única e sem precedentes e tem esperança que a Flandres e a zona da capital, Bruxelas, em breve sigam o exemplo”.

Devido á sobre-população, os gatos são as primeiras vítimas da sua própria domesticação.  Centros de abrigo de animais e autoridades têm há muito que chamam a atenção para a deplorável situação em que os animais abandonados vivem.  Há muitos anos GAIA e outras associações têm incentivado os donos a esterilizar os seus animais de companhia.  Contudo, estatísticas indicam que estes esforços têm sido insuficientes para resolver o problema.  Por exemplo, de acordo com as últimas estatísticas, publicadas em Setembro, centros de abrigo em Valonia receberam 26,700 animais em 2015 comparado com 24,400 no ano anterior.  E se isso não bastasse, 49% dos gatos domésticos foram abatidos por falta de espaço nos abrigos.

Mensagem de alarme dos abrigos de animais e das associações são finalmente ouvidos. 

Para salvar dezenas de milhares de animais de uma vida miserável e morte prematura, uma única solução for requisitada – uma lei para a esterilização obrigatória de todos os gatos domésticos.  Diz Ann De Greef: “Perante a tragédia de sobre-população e abandono  felino, o governo de Valonia finalmente ouviu os pedidos para acção legal. Em Valonia, vai ser obrigatório esterilizar o seu gato a partir de 2017”.

Para a associação GAIA, bem como a vasta maioria de associações e abrigos, esta medida deverá ser entendida como uma parte do dever cívico e responsabilidade por parte do dono perante o seu animal de companhia, tal como os cuidados veterinários adequados.  Contudo, para gatos nascidos antes da lei entrar em vigor, a lei específica que os donos tem um período de dois anos para esterilizar os seus animais.  Outra novidade: a lei anterior requeria a esterilização dos gatos vendidos ou oferecidos.  A nova lei requer a esterilização de todos os gatos, independentemente de como foram chegar às mãos dos donos. 

A opinião do concelho de Valonia sobre o bem estar animal

Este novo decreto é baseado na opinião do concelho de Valonia sobre a proteção animal, adoptada no final de 2015 e tornada pública pelo Ministro de Proteção Animal, Carlo Di Antonio. Esta opinião tem alguma base em sugestões de medidas sugeridas pelo Concelho Federal de Proteção Animal em 2009, para resolver o problema dos gatos abandonados e a sobre-população dos abrigos.

Sem perigo de extinção 

Em resposta a alguns receios que esta lei pudesse causar, Ann De Greef assegura: “É ilusório pensar que o gato europeu ficará em perigo de extinção com esta lei.  No entanto a associação GAIA vai regularmente avaliar a situação, para suspender esta lei no caso de eventuais dequilíbrios entre abandono e adoções nos abrigos. 

Abril 2017

Marcas que não testam em animais

Segundo a PETA (People for the Ethical Treatment of Animals), as empresas continuam a testar em animais para terem dados com que se possam defender caso algum consumidor “ferido” tente processar a marca. E como os resultados destes testes têm pouca fiabilidade (é impossível prever se os resultados em animais vão ser iguais em humanos), isto permite às empresas colocar praticamente qualquer produto no mercado.

Em 2013, a União Europeia baniu os testes cosméticos em animais. No entanto continuam a existir muitas lacunas na lei, bem como políticas locais fora da União Europeia. Em resultado, muitas marcas que se dizem cruelty free, na verdade, não o são bem a 100%. Tomando como exemplo as marcas que querem vender na China (um dos mercado mais poderosos e valiosos na beleza), vão ter de se submeter às leis locais. Então, podem não fazer testes em animais na Europa mas têm de cumprir a legislação chinesa que exige estes testes. Assim, os testes não são tecnicamente conduzidos pelas marcas — porque são feitos em laboratórios chineses onde, todos os anos, mais de 300 mil animais são usados em testes — mas as companhias autorizam-nos e pagam-nos para poderem vender. É o caso, segundo a Peta, de muitas marcas populares como Caudalie, Cover Girl, MAC, Maybelline, Pantene, Dove, L’Oréal, Estée Lauder, Lancôme, Kiehl’s, Clarins e muitas outras.

É possível que, nos sites das marcas, venha a informação de que são cruelty free mas, normalmente, em baixo vem sempre a ressalva de que têm de cumprir as leis locais quando exigidas. Isto significa basicamente, e traduzindo de forma prática, que fazem testes em animais na China.

Além disso, estes testes ainda são mais fáceis e baratos. Sem eles, as marcas têm de fazer ensaios com células e tecidos humanos, usar técnicas avançadas feitas em computador e estudos com voluntários. Razões para muitas marcas ainda serem culpadas de testar produtos em animais em determinado estágio do seu desenvolvimento.

As marcas com o selo da PETA

A The Body Shop e a Urban Decay são um bom exemplo. As marcas recusam-se a fazer testes em animais e, por isso, não abrem lojas na China. Vendem menos, é certo, mas mantêm a sua filosofia cruelty free. Para poder pesquisar uma marca, basta ir ao site da PETA e procurar a companhia ou produto. Mas a lista completa pode ser vista aqui (são mais de 40 páginas). A lista das marcas não aprovadas (e que ainda praticam testes em animais) também pode ser vista aqui.

Se gosta de ler blogues e sites nesta temática, há alguns credíveis e bem sustentados como o Cruelty-Free Kity, o blogue da PETA britânica, o Clear Conscience Beauty ou o Ethical Elephant.

O que pode mudar no futuro?

Por um lado, uma das coisas mais positivas a retirar é o facto de muitas companhias que testam em animais (como os grupos Estée Lauder, L’Oréal ou Shiseido) estarem a comprar marcas 100% cruetly free (como a Too Faced, a The Body Shop ou a BareMinerals, respetivamente) e que, mesmo após serem compradas, mantêm a sua filosofia anti-testes em animais. Isso significa que, a médio prazo, e com as vendas dessas marcas a subir, as próprias companhias podem começar a alterar os valores de outras marcas do grupo.

Por outro lado, com a pressão que tem sido feita por muitos países que aderiram à legislação cruelty free, com as campanhas contra os testes em animais e com as marcas que se têm recusado a vender na China, a própria legislação chinesa está a mudar. Em 2014 foi permitido que as marcas fabricadas dentro do próprio país pudessem escolher testes alternativos aos animais. E, atualmente, os produtos vendidos pela internet e em aeroportos não têm de testar em animais. Isto é um sinal de que a lei chinesa poderá, em breve, mudar e banir, finalmente, a obrigação dos testes em animais nos produtos vendidos no gigante mercado chinês.

NOTA: Segundo uma nota da fundadora da marca Caudalie, Mathilde Thomas, enviada ao Observador, desde 2012 a marca doa todos os anos 1% dos lucros a várias ONGs ambientais que trabalham na proteção do ambiente, das espécies animais e na reflorestação de áreas. Mathilde e Bertrand Thomas mudaram-se para Hong Kong, onde vivem desde 2015, e estão a trabalhar com outras marcas de cosméticos e com ONGs na tentativa de ensinar ao governo chinês uma alternativa aos testes em animais para que as leis sejam alteradas. A Caudalie apoia ainda financeiramente a associação americana IIVS que pressiona presentemente a China para que sejam praticados métodos alternativos.

(Fonte online: Observador, de 17/04/2017)

Abril 2017

Novo estatuto jurídico dos animais define-os como seres vivos dotados de sensibilidade

Vai entrar em vigor, no dia 1 de Maio, o novo estatuto jurídico dos animais que, *a semelhança de outros países, nomeadamente da União Europeia, os passa a definir como seres sensíveis. Há novas obrigações para os proprietários e, se encontrar um animal na rua, perdido ou ferido, tem obrigações para com ele também. Os animais de estimação passam agora a ser “seres sencientes”.

A Lei n.º 8/2017 faz referência aos deveres dos proprietários. Quem não os respeitar pode pagar multas pesadas ou mesmo apanhar pena de prisão.

O proprietário de um animal deve assegurar o seu bem-estar, nomeadamente garantir o acesso a água e alimentação de acordo com as necessidades de cada raça e garantir o acesso a cuidados médico-veterinários. Quem não o fizer pode sofrer sanções, nomeadamente pena de prisão até um ano ou multa até 120 dias. O mesmo acontece se infligir dor, sofrimento ou quaisquer outros maus-tratos que resultem em sofrimento injustificado, abandono ou morte.

Também agora já é possível deduzir 15% do IVA das facturas com despesas veterinárias.

Abril 2017

A caça a baleia no Japão

A frota baleeira do Japão matou mais de 300 baleias durante uma das expedições anuais de caça na Antárctida. A missão, que começou em Novembro do ano passado contou com a participação de cinco navios.

A expedição não foi bem vista pelos ambientalistas nem pelo Tribunal Internacional de Justiça, que afirmaram que o único grande propósito da iniciativa era matar os mamíferos para poderem vir a ser servidos como refeição, restaurantes e até em escolas. A associação de proteção dos animais Humane Society International  pediu o fim da actividade baleeira.

“Todos os anos o Japão insiste nestas caças científicas às baleias e cada vez são mais os anos em que estes animais são sacrificados. É uma crueldade obscena em nome da ciência que tem de acabar”, disse Kitty Block, vice-presidente da Humane Society International.

Já no ano passado, o Japão matou cerca de 330 baleias, incluindo 200 fêmeas que estariam à espera de crias, no Oceano Antárctico durante uma missão que durou 115 dias.

O Tribunal Internacional de Justiça da ONU impôs uma moratória à caça comercial das baleias desde 1986. O Japão foi um dos países que se comprometeu a acabar com as capturas de longa data mas, até hoje, continua a investir na iniciativa e a matar centenas de baleias todos os anos.

Março 2017

WWW celebra no World Wildlife Day os grandes sucessos do último ano

O aniversário da World Wildlife Day é um dia dedicado a celebrar a preciosa vida animal e vegetal que connosco habita este planeta. A WWF aproveita esta oportunidade para refletir sobre os cinco grandes sucessos da vida selvagem neste ano que passou.
Cinco grandes histórias de sucesso para a vida selvagem (Março 2016-2017):
*O número de tigres selvagens aumentou pela primeira vez na história da conservação.
*Os Pandas já não são considerados ‘em risco de extinção’.
*O comercio do pangolim, o mamífero mais traficado, passou a ser considerado ilegal, mundialmente.
*Salvando o património da humanidade – ambiente onde vivem espécies icônicas incluindo elefantes, rinocerontes, golfinhos e tartarugas marinhas.
*A China, país com o maior mercado ilegal de marfim anuncia fechar esse mercado até ao final de 2017.
No ano passado foi revelado que até 2020 podia haver um declínio de 67% na população global de peixe, pássaros, mamíferos, anfíbios e répteis e que já se tinha visto um declínio de 58% entre o período de 1970 a 2012. O Relatório Planeta Vivo 2016 da WWF e ZSL, mostra que a humanidade está a por em risco as populações de espécies animais,  num período onde os humanos têm um poder avassalador,  pela primeira vez na história da Terra.
Margaret Kinnaird, chefe de práticas da vida selvagem da WWF comenta:
“Estamos num ponto fulcral para muitas das espécies mais frágeis, ameaçadas pela atividade humana, incluindo a caça ilegal, mudanças climáticas e a destruição dos habitates naturais. Contudo, apesar destas grandes ameaças, este último ano teve grandes sucessos que ficam na história da conservação. Ainda há muito caminho pela frente e as pequenas mas importantes vitórias estão no fio da navalha. É importante que o progresso dos últimos 12 meses se desenvolva mais e que esse impulso continue pelo mundo. Queremos ver ainda melhores resultados no World Wildlife Day 2018.”

Histórias de sucesso 2016-2017

A população de tigres selvagens aumentou pela primeira vez na história de conservação.

Em abril, o número de tigres selvagens foi revisto para 3,890 fazendo história ao ser a primeira vez que os números globais populacionais aumentaram. Este novo número mínimo, calculado através de dados da IUCN e de estudos recentes, indicam um maior número de indivíduos do que  as estimativas de 2010 que tinha ‘números tão baixos como 3,200’ devido a esforços concentrados de governos, comunidades e ONGs.

Pandas deixam de ser classificados como espécie em risco 

Em setembro, a IUCN anunciou que o panda iria ser requalificado de ‘espécie em risco’ para ‘vulnerável’, devido a um aumento de população de 17%. Este passo positivo demonstra como um método holistico de participação entre governo e comunidades locais pode ajudar a salvar a biodiversidade minguante deste planeta. Este progresso da qualificação de ‘em risco de extinção’ para ‘vulnerável’ não só protege o panda a longo prazo, mas também significa uma maior proteção do habitat único onde o panda vive.

Comércio do mamífero mais traficado, o pangolim, è agora mundialmente ilegal

Em setembro passado, durante o maior encontro mundial sobre comércio ilegal de vida selvagem (CITES CoP17), nações uniram-se para aumentar ações para proteger o mamífero mais traficado mundialmente, o pangolim. O tráfico legal agora acaba devido a um acordo internacional para proteger esta espécie em risco crítico de extinção.

Salvando o património da humanidade

Metade do património mundial da humanidade está em risco devido à actividade industrial, como indústria mineira, drenagem, e perfurações na busca de petróleo e gás natural. Este valioso património também abriga muitas espécies iconicas vulneráveis.
Em Outubro, a barreira de recife de Belize, lar de golfinhos e tartarugas, recebeu uma prorrogação de um estudo sísmico para exploração petrolífera off-shore. Após uma campanha da WWF, em Dezembro o governo espanhol cancelou planos para drenar o parque nacional de Dañana. Esta localidade alberga mais de 4,000 espécies de plantas e animais, incluindo espécies de aves em risco de extinção e a espécie mais rara de felino, o lince ibérico.

China, país com maior comércio ilegal de marfim anuncia o fecho deste comércio para o final de 2017

Em Dezembro, a China fez história ao anunciar a proibição do negócio do marfim, prometendo o fecho de mercados legais para o final de 2017. Isto põe fim ao maior mercado mundial de marfim e dá impulso aos esforços internacionais para terminar a crise da caça ilegal em África, onde até 20,000 elefantes são ilegalmente abatidos cada ano.
A WWF faz ainda campanhas para acabar com a caça na Selous Game Reserve, uma das maiores áreas selvagens de África que, em menos de 40 anos, perdeu aproximadamente 90% dos seus elefantes. A WWF apela ao público para se juntar à campanha para eliminar a caça ao elefante em Selous até 2018 e parar com todas as actividades industriais nessa reserva.

A Floresta em Portugal

Um apelo à inquietação cívica, por Victor Louro

No âmbito do Dia Nacional da Floresta Autóctone e do lançamento do Livro “A Floresta em Portugal”, de Victor Louro, a LPN promove uma reflexão participada sobre a realidade da Floresta em Portugal, a Conservação da Natureza e a Sociedade.

Programa:

  • Enquadramento e apresentação – Tito Rosa
  • Apresentação do Livro “A Floresta em portugal” – Victor Louro
  • Uma leitura na óptica da conservação da natureza – Carlos Teixeira
  • Debate

A tua presena é importante. Não deixes de dar o teu contributo para esta discussão!

[Inscrição gratuita mas obrigatória para [email protected]]

Veja o link da LPN: http://www.lpn.pt

25 novembro (sexta-feira) | 17h às 19h
Livraria Bulhosa, Entrecampos (Lisboa)

Novembro 2016

Energia e Clima : Campo Aberto

ESQUIZOFRENIA CLIMÁTICA? PALAVRAS DE AÇÃO E AÇÕES SEM PALAVRA?

Observando as belas palavras das conferências internacionais sobre o clima e as tendências reais dos países que subscrevem os tratados nelas elaborados, somos levados a pensar que o mundo padece de esquizofrenia climática, negando na realidade as belas palavras dos acordos internacionais.

A esse respeito a Campo Aberto emite o seguinte comunicado, no qual se analisam as perspetivas abertas (ou fechadas) por mais uma dessas conferências, a Conferência das Partes 22, que decorre em Marraquexe, em Marrocos, até sábado 19 de novembro.

Comunicado Campo Aberto
PODE MARRAQUEXE IR ALÉM DE PARIS?

Está a decorrer em Marraquexe a Vigésima-segunda Conferência das Partes sobre Mudança Climática (COP 22). Realizada um ano depois da COP 21, que foi celebrada logo no seu encerramento como uma conjugação de vontades que terá vindo salvar a Humanidade, os especialistas dizem ser esta uma conferência intermédia, que verifica, acompanha e visa garantir a aplicação do Acordo de Paris.

Nesta ocasião, os ecologistas e a generalidade dos cidadãos inquietos perguntam: pode a atual situação acomodar-se a conferências de menor relevância neste domínio, porventura dedicadas à simples gestão do que foi acordado? Está efetivamente consolidado aquilo que foi alcançado pelo Acordo de Paris? E contém este acordo o necessário para fazermos as mudanças – numa escala e numa urgência nunca antes tentados pela humanidade – que impedirão que a vida humana no planeta seja aterradora, se não simplesmente impossível, a muito breve prazo? As respostas, ou sobretudo a falta delas, indiciam a verdade da situação.

A situação global, seja no plano ambiental, seja no político e social, é profundamente inquietante. Os acontecimentos internacionais mais recentes vieram torna-la cristalina, desmentindo o, porventura bem-intencionado, comunicado de Patricia Espinosa, a responsável do Clima nas Nações Unidas, que afirmou ser esta uma conferência que decorre enquanto «todos os países do mundo estão empenhados numa ação global decisiva contra as alterações climáticas». Estão mesmo todos empenhados? Vejamos: o maior produtor e consumidor mundial de hidrocarbonetos, assim como segundo maior emissor de CO2, acaba de eleger – para todas as suas instâncias governativas – responsáveis que manifestam inequivocamente a sua rejeição destas preocupações, reiterando simultaneamente o seu projeto de reinvestimento maciço nas práticas mais agressivas para o clima e para o ambiente em geral. A ratificação do Acordo por parte do Presidente Obama era já extremamente frágil, uma vez que o poder legislativo se lhe opunha. Agora, essa ratificação é mais ilusória do que nunca. Poderão ou quererão os outros países ficar indiferentes a essas tendências que parecem vir repor um industrialismo hoje impossível e arcaico? Sendo notório que as políticas para o ambiente pressupõem necessariamente que o planeta não pode já ter fronteiras nas questões essenciais, e quase tudo está hoje nessa posição, a palavra «fronteira» voltou a ser uma palavra-chave da política contemporânea. À medida que ela reaparece e se volta a enraizar nas consciências, mais as políticas climáticas são impossíveis de concretizar, sobretudo porque essas fronteiras são também as inimigas das comunidades e das economias locais.

Ver artigo completo em: http://www.campoaberto.pt/?p=1712028

Novembro 2016

Dia Mundial de Animais de Laboratório encontrar alternativas á utilização de animais na pesquisa cientifica

Enquanto o debate continua sobre testes em animais, uma organização de caridade tem procurado outro caminho, sendo este o da não utilização de animais. Em alguns casos os animais são substituídos por humanos.

A Dr. Hadwen Trust (DHT), fundada em 1970, entregou milhões de libras a mais de 180 projectos que utilizam modelos não-animais no processo científico.

“Nos estudos que financiamos, os académicos informam-nos que os dados vindos de estudos com utilização de animais tem benefícios questionáveis, se é que têm alguns, para humanos”.

“Por isso tentamos resolver isso focando a pesquisa em humanos”. Diz Dr Brett Cochrane, chefe do dept. de ciência de DHT.

A RSPCA já tinha pedido para se fazer algo para reduzir o sofrimento dos animais de laboratório.

O dia mundial dos animais de laboratório, celebrado no dia 24 Abril, lembra os milhões de animais utilizados em procedimentos animais.

Segundo o ministério do interior, quase 4 milhões de animais foram utilizados, só no Reino Unido, em 2014,

A RSPCA afirma que 11.5 milhões de animais são utilizados na UE e mais de 100 milhões no mundo.

A DHT auto descreve-se como uma organização compassiva, virada para encontrar soluções para o problema animal. A organização quer, não só substituir o número de animais utilizados, mas também melhorar a saúde humana com fármacos seguros.

“Acreditamos que a mudança é possível, mas ainda existem questões a resolver, nomeadamente na cultura do meio científico.

ver artigo

Abril 2016

134 membros do parlamento europeu apoiam a declaração promovida pela Animal Welfare

Intergroup contra a caça de troféus

A declaração afirma que caça de troféus contribui para uma perca considerável de espécies animais e raramente beneficia economias locais.

A UE é onde o maior número de caçadores de troféus originam e frequentemente o destino dos troféus. Entre 2004 e 2013, mais de 27000 troféus oriundos de África foram importados para a Europa.

As leis em rigor são insuficientes e não aplicadas de forma adequada. Para obter licença de caça, as autoridades têm de determinar que o abate não prejudica a população de qualquer espécie listada no anexo B dos regulamentos da EU Wildlife Trade, e que foi de benefício a espécies de conservação listadas no anexo A. Estes passos raramente são determinados adequadamente.

Esta declaração pede que o concelho e a comissão examinem a possibilidade de restringir todas as importações de troféus, para assegurar a correcta implementação dos regulamentos dos estados membros, e convencer os países emissores das licenças para terem em consideração o impacto da caça nas conservação das espécies e descontinuar essa pratica.

O animal Welfare Intergroup agradece a todos os MPE que apoiaram a iniciativa e confiam que está declaração não será ignorada.

Four Paws salvam dois ursos castanhos fêmeas na Polónia

2 ursosEwka e Gienia chegam ao seu novo lar no Poznan Zoo

No dia 8 de Abril , a organização internacional FOUR PAWS salvou 2 ursos castanhos que estavam num num pequeno jardim zoológico na Polónia e realojaram na área enclausurada de Poznan Zoo. Após meses de negociações, urso fêmea Ewka de 21 anos e filha Gienia de 13 anos foram finalmente permitidas sair para um espaço mais amplo. Uma equipe composta por membros da FOUR PAWS, Poznan Zoo e alguns veterinários especializados, levaram os urso do mini jardim zoológico de Braniewo, no norte da Polónia, onde viveram muitos anos continuados a um espaço pequeno de betão, e sem cuidados médicos adequados.
Os ursos foram sedados para a viagem de 6 horas, e depois ficaram umas horas em Poznan mas em recinto fechado para se ambientaram. Mais tarde foram soltos para um espaço com quase 4,000 m2. Este espaço foi construído para este propósito com óptimas condição para ursos e foi financiada com a ajuda de FOUR PAWS.
ver artigo

Março 2016

EUROGROUP 4 ANIMALS

Últimas notícias bem-estar animal:
Eurobulletin Edição # 375 (Abril 2016)

tigreTigres declarados extintos no Camboja

Triste notícia: os tigres estão funcionalmente extintos no Camboja, anunciaram os conservacionistas, pela primeira vez na quarta-feira, ao lançar um plano ambicioso para reintroduzir os grandes felinos na floresta.
As florestas secas do Camboja costumavam ser o habitat dos tigres da Indochina, mas de acordo com o WWF, a caça ilegal intensa ao tigre e aos animais que lhe servem de alimento, tem devastado o número destes felinos.
O último tigre visto na floresta foi em 2007, no Leste da província de Mondulkiri.
“Hoje não existem tigres em procriação no Camboja, e por isso consideram-se funcionalmente extintos”.
Numa tentativa de reviver a população, o governo do Camboja aprovou no mês passado um plano para reintroduzir estes animais no lado leste da floresta de Mondulkiri, a parte protegida da floresta.
O plano prevê delimitar uma parte do habitat e ter uma força policial para proteger a área contra caçadores, tal como ações para proteger o alimento dos tigres.
“Queremos dois machos e quatro a cinco fêmeas para começar” disse Keo Omaliss, director do departamento de vida selvagem e biodiversidade da administração da floresta.
O governo necessita de 20 a 50 milhões de dólares para este projecto e já começaram conversações com países como a Índia, Tailândia e Malásia, para providenciarem um pequeno número de tigres.
Grupos conservacionistas aplaudiram o plano.
“O tigre foi caçado até a beira da extinção devido à pouca proteção e agora o governo começa a reagir” disse Suwanna Gauntlett, da Wildlife Alliance.
A desflorestação e a caça ilegal devastaram o tigre em toda Ásia; O International Union for Conservation of Nature estima o número de tigres em apenas 2,154 em todo o mundo.
Países com populações de tigres –   Bangladesh, Butão, China, Camboja, Índia, Indonésia, Laos, Malásia, Myanmar, Nepal, Rússia, Tailândia e Vietnam – lançaram em 2010 um plano para duplicar a população de tigres até ao ano 2022.
Representantes dos 13 países irão encontrar-se de 12 a 14 abril, em Delhi, para discutir os objectivos.
Ver artigo

Abril 2016

EUROGROUP 4 ANIMALS

Últimas notícias bem-estar animal:
Eurobulletin Edição # 368 (Fevereiro 2016)

Ética e Experimentação AnimalA 17 Fev 2016 realizou-se uma reunião sobre a directiva 2010/63/EU, relativa aos  Animais para uso científico, onde o Eurogrupo apresentou o seu feedback sobre um estudo da implementação dos NCP (national contact points).
Entre os pontos discutidos, deliberou-se a realização de uma conferência em Bruxelas, dias 6 e 7 de Dezembro, com 400 participantes. O assunto será a validade científica dos Animais como modelo (para testar produtos para uso em humanos), analisar o modo como se efectua de momento esse tipo de trabalho e o estudo e apresentação de alternativas. Pretende-se ainda examinar os fundos disponíveis para pesquisa, integridade e futuros horizontes e perspectivas. Vai haver pôsteres demonstrando alternativas sem utilização de animais.
A comissão vai efectuar, até  10 Novembro de 2017, uma pesquisa ao progresso feito em procriação de primatas não humanos em colônias auto-sustentáveis. Nos próximos meses começa o trabalho com questionários e grupos de peritos.
ver este e outros artigos

Fevereiro 2016

EUROGROUP 4 ANIMALS

Últimas notícias bem-estar animal:
Eurobulletin Edição # 354 (Novembro 2015)

tourada3Pare as touradas na EU

O Eurogroup for Animals ficou extremamente satisfeito por o Parlamento Europeu ter dado atenção aos pedidos das suas organizações membros e votado o fim do financiamento da UE aos touros que são usados ​​em touradas, prática que a maioria dos cidadãos europeus condenam.  Este é um grande passo em frente e esperamos que a proibição continue para além de 2016. O Eurogroup for Animals e os seus membros têm feito campanhas ao longo de muitos anos para pôr fim ao tratamento bárbaro dos touros e esperamos que, com esta decisão, se possa ficar mais perto de fechar esta indústria e parar o sofrimento dos touros em toda a UE.

ler notícia

armadilhas colaParlamento Europeu proíbe armadilhas de cola na Europa!

Armadilhas de cola são placas pegajosas, feitas e vendidas para capturar roedores; muitos de nós, como eu, talvez pensem que estas ferramentas de tortura, que são, já tinham sido definitivamente banidas nos nossos, chamados, países civilizados;  na verdade, não foram.

Felizmente, graças aos esforços de muitas associações em todo o mundo, um número crescente de instituições concordam já em proibir estes engenhos nos seus edifícios.

ler notícia

Novembro 2015

EUROGROUP 4 ANIMALS

Últimas notícias bem-estar animal:
Eurobulletin Edição # 344 (27 Julho 2015)

MP900444151Consulta pública sobre economia circular Duas consultas da UE proporcionaram a oportunidade para pôr na ordem do dia as preocupações sobre o bem-estar dos animais na cadeia alimentar

A Comissão Europeia lançou duas consultas on-line, o que ofereceu a oportunidade aos defensores do bem-estar animal em toda a UE para destacar as preocupações relacionadas com a produção insustentável e o consumo de produtos de origem animal que nem sempre respeitam a senciência animal ou o ambiente.

O Eurogroup for Animals irá apresentar a sua resposta, mas, entretanto, instamos os nossos membros e todos os defensores dos animais em toda a UE a responder, também, directamente às consultas, a fim de exigir a atenção necessária para bem-estar dos animais e acções consequentes. As consultas estão abertas aos cidadãos e organizações em toda a UE. Para mais informações sobre as duas consultas, consulte os dois links:

Consulta pública sobre a Economia Circular - que encerrará a 20 de agosto de 2015

Consulta on-line sobre o papel da pesquisa em Segurança Alimentar Global - que encerra a 01 de Setembro de 2015

foca pequena na neveO comércio de produtos derivados da foca: implementação do WTO órgão de resolução de litígios recomendações e decisões

A 16 de Julho a Comissão IMCO aprovou o resultado do diálogo informal sobre o dossier “O comércio de produtos derivados da foca: implementação do WTO órgão de resolução de litígios recomendações e decisões”, numa única votação, com 33 votos a favor, 2 contra e 2 abstenções.

Ler decisão

circoO Parlamento catalão aprova a proibição de circos com animais selvagens

O Parlamento da Catalunha aprovou na quarta-feira com os votos de CiU, ERC, PSC, ICV-EUiA, a abstenção do CUP e o voto contra do PP, uma emenda à Lei sobre a Protecção dos Animais, na qual “o circo com animais pertencentes à fauna” passam a ser proibidos.

Ler artigo

anuncioNa semana passada, o governo valão aprovou a interdição anúncios para a venda de qualquer tipo de animal de estimação, incluindo animais exóticos

A fim de lutar contra aquisições impulsivas de animais e resultantes abandonos, o Governo da Valónia acaba de aprovar a proposta do seu Ministro do Bem-Estar Animal, Carlo DI ANTONIO, para proibir da publicidade do comércio de espécies animais. A proibição aplica-se a todos os meios de comunicação.

Ler artigo

vendaO governo da Valónia propôs um decreto para proibir a venda de animais em locais públicos

Isto significa que a proibição de vender animais na casa do comprador (que não teve a iniciativa) não está apenas limitado a cães e gatos, mas é alargado a todos os animais; Além disso, a venda de outros animais, além de cães e gatos, é proibido em locais públicos, com excepção dos mercados de animais, mercados municipais e exposições de animais.

Ler decreto

Julho 2015

EUROGROUP 4 ANIMALS

Últimas notícias bem-estar animal:
Eurobulletin Edição # 343 (20 Julho 2015)

A Comissão AGRI do Parlamento discutiu uma proposta de lei sobre agricultura biológica

Na semana passada, a Comissão da Agricultura do Parlamento Europeu debateu a proposta da Comissão para um novo regulamento da UE sobre a agricultura biológica. A importância do bem-estar animal foi um dos pontos importantes em agenda, depois de apresentadas várias alterações que visam dar resposta às cada vez maiores preocupações na protecção dos animais.

Para mais informações sobre as alterações de procedimentos e produtos relacionados.

Para ajudar a apoiar a melhoria da agricultura biológica no Parlamento consulte a página web do Eurogroup 4 Animals e pode contactar os seus deputados no Parlamento Europeu, para chamar a atenção para as preocupações no bem-estar dos animais.

Expondo online o comércio de vida selvagem

Em 15 de julho, os deputados para a vida selvagem e o IFAW (Fundo Internacional para o Bem-estar Animal) co-organizaram no Parlamento Europeu o seminário ‘Expondo online o comércio de vida selvagem’. O IFAW compartilhou os principais resultados do seu relatório sobre comércio de espécies selvagens “Wanted: Dead or Alive”: Já em 2014, uma intensa investigação de seis semanas encontrou um total de 33.006 espécies ameaçadas bem como peças e produtos para venda através de 280 mercados on-line espalhados por 16 países.

Ler artigo

A decisão que poderia matar o seu animal de companhia

Se acha que faz parte do senso comum não deixar um cão dentro de um carro estacionado, trágicas manchetes das últimas semanas dizem-nos que ainda não é comum o suficiente. Nunca deixe um animal sozinho dentro de um carro.

Ler artigo

Como a Walmart e a Costco podem mudar a Indústria de Alimentos

em termos do Bem-Estar Animal

Grandes empresas como a Walmart e a Costco têm sido notícia neste verão pelas suas posições sobre bem-estar animal. Enquanto a recente posição da Walmart tem sido anunciada como o maior compromisso com a proteção animal até agora feito por uma empresa do sector alimentar, a Costco é apenas mais uma numa longa série de empresas para manter sob o microscópio, após filmagens de um dos seus fornecedores de ovos, Hillandale Farms, terem mostrado um tratamento cruel em galinhas.

Ler artigo

Lei para o Bem-estar Animal aprovada em legislatura da Ilha Prince Edward, Canadá

Legisladores da Ilha príncipe Eduardo, no Canadá, aprovaram uma nova Lei de Bem-Estar Animal que estabelece as regras em matéria de tratamento humanitário de animais de companhia e animais de quinta, enquanto alguns críticos continuam a pedir mais mudanças.

Ler artigo

Julho 2015

Notícias bem-estar animal do Eurogroup

Eurobulletin edição # 334 (28 Maio 2015)

ANIMAIS NOS MEDIA

Um traficante de animais selvagens que usou as redes sociais para fazer vendas enfrenta prisão efectiva.
Um homem que tentou vender um orangotango bebé foi preso pelas autoridades indonésias. É ilegal na Indonésia capturar orangotangos ou possuí-los como animais de estimação.

ver artigo

Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal Transporta elefantes em África

Devido ao crescente conflito entre elefantes e moradores, o Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal (IFAW) foi encarregado de transportar uma rara subespécie de elefantes através da Costa do Marfim, para melhorar a sua segurança, bem como a segurança dos moradores locais.

ver artigo

Diplomacia é chave em Bem-Estar Animal

Este fim-de-semana, Sophie Ling, uma voluntária de trabalho social encontrou-se no meio de uma disputa diplomática envolvendo o resgate de 800 gatos vinculados para abate no sul da China. Habituada a negociações, a directora de Recursos Humanos, Sophie está habituada a lidar com a diversidade cultural num nível multilateral. Ela também é uma devotada amante dos animais que tem, incansavelmente, dado o seu tempo para as campanhas “Não à carne de cão” e “Não à carne de gato”.

ver artigo

Na Noruega, os animais têm sua própria polícia

Para lutar contra a violência sobre os animais, a Noruega tomou uma importante decisão: Dedicar um ramo especial da polícia para a causa dos animais.

ver artigo

Maio 2015

Consulta Pública – Planos Hidrológicos e Planos de Gestão de risco de inundação da parte espanhola das regiões Hidrográficas do Minho Sil, Douro, Tejo e Guadiana (AAE594)

Encontra-se a decorrer o procedimento de Avaliação Ambiental dos Planos Hidrológicos e Planos de Gestão de risco de inundação da parte espanhola das regiões Hidrográficas do Minho Sil, Douro, Tejo e Guadiana.

Tendo presente que o referido plano é susceptível de produzir efeitos em Portugal, em tempo esta agência comunicou o interesse de Portugal em participar no respectivo procedimento de Avaliação ambiental.

Neste enquadramento e de acordo com o previsto no decreto-lei n.º 232/2017, de 15 de junho, a documentação remetida pelas autoridades espanholas encontra-se disponível para consulta durante 30 dias úteis, 5 de maio a 16 de junho de 2015.

A documentação encontra-se disponível na Agência Portuguesa do Ambiente, nas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve e na página da internet www.apambiente.pt.

No âmbito do processo de Consulta Pública serão consideradas e apreciadas todas as opiniões e sugestões relativas ao Plano e respectiva avaliação ambiental.  Essas exposições deverão ser apresentadas por escrito e dirigidas ao Presidente do Conselho Directivo da Agência portuguesa do Ambiente e remetidas até à data de termo da consulta.

CAMPANHA SOS NATUREZA

Campanha SOS Natureza apela aos cidadãos europeus para se manifestarem contra a destruição das atuais leis que protegem a Natureza.

DIGA NÃO À ALTERAÇÃO DAS LEIS DA PROTEÇÃO DA NATUREZA NA EUROPA.


Vá a https://www.naturealert.eu/pt e atue!

 

Maus tratos e abandono de animais: o que diz a lei?

 

O nosso desrespeito pelos animais causou esta pandemia

 

Projecto “No Meu Quintal”

 

Informação do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra

 

Shenzhen é a primeira cidade chinesa a proibir que se comam cães e gatos

 

Emergência COVID-19 – Resíduos em casa, o que fazer

 

O novo coronavírus e animais de companhia

 

Divulgação da consulta pública do projeto “Mina de Numão”

 

Durante o próximo mês de Março destacam-se diversos eventos nacionais e internacionais que cobrem várias áreas de interesse

 

Ocean Action: uma campanha de comunicação de ciência sobre o problema do lixo marinho

 

Projeto “Parque Solar ESCALABIS” – processo de Avaliação de Impacte Ambiental

 

Campanha de apoio à esterilização de cães e gatos de companhia

 

Consulta Pública do RECAPE “Linha do Minho: Quadruplicação do troço Contumil / Ermesinde

 

ONU: 1 milhão de espécies ameaçadas de extinção

Maio 2020

Maus tratos e abandono de animais: o que diz a lei?

Em 2019, foram recolhidos 31.966 animais pela rede de centros de recolha oficial de animais, muitos deles abandonados e vítimas de maus tratos.

A legislação portuguesa estabelece que “os animais são seres vivos dotados de sensibilidade e objeto de proteção jurídica em virtude da sua natureza”. Desde 2015 que os maus tratos e o abandono animal animais são considerados um crime à luz da lei penal portuguesa.

Neste artigo abordamos o que a lei estabelece quanto a maus tratos a animais de companhia e ao abandono destes.

O que é um animal de companhia?

A lei portuguesa define animal de companhia como qualquer animal que seja detido por seres humanos para entretenimento e companhia (cães, gatos, pássaros, tartarugas e cágados, coelhos anões, porquinhos-da-Índia, peixes de aquário, etc).

Neste conceito não cabe a utilização de animais para fins de exploração agrícola, pecuária ou agroindustrial, bem para fins de espectáculos comerciais.

Maus tratos a animais de companhia

A lei portuguesa determina que se alguém, sem motivo legítimo (legítima defesa, por exemplo) infligir dor, sofrimento ou maus tratos físicos a um animal de companhia é punido com pena de prisão até 1 ano ou com pena de multa até 120 dias.

O agressor é punido com pena de prisão até dois anos ou com pena de multa até 240 dias se, em virtude dos maus tratos que lhe foram infligidos, o animal de companhia vier:

  • Morrer;
  • Ficar privado de órgãos importantes;
  • Ficar privado de membro (uma pata, por exemplo);
  • Veja afetada e permanentemente a sua capacidade de locomoção.

Abandono de animais de companhia

Quem, tendo o dever de guardar, vigiar ou assistir animal o deixar ao abandono, colocando em perigo a sua alimentação e a prestação de cuidados que lhe são devidos, é punido com pena de prisão até 6 meses ou com pena de multa até 60 dias.

O que acontece a quem é condenado?

Em função da gravidade, para além da pena de prisão ou pena de multa, quem maltratar ou abandonar animais de companhia, poderá:

  • Ficar proibido de, no prazo máximo de 5 anos, ter animais de companhia;
  • Ficar privado de participar em feiras, mercado, exposições ou concursos relacionados com animais de companhia – durante um máximo de 3 anos;

  • Ver encerrado estabelecimento relacionado com animais de companhia cujo funcionamento esteja dependente de licença administrativas – durante um máximo de 3 anos;

  • Ver suspensas, durante um máximo de 3 anos, as permissões administrativas relacionadas com animais de companhia.

Como denunciar maus tratos ou abandono de animais?

Sempre que presenciar uma situação de maus tratos ou abandono animal deverá denunciar às autoridades competentes. A Polícia de Segurança Pública (PSP) criou, em 2015, o Programa de Defesa Animal, destinando a aconselhar e a receber denúncias através do endereço eletrónico [email protected] ou do contacto telefónico 217654242.

– artigo redigido por um jurista com base no Código Penal (Decreto-Lei n.º 48/95) e Código Civil (Decreto-Lei n.º 47344/66)


Artigo editado pelo portal trabalhador.pt

Abril 2020

O nosso desrespeito pelos animais causou esta pandemia

Em entrevista dada dia 12 de Abril à estação televisiva France24, a cientista de 86 anos explicou que, sem os seus habitats naturais, os animais irão ver-se cada vez mais forçados a aproximar-se das populações, o que, por sua vez, tornará mais provável este tipo de surtos.

“Foi o nosso desprezo pela natureza e o nosso desrespeito pelos animais com quem deveríamos partilhar o planeta que causou esta pandemia, que foi prevista há tanto tempo”, disse.

Jane Goodall alerta que outro dos fatores de risco está relacionado com “os animais que são vendidos em mercados em África ou na Ásia, especialmente na China, e nas quintas intensivas onde são cruelmente aglomerados biliões de animais de todo o mundo”.

Jane Goodall é uma das primatólogas mais famosas do mundo e considerada a maior especialista em chimpanzés, que começou a estudar, em 1960, no Parque Nacional Gombe Stream, na Tanzânia.

“Temos pouco tempo para agir, não pode ser apenas a juventude a fazê-lo. Todos devem contribuir. A natureza é resiliente. Quando destruímos um lugar vemos que, ao fim de algum tempo, a natureza se recompõe. Há, também, um aspeto importante no espírito humano que é a vontade de fazer algo que parece impossível. Tenho esperança, mas resta muito pouco tempo para agir”.

Fundadora do Instituto Jane Goodall, a cientista desenvolveu um grande volume de trabalho sobre conservação da natureza e bem-estar animal e é, desde 2002, Mensageira da Paz da ONU.

Por Green Savers: https://greensavers.sapo.pt/o-nosso-desrespeito-pelos-animais-causou-esta-pandemia/

Abril 2020

Projecto “No Meu Quintal”

“No Meu Quintal” é um projeto de ciência cidadã que quer conhecer o que se passa pelos quintais dos portugueses. Estamos preocupados em tornar o quintal num espaço mais verde e ecológico. Para tal, pedimos a ajuda de quem cuida e trata— ou melhor, de quem o habita.

Somos um projeto da Rio Neiva – Associação de Defesa do Ambiente em parceria com o Centro de Educação Ambiental de Esposende. Desde Fevereiro que estamos a conhecer o que acontece pelos quintais em nosso redor. Queremos recolher hábitos, rotinas, práticas sustentáveis e ecológicas, bem como perceber o uso real de pesticidas e fertilizantes no quotidiano desses quintais (o que se usa, quanto se usa e em quê). Interessa-nos o contributo de qualquer pessoa que tenha um quintal com jardim e/ou uma horta para consumo doméstico. Todo o trabalho pretende ser feito a par com quem nele queira participar.

O projeto vai acontecer em três fases. A primeira será a de recolha de informação online com uma série de perguntas chave para aquilo que pretendemos saber. O inquérito tem a duração máxima de 15 minutos.   Quanto maior o número de participantes, maior a qualidade dos dados recolhidos.

Na segunda fase, iremos visitar alguns dos quintais inscritos e realizar um documentário que pretende abordar a relação entre as pessoas e este espaço. Numa altura em que nos é pedido a todos para ficarmos em casa, o quintal, mais do que nunca, ganha especial importância. Ainda nesta fase, organizaremos ações de sensibilização e partilha de informação sobre a temática para todos os interessados. Claro que isto só acontecerá quando for seguro voltarmos a ter contacto direto uns com os outros.

Por fim, na terceira e última fase, será desenvolvido e publicado um Manual de Práticas Sustentáveis. Este Manual estará disponível para orientar e ajudar quem quiser a tornar o seu quintal mais “verde” e ecológico. As práticas serão recolhidas ao longo de todo o projeto, com os diferentes contributos dos participantes. Vamos também apresentar e divulgar o documentário e partilhar toda a informação que veio a ser compilada ao longo dos meses. Somos um projeto de ciência aberta, pelo que a partilha dos dados recolhidos está assente desde o princípio.

“No Meu Quintal” recebeu financiamento da União Europeia, através do programa Horizon 2020 research and innovation, apoiado através do projeto Europeu de ciência cidadã ACTION.

Podes conhecer melhor o projeto através do site e vídeo promocional: 

Site: https://rioneiva.com/nomeuquintal/

Vídeo teaser: https://vimeo.com/395982119

Abril 2020

Informação do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra

Plano de Emergência Nacional

No âmbito da implementação do Plano de Emergência Nacional e de Despacho Reitoral da Universidade de Coimbra, informamos que o Jardim Botânico permanece encerrado ao público desde 22 de março.

Sejamos resilientes como as árvores, que em isolamento permanente porque não se deslocam de onde enraízam, possamos ultrapassar esta crise.

Voltaremos ao Jardim!

Calendários e fundos de ambiente de trabalho

Abril 2020

Em abril decore o seu ambiente de trabalho com o rosmaninho ou a glicínia

Veja as imagens aqui.

Desafios no Jardim

Uma fotografia e uma pergunta por dia

Assinalando a rentrée 2019/2020 iniciámos dia 1 de setembro no Facebook a série DESAFIOS NO JARDIM: uma fotografia e uma pergunta por dia sobre uma espécie, um espaço, uma história, uma individualidade, um recanto, uma surpresa, um encantamento…

Findo o périplo de 366 dias, em ano bissexto, propomos outro passeio de interpretação no dia 1 setembro 2020, grátis, a 25 participantes, com a oferta de livros aos 5 “desafiados” mais ativos.

Atreva-se!

Consultório Botânico

Todas as questões sobre plantas respondidas pelo Jardim Botânico

Tem dúvidas sobre plantas? Mas afinal porque é que as árvores perdem as folhas? Não tem a certeza se está a regar corretamente a sua planta? Quer saber o nome da espécie que acabou de florir na sua varanda?

O Jardim Botânico da Universidade de Coimbra criou o Consultório Botânico para esclarecer qualquer questão que tenham sobre botânica, compreender a sua ecologia e comportamentos, ou ajudar-vos a identificar a grande diversidade de espécies de plantas que existem.

Saiba mais

Abril 2020

Shenzhen é a primeira cidade chinesa a proibir que se comam cães e gatos

Após as autoridades chineses terem proibido a venda e o consumo de animais selvagens como forma de melhorar a segurança alimentar, Shenzhen decidiu alargar a medida aos cães e gatos.

No final de fevereiro, já as autoridades chinesas tinham anunciado a proibição de vender e consumir animais selvagens. Shenzhen, no entanto, decidiu ir mais longe e alargar a restrição a cães e gatos, tornando-se na primeira cidade chinesa a adotar esta medida, avançou a Reuters esta quinta-feira. Segundo as autoridades do sul da China, a nova lei entrará em vigor a partir do dia 1 de maio.

“Cães e gatos estabeleceram uma relação muito mais próxima com os seres humanos do que todos os outros animais, e proibir o consumo de cães, gatos e outros animais de estimação é uma prática comum em países desenvolvidos e em Hong Kong e Taiwan”, explicou o governo da cidade numa nota publicada na quarta-feira.

Em fevereiro, propunha-se também banir a venda e o consumo de tartarugas e sapos, muito apreciados na comida no sul da China. No entanto, o governo da cidade reconheceu esta semana que este ainda é “um ponto quente de controvérsia”, esclarecendo que o consumo destes animais não seria proibido.

Citado pelo Shenzhen Daily, Liu Jianping, um funcionário do Centro de Prevenção e Controle de Doenças de Shenzhen, garante que o consumo destes animais não é uma necessidade. “Não há evidências de que a vida selvagem seja mais nutritiva do que aves e gado”, afirmou Liu, acrescentando que as aves, o gado e os animais marinhos disponíveis para os consumidores são suficientes.

Esta proibição é exigida por ativistas dos animais há vários anos, uma vez que os cães, em particular, são comidos em várias partes da Ásia. Um dos eventos mais controversos e onde milhares de cães são mortos ou até esfolados vivos e cozidos para depois serem consumidos é o Yulin Dog Meat Festival.

A Organização Mundial de saúde (OMS) informou no mês passado que cães e gatos não representam um perigo para a saúde dos humanos em relação à Covid-19. No entanto, o comércio deste tipo de animais tem outros riscos para a saúde, devido a doenças como a raiva.

Uma experiência feita recentemente no Instituto de Investigação Veterinária de Harbin, na China, sugere que os gatos podem ser infetados pelo novo coronavírus. Não se sabe, no entanto, se podem transmitir o agente patogénico aos humanos ou se podem ser contagiados por eles.

Pode ler a notícia no Observador.

.

Março 2020

Emergência COVID-19 – Resíduos em casa, o que fazer

Gestão de resíduos em casa em situação de pandemia por COVID-19 | Orientações da Agência Portuguesa do Ambiente

A emergência COVID 19 exige o nosso empenho para manter os serviços essenciais do país em funcionamento, como é o caso da recolha de resíduos. Para facilitar o trabalho dos profissionais de higiene urbana e da gestão de resíduos que, todos os dias, continuam a garantir este serviço essencial, devemos todos continuar a desempenhar o nosso papel.

Gestão de resíduos produzidos nos domicílios e alojamentos locais

Reduza o desperdício que produz em casa. Quanto menos resíduos produzirmos, menos sobrecarga será colocada no sistema.

Na situação de se estar perante casos suspeitos ou confirmados de infeção por COVID-19 em tratamento no domicílio, todos os resíduos produzidos pelo(s) doente(s) e por quem lhe(s) prestar assistência devem ser colocados em sacos de lixo resistentes e descartáveis, com enchimento até 2/3 (dois terços) da sua capacidade. Preferencialmente o contentor onde se coloca o saco deve dispor de tampa e esta ser acionada por pedal. Os sacos devidamente fechados devem ser colocados dentro de um 2º saco, devidamente fechado, e ser depositado no contentor do lixo comum. Reforça-se que, neste caso, não há lugar a recolha seletiva, devendo os resíduos recicláveis ser depositados com os resíduos indiferenciados e nunca no ecoponto.

Os materiais no ecoponto irão sofrer uma “quarentena”, protegendo os profissionais de gestão de resíduos.

A gestão de resíduos dos domicílios em que não existem casos suspeitos ou confirmados de infecção por COVID-19 continuará a realizar-se de modo habitual, com as alterações preconizadas pelo Município ou sistema de recolha da área geográfica em causa. Recomenda-se, nesta situação, que a recolha selectiva seja mantida, evitando sobrecarregar os tratamentos de destino final incineração e aterro.

As luvas, máscaras e outros materiais de proteção, mesmo que não estejam contaminados, devem ser encaminhados para o lixo comum, em saco bem fechado. Não devem em caso algum ser colocados no contentor de recolha seletiva nem depositados no ecoponto ou despejados na sanita.

Respeite a hora de recolha. Deposite o lixo nos contentores no período mais próximo da hora de recolha, para menor exposição dos resíduos na via pública: as equipas e a saúde de todos agradecem.

Evite a colocação de “monstros” na via pública. Neste período, não coloque móveis, colchões e outras peças grandes ou os verdes do jardim, para serem recolhidos. Isso coloca uma pressão adicional nos serviços de higiene urbana que precisam de racionar recursos para continuar a garantir o nosso bem-estar.


Consulte informação adicional disponível no portal da Direção-Geral da Saúde.

Assista aqui  ao vídeo do Ministro do Ambiente e da Ação Climática.

.

Março 2020

O novo coronavírus e animais de companhia

NÃO AO PÂNICO, SIM A INFORMAÇÃO

Se é verdade que, devido ao novo coronavírus, estamos perante uma pandemia de nível mundial que deve ser levada a sério e merecer toda a nossa atenção, também é verdade que um dos grandes perigos que enfrentamos reside na falta de informação e na desinformação, o que tem levado, um pouco por todo o lado, ao pânico generalizado.

Segundo notícias preocupantes vindas de Espanha e de outros sítios, há pessoas a abandonar os seus animais de companhia com medo de poderem ser infectadas com o novo coronavírus. Por isso, antes de nos entregarmos a histerismos desnecessários e contraproducentes, nada como saber o que nos dizem os maiores entendidos da WSAVA, Comunidade Global Veterinária.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, não há, actualmente, evidências de que os animais de companhia, nomeadamente cães e gatos, possam ser infectados com o vírus COVID‐19 ou que possam ser uma fonte de infecção para as pessoas.

Se o seu animal de estimação desenvolver uma doença inexplicável e tiver sido exposto a uma pessoa infectada com COVID-19, converse com o técnico de saúde pública que trabalha com a pessoa infectada com COVID-19.

Não leve o animal a uma clínica veterinária, a menos que seja instruído por um funcionário da saúde pública.

Embora o COVID-19 pareça ter surgido de uma fonte animal, agora transmite-se de pessoa a pessoa. Pensa-se que essa disseminação ocorre principalmente por gotículas respiratórias produzidas quando uma pessoa infectada tosse ou espirra.  É importante ressaltar que não há evidências de que animais de companhia, incluindo animais de estimação como cães e gatos, possam ser infectados com COVID-19.

O que deve ser feito com animais de estimação em áreas onde o vírus está activo?

Embora já tenha havido relatos de animais de estimação ou outros animais adoecendo com COVID-19, até que saibamos mais, os donos devem evitar o contacto com animais com os quais não estão familiarizados e lavar sempre as mãos antes e depois de interagirem com os animais. Se os proprietários estiverem doentes com COVID-19, devem evitar o contacto com animais em sua casa, incluindo acariciar, aconchegar, ser beijado ou lambido e compartilhar alimentos. Se precisam cuidar de seu animal de estimação ou estar perto de animais enquanto estão doentes, eles devem lavar as mãos antes e depois de interagirem com eles e usar uma máscara facial.

O mais importante continua a ser manter os seus animais devidamente vacinados e de boa saúde, e seguir as indicações do seu veterinário.

Não é demais sublinhar: não há evidências de que animais de estimação possam estar infectados com o vírus COVID‐19 ou que possam ser uma fonte de infecção para as pessoas.


Num momento em que está declarado o estado de emergência no nosso país, é importante manter a calma, procurar informar-se em fontes confiáveis, proteja-se, a si e aos seus, mantenha-se de boa saúde,  siga as recomendações profissionais dos seus médicos, médico-veterinários e das autoridades de saúde e continue a ter o melhor 2020 possível.


Fontes:

SNS 24 – Serviço Nacional de Saúde: https://www.sns24.gov.pt/tema/doencas-infecciosas/covid-19/

Informação sobre a infeção por Coronavírus (2019-nCoV) – OMV, Ordem dos Médicos Veterinários: https://www.omv.pt/publicacoes/noticias/coronavirus-2019-ncov—informacoes

The New Coronavirus and Companion Animals – Advice for WSAVA Members:  https://wsava.org/news/highlighted-news/the-new-coronavirus-and-companion-animals-advice-for-wsava-members

O novo coronavírus e animais de companhia; conselhos da WSAVA – World Small Veterinary Association (Associação Mundial dos Veterinários de pequenos animais) – tradução da VetFunchal, Dr. Eduardo A. C. Teixeira:  https://www.dnoticias.pt/binrepository/video_content_2812459_20200304203003.pdf

Março 2020

Divulgação da consulta pública do projeto “Mina de Numão”

Encontra-se a decorrer o processo de Avaliação de Impacte Ambiental do Projeto “Mina do Numão”, do qual faz parte o procedimento de Consulta Pública. Tendo como objetivo o acesso à informação e a participação pública comunica-se, também, que a documentação para consulta se encontra disponível durante 30 dias úteis, de 04 de Março a 15 de Abril de 2020, no Portal Participa (http://participa.pt/), podendo todas as observações e sugestões ser apresentadas diretamente no referido Portal. É, também, possível aceder aquele portal em www.apambiente.pt.

Ver processo em: http://siaia.apambiente.pt/AIA.aspx?ID=3282

Pode ler o parecer da Comissão de Avaliação, de Fevereiro de 2018, em:

http://siaia.apambiente.pt/AIADOC/DA205/pda205-parecerca_vfinal201836152458.pdf

Durante o próximo mês de Março destacam-se diversos eventos nacionais e internacionais que cobrem várias áreas de interesse

15.º Congresso da Água

De 25 a 28 de Março a Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos vai realizar em Lisboa, o 15.º Congresso da Água dedicado ao tema “Para uma política da água em Portugal – o contributo da APRH”. No início de mais uma década deste século e deste milénio, somos confrontados com desafios cada vez mais difíceis de prever pelo que é imprescindível adotar novas atitudes e abordagens. Num contexto de incertezas há que agir de forma a minimizar e prevenir riscos, adotando os mais adequados planos de contingência.

Saiba mais em: https://www.aprh.pt/congressoagua2020/index.html

Risco de tsunami na cidade de Lisboa

No dia 3, a C.M. Lisboa juntamente com a protecção Civil realizam a conferencia “Risco de tsunami na cidade de Lisboa”, a partir das 14h30 no Centro de Informação Urbana de Lisboa, Picoas Plaza, Rua Viriato, 13 – E, Núcleo 6, 1º.

“Educação Ambiental como processo (trans)formador para a construção de eco comunidades”

Por sua vez, a Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA) tem vindo a promover descentralizadamente as Jornadas Pedagógicas de Educação Ambiental em Portugal, com periodicidade anual e temáticas diversificadas. A 26ª edição, subordinada ao tema “Educação Ambiental como processo (trans)formador para a construção de eco comunidades”, irá decorrer de 6 a 8 de Março de 2020 em Lisboa (na Escola Secundária Eça de Queirós, Olivais), no âmbito de Lisboa Capital Verde Europeia 2020.

Saiba mais em: https://aspea.org/index.php/pt/noticias/465-xxvi-jornadas-pedagogicas-de-educacao-ambiental

“Os Novos Desafios do Saneamento”

“Os Novos Desafios do Saneamento” são o mote para o próximo seminário realizado pela APDA e respetiva Comissão Especializada de Águas Residuais (CEAR). Tem lugar no Auditório da Ordem dos Engenheiros, em Lisboa, a 17 de março próximo.

Saiba mais em: https://apda.pt/site/upload/files/apda_seminrio_saneamento_17.03

XXI Jornadas sobre Conservação da Natureza e Educação Ambiental

O FAPAS está a promover as XXI Jornadas sobre Conservação da Natureza e Educação Ambiental que terão lugar no Porto, na Biblioteca Almeida Garrett (Palácio de Cristal – Porto) de 27 a 29 de Março de 2020.

Saiba mais em: https://www.fapas.pt/xxi-jornadas-de-conservacao-da-natureza-e-educacao-ambiental-do-fapas/

Estas e outras notícias bem como muitos estudos de interesse podem ser encontrados em Ambiente magazine online – https://www.ambientemagazine.com/

Fevereiro 2020

Ocean Action: uma campanha de comunicação de ciência sobre o problema do lixo marinho

Mais de 8 milhões de toneladas de plástico chegam anualmente ao oceano, causando impactos muito negativos sobre numerosos animais marinhos e a saúde humana.

A Campanha Ocean Action apostou no uso de uma combinação de diferentes ferramentas de comunicação, na fronteira entre a ciência e a arte, para informar e sensibilizar a comunidade escolar e população sobre este problema, incluindo grandes esculturas construídas com plásticos descartados, uma exposição itinerante, uma peça de teatro original, atividades de ciência experimental e palestras, limpezas de praia, concursos e produção de vídeos educativos.

03 de março, terça-feira, às 17h, no auditório do ISPUP- Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, na R. das Taipas, 135, Porto, pelo Biólogo José Teixeira.

Fevereiro 2020

Projeto “Parque Solar ESCALABIS” – processo de Avaliação de Impacte Ambiental

Encontra-se a decorrer na Agência Portuguesa do Ambiente (APA) o processo de Avaliação de Impacté Ambiental do projeto “Parque Solar ESCALABIS”, conforme estabelecido no Decreto-Lei n.o 152-B/2017, de 11 dezembro e encontra-se disponível para ser consultado, durante 30 dias úteis de 13 de Fevereiro a 25 de Março de 2020.
De forma a garantir o acesso à informação e a participação pública, a APA, enquanto Autoridade Nacional de Avaliação de Impacte Ambiental, informa que Estudo de Impacte Ambiental e o Resumo Não Técnico se encontram disponíveis para consulta, durante o período acima referenciado, no Portal Participa em http://participa.pt.

No âmbito do processo de Consulta Pública serão consideradas todas as opiniões e sugestões apresentadas por escrito, desde que relacionadas especificamente com o projeto em análise. Essas exposições deverão ser dirigidas ao Presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, até à data do termo da Consulta Pública, podendo para o efeito ser usado o referido Portal.

o licenciamento (ou a autorização) do projeto só poderá ser concedido após Declaração de Impacte Ambiental Favorável ou Condicionalmente Favorável, emitida pela Autoridade de AIA ou pelo Secretário de Estado do Ambiente, ou decorrido o prazo para a sua emissão.

Os interessados gozam da possibilidade de impugnação administrativa, através de reclamação ou recurso hierárquico, nos termos do Código do Procedimento Administrativo, e contenciosamente, nos termos do Código de Processo dos Tribunais Administrativos, de qualquer decisão, ato ou omissão ao disposto no decreto-lei n.o 151-B/2013, de 31 de outubro alterado e republicado pelo decreto-lei n.o 152-B/2017 de 11 de dezembro.

novembro 2019

Campanha de apoio à esterilização de cães e gatos de companhia

A Lei n.º 27/2016, de 23 de agosto, estabeleceu como tarefa dos organismos da administração central do Estado, em colaboração com as autarquias locais, o movimento associativo e as organizações não governamentais, a promoção de campanhas de esterilização de animais errantes, como forma privilegiada de controlo da sua população, com o objetivo de, a prazo, assegurar a eliminação do recurso à eutanásia para o efeito.

O Governo, empenhado em assegurar os objetivos apontados na referida lei, dando continuidade às iniciativas realizadas nos anos de 2017 e de 2018, decidiu promover uma campanha de esterilização de cães e gatos, em cooperação com os municípios ou as entidades gestoras de CRO intermunicipais e os organismos da administração direta do Estado envolvidos nesta área, tendo para o efeito estabelecido um apoio financeiro para a realização de intervenções de esterilização de cães e gatos de companhia.

Neste sentido, foi publicado o Despacho n.º 2301/2019 que aprova um apoio financeiro no montante global de 500 000 €, proveniente da dotação de receitas gerais do orçamento de funcionamento da Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), destinado à promoção de uma campanha de apoio à esterilização de cães e gatos de companhia.

Ver mais no site da DGAV: http://www.dgv.minagricultura.pt/portal/page/portal/DGV/noticiadetalhe_noticia=32072869&cboui=32072869


Vantagens da esterilização

Evita o sobrepovoamento: o aumento do número de ninhadas indesejáveis leva ao abandono de animais, os quais ficam sujeitos a fome, doenças, maus tratos, atropelamentos, mordeduras e contribui para a existência de alojamentos sobrelotados.

Diminui o risco de desenvolvimento de tumores nos órgãos reprodutores dos animais.

Diminui a agressividade dos machos, que ficam mais tranquilos.

Diminui o risco de fuga dos machos que procuram fêmea, e de visitas inoportunas dos machos da vizinhança, em caso de fêmea em cio.

Diminui o incómodo causado pelo mau cheiro e pelos corrimentos dentro de casa.

Não muda a personalidade do animal, nem o instinto da caça ou o de proteção e guarda da casa.

A diminuição da natalidade, de cães e de gatos é um dos maiores auxílios no controlo do abandono.

O que é a esterilização?

É o procedimento que toma os animais estéreis, incapazes de produzir descendência.

É uma medida que deve ser promovida por razões sociais e de bem-estar animal.

Pode ser conseguida quimicamente, ou cirurgicamente.

A escolha do método depende do detentor, que deve ser aconselhado pelo médico veterinário.

Os métodos químicos, por administração de anticoncecionais, são reversíveis, obrigam a administração periódica e têm alguns efeitos secundários. A esterilização cirúrgica é um método definitivo, que só deve ser realizado sob anestesia por médico veterinário. As técnicas cirúrgicas de esterilização mais habituais consistem na remoção dos testículos nos machos e dos ovários e ou do útero nas fêmeas.

A esterilização não é perigosa?

A remoção dos testículos, habitualmente designada como castração, é um processo rápido, simples e pouco traumático. A ovariohisterectomia, nome dado à remoção dos ovários e útero das fêmeas, é um procedimento com maior complexidade, embora seja considerada uma cirurgia de rotina e muito segura.

A esterilização cirúrgica é dolorosa?

Esta cirurgia é realizada sob anestesia, por um médico veterinário .

Esterilizar não é caro?

Os preços variam um pouco, mas em alguns casos pode haver apoio das câmaras municipais, ou estabelecerem-se protocolos com clínicas ou associações de protecção animal, para obter custos mais acessíveis. Os gastos relacionados com a esterilização são apenas uma parte dos valores inerentes à saúde e bem-estar de um animal, como é o caso da alimentação, das desparasitações e das vacinações.

Qual a idade aconselhada para esterilizar?

A idade mais aconselhada para a esterilização não é consensual. Em situações que visem resolver problemas especí­cos, como é o caso da sobrepopulação, deve adotar-se a esterilização precoce, preferencialmente antes da maturidade sexual.

Os animais não vão engordar?

Esse é um risco, efetivamente, mas pode ser ultrapassado através da administração de ração adequada e da prática de exercício.


Colabore na prevenção das populações errantes!

Ajude a diminuir o número de animais abandonados!

Contribua para evitar os cruzamentos de raças, potenciadores de comportamentos e defeitos indesejáveis.

Informe-se junto do seu médico veterinário assistente, ou dos médicos veterinários municipais.

Outubro 2019

Consulta Pública do RECAPE “Linha do Minho: Quadruplicação do troço Contumil / Ermesinde

Encontra-se a decorrer, no âmbito do processo de Licenciamento Único de Ambiente do projeto acima referido, a verificação da conformidade ambiental do projeto acima referido e do qual faz parte o procedimento de Consulta Pública.

Assim, informa-se que a documentação para consulta se encontra disponível durante 15 dias úteis, de 2 a 22 de outubro de 2019, no Portal Participa (http://participa.pt/), podendo todas as observações e sugestões ser apresentadas diretamente no referido Portal. É, também, possível aceder aquele portal em www.apambiente.pt.

No âmbito do processo de Consulta Pública serão consideradas e apreciadas todas as opiniões e sugestões apresentadas por escrito, desde que relacionadas, especificamente, com o projeto de avaliação. Essas exposições deverão ser dirigidas a Presidente do Conselho Diretivo da Agência Portuguesa do Ambiente, até à data do termo da Consulta Pública, podendo para o efeito ser usado o referido portal participa.pt.

Agosto 2019

ONU: 1 milhão de espécies ameaçadas de extinção

O primeiro relatório intergovernamental feito sobre o estado global da natureza e dos ecossistemas mostra que a situação atual do planeta se encontra num nível “sem precedentes” na história da humanidade.

Nunca a mudança de atitude urgente e a atenção sobre o clima do planeta foi um tema tão polémico. Agora, o relatório da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistémicos (IPBES), publicado em Maio pelas Nações Unidas, volta a sublinhar a sua importância, afirmando que das oito milhões de espécies no mundo, existem cerca de um milhão de espécies de animais e plantas sob ameaça de extinção.

“A saúde dos ecossistemas, dos quais nós e todas as outras espécies dependem, está a deteriorar-se mais rapidamente do que nunca. Estamos a erodir as próprias fundações das nossas economias, meios de subsistência, segurança alimentar, saúde e qualidade de vida em todo o mundo”, acusa o Presidente do IPBES, Robert Watson.

Compilado por 145 autores, especialistas de 50 países, e com contribuições de outros 310 autores, o relatório, elaborado durante três anos, avalia as mudanças nas últimas cinco décadas, fornecendo uma visão abrangente da relação entre os caminhos do desenvolvimento económico e dos impactos na natureza.

Espécies ameaçadas: 40% dos anfíbios e mais de um terço dos mamíferos ameaçados

Segundo o estudo, considerado o mais abrangente já publicado, a natureza encontra-se num nível “sem precedentes” na história da humanidade visto as taxas de extinção de espécies estarem a “acelerar” e a resposta global atual ser “insuficiente”. Nos últimos 40 anos, o risco de extinção total de espécies aumentou, sendo hoje em dia “centenas de vezes maior do que a natural”, de acordo com um dos coordenadores do relatório, Paul Leadley.

(…)

Ainda vamos a tempo

Apesar dos dados se mostrarem alarmantes, os autores mostram esperança na mudança e na possibilidade de salvar o meio ambiente e as espécies que se encontram ameaçadas.

(…)

“Este relatório lembra-nos de uma verdade óbvia: As atuais gerações têm a responsabilidade de dar às gerações futuras um planeta que não se encontre irreversivelmente danificados pela atividade humana”, apela o administrador de Desenvolvimento da ONU, Achim Steiner. “O nosso conhecimento local, indígena e científico prova que temos soluções. Basta de desculpas. Temos que viver de forma diferente na Terra.”

Ler artigo completo em ‘Diário de Notícias’ online, de 06 Maio 2019.

Agosto 2019

PAN quer criar Serviço Nacional de Saúde para cães e gatos

Chamem-lhe clínicas ou hospitais, sejam cinco ou 20 espalhados pelo País – André Silva quer revolucionar os cuidados ao dispor dos animais de companhia e promete medidas que compensem o aumento da despesa do Estado. Pretende impor limites aos cruzeiros que aportam em Portugal e garante que, para já, não fará parte do Governo.

A proposta vai constar do programa eleitoral do Pessoas-Animais-Natureza (PAN) e André Silva, em entrevista à VISÃO, explica detalhadamente o que pretende: uma rede pública de assistências a cães e gatos, à imagem do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Questionado sobre os contornos desse eventual sistema médico-veterinário, o deputado único do PAN responde de forma taxativa: “Sim, sim, é uma espécie de SNS para animais. (…) Há uma série de associações que recolhem e acolhem animais errantes e abandonados e que se têm substituído ao Estado, tendo despesas incomensuráveis. Por outro lado, há muitas famílias com enormes dificuldades, nomeadamente pessoas idosas que estão sozinhas e que a única companhia que têm é o gato ou o cão. Não é uma medida de proteção e de bem-estar animal; é uma resposta social às famílias mais carenciadas. Sim, queremos estabelecer uma rede pública – chame-se hospital, chame-se clínica – que tenha serviços médico-veterinários que possam suprir [as dificuldades] destas duas grandes comunidades.”

Essa rede, notou na entrevista que decorreu na segunda-feira, 20, na sede do PAN, em Lisboa, algumas famílias, em função dos respetivos rendimentos, estariam dispensadas do pagamento de taxas moderadoras (ou algo equivalente) e outras teriam de custear os cuidados médicos prestados. André Silva ainda não fez as contas ao impacto da proposta nos cofres do Estado, mas assegurou que apresentará medidas que compensem esse aumento de despesa.

Artigo de Octávio Lousada Oliveira, na revista ‘Visão’ de 21-08-2019

Julho 2019

Humanidade esgotou recursos naturais disponíveis para este ano

No dia 29 de julho, a humanidade esgotou os recursos naturais do planeta disponíveis para este ano, ou seja, o orçamento natural, habitualmente designado como Overshoot Day (Dia de Sobrecarga da Terra). Este é o dia em passamos a viver a crédito e a esgotar os recursos do planeta a um ritmo não sustentável.

Este ano o limite foi atingido três dias mais cedo que em 2018. “A tendência tem sido a de acionar o cartão de crédito ambiental cada vez mais cedo, não obstante todo o discurso político e público sobre economia circular e neutralidade carbónica”, sublinha a associação ambientalista ZERO.

Esta é a data mais recuada desde que o planeta entrou em défice ecológico no início dos anos 70, assinalou a organização internacional Global Footprint Network, que todos os anos faz este cálculo. A mesma organização indica que, nos últimos 20 anos, a data que a humanidade terá esgotado os recursos naturais que o planeta é capaz de renovar foi antecipada três meses.

Este ano Portugal atingiu o seu overshoot day a 26 de maio. O consumo de alimentos (32% da pegada global do país) e a mobilidade (18%) encontram-se entre as atividades humanas diárias que mais contribuem para a Pegada Ecológica de Portugal e constituem assim pontos críticos para intervenções de mitigação. Se todos os países tivessem a mesma pegada ecológica que o nosso país, seriam necessários 2,5 planetas.

“Atualmente, considerando a média mundial, estamos a consumir cerca de 1,75 planetas com a nossa voracidade de produção e consumo. A sobrecarga só é possível porque estamos a esgotar o capital natural da Terra, o que põe em causa o futuro da humanidade”, alerta a Zero.

Propostas da ZERO para reduzir o défice ambiental

A ZERO considera que a aposta numa economia circular, onde a redução e reutilização de recursos é maximizada, deverá ser uma prioridade transversal a todas as políticas públicas. O ponto fulcral deverá ser a redução no uso de materiais, a promoção da reutilização e a extensão dos tempos de vida dos bens e equipamentos.

A promoção de uma dieta alimentar saudável e sustentável, com a redução do consumo de proteína de origem animal e um aumento significativo do consumo de hortícolas, frutas e leguminosas secas, trará enormes benefícios à saúde de todos e uma redução significativa do impacto ambiental associado à alimentação, defende a associação.

Em Portugal, tal significará uma aproximação da balança alimentar portuguesa com o preconizado no padrão alimentar da roda dos alimentos, um objetivo, sobre todos os pontos de vista, desejável.

A promoção da mobilidade sustentável assente em diferentes estratégias, pode dar um contributo muito importante, nomeadamente através da melhoria do acesso e das condições de operação dos transportes públicos, por exemplo, privilegiando os corredores específicos e melhorando a articulação entre diferentes meios de transporte, ao nível dos interfaces, horários e bilhética.

Outra medida é a disponibilização de infraestruturas e condições que estimulem a mobilidade suave, como andar a pé e de bicicleta. Partilha do transporte (car-sharing) ou mesmo a transição para a mobilidade elétrica são outras sugestões.

Site da ZERO – ASSOCIAÇÃO SISTEMA TERRESTRE SUSTENTÁVEL

Site da Global Footprint Network

Julho 2019

Participa-Reativação das minas de ferro de Moncorvo

PARTICIPA

Projeto “Reativação das Minas de Ferro de Moncorvo”. Consulta Pública.

Na sequência do processo de Licenciamento Único de Ambiente do Projeto “Reativação das Minas de Ferro de Moncorvo” já sujeito a um procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental, com decisão a 19 novembro de 2015, encontra-se a decorrer o procedimento de verificação da Conformidade Ambiental do Projeto de Execução.

Assim, e de forma a garantir o acesso à informação e a participação pública, a Agência Portuguesa do Ambiente, enquanto Autoridade Nacional para o Licenciamento Único de Ambiente (ANLUA), informa que o Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (RECAPE), se encontra disponível para ser consultado, durante 15 dias úteis, de 23 de Julho a 12 de Agosto de 2019, no portal Participa (http://participa.pt/).

No âmbito do processo de Consulta Pública serão consideradas e apreciadas todas as opiniões e sugestões apresentadas por escrito, desde que relacionadas, especificamente, com o projeto em avaliação. Essas exposições deverão ser dirigidas ao Presidente do Conselho Diretivo da Agência Portuguesa do Ambiente, até à data do termo da Consulta Pública, podendo para o efeito ser usado o referido portal participa.pt

Os interessados gozam da possibilidade de impugnação administrativa, através de reclamação ou recurso hierárquico facultativo, nos termos do Código do Procedimento Administrativo, e contenciosamente, nos termos do Código de Processo dos Tribunais Administrativos, de qualquer decisão, ato ou omissão ao disposto nos decretos-leis n.º 151-B/2013 e n.º 127/2018.

IPA – http://apambiente.pt/

PARTICIPA.PT – https://participa.pt/pt/consulta/reativacao-das-minas-de-ferro-de-moncorvo

Março 2019

Os animais e os incêndios de Monchique de 2018

O flagelo dos incêndios de Monchique, no ano de 2018, atingiu profundamente toda a fauna e flora da região. Tendo como preocupação sobretudo a fauna autóctone, o partido “Os Verdes” questionou o governo sobre as medidas a tomar, na pergunta n.º 158 / XIII (4.ª), de 04 de Outubro de 2018.


Transcrevemos aqui a pergunta e respectiva resposta do governo:

Assunto: Animais com fome e sede em Monchique
Destinatário: Min. do Ambiente
Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República

Têm chegado, ao Grupo Parlamentar do Partido Ecologista Os Verdes, vários relatos, segundo os quais, após o grave incêndio que este verão afetou os concelhos de Monchique e Silves, muitos animais, como raposas, veados e outros, incluindo um lince, têm vindo a surgir junto de propriedades na serra de Monchique com sintomas de sede e fome.

Face à área ardida na sequência desse incendio, este cenário era espectável e mais que previsível, mas segundo os habitantes nada foi feito para proteger estes animais após a destruição do seu ecossistema natural.

Neste contexto, importa saber que medidas foram tomadas ou pondera o Governo desenvolver no sentido de minimizar os efeitos deste grave incêndio.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Exª a Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte pergunta, para que o Ministério do Ambiente possa prestar os seguintes esclarecimentos:


1 – Tem o Governo conhecimento desta situação?

2 – Foi elaborado algum plano, através do ICNF ou outro qualquer organismo, para a manutenção e reposição dos ecossistemas, na serra de Monchique, afectados pelos incêndios?


3 – Se ainda não foram tomadas medidas face ao acima exposto que medidas vão ser tomadas e quando para resolver este grave problema?


Palácio de São Bento, 28 de setembro de 2018
Deputado(a)s
JOSÉ LUÍS FERREIRA(PEV)
HELOÍSA APOLÓNIA(PEV)

A resposta do Gabinete do Ministro do Ambiente e da Transição Energética chegou em Ofício n.º 3358/2019 de 11 de Março de 2019:

Em resposta à Pergunta n.º 158/XIIl/4.º, de 28 de setembro de 2018, formulada pela Senhora Deputada Heloísa Apolónia e pelo Senhor Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar do Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV), encarrega-me o Senhor Ministro do Ambiente e da Transição Energética de transmitir o seguinte:


1 – Tem o Governo conhecimento desta situação?

Após a ocorrência de um incêndio, e verificada a significativa perturbação dos ecossistemas, podem efetivamente ocorrer situações de carência alimentar que afetam a fauna, onde estão incluídas algumas espécies cinegéticas.

Neste caso em concreto, após o incêndio ocorrido no verão de 2018 nos concelhos de Monchique e Silves, foi disponibilizada alimentação para as espécies de caça maior, nomeadamente feno e fardos de palha cedidos por uma organização de caçadores (Safari Clube Internacional – Lusitânia Chapter), no sentido de minimizar as carências alimentares existentes numa primeira fase.

No que respeita ao lince, que alegadamente terá sido avistado na zona de Cortês, foram desencadeadas averiguações no campo pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, não se tendo confirmado a presença do animal.


2 – Foi elaborado algum plano, através do ICNF ou outro qualquer organismo, para a manutenção e reposição dos ecossistemas, na serra de Monchique, afectados pelos incêndios?

O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I.P. (ICNF) elaborou um “Relatório de Estabilização de Emergência – INCÊNDIO DE MONCHIQUE (Agosto de 2018)”, que se encontra disponível no seguinte sítio da internet:

http://www2.icnf.pt/portal/florestas/dfci/relat/raa/resource/doc/ree-2018/REE-PernaDaNegra-2018- 09out.pdf


3 – Se ainda não foram tomadas medidas face ao acima exposto que medidas vão ser tomadas e quando para resolver este grave problema?

A precipitação que ocorreu no início do Inverno potenciou a regeneração do coberto vegetal e aumentou as disponibilidades hídricas, minimizando, desta forma, os efeitos negativos do incêndio ocorrido no verão de 2018. Presentemente, não se prevê que seja necessário tomar medidas adicionais para alimentar as espécies protegidas e cinegéticas desta região.


Com os melhores cumprimentos,( também pessoais)
A Chefe do Gabinete
Ana Cisa

Março 2019

Plano estratégico para o bem-estar animal em Esposende

Numa atitude pioneira, a Câmara Municipal de Esposende vai avançar com a implementação do Plano Estratégico Municipal para o Bem-Estar Animal.

Benjamim Pereira aludiu a uma mudança de paradigma no que toca à proteção e bem-estar dos animais, em particular dos animais de companhia, traduzida em alterações legislativas que atribuem acrescidas competências tanto ao Estado como às autarquias locais, que são agora desafiadas a assumir uma posição de garante do bem-estar dos animais.

Assim, nesta sessão, procedeu-se à assinatura de protocolos com o Bombeiros Voluntários de Fão e com a Ordem dos Médicos Veterinários. No que se refere aos bombeiros, o protocolo enquadra um mecanismo de intervenção no resgaste de animais feridos abandonados no espaço público, ao passo que a parceria com a Ordem dos Médicos Veterinários prevê a promoção de políticas de saúde animal, nomeadamente o programa Cheque Veterinário, que se foca na criação de campanhas de promoção de bem-estar animal, na prevenção do abandono e no controlo da população de animais errantes.

O Plano Estratégico Municipal para o Bem-Estar Animal engloba as várias linhas de ação a desenvolver, que passam, entre outras iniciativas, pela sensibilização da população para a importância do não abandono e da adoção animal, esterilização e vacinação dos animais, reavaliação das estratégias de acolhimento e, ainda, ações de cariz inovador. Trata-se de medidas da maior relevância, referiu Benjamim Pereira, destacando ainda a importância da responsabilização.

Assim, está prevista a criação na cidade de espaços de interação para os animais e respetivos donos, como é exemplo o Parque de Agility. Por via do protocolo com os Bombeiros Voluntários de Fão é garantido o socorro aos animais errantes feridos, e, através da parceria com a Ordem dos Médicos Veterinários, as famílias de estratos sociais desfavorecidos vão poder beneficiar do Cheque Veterinário.

O Plano integra o projeto “Rafeiro – uma raça com estilo”, que passa por estimular a adoção e prevenir o abandono, através de uma campanha de edução e sensibilização nas escolas. Engloba ainda o “Pegadas”, um projeto de intervenção social que prevê a interação de animais com grupos muito específicos, como sejam idosos e crianças com deficiência ou com necessidades educativas especiais, bem como com os utentes do programa Bem-Me-Querem.

Por força da alteração da lei, que proíbe o abate de animais nos canis, este plano prevê o desenvolvimento de ações de informação/sensibilização incentivando à adoção, bem assim como a implementação imediata de uma campanha de esterilização de animais errantes, tanto de cães como de gatos, em plena articulação e parceria com as clínicas veterinárias do concelho.

A Veterinária Ana Ribeiro explicou, ainda, os procedimentos a adotar no caso de denúncias de animais errantes ou cadáver, de animais feridos, casos de sobrelotação ou saúde pública, bem como em situações de maus tratos e ruído de vizinhança, procedimentos estes que estão a ser finalizados em articulação com as autoridades locais, juntas de freguesia, entre outros parceiros, num processo em que se está a potenciar o envolvimento de todos, num trabalho que se pretende em rede.

Fevereiro 2019

Vai ser criada nos Açores reserva marinha com uma vez e meia o tamanho de Portugal

É o resultado de duas expedições científicas ao mar dos Açores. O programa Blue Azores, uma conjugação de esforços entre o governo regional açoriano, a Fundação Oceano Azul e a Fundação Waitt, vai acrescentar ao arquipélago 150 mil quilómetros quadrados de novas reservas marinhas com protecção total.

Feitas as contas, são cerca de 15% da área total da zona económica exclusiva (ZEE) dos Açores, que ronda um milhão de quilómetros quadrados, que foram transformados em Área Marinha Protegida (AMP). Uma área equivalente a uma vez e meia o território continental do país.

Neste momento, o arquipélago conta com pouco mais de 5% de território marítimo protegido (50 mil quilómetros quadrados), embora muitas das AMP existentes não tenham ainda regulamentação tanto para a pesca, como para outras actividades com impacto no ecossistema. O Blue Azores propõe disciplinar essas áreas, produzindo e aplicando planos de gestão para as reservas já existentes, ao mesmo tempo que quer triplicar a zona protegida.

Num memorando de entendimento – assinado esta quinta-feira no Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, ilha do Faial, entre o Governo Regional dos Açores, a Fundação Oceano Azul e a Fundação e Instituto Waitt –, há o compromisso de concluir a primeira fase do programa em três anos. E, nos três anos seguintes, as duas fundações vão acompanhar a aplicação do programa pelo governo regional do Açores.

“A economia e o ambiente têm de deixar de ser vistos como antagonistas, porque sem ambiente não há economia. É também isto que estamos aqui a celebrar”, disse o biólogo marinho Emanuel Gonçalves, administrador da Fundação Oceano Azul, na apresentação do programa.

Em causa, acrescentou depois José Soares dos Santos, presidente da fundação, está uma mudança de perspectiva, passando a olhar a natureza também com um capital. “Para a economia [dos Açores], um tubarão vivo vale mais do que um tubarão morto que dê um lucro efémero”, exemplificou.

O Blue Azores assenta em pareceres da comunidade científica e compromissos internacionais subscritos por Portugal, que estabelecem metas de criação de áreas marinhas protegidas que variam entre os 10% em 2020 e os 30% em 2030. Actualmente, menos de 5% de todo o oceano está sinalizado para protecção, mas com muitas AMP por concretizar ou com falta de gestão efectiva. Na prática, a área global efectivamente protegida em reservas marinhas eficazes não ultrapassa os 2%.

A realidade portuguesa não é muito diferente. O país foi um dos signatários da Convenção sobre Diversidade Biológica, comprometendo-se até 2020 com a criação de novas AMP em zonas prioritárias, contribuindo para a meta dos 10%.

A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, subiu esta quinta-feira ao palco no Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos para lembrar que, embora a Comissão Europeia tenha definido como meta os 10%, o país estabeleceu os 14%. “Existe toda a possibilidade de chegarmos mesmo aos 30%”, frisou, depois de elogiar a “coragem” do governo açoriano e de deixar um alerta.

“Nós até podemos ser uma geração perdida, mas a próxima não pode ser”, defendeu, colocando a tónica na educação ambiental.

Neste momento, nas contas da Fundação Oceano Azul, apenas cerca de 4% das águas portuguesas até ao limite da ZEE são protegidas, muito à boleia do que tem sido feito nos Açores e na Madeira. “Menos de 1% das águas territoriais do Continente são áreas marinhas com protecção total (sem pesca)”, indica a fundação criada há dois anos pela Sociedade Francisco Manuel dos Santos, o principal accionista do grupo Jerónimo Martins, dono do Pingo Doce.

Artigo de Márcio Berenguer no Público de 28/02/2019

leia aqui o artigo completo

Dezembro 2018

Parques caninos em Lisboa

O uso de trela ou açaime é obrigatório quando passeamos os nossos cães na via pública. No entanto todos concordam que os cães precisam do seu exercício diário, sobretudo tratando-se de animais de grande porte ou muito activos.

As câmaras municipais devem, dentro das suas possibilidades, criar parques vedados onde os cães possam andar à sua vontade. A Câmara de Lisboa têm vindo a  criar e a melhorar este tipo de infraestruturas ao longo do tempo e hoje em dia os canídeos alacinhas já podem contar com alguns destes parques:

JARDIM DO CAMPO GRANDE – fica na zona norte do jardim do Campo Grande, junto à Avenida do Brasil, conta com estruturas de madeira para eles fazerem exercício e um percurso de obstáculos entre as árvores e zonas relvadas.

JARDIM FERNANDO PESSA – junto ao fórum Lisboa, junto à avenida de Roma, tem equipamentos como o sobe e desce, slalom, barreiras de salto e túnel, bebedouros e, para casos aflitivos, wc canino.

PARQUE BENSAÚDE –  na freguesia de São Domingos de Benfica, tem um quiosque onde os cães são bem-vindos, uma “aranha” gigante para os miúdos e ainda uma zona de treino para os seus patudos.

PARQUE DA PRAÇA SÃO JOÃO BOSCO – na freguesia da Estrela, tem três equipamentos específicos para os cães fazerem exercício, um WC canino e ainda uma fonte.

Entretanto, todos esperamos por mais iniciativas que promovam o bem-estar dos nossos amigos de 4 patas.

Julho 2018

O comércio de animais de companhia online anónimo deve parar

Torna-se cada vez mais comum comprar animais de estimação on-line através de sites de anúncios classificados. Não importa se procura um cãozinho, um gatinho, um coelho ou um mesmo um cavalo. O comércio de animais on-line tem vindo a crescer em todo o mundo. No entanto, pobres regulamentos insuficientes permitem que muitos sites de anúncios classificados se tornem um refúgio para a decepção e o sofrimento dos animais.

Milhares de animais de companhia, adultos e crias, são vendidos através de sites de anúncios classificados online. Eles são muitas vezes criados em condições terríveis, como parte de uma máquina de fazer dinheiro implacável, por vezes referida como “a máfia dos animais de estimação”.

O líder de mercado na indústria de classificados é o eBay, que opera sites de anúncios classificados em todo o mundo. Qualquer pessoa pode vender anonimamente em sites de anúncios classificados do eBay, como Gumtree. EBay sabe que além de usuários responsáveis, há também um grande número de criadores cruéis e comerciantes implacáveis que usam os seus sites para realizar os seus negócios – mas não tem feito o suficiente para resolver com o problema.

O comércio de animais de companhia online anônimo deve parar!

A verificação da identidade do vendedor deveria ser exigida aos vendedores, de forma a fornecer uma forma de identificação antes de se poder anunciar animais para venda — seria uma forma de parar realmente com as vendas anónimas e indetectáveis!

Até agora o eBay tem recusado uma acção efectiva ou em tomar parte em qualquer discussão significativa com o Four Paws.

Ajude a sensibiliza-los para a ação!

www.thanksebay.com

Leia as nossas medidas propostas para o comércio do animal de estimação on-line AQUI.

Junho 2018

Dia Mundial dos Animais em Laboratórios

O Dia Mundial dos Animais em Laboratórios, que se recorda no dia 24 de abril, é uma ocasião para lembrar todos os animais que sofreram e foram mortos em experimentações laboratoriais cruéis. Apesar do apoio público cada vez menor ao uso de animais na ciência, milhões de procedimentos dolorosos e assustadores são ainda realizados em animais no Reino Unido, e na Europa,  todos os anos. Esses testes são indefensáveis, tanto moralmente quanto cientificamente, e, de muitas maneiras, estão ativamente a impedir o verdadeiro progresso da medicina.

Continua  ser errada a ideia comum de que os animais são usados ​​apenas em esforços para curar doenças – muitas vezes, os cientistas experimentam em animais apenas por curiosidade. Uma experiência absurda descrita num artigo acadêmico de 2016, macacos rhesus foram contidos em dispositivos cruéis chamados “cadeiras primatas” todos os dias durante seis meses, numa tentativa de estudar o comportamento do jogo humano. Os macacos indefesos eram forçados a mover um joystick em resposta a estímulos visuais na tela de um computador e recebiam um gole de sumo diluído para responderem “corretamente”.

Noutra experiência relatada em 2017, 96 porquinhos-da-índia foram colocados em caixas, contidos pelo pescoço, e forçados a respirar um produto químico que exacerba a asma. Depois, todos eles foram mortos e dissecados. Tudo isso foi feito para testar drogas que já são comumente usadas por humanos.

A lei faz muito pouco para proteger os animais em laboratórios, e os experimentadores muitas vezes não cumprem os poucos regulamentos que existem, resultando em mais sofrimento. Um relatório recente do Home Office revela a sistemática negligência para com os animais em laboratórios. Num caso, ratinhos confinados em recipientes sem ventilação adequada sufocaram e morreram. Em outros casos, os ratinhos morreram de desidratação quando ficaram sem água durante um fim de semana inteiro ou de fome, como resultado de uma falta de comida ou porque seus dentes crescidos não foram tratados. E 74 filhotes morreram ou tiveram que ser mortos como resultado de níveis inadequados de humidade. No entanto, quando os pesquisadores são apanhados a violar os regulamentos, muitas vezes recebem nada mais do que um pequeno aviso ou admoestação.

Os experimentadores de animais costumam usar argumentos emotivos para tentar sugerir que seus métodos arcaicos são a única maneira de curar doenças, mas isso simplesmente não é verdade. De fato, a tendência mais significativa na pesquisa moderna nos últimos anos é o reconhecimento de que os animais raramente servem como bons modelos para o corpo humano. Métodos modernos, incluindo testes sofisticados usando células e tecidos humanos (também conhecidos como métodos in vitro ), técnicas avançadas de modelagem computacional (freqüentemente referidas como modelos in silico ) e estudos clínicos com voluntários humanos são mais precisos e confiáveis.

O que podemos fazer

Desde exigir à entidade beneficente AFM-Téléthon que pare de financiar experiências cruéis com cães, até pedir à Comissão Européia que observe uma moratória em todos os experimentos com animais, há várias maneiras de lutarmos pelos animais em laboratórios. Por favor, veja a nossa página de ação do Dia Mundial dos Animais em Laboratórios para mais informações sobre como se envolver.

Março 2018

Póvoa de Varzim já tem uma Ambulância Animal

A Ambulância Animal da Póvoa de Varzim já está ao serviço de cães e gatos que se encontrem feridos na via pública.

252 291 502 é o número que deve registar no seu telemóvel e para o qual deve ligar sempre que se deparar com um animal errante que esteja a precisar de cuidados veterinários.

A inauguração da Ambulância Animal decorreu no sábado, 24 deMarço, no Auditório da Lota, e contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal, Aires Pereira, bem como dos parceiros do Município neste projeto, os Bombeiros Voluntários, o Hospital Veterinário da Póvoa de Varzim, a Animar e A Cerca – Abrigo de Animais Abandonados.

O autarca lembrou que a Póvoa de Varzim foi pioneira ao acabar com a eutanásia no seu canil, “mesmo antes da lei que proíbe o abate em canis municipais ter sido aprovada em 2016”. Aires Pereira, de facto, mostrou-se sensibilizado com o bem-estar animal desde o início do seu primeiro mandato. O protocolo efetuado com A Cerca – que garante apoio financeiro à associação para que os animais por ela acolhidos tenham acesso aos cuidados básicos (alimentação, higiene e saúde) – é prova disso mesmo. O aumento do CROAC – Centro de Recolha Oficial de Animais de Companhia para albergar mais animais e o projeto para uma Clínica para esterilização de cães e gatos (que está em execução), quer errantes, quer aqueles que pertencem a famílias sem condições financeiras de procederem à cirurgia são mais dois exemplos da recente política de proteção animal da autarquia.

O Presidente da Câmara Municipal agradeceu a disponibilidade dos Bombeiros Voluntários e o seu espírito de abertura para esta nova valência. O corpo afeto à Ambulância Animal recebeu formação para acolher da melhor forma os animais feridos e transportá-los em segurança até um dos dois parceiros: Hospital Veterinário da Póvoa de Varzim e Animar. Aires Pereira não deixou de agradecer o empenho e a prontidão como ambos aceitaram este novo desafio. E, finalmente, o autarca agradeceu à associação A Cerca pelo trabalho desenvolvido em prol da causa animal. Será d’A Cerca o encargo de custear os cuidados de saúde que os animais recolhidos pela Ambulância necessitem, dar-lhes, depois de tratados, um lar que se espera temporário e de tentar encontrar-lhes um lar definitivo junto a uma família responsável e carinhosa.

O autarca lançou, ainda, a campanha “Adoto um animal, com estima!” e, por isso, alguns cães do CROAC marcaram presença na cerimónia. Através desta campanha pretende-se sensibilizar a população para a adoção de animais através do canil municipal ou d’A Cerca. Veja alguns dos cães disponíveis nesta fotogaleria mas lembre-se que há dezenas de cães e gatos à espera de uma casa além desta pequena amostra.

Janeiro 2018

Parlamento quer que Governo monitorize e reduza o atropelamento de animais

Os deputados fizeram aprovar três recomendações ao Governo para a criação de um programa de monitorização e medidas de redução dos atropelamentos de animais na rede rodoviária. Os projectos de resolução do PEV, PAN e BE tiveram o apoio do PS e do PCP. O CDS preferiu a abstenção. O PSD absteve-se em relação aos projectos do PEV e do BE e votou contra o projecto do PAN.

Enquanto o PEV e o Bloco recomendam a criação de um programa de monitorização e de minimização de atropelamentos da fauna selvagem, o PAN vai um pouco mais longe e propõe um “estudo do impacto do atropelamento de animais no ecossistema” e a tomada de medidas preventivas de acordo com os resultados desse estudo.

No debate, os deputados José Luís Ferreira (PEV) e André Silva (PAN) manifestaram preocupação pela multiplicação de situações em que em algumas estradas nacionais são atropelados animais selvagens, também com sérios riscos para os condutores. Entre outros exemplos, José Luís Ferreira apontou casos graves ocorridos com frequência na zona de Samora Correia, na margem sul do Tejo.

O deputado do PAN referiu que a época considerada crítica para as aves decorre entre o fim da Primavera e o Verão. “O Outono é a estação que regista um maior número de mortalidade para os animais carnívoros, porque é a época do acasalamento e da caça. O amanhecer e o anoitecer são também considerados períodos críticos, pois é nessas horas que os animais procuram alimento”, salientou.

De acordo com dados da Infra-estruturas de Portugal, em 2016 terão sido atropelados pelo menos 2400 animais selvagens e domésticos nas estradas portuguesas, o que representa uma redução em um terço relativamente ao ano anterior. Esta entidade disse à Lusa que monitoriza a mortalidade dos animais selvagens em mais de 13 mil quilómetros de vias desde 2010 e que já tomou medidas que levaram à diminuição da mortalidade de animais.

Janeiro 2018

Lisboa vai ter comissão para animais em risco

Uma nova estrutura deverá começar a funcionar na dependência da provedora, com uma natureza preventiva, para “mediar e negociar” situações que envolvam animais, de modo a evitar que tenham de chegar a tribunal para ser resolvidas. A acumulação excessiva de animais numa casa ou ter um cão permanentemente acorrentado são exemplos dos casos que a comissão pode tratar, explicou Marisa Quaresma dos Reis, provedora dos animais de Lisboa. A nova comissão, da qual farão parte a PSP e técnicos da câmara municipal, estará a funcionar ainda durante o mês de Janeiro ou Fevereiro.

A nova provedora está a trabalhar desde Setembro, mas esta foi a sua primeira aparição pública enquanto tal. Marisa Quaresma dos Reis anunciou que “ainda no início do ano” vai apresentar à câmara uma proposta de Regulamento do Bem-Estar Animal, que está a ser preparada por uma comissão composta por pessoas de várias áreas. Disse ainda que vai propor “a criação de um programa de famílias de acolhimento temporário”, até para aliviar o fardo da Casa dos Animais de Lisboa, frequentemente sobrelotada.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, aproveitou para dizer que durante este mandato a Casa dos Animais será ampliada e prometeu novas instalações à União Zoófila e a inclusão das instituições de defesa dos animais no regime de apoios municipais.

A responsável definiu a “aproximação e pacificação dos defensores da causa animal”, a “sensibilização social” e a procura de soluções inovadoras para problemas antigos como metas para o mandato. “Pode-se fazer muito mais” do que actualmente, por exemplo em matéria de adopções, disse. Mas não só. A provedora quer fazer mesas redondas e grandes debates periodicamente, para levar o tema a toda a população. Os mais novos são essenciais nesta estratégia, acrescentou. “Tenho uma grande crush pelas gerações futuras”.

Novembro 2017

Apelo à proibição do marfim na UE

OS ELEFANTES ESTÃO EM PERIGO

É PRECISO AGIR E A SUA ACÇÃO PODE FAZER A DIFERENÇA !!!

O ininterrupto comércio legal de marfim ameaça a própria existência de elefantes na natureza-
Todos os anos, pelo menos, 20.000 elefantes são mortos por seu marfimQuanto mais aprendemos sobre elefantes, mais percebemos o quão inteligente, emotiva e social, esta notável espécie realmente é – e quão digna de proteção.

Em muitos países da EU, continua a vender-se marfim em mercados, leilões, lojas de antiguidades e inclusivamente online. A UE é atualmente o maior exportador de marfim para a China e Hong Kong.

Em Maio de 2017, a Comissão Europeia publicou um documento de orientação onde se recomenda que, a partir de 1 de Julho de 2017, os Estados-Membros da UE deixem de emitir certificados de exportação de marfim em bruto, com algumas exceções relacionadas, nomeadamente, com espécimes científicos e com fins educativos. A IFAW muito agradece e reconhece o esforço efetuado, no entanto é necessário que sejam tomadas mais medidas, urgentemente.

É necessário que todos os cidadãos da UE possam mostrar ao Comissário Europeu para o Ambiente que estão atentos e se preocupam com os elefantes. Junte-se a nós e acrescente a sua voz ao apelo à proibição de marfim na UE.

Preparámos um modelo de e-mail que poderá utilizar para enviar. Recomendamos que personalize esta cópia de forma a torná-la ainda mais eficaz. Por favor, certifique-se de que mantém no seu texto um tom assertivo e correto.

Oportunamente, enviaremos todas as cartas recebidas dos nossos apoiantes europeus ao Comissário Europeu para o Ambiente, Karmenu Vella, e ao Ministro do Ambiente Português, João Pedro Matos Fernandes, para que a sua voz seja ouvida hoje!

Veja o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=m9H6r22fmQg

Tome acção: http://www.ifaw.org/international/get-involved/apelo-a-proibicao-de-marfim-na-ue?ms=IONDG170711604&cid=7012A000000Tlmv

 

Novembro 2017

Tubarão pré-histórico capturado em águas portuguesas

Num embarque efetuado no âmbito do projeto MINOUW – “Iniciativa para a minimização de capturas das capturas indesejadas nas pescarias europeias” – os investigadores do IPMA e do CCMAR capturaram, em agosto, em águas algarvias, um tubarão com características pouco vulgares. Trata-se de um macho da espécie tubarão-cobra (Chlamydoselachus anguineus), com cerca de 1,5 metros.

“Este tubarão, um verdadeiro “fóssil vivo”, possui um corpo longo e esguio e uma cabeça que lembra a de uma cobra. Apresenta também uma dentição muito particular, sendo a sua biologia e ecologia pouco conhecidas”, explica o IPMA em comunicado.

Ele tem uma grande fileira de dentes perpendiculares à mandíbula. São muito afiados, finos e apontam para dentro. Isso permite a ele pegar presas grandes e não deixá-las escapar, os dentes as impedem de sair.

“Esse tubarão pertence à única espécie sobrevivente de uma família de tubarões em que todos os outros foram extintos”, disse Margarida Castro, professora e pesquisadora do Centro de Ciências Marinhas da Universidade de Algarve.

“Alguns acreditam que essa espécie remonta ao período Jurássico tardio. Pode ser um pouco mais recente, mas, de qualquer jeito, estamos falando de dezenas de milhões de anos. Por isso, é muito antigo em termos evolutivos. Está na Terra certamente antes do homem”, acrescenta.

Segundo o comunicado, apesar de estar distribuído em vários pontos geográficos ao longo de todo o atlântico, “desde a costa norueguesa, passando por águas escocesas, da Galiza, Açores, Madeira e Canárias, descendo a costa africana até ao Índico, atingindo, ainda, o Japão, Austrália e Nova Zelândia, não é muito frequentemente capturado devido às profundidades a que vive”. O presente exemplar foi capturado aos 700 metros de profundidade.

A União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN, na sigla em inglês) classifica o tubarão-enguia como uma espécie “quase ameaçada”, devido ao receio de que a expansão da pesca em águas profundas aumente os casos de captura acidental.

Novembro 2017

Animais de estimação vão poder entrar em restaurantes

A Assembleia da República aprovou  projectos do PAN, do BE e do PEV que possibilitam a permissão de animais de companhia em estabelecimentos fechados de restauração, para além dos cães de assistência já autorizados por lei.

Os projectos, apesar de todos aprovados, mereceram votações distintas e tiveram, em várias bancadas, votos de deputados desalinhados da posição oficial do seu partido.

O projeto do PAN nasceu de uma petição remetida ao Parlamento pelo deputado único André Silva e visa alterar legislação de 2015, que não permite a entrada de animais em espaços fechados de restauração e bebidas, mesmo que o proprietário do estabelecimento o autorize.

A iniciativa do PAN pretende passar a decisão de autorização para os proprietários dos estabelecimentos comerciais, salvaguardando que os animais não tenham acesso a áreas de maneio e confecção de alimentos.

Este diploma contou com os votos favoráveis de PS, CDS-PP, BE, PCP e PEV, além do partido proponente. Contra votaram uma deputada do CDS-PP, Ilda Araújo, e duas deputadas do PS, Maria da Luz Rosinha e Wanda Guimarães. Abstiveram-se o PSD, bem como três deputados do PS e outros quatro do CDS-PP.

O projecto do BE, que defende a possibilidade de os estabelecimentos criarem uma área específica para acolher animais de companhia, devidamente sinalizada, teve uma votação quase idêntica: as mesmas bancadas votaram favoravelmente, o PSD absteve-se, bem como deputados do PS e do CDS-PP. Apenas teve o voto contra da deputada do CDS-PP Ilda Araújo.

Já o projecto do Partido Ecologista “Os Verdes”, que salvaguarda no seu projecto aspectos como o porte e comportamento dos animais, que não pode causar transtorno para os restantes clientes do espaço, teve uma votação mais abrangente: todas as bancadas votaram a favor, registando-se o voto contra da mesma deputada do CDS-PP e três abstenções de deputados socialistas.

Os três projectos foram aprovados na generalidade baixando agora à discussão na especialidade.

Agosto 2017

Parlamento Flamengo vota para banir matança ritual sem atordoamento

Um marco histórico: Parlamento Flamengo vota para banir matança ritual sem atordoamento

GAIA ofereceu uma ovelha de chocolate: “os frutos de 22 anos de campanhas”

“Esta é uma batalha que lutamos à 22 anos, e agora chega ao fim: 42 dias após o parlamento de Valonia, o parlamento flamengo também finda o sofrimento desnecessário de centenas de milhares de ovelhas e outros animais que correntemente são mortos sem atordoamento em nome de religião. Este é um evento histórico que também comemora o 25 aniversario da GAIA”.
Michel Vandenbosch e Ann De Greef, Presidente and Diretor da GAIA, presenciaram o evento do ministro de proteção animal, Bem Weyts, tal como representantes da maioria e da oposição. Os protagonistas políticos anunciaram um decreto de “métodos autorizados de matadouro” que proíbe matança sem atordoamento, incluindo casos de rituais religiosos. Michel Vandenbosch e Ann De Greef aplaudiram o consenso político: ” este decreto é apoiado pela maioria e pela oposição, coisa que raramente acontece e merece os nossos sinceros parabéns”. Para esta ocasião GAIA apresentou uma ovelha de chocolate ao ministro de defesa animal, Ben Weyts, tal como membros parlamentares Hermes Sanctorum e Joelle Engelbosch.

Sinal de apreço

“Queremos mostrar a nossa gratidão”, explica Michel Vandenbosch. “Cada um de vos, lutaram contra estes problemas ao longo de muitos anos, e hoje fizeram possível o que há dois anos era inimaginável”.

Este decreto Flamengo requer que a partir de 2019, ovelhas estejam inconscientes antes da matança através de um método de atordoamento elétrico reversível, chamada electronarcose. Para o gado, o atordoamento é feito logo depois do corte ao pescoço até que o método de atordoamento elétrico reversível for aperfeiçoado para as raças de gado na Bélgica.

Logo que esta técnica esteja totalmente adaptada (um estudo está a ser feito na universidade de Bristol), gado também terá de ser atordoado por electronarcose antes de serem degulados. Com este método, os animais ficam inconscientes por 1 1/2 a 2 minutos, recuperando consciência se não forem abatidos. Esta técnica assim respeita os requerimentos muçulmanos de o animal não morrer do atordoamento: que o coração continue a bater. Também conforma com rituais judaicos em que todo o sangue do animal é drenado.

Ovelha de chocolate 

Nesta ocasião, a delegação de 25 representativos de GAIA apresentou aos MP de Flandres uma tablete de chocolate com imagem de uma ovelha. “Isto foi para agradecer por ter respeitado o desejo de 85% do público, que pede esta proibição”.

Ha mais 

Flandres não é única. No dia 17 de Maio, o parlamento da Valonia tinha aprovado quase unanimemente a proibição de morte sem atordoamento. Esta técnica será obrigatória para ovelhas, cabras e gado a partir de dia 1 de setembro 2019.

Noutros países europeus, Suécia, Eslovénia, Dinamarca já requerem que os animais estejam inconscientes antes de haver sangue. Austria, Estonia, Letónia, e Eslováquia requerem que o atordoamento seja feito logo após o degolar. Atordoamento antes da morte também é requerido na Noruega, suíça, e Islândia.

Respeito  

GAIA pede ao governo flamengo e todos os partidos políticos para usar o período de transição para facilitar a implementação e aplicação da nova lei. Este decreto não é de qualquer forma dirigido a práticas religiosas mas procura evitar o sofrimento dos animais. Michael Vandenbosche comenta: “espero que a mensagem dos representantes das religiões que salientem a necessidade de respeitar a lei no interesse do bem estar animal e de boas relações com as várias comunidades”

Bruxelas

Depois da Valonia e Flandres, já está  na hora da região de Bruxelas-capital também decidir a banir a pratica do abate sem atordoamento, diz GAIA.

Agosto 2017

Aprovado projeto de lei do PAN que regula transações de animais de companhia

O parlamento aprovou hoje, com a abstenção do CDS-PP, o texto final do projeto de lei do PAN que regula a compra e venda de animais de companhia e que proíbe o anúncio online de compra e venda de animais selvagens.

A lei vem, esperamos, pôr termo à exploração desregrada de fêmeas, canídeos e felídeos.

Até esta data, por falta de legislação, qualquer pessoa sem ter o mínimo de conhecimentos e de condições, podia fazer criação de animais com a finalidade do lucro fácil. Os animais, a maior parte das vezes, eram comercializados através de anúncios no OLX e outros sites e entregues ao comprador em locais combinados sem passar qualquer recibo.

Muitos dos cachorros, retirados às mães antes do tempo, acabavam, passados alguns  dias, por morrer. Eram vendidos parasitados e com parvo viroses, sem qualquer certificado de saúde. Os compradores, passado pouco tempo, verificavam que o cachorro se encontrava apático, prostrado, fezes com diarreia; muitas vezes o animal acabava por morrer. Quando contactavam o vendedor constatavam que este já alterara o seu contacto telefónico e perdiam-lhe o rasto.

As queixas que chegavam às associações eram muitas.

Acresce que as fêmeas tinham crias em cios consecutivos, sem lhes serem dispensados os cuidados veterinários necessários a uma gestação saudável, para a cadela e para os cachorros.

As fêmeas depois de exploradas, quando já não serviam para procriar eram, na maior parte das vezes, abandonadas.

Trata-se de cadelas que, geralmente, não estão identificadas com micro-chip nem registadas.

O que a lei vai melhorar;

– Os criadores/ criadeiras  têm que estar registados, como criadores.

– Cumprir as condições de bem estar e de saúde da fêmea e das crias bem como o intervalo dos cios.

-O local de criação tem que estar registado no Clube Português de Canicultura ou de Felinicultura

-Tem que ter actividade comercial aberta nas finanças

-A venda carece de passagem de factura.

-O comprador quando da compra, recebe um certificado de saúde do animal, atestado pelo veterinário que assistiu os cachorros.

– A publicação para venda dos cachorros é permitida sobre certas regras, tais como identificação do local de criação e do criador.

-Deixa de ser permitida a venda de animais de companhia em lojas; o cliente adquire o animal directamente no local de criação.

A publicação de venda de animais de vida selvagem é proibida e não pode ser publicitada. Embora não seja proibida a venda de animais exóticos, a lei irá determinar as condições de venda.

Os animais de vida selvagem, protegidos pela convenção de Berna, só podem ser detidos em reservas, por motivos de conservação das espécies, procriação e posterior introdução no meio ambiente.

A entidade que coordena e fiscaliza o sector dos animais de vida selvagem é o Instituto de Conservação da Natureza. Para os animais de companhia é a DGAV-Direção Geral Alimentar e Veterinária).

Conheça o Projecto-Lei n.º 359/XIII/2ª, que Regula a compra e venda de animais de companhia.

Leia a notícia do Público.

Leia a notícia no Diário de Notícias.

Julho 2017

Acima de um milhão de assinaturas contra o transporte de longa distância de animais

1,069,715 assinaturas: GAIA acabou de atingir este número na sua campanha Europeia para acabar com o sofrimento de quase 1 bilião de aves e 37 milhões de gado, equinos, cabras e ovelhas que são transportados vivos entre países UE, tal como a Turquia e Medio Oriente. Esta campanha, que iniciou conjuntamente com Eurogroup for Animals em 27 países em Março 2016, pede uma revisão imediata da legislação Europeia na proteção de animais vivos durante o transporte.

“O enorme sucesso da nossa campanha “parem os camiões” deve reforçar a nossa mensagem a Comissão Europeia. Não esperamos mais. As leis correntes são  insuficientes. A UE tem de agir agora para salvar milhares de animais do sofrimento causado pelo transporte de longa distância” diz Ann De Greef, directora da GAIA.

Apoio do ministro Belga de Protecção Animal

A acrescentar ás vozes da opinião pública juntam-se os três Ministros de Protecção Animal, Carlo di Antonio (cdH), Bianca Debeats (CD&V) e Ben Weyts (N-VA). Em Julho estes três ministros fizeram um pedido á comissão europeia para uma revisão do regulamento 1/2005 sobre a proteção de animais durante transporte. Para GAIA, qualquer revisão deve incluir uma redução substancial de horas (maximo 8 horas) na duração do transporte de animais vivos, regras mais estritas e precisas nas condições de transporte, tal como o nível de treino dos condutores e gerentes. Este pedido segue o último pedido entregue no ano prévio dos governos Alemão, Dinamarquês e Holandês, apoiado pelos governos da Austria e Suécia.

Da urgência á ação

Ao longo de muitos anos, investigação após investigação, GAIA e seus parceiros esforçaram-se para  focar a atenção nas condições desumanas em que os animais são transportados. Horas infindáveis de desconforto confinados com muitos outros animais. E quando finalmente chegam ao destino, por vezes após uma viagem de vários dias, estão exaustos, famintas, desidratados e frequentemente feridas. Alguma nem sobrevivem a viagem.

“Infelizmente, e aparente que nada mudou nestes últimos anos. Isto provavelmente se deve a complexidade das leis existentes, a falta de vontade dos transportadores de respeitar as leis tal como a negligência das respectivas autoridades”  comenta Ann de Greef.

” isso explica a urgência em rever a respectiva legislação, que especificamente deveria reduzir drasticamente o tempo de duração de transporte. O objectivo final seria de substituir o transporte de animais vivos para transporte somente de carne de animais  abatidos”…”nos pedimos ao comissário para a segurança de saúde e alimentação, Vytenis Andriukaitis, para apresentar uma alteração ao regulamento UE para limitar a duração de transporte para uma duração de 8 horas, e que substitui o transporte de animais vivos por transporte de carcaças previamente abatidas”.

Não há tempo a perder

Reineke Hameleers, director do Eurogroup for Animals, disse: “a UE não pode ignorar as assinaturas de mais de um milhão de cidadãos, que pedem para acabar com o sofrimento que infligimos a estes animais durante o  transporte.   Os regulamentos UE, como estão, seriamente comprometem o bem estar destes animais. Não há tempo a perder. A Comissão Europeia tem de agir rapidamente e respeitar o desejo dos seus cidadãos europeus e acabar com o transporte desumano de animais vivos”.

Junho 2017

Projecto Esterilizanimal no Orçamento Participativo 2017 em Albergaria-a-Velha

 09-05-2017

 Orçamento Participativo de Albergaria-a-Velha 2017

 Segurança e proteção civil

 14895.4 €

 12 meses

Com o objetivo de uma cidadania com consciência ambiental e sensível à causa de seres sencientes, este projeto quer contribuir para o controlo da população de cães e gatos, prevenindo o nascimento de animais indesejados e consequentemente diminuindo os problemas de maus tratos, negligência, abandono e sofrimento dos caninos e felinos. De modo a salvaguardar a saúde pública, a segurança rodoviária e o meio ambiente, o projeto EsterelizAnimal é a solução para o controlo de colónias animais. É do conhecimento geral a existência de inúmeros animais abandonados que vagueiam por toda a cidade, provocando incómodos e pondo em risco a saúde pública. A finalidade deste projecto é a esterilização de cerca de cem animais (gatos e cães) que se encontram em situação de abandono por todo o concelho de Albergaria-a-Velha, contribuindo assim para colónias de gatos controladas e diminuição de matilhas. Sendo que, na larga maioria, estes animais são assilvestrados, são necessários vários instrumentos e materiais de captura e contenção animal. As verbas disponibilizadas para este projecto incidirão na obtenção dos respetivos materiais e na esterilização dos caninos e felinos. Vamos dar prioridade a fêmeas. Após a esterilização, a devolução ao local de captura ou a adoção dos animais é o principal objetivo. A esterilização facilita a adoção.

Apresentação do projecto:

a) Sensibilização da população, nomeadamente campanhas junto da população sobre a importância da esterilização;

b) Sinalização de animais em risco;

c) Aquisição dos materiais de captura;

d) Captura dos animais;

e) Campanha de esterilização/ castração de animais abandonados;

f) Encaminhamento para tratamento/recuperação em Clínicas Veterinárias;

g) Integração em família de acolhimento/definitiva;

h) Devolução ao seu meio natural.

Objetivos:

a) Sensibilizar a comunidade;

b) Aquisição de armadilhas, redes, laços, sedativos;

c) Esterilizar o maior número possível de animais;

d) Diminuição e controlo populacional de animais assilvestrados/errantes;

e) Encontrar donos condicentes para os animais.

CONHEÇA TODO O PROJECTO E PARTICIPE EM: http://op.cm-albergaria.pt/op/op-albergaria-a-velha/projetos/5911f3c9090d460015bfb4f5

Junho 2017

Medicamentos e herbicidas no sangue das tartarugas da Grande Barreira de Coral

Um grupo de pesquisadores anunciou ter encontrado restos de medicamentos e de produtos químicos e herbicidas foram encontrados no sangue de tartarugas-verdes da Grande Barreira de Coral australiana.

“O que vocês jogam pela pia, o que usam para regar seus campos e o que suas indústrias descartam acaba no meio ambiente e nas tartarugas da Grande Barreira de Coral”, lamentou num comunicado Amy Heffernan, pesquisadora da Universidade de Queensland, uma das responsáveis pelo estudo dirigido pela ONG WWF Austrália.

Os cientistas analisaram o sangue de tartarugas que vivem em frente às costas de Cleveland Bay e Upstart Bay, no estado de Queensland (nordeste), assim como em torno das ilhas de Howicks, mais afastadas.

Nestes três locais da Grande Barreira de Coral, inscrita no Patrimônio Mundial da Unesco, foram encontrados restos de milhares de produtos químicos.

Os pesquisadores isolaram principalmente os restos de Allopurinol, um medicamento para gota; de Milrinona, tratamento para insuficiência cardíaca; e também restos de Isoquinolina, composto utilizado na indústria, e de Ethiofencarb, um inseticida.

Os cientistas explicaram que a exposição a algumas destas substâncias pode ter um impacto nas tartarugas, principalmente no funcionamento do seu fígado.

Com seus 2.300 km de comprimento, a Grande Barreira está ameaçada pelo escoamento agrícola, o desenvolvimento econômico e a proliferação de coroas-de-espinhos, que destroem os corais.

Em 2016 e 2017 a Grande Barreira sofreu dois episódios particularmente graves de branqueamento de corais, provocados pelo aumento da temperatura da água.

Junho 2017

Wherespet; uma app para animais perdidos

A Wherespet foi criada com o objectivo de resolver o problema dos animais perdidos.

Primeiro criámos um localizador GPS mais acessível como medida preventiva e que, para nossa felicidade, já proporcionou reencontros entre donos e patudos fugitivos. E agora lançámos uma app de monitorização de animais perdidos, encontrados e avistados, COMPLETAMENTE GRATÚITA para o público em geral!

INFELIZMENTE estamos a verificar que apesar do apoio moral, não tem havido efectivamente uso da app em si… A app Wherespet continua sem animais perdidos registados!

Depois de todo o trabalho realizado, o hábito de registar animais desaparecidos em posts de facebook que quase nunca chegam às pessoas certas em tempo útil, não dá sinais de estar a dar lugar a algo melhor. Os animais perdidos acabam por desaparecer na desorganização de posts do facebook, o qual não foi criado para esse propósito.

Compreendemos que os velhos hábitos são difíceis de mudar. Mas gostaríamos de deixar claro que são as pequenas mudanças inteligentes nesses hábitos que podem trazer os melhores resultados para as associações e claro, para os patudos.

Nós, Portugueses, somos trabalhadores, mas nem sempre usamos as melhores ferramentas. E isso torna todo o nosso trabalho muito mais difícil. A forma como se faz a monitorização de animais perdidos e encontrados em Portugal, é apenas um desses casos!

Um animal perdido vai reproduzir-se e quase sempre o problema acaba nas mãos de voluntários das associações! O que propomos com a nossa app é um método mais rápido de com telemóvel espalharmos a informação às pessoas certas. Quanto menos tempo um animal ficar perdido, menor a probabilidade de se reproduzir e as associações acabarem envolvidas numa situação, frequentemente, 5 ou mais vezes pior!

Basta abrir a app Wherespet, seleccionar pelo menos uma foto, escrever o nome e pressionar 3 botões. E o animal fica registado! Em apenas 10 minutos, enquanto se toma café, podem conseguir introduzir até 15 cães ou gatos perdidos!

Fica o link: http://app.wherespet.com

De que forma esta app é diferente da plataforma encontra-me.org ou da plataforma da ordem dos veterinários?

A app Wherespet é uma app mobile e portanto mais simples de usar no telemóvel.

Ao contrário das outras, usa o GPS do telemóvel para marcar automaticamente a localização dos avistamentos e filtra os dados automaticamente por localização geográfica. A introdução de dados é também muito mais simples e rápida, o que faz a acção de identificação de animais no terreno, ser muito mais prática. Contactamos o site encontra-me.org e a ordem dos veterinários com a proposta de criarmos mecanismos de partilha de informação, de maneira a criarem-se esforços de centralizarmos a informação entre tecnologias. Mas até ao momento não obtivemos resposta, não sabendo por isso se são projectos com desenvolvimento activo.

Telmo Amaro, Wherespet.com

Junho 2017

Audição conjunta sobre a Central Nuclear de Almaraz

O Parlamento chamou Augusto Santos Silva e João Pedro Matos Fernandes para prestarem declarações numa audição conjunta sobre a Central Nuclear de Almaraz, na qual também esteve presente o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente.

Na sua intervenção, André Silva ofereceu ao Ministro dos Negócios Estrangeiros e ao Ministro do Ambiente o livro Vozes de Chernobyl: História de um Desastre Nuclear.

O presidente da APA e o Ministro do Ambiente reafirmaram a sua satisfação e segurança com a avaliação técnica do relatório, pese embora o mesmo aponte para riscos de impactos transfronteiriços em caso de acidentes nucleares.O Governo português continua a recusar-se a adotar uma posição firme em defesa dos interesses das/os portuguesas/es, validando toda e qualquer política energética de Espanha, o que revela a ausência de um projeto de defesa coletiva que coloque o interesse do bem comum acima dos interesses económicos que tudo mercantilizam.

Estima-se que em Portugal existam cerca de 600 mil pessoas portadoras de doenças raras e o Serviço Nacional de Saúde não está a conseguir dar resposta. 1/4 das pessoas utentes espera pelo diagnóstico definitivo entre 5 a 30 anos após o aparecimento dos primeiros sintomas!

Urge alterar esta situação. Uma contratualização com a Raríssimas – Associação Nacional de Doenças Mentais e Raras poderá ajudar a resolver este problema. No Debate Quinzenal da semana passada, António Costa confirmou que o Governo está a analisar a proposta. Não deixaremos que caia no esquecimento.

Junho 2017

Movimento Pela Abolição da Caça à Raposa

Somos um grupo de cidadãos/as que se uniu e criou o Movimento Pela Abolição da Caça à Raposa, em Portugal, uma vez que partilhamos conjuntamente a indignação por esta mesma actividade que, apesar de bárbara, ainda é legal.

Este movimento, entre outros argumentos, defende que:

1. Não há bases científicas que suportem e demonstrem um excesso populacional nem evidências empíricas que o sugiram. Não existem estudos gerais com censos populacionais de raposa em Portugal. Por outro lado, os estudos internacionais mostram que a existência de predadores aumenta a biodiversidade;

2. Trata-se de uma prática cruel e bárbara. Por exemplo, a lei actual prevê que as raposas possam ser mortas à paulada (por menores de idade), ou que sejam mortas por uma matilha de  ate 50 cães;

3. É contrária aos esforços de educação ambiental actuais. Esta caçada promove o desrespeito pelo património natural e contraria todas as acções educativas de protecção pela natureza.

Na tentativa de abolir esta prática de caça à raposa, criamos uma petição (que conta actualmente com mais de 12.000 assinaturas), a qual vos convidamos a assinar e a divulgar se possível:

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT84351

Deixamos o link da página do Movimento para que possam visitar:

https://www.facebook.com/movimento.raposa/?hc_ref=SEARCH

Maio 2017

Voluntariado jovem na floresta – juventude ativa

O Instituto Português do Desporto e Juventude, I.P. promove a ação de longa duração «Voluntariado Jovem na Floresta – Juventude Ativa», uma ação de voluntariado jovem, enquadrada pelo Programa «Agora Nós», em que a entidade organiza a atividade de voluntariado que desenha com e para os jovens.

Esta ação de voluntariado jovem visa a preservação dos recursos florestais e ecossistemas com aqueles relacionados, bem como a preservação contra os incêndios florestais, através da sensibilização das populações, realizada pela atividade de jovens voluntários, promovendo uma maior consciência ambiental, como um exercício de cidadania participativa, enformado num processo educativo de âmbito não formal.

As áreas de intervenção desta ação de longa duração são as seguintes:

  • Sensibilização e educação ambiental para a sustentabilidade;
  • Informação e preservação/qualificação do património natural e paisagístico;
  • Valorização e inventariação do património florestal regional/local;
  • Divulgação de práticas resilientes e racionais de ordenamento de território;
  • Promoção de práticas com menores impactes no estado das massas de água;
  • Proteção e valorização das áreas protegidas.

Calendarização

O ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas define que o período crítico dos incêndios, em Portugal, é de 1 de julho a 30 de setembro. No entanto, a ação de longa duração «Voluntariado Jovem na Floresta – Juventude Ativa» decorrerá de 17 de julho a 30 de setembro e terá, obrigatoriamente, a seguinte calendarização:

  • De 23 de maio a 16 de junho de 2017 – Divulgação do Programa e estabelecimento de parcerias locais (entidades públicas e privadas) e apresentação de candidaturas pelas entidades organizadoras;
  • De 19 a 21 de junho de 2017 – Aprovação dos projetos pelas Direções Regionais;
  • Dispensa de audiência dos interessados, de acordo com as alíneas a) e c) do artigo 124.º do CPA;
  • 22 de junho de 2017 – Publicação dos resultados no Portal da Juventude;
  • De 23 de junho a 12 de julho de 2017 – Inscrição de jovens nos projetos aprovados;
  • De 13 a 14 de julho de 2017 – Seleção e colocação de jovens nos projetos.

Formulários de inscrição para as entidades:

Direção Regional do IPDJ do Norte

https://docs.google.com/forms/d/1FAH5KyNe_oPGJyYxSCW9AWEcsEVeCBM1QoQsTEg0HSw/edit

Direção Regional do IPDJ do Centro

https://docs.google.com/forms/d/1FrVeiwt7EBrTpUAjv1OMQGmOE6OLFCJXY49AnVwAp_U/edit

Direção Regional do IPDJ de Lisboa e Vale do Tejo

https://docs.google.com/forms/d/1aRjQZKZ_FE0ZK0le2WJrF-8b4DRVicmtYXPsAc3sU3Y/edit

Direção Regional do IPDJ do Alentejo

https://docs.google.com/forms/d/1ySMiDVrH6YLGyMK5Yo-0udhDBvlPeEr6vQMNEGUn_-U/edit

Direção Regional do IPDJ do Algarve

https://docs.google.com/forms/d/1oFnnTqP6kysb07yaoI39NAIm_n_iraa2VuBa3AoTpls/edit

Técnicos regionais responsáveis pelo acompanhamento do Programa:

Direção Regional do IPDJ do Norte – António Pedro Pombo

Direção Regional do IPDJ do Centro – Cristina Areias

Direção Regional do IPDJ de Lisboa e Vale do Tejo – Lourdes Borges e Ana Garcia

Direção Regional do IPDJ do Alentejo – Maria Gabriela Segurado

Direção Regional do IPDJ do Algarve – Isabel Frade e Rosário Gomes

Para os interessados, chama-se a atenção que no formulário de candidatura, devem documentar muito bem a caraterização da ação, podendo mesmo enviar documentação complementar que justifique a ação.

Maio 2017

Defesa dos gatos na Valónia

A GAIA organizou um encontro em frente á sede do governo de Valonia em reconhecimento da adoção, numa segunda leitura de um decreto de lei do ministério tornando obrigatório a esterilização de todos os gatos domésticos.  A delegação da GAIA aproveitou a oportunidade para oferecer ao Ministro de Proteção Animal de Valonia, Carlo Di Antonio, quem iniciou o decreto, um gato de chocolate em tamanho real feito especialmente para esta ocasião.  Para Ann De Greef, directora da GAIA, esta nova lei marca um grande passo para a frente no âmbito do bem estar dos gatos: “Ao tornar esta iniciativa do ministro Di António em lei, Valonia mostra que quer atacar o problema da sobre-população pela raiz.  GAIA elogia esta lei, única e sem precedentes e tem esperança que a Flandres e a zona da capital, Bruxelas, em breve sigam o exemplo”.

Devido á sobre-população, os gatos são as primeiras vítimas da sua própria domesticação.  Centros de abrigo de animais e autoridades têm há muito que chamam a atenção para a deplorável situação em que os animais abandonados vivem.  Há muitos anos GAIA e outras associações têm incentivado os donos a esterilizar os seus animais de companhia.  Contudo, estatísticas indicam que estes esforços têm sido insuficientes para resolver o problema.  Por exemplo, de acordo com as últimas estatísticas, publicadas em Setembro, centros de abrigo em Valonia receberam 26,700 animais em 2015 comparado com 24,400 no ano anterior.  E se isso não bastasse, 49% dos gatos domésticos foram abatidos por falta de espaço nos abrigos.

Mensagem de alarme dos abrigos de animais e das associações são finalmente ouvidos. 

Para salvar dezenas de milhares de animais de uma vida miserável e morte prematura, uma única solução for requisitada – uma lei para a esterilização obrigatória de todos os gatos domésticos.  Diz Ann De Greef: “Perante a tragédia de sobre-população e abandono  felino, o governo de Valonia finalmente ouviu os pedidos para acção legal. Em Valonia, vai ser obrigatório esterilizar o seu gato a partir de 2017”.

Para a associação GAIA, bem como a vasta maioria de associações e abrigos, esta medida deverá ser entendida como uma parte do dever cívico e responsabilidade por parte do dono perante o seu animal de companhia, tal como os cuidados veterinários adequados.  Contudo, para gatos nascidos antes da lei entrar em vigor, a lei específica que os donos tem um período de dois anos para esterilizar os seus animais.  Outra novidade: a lei anterior requeria a esterilização dos gatos vendidos ou oferecidos.  A nova lei requer a esterilização de todos os gatos, independentemente de como foram chegar às mãos dos donos. 

A opinião do concelho de Valonia sobre o bem estar animal

Este novo decreto é baseado na opinião do concelho de Valonia sobre a proteção animal, adoptada no final de 2015 e tornada pública pelo Ministro de Proteção Animal, Carlo Di Antonio. Esta opinião tem alguma base em sugestões de medidas sugeridas pelo Concelho Federal de Proteção Animal em 2009, para resolver o problema dos gatos abandonados e a sobre-população dos abrigos.

Sem perigo de extinção 

Em resposta a alguns receios que esta lei pudesse causar, Ann De Greef assegura: “É ilusório pensar que o gato europeu ficará em perigo de extinção com esta lei.  No entanto a associação GAIA vai regularmente avaliar a situação, para suspender esta lei no caso de eventuais dequilíbrios entre abandono e adoções nos abrigos. 

Abril 2017

Marcas que não testam em animais

Segundo a PETA (People for the Ethical Treatment of Animals), as empresas continuam a testar em animais para terem dados com que se possam defender caso algum consumidor “ferido” tente processar a marca. E como os resultados destes testes têm pouca fiabilidade (é impossível prever se os resultados em animais vão ser iguais em humanos), isto permite às empresas colocar praticamente qualquer produto no mercado.

Em 2013, a União Europeia baniu os testes cosméticos em animais. No entanto continuam a existir muitas lacunas na lei, bem como políticas locais fora da União Europeia. Em resultado, muitas marcas que se dizem cruelty free, na verdade, não o são bem a 100%. Tomando como exemplo as marcas que querem vender na China (um dos mercado mais poderosos e valiosos na beleza), vão ter de se submeter às leis locais. Então, podem não fazer testes em animais na Europa mas têm de cumprir a legislação chinesa que exige estes testes. Assim, os testes não são tecnicamente conduzidos pelas marcas — porque são feitos em laboratórios chineses onde, todos os anos, mais de 300 mil animais são usados em testes — mas as companhias autorizam-nos e pagam-nos para poderem vender. É o caso, segundo a Peta, de muitas marcas populares como Caudalie, Cover Girl, MAC, Maybelline, Pantene, Dove, L’Oréal, Estée Lauder, Lancôme, Kiehl’s, Clarins e muitas outras.

É possível que, nos sites das marcas, venha a informação de que são cruelty free mas, normalmente, em baixo vem sempre a ressalva de que têm de cumprir as leis locais quando exigidas. Isto significa basicamente, e traduzindo de forma prática, que fazem testes em animais na China.

Além disso, estes testes ainda são mais fáceis e baratos. Sem eles, as marcas têm de fazer ensaios com células e tecidos humanos, usar técnicas avançadas feitas em computador e estudos com voluntários. Razões para muitas marcas ainda serem culpadas de testar produtos em animais em determinado estágio do seu desenvolvimento.

As marcas com o selo da PETA

A The Body Shop e a Urban Decay são um bom exemplo. As marcas recusam-se a fazer testes em animais e, por isso, não abrem lojas na China. Vendem menos, é certo, mas mantêm a sua filosofia cruelty free. Para poder pesquisar uma marca, basta ir ao site da PETA e procurar a companhia ou produto. Mas a lista completa pode ser vista aqui (são mais de 40 páginas). A lista das marcas não aprovadas (e que ainda praticam testes em animais) também pode ser vista aqui.

Se gosta de ler blogues e sites nesta temática, há alguns credíveis e bem sustentados como o Cruelty-Free Kity, o blogue da PETA britânica, o Clear Conscience Beauty ou o Ethical Elephant.

O que pode mudar no futuro?

Por um lado, uma das coisas mais positivas a retirar é o facto de muitas companhias que testam em animais (como os grupos Estée Lauder, L’Oréal ou Shiseido) estarem a comprar marcas 100% cruetly free (como a Too Faced, a The Body Shop ou a BareMinerals, respetivamente) e que, mesmo após serem compradas, mantêm a sua filosofia anti-testes em animais. Isso significa que, a médio prazo, e com as vendas dessas marcas a subir, as próprias companhias podem começar a alterar os valores de outras marcas do grupo.

Por outro lado, com a pressão que tem sido feita por muitos países que aderiram à legislação cruelty free, com as campanhas contra os testes em animais e com as marcas que se têm recusado a vender na China, a própria legislação chinesa está a mudar. Em 2014 foi permitido que as marcas fabricadas dentro do próprio país pudessem escolher testes alternativos aos animais. E, atualmente, os produtos vendidos pela internet e em aeroportos não têm de testar em animais. Isto é um sinal de que a lei chinesa poderá, em breve, mudar e banir, finalmente, a obrigação dos testes em animais nos produtos vendidos no gigante mercado chinês.

NOTA: Segundo uma nota da fundadora da marca Caudalie, Mathilde Thomas, enviada ao Observador, desde 2012 a marca doa todos os anos 1% dos lucros a várias ONGs ambientais que trabalham na proteção do ambiente, das espécies animais e na reflorestação de áreas. Mathilde e Bertrand Thomas mudaram-se para Hong Kong, onde vivem desde 2015, e estão a trabalhar com outras marcas de cosméticos e com ONGs na tentativa de ensinar ao governo chinês uma alternativa aos testes em animais para que as leis sejam alteradas. A Caudalie apoia ainda financeiramente a associação americana IIVS que pressiona presentemente a China para que sejam praticados métodos alternativos.

(Fonte online: Observador, de 17/04/2017)

Abril 2017

Novo estatuto jurídico dos animais define-os como seres vivos dotados de sensibilidade

Vai entrar em vigor, no dia 1 de Maio, o novo estatuto jurídico dos animais que, *a semelhança de outros países, nomeadamente da União Europeia, os passa a definir como seres sensíveis. Há novas obrigações para os proprietários e, se encontrar um animal na rua, perdido ou ferido, tem obrigações para com ele também. Os animais de estimação passam agora a ser “seres sencientes”.

A Lei n.º 8/2017 faz referência aos deveres dos proprietários. Quem não os respeitar pode pagar multas pesadas ou mesmo apanhar pena de prisão.

O proprietário de um animal deve assegurar o seu bem-estar, nomeadamente garantir o acesso a água e alimentação de acordo com as necessidades de cada raça e garantir o acesso a cuidados médico-veterinários. Quem não o fizer pode sofrer sanções, nomeadamente pena de prisão até um ano ou multa até 120 dias. O mesmo acontece se infligir dor, sofrimento ou quaisquer outros maus-tratos que resultem em sofrimento injustificado, abandono ou morte.

Também agora já é possível deduzir 15% do IVA das facturas com despesas veterinárias.

Abril 2017

A caça a baleia no Japão

A frota baleeira do Japão matou mais de 300 baleias durante uma das expedições anuais de caça na Antárctida. A missão, que começou em Novembro do ano passado contou com a participação de cinco navios.

A expedição não foi bem vista pelos ambientalistas nem pelo Tribunal Internacional de Justiça, que afirmaram que o único grande propósito da iniciativa era matar os mamíferos para poderem vir a ser servidos como refeição, restaurantes e até em escolas. A associação de proteção dos animais Humane Society International  pediu o fim da actividade baleeira.

“Todos os anos o Japão insiste nestas caças científicas às baleias e cada vez são mais os anos em que estes animais são sacrificados. É uma crueldade obscena em nome da ciência que tem de acabar”, disse Kitty Block, vice-presidente da Humane Society International.

Já no ano passado, o Japão matou cerca de 330 baleias, incluindo 200 fêmeas que estariam à espera de crias, no Oceano Antárctico durante uma missão que durou 115 dias.

O Tribunal Internacional de Justiça da ONU impôs uma moratória à caça comercial das baleias desde 1986. O Japão foi um dos países que se comprometeu a acabar com as capturas de longa data mas, até hoje, continua a investir na iniciativa e a matar centenas de baleias todos os anos.

Março 2017

WWW celebra no World Wildlife Day os grandes sucessos do último ano

O aniversário da World Wildlife Day é um dia dedicado a celebrar a preciosa vida animal e vegetal que connosco habita este planeta. A WWF aproveita esta oportunidade para refletir sobre os cinco grandes sucessos da vida selvagem neste ano que passou.
Cinco grandes histórias de sucesso para a vida selvagem (Março 2016-2017):
*O número de tigres selvagens aumentou pela primeira vez na história da conservação.
*Os Pandas já não são considerados ‘em risco de extinção’.
*O comercio do pangolim, o mamífero mais traficado, passou a ser considerado ilegal, mundialmente.
*Salvando o património da humanidade – ambiente onde vivem espécies icônicas incluindo elefantes, rinocerontes, golfinhos e tartarugas marinhas.
*A China, país com o maior mercado ilegal de marfim anuncia fechar esse mercado até ao final de 2017.
No ano passado foi revelado que até 2020 podia haver um declínio de 67% na população global de peixe, pássaros, mamíferos, anfíbios e répteis e que já se tinha visto um declínio de 58% entre o período de 1970 a 2012. O Relatório Planeta Vivo 2016 da WWF e ZSL, mostra que a humanidade está a por em risco as populações de espécies animais,  num período onde os humanos têm um poder avassalador,  pela primeira vez na história da Terra.
Margaret Kinnaird, chefe de práticas da vida selvagem da WWF comenta:
“Estamos num ponto fulcral para muitas das espécies mais frágeis, ameaçadas pela atividade humana, incluindo a caça ilegal, mudanças climáticas e a destruição dos habitates naturais. Contudo, apesar destas grandes ameaças, este último ano teve grandes sucessos que ficam na história da conservação. Ainda há muito caminho pela frente e as pequenas mas importantes vitórias estão no fio da navalha. É importante que o progresso dos últimos 12 meses se desenvolva mais e que esse impulso continue pelo mundo. Queremos ver ainda melhores resultados no World Wildlife Day 2018.”

Histórias de sucesso 2016-2017

A população de tigres selvagens aumentou pela primeira vez na história de conservação.

Em abril, o número de tigres selvagens foi revisto para 3,890 fazendo história ao ser a primeira vez que os números globais populacionais aumentaram. Este novo número mínimo, calculado através de dados da IUCN e de estudos recentes, indicam um maior número de indivíduos do que  as estimativas de 2010 que tinha ‘números tão baixos como 3,200’ devido a esforços concentrados de governos, comunidades e ONGs.

Pandas deixam de ser classificados como espécie em risco 

Em setembro, a IUCN anunciou que o panda iria ser requalificado de ‘espécie em risco’ para ‘vulnerável’, devido a um aumento de população de 17%. Este passo positivo demonstra como um método holistico de participação entre governo e comunidades locais pode ajudar a salvar a biodiversidade minguante deste planeta. Este progresso da qualificação de ‘em risco de extinção’ para ‘vulnerável’ não só protege o panda a longo prazo, mas também significa uma maior proteção do habitat único onde o panda vive.

Comércio do mamífero mais traficado, o pangolim, è agora mundialmente ilegal

Em setembro passado, durante o maior encontro mundial sobre comércio ilegal de vida selvagem (CITES CoP17), nações uniram-se para aumentar ações para proteger o mamífero mais traficado mundialmente, o pangolim. O tráfico legal agora acaba devido a um acordo internacional para proteger esta espécie em risco crítico de extinção.

Salvando o património da humanidade

Metade do património mundial da humanidade está em risco devido à actividade industrial, como indústria mineira, drenagem, e perfurações na busca de petróleo e gás natural. Este valioso património também abriga muitas espécies iconicas vulneráveis.
Em Outubro, a barreira de recife de Belize, lar de golfinhos e tartarugas, recebeu uma prorrogação de um estudo sísmico para exploração petrolífera off-shore. Após uma campanha da WWF, em Dezembro o governo espanhol cancelou planos para drenar o parque nacional de Dañana. Esta localidade alberga mais de 4,000 espécies de plantas e animais, incluindo espécies de aves em risco de extinção e a espécie mais rara de felino, o lince ibérico.

China, país com maior comércio ilegal de marfim anuncia o fecho deste comércio para o final de 2017

Em Dezembro, a China fez história ao anunciar a proibição do negócio do marfim, prometendo o fecho de mercados legais para o final de 2017. Isto põe fim ao maior mercado mundial de marfim e dá impulso aos esforços internacionais para terminar a crise da caça ilegal em África, onde até 20,000 elefantes são ilegalmente abatidos cada ano.
A WWF faz ainda campanhas para acabar com a caça na Selous Game Reserve, uma das maiores áreas selvagens de África que, em menos de 40 anos, perdeu aproximadamente 90% dos seus elefantes. A WWF apela ao público para se juntar à campanha para eliminar a caça ao elefante em Selous até 2018 e parar com todas as actividades industriais nessa reserva.

A Floresta em Portugal

Um apelo à inquietação cívica, por Victor Louro

No âmbito do Dia Nacional da Floresta Autóctone e do lançamento do Livro “A Floresta em Portugal”, de Victor Louro, a LPN promove uma reflexão participada sobre a realidade da Floresta em Portugal, a Conservação da Natureza e a Sociedade.

Programa:

  • Enquadramento e apresentação – Tito Rosa
  • Apresentação do Livro “A Floresta em portugal” – Victor Louro
  • Uma leitura na óptica da conservação da natureza – Carlos Teixeira
  • Debate

A tua presena é importante. Não deixes de dar o teu contributo para esta discussão!

[Inscrição gratuita mas obrigatória para [email protected]]

Veja o link da LPN: http://www.lpn.pt

25 novembro (sexta-feira) | 17h às 19h
Livraria Bulhosa, Entrecampos (Lisboa)

Novembro 2016

Energia e Clima : Campo Aberto

ESQUIZOFRENIA CLIMÁTICA? PALAVRAS DE AÇÃO E AÇÕES SEM PALAVRA?

Observando as belas palavras das conferências internacionais sobre o clima e as tendências reais dos países que subscrevem os tratados nelas elaborados, somos levados a pensar que o mundo padece de esquizofrenia climática, negando na realidade as belas palavras dos acordos internacionais.

A esse respeito a Campo Aberto emite o seguinte comunicado, no qual se analisam as perspetivas abertas (ou fechadas) por mais uma dessas conferências, a Conferência das Partes 22, que decorre em Marraquexe, em Marrocos, até sábado 19 de novembro.

Comunicado Campo Aberto
PODE MARRAQUEXE IR ALÉM DE PARIS?

Está a decorrer em Marraquexe a Vigésima-segunda Conferência das Partes sobre Mudança Climática (COP 22). Realizada um ano depois da COP 21, que foi celebrada logo no seu encerramento como uma conjugação de vontades que terá vindo salvar a Humanidade, os especialistas dizem ser esta uma conferência intermédia, que verifica, acompanha e visa garantir a aplicação do Acordo de Paris.

Nesta ocasião, os ecologistas e a generalidade dos cidadãos inquietos perguntam: pode a atual situação acomodar-se a conferências de menor relevância neste domínio, porventura dedicadas à simples gestão do que foi acordado? Está efetivamente consolidado aquilo que foi alcançado pelo Acordo de Paris? E contém este acordo o necessário para fazermos as mudanças – numa escala e numa urgência nunca antes tentados pela humanidade – que impedirão que a vida humana no planeta seja aterradora, se não simplesmente impossível, a muito breve prazo? As respostas, ou sobretudo a falta delas, indiciam a verdade da situação.

A situação global, seja no plano ambiental, seja no político e social, é profundamente inquietante. Os acontecimentos internacionais mais recentes vieram torna-la cristalina, desmentindo o, porventura bem-intencionado, comunicado de Patricia Espinosa, a responsável do Clima nas Nações Unidas, que afirmou ser esta uma conferência que decorre enquanto «todos os países do mundo estão empenhados numa ação global decisiva contra as alterações climáticas». Estão mesmo todos empenhados? Vejamos: o maior produtor e consumidor mundial de hidrocarbonetos, assim como segundo maior emissor de CO2, acaba de eleger – para todas as suas instâncias governativas – responsáveis que manifestam inequivocamente a sua rejeição destas preocupações, reiterando simultaneamente o seu projeto de reinvestimento maciço nas práticas mais agressivas para o clima e para o ambiente em geral. A ratificação do Acordo por parte do Presidente Obama era já extremamente frágil, uma vez que o poder legislativo se lhe opunha. Agora, essa ratificação é mais ilusória do que nunca. Poderão ou quererão os outros países ficar indiferentes a essas tendências que parecem vir repor um industrialismo hoje impossível e arcaico? Sendo notório que as políticas para o ambiente pressupõem necessariamente que o planeta não pode já ter fronteiras nas questões essenciais, e quase tudo está hoje nessa posição, a palavra «fronteira» voltou a ser uma palavra-chave da política contemporânea. À medida que ela reaparece e se volta a enraizar nas consciências, mais as políticas climáticas são impossíveis de concretizar, sobretudo porque essas fronteiras são também as inimigas das comunidades e das economias locais.

Ver artigo completo em: http://www.campoaberto.pt/?p=1712028

Novembro 2016

Dia Mundial de Animais de Laboratório encontrar alternativas á utilização de animais na pesquisa cientifica

Enquanto o debate continua sobre testes em animais, uma organização de caridade tem procurado outro caminho, sendo este o da não utilização de animais. Em alguns casos os animais são substituídos por humanos.

A Dr. Hadwen Trust (DHT), fundada em 1970, entregou milhões de libras a mais de 180 projectos que utilizam modelos não-animais no processo científico.

“Nos estudos que financiamos, os académicos informam-nos que os dados vindos de estudos com utilização de animais tem benefícios questionáveis, se é que têm alguns, para humanos”.

“Por isso tentamos resolver isso focando a pesquisa em humanos”. Diz Dr Brett Cochrane, chefe do dept. de ciência de DHT.

A RSPCA já tinha pedido para se fazer algo para reduzir o sofrimento dos animais de laboratório.

O dia mundial dos animais de laboratório, celebrado no dia 24 Abril, lembra os milhões de animais utilizados em procedimentos animais.

Segundo o ministério do interior, quase 4 milhões de animais foram utilizados, só no Reino Unido, em 2014,

A RSPCA afirma que 11.5 milhões de animais são utilizados na UE e mais de 100 milhões no mundo.

A DHT auto descreve-se como uma organização compassiva, virada para encontrar soluções para o problema animal. A organização quer, não só substituir o número de animais utilizados, mas também melhorar a saúde humana com fármacos seguros.

“Acreditamos que a mudança é possível, mas ainda existem questões a resolver, nomeadamente na cultura do meio científico.

ver artigo

Abril 2016

134 membros do parlamento europeu apoiam a declaração promovida pela Animal Welfare

Intergroup contra a caça de troféus

A declaração afirma que caça de troféus contribui para uma perca considerável de espécies animais e raramente beneficia economias locais.

A UE é onde o maior número de caçadores de troféus originam e frequentemente o destino dos troféus. Entre 2004 e 2013, mais de 27000 troféus oriundos de África foram importados para a Europa.

As leis em rigor são insuficientes e não aplicadas de forma adequada. Para obter licença de caça, as autoridades têm de determinar que o abate não prejudica a população de qualquer espécie listada no anexo B dos regulamentos da EU Wildlife Trade, e que foi de benefício a espécies de conservação listadas no anexo A. Estes passos raramente são determinados adequadamente.

Esta declaração pede que o concelho e a comissão examinem a possibilidade de restringir todas as importações de troféus, para assegurar a correcta implementação dos regulamentos dos estados membros, e convencer os países emissores das licenças para terem em consideração o impacto da caça nas conservação das espécies e descontinuar essa pratica.

O animal Welfare Intergroup agradece a todos os MPE que apoiaram a iniciativa e confiam que está declaração não será ignorada.

Four Paws salvam dois ursos castanhos fêmeas na Polónia

2 ursosEwka e Gienia chegam ao seu novo lar no Poznan Zoo

No dia 8 de Abril , a organização internacional FOUR PAWS salvou 2 ursos castanhos que estavam num num pequeno jardim zoológico na Polónia e realojaram na área enclausurada de Poznan Zoo. Após meses de negociações, urso fêmea Ewka de 21 anos e filha Gienia de 13 anos foram finalmente permitidas sair para um espaço mais amplo. Uma equipe composta por membros da FOUR PAWS, Poznan Zoo e alguns veterinários especializados, levaram os urso do mini jardim zoológico de Braniewo, no norte da Polónia, onde viveram muitos anos continuados a um espaço pequeno de betão, e sem cuidados médicos adequados.
Os ursos foram sedados para a viagem de 6 horas, e depois ficaram umas horas em Poznan mas em recinto fechado para se ambientaram. Mais tarde foram soltos para um espaço com quase 4,000 m2. Este espaço foi construído para este propósito com óptimas condição para ursos e foi financiada com a ajuda de FOUR PAWS.
ver artigo

Março 2016

EUROGROUP 4 ANIMALS

Últimas notícias bem-estar animal:
Eurobulletin Edição # 375 (Abril 2016)

tigreTigres declarados extintos no Camboja

Triste notícia: os tigres estão funcionalmente extintos no Camboja, anunciaram os conservacionistas, pela primeira vez na quarta-feira, ao lançar um plano ambicioso para reintroduzir os grandes felinos na floresta.
As florestas secas do Camboja costumavam ser o habitat dos tigres da Indochina, mas de acordo com o WWF, a caça ilegal intensa ao tigre e aos animais que lhe servem de alimento, tem devastado o número destes felinos.
O último tigre visto na floresta foi em 2007, no Leste da província de Mondulkiri.
“Hoje não existem tigres em procriação no Camboja, e por isso consideram-se funcionalmente extintos”.
Numa tentativa de reviver a população, o governo do Camboja aprovou no mês passado um plano para reintroduzir estes animais no lado leste da floresta de Mondulkiri, a parte protegida da floresta.
O plano prevê delimitar uma parte do habitat e ter uma força policial para proteger a área contra caçadores, tal como ações para proteger o alimento dos tigres.
“Queremos dois machos e quatro a cinco fêmeas para começar” disse Keo Omaliss, director do departamento de vida selvagem e biodiversidade da administração da floresta.
O governo necessita de 20 a 50 milhões de dólares para este projecto e já começaram conversações com países como a Índia, Tailândia e Malásia, para providenciarem um pequeno número de tigres.
Grupos conservacionistas aplaudiram o plano.
“O tigre foi caçado até a beira da extinção devido à pouca proteção e agora o governo começa a reagir” disse Suwanna Gauntlett, da Wildlife Alliance.
A desflorestação e a caça ilegal devastaram o tigre em toda Ásia; O International Union for Conservation of Nature estima o número de tigres em apenas 2,154 em todo o mundo.
Países com populações de tigres –   Bangladesh, Butão, China, Camboja, Índia, Indonésia, Laos, Malásia, Myanmar, Nepal, Rússia, Tailândia e Vietnam – lançaram em 2010 um plano para duplicar a população de tigres até ao ano 2022.
Representantes dos 13 países irão encontrar-se de 12 a 14 abril, em Delhi, para discutir os objectivos.
Ver artigo

Abril 2016

EUROGROUP 4 ANIMALS

Últimas notícias bem-estar animal:
Eurobulletin Edição # 368 (Fevereiro 2016)

Ética e Experimentação AnimalA 17 Fev 2016 realizou-se uma reunião sobre a directiva 2010/63/EU, relativa aos  Animais para uso científico, onde o Eurogrupo apresentou o seu feedback sobre um estudo da implementação dos NCP (national contact points).
Entre os pontos discutidos, deliberou-se a realização de uma conferência em Bruxelas, dias 6 e 7 de Dezembro, com 400 participantes. O assunto será a validade científica dos Animais como modelo (para testar produtos para uso em humanos), analisar o modo como se efectua de momento esse tipo de trabalho e o estudo e apresentação de alternativas. Pretende-se ainda examinar os fundos disponíveis para pesquisa, integridade e futuros horizontes e perspectivas. Vai haver pôsteres demonstrando alternativas sem utilização de animais.
A comissão vai efectuar, até  10 Novembro de 2017, uma pesquisa ao progresso feito em procriação de primatas não humanos em colônias auto-sustentáveis. Nos próximos meses começa o trabalho com questionários e grupos de peritos.
ver este e outros artigos

Fevereiro 2016

EUROGROUP 4 ANIMALS

Últimas notícias bem-estar animal:
Eurobulletin Edição # 354 (Novembro 2015)

tourada3Pare as touradas na EU

O Eurogroup for Animals ficou extremamente satisfeito por o Parlamento Europeu ter dado atenção aos pedidos das suas organizações membros e votado o fim do financiamento da UE aos touros que são usados ​​em touradas, prática que a maioria dos cidadãos europeus condenam.  Este é um grande passo em frente e esperamos que a proibição continue para além de 2016. O Eurogroup for Animals e os seus membros têm feito campanhas ao longo de muitos anos para pôr fim ao tratamento bárbaro dos touros e esperamos que, com esta decisão, se possa ficar mais perto de fechar esta indústria e parar o sofrimento dos touros em toda a UE.

ler notícia

armadilhas colaParlamento Europeu proíbe armadilhas de cola na Europa!

Armadilhas de cola são placas pegajosas, feitas e vendidas para capturar roedores; muitos de nós, como eu, talvez pensem que estas ferramentas de tortura, que são, já tinham sido definitivamente banidas nos nossos, chamados, países civilizados;  na verdade, não foram.

Felizmente, graças aos esforços de muitas associações em todo o mundo, um número crescente de instituições concordam já em proibir estes engenhos nos seus edifícios.

ler notícia

Novembro 2015

EUROGROUP 4 ANIMALS

Últimas notícias bem-estar animal:
Eurobulletin Edição # 344 (27 Julho 2015)

MP900444151Consulta pública sobre economia circular Duas consultas da UE proporcionaram a oportunidade para pôr na ordem do dia as preocupações sobre o bem-estar dos animais na cadeia alimentar

A Comissão Europeia lançou duas consultas on-line, o que ofereceu a oportunidade aos defensores do bem-estar animal em toda a UE para destacar as preocupações relacionadas com a produção insustentável e o consumo de produtos de origem animal que nem sempre respeitam a senciência animal ou o ambiente.

O Eurogroup for Animals irá apresentar a sua resposta, mas, entretanto, instamos os nossos membros e todos os defensores dos animais em toda a UE a responder, também, directamente às consultas, a fim de exigir a atenção necessária para bem-estar dos animais e acções consequentes. As consultas estão abertas aos cidadãos e organizações em toda a UE. Para mais informações sobre as duas consultas, consulte os dois links:

Consulta pública sobre a Economia Circular - que encerrará a 20 de agosto de 2015

Consulta on-line sobre o papel da pesquisa em Segurança Alimentar Global - que encerra a 01 de Setembro de 2015

foca pequena na neveO comércio de produtos derivados da foca: implementação do WTO órgão de resolução de litígios recomendações e decisões

A 16 de Julho a Comissão IMCO aprovou o resultado do diálogo informal sobre o dossier “O comércio de produtos derivados da foca: implementação do WTO órgão de resolução de litígios recomendações e decisões”, numa única votação, com 33 votos a favor, 2 contra e 2 abstenções.

Ler decisão

circoO Parlamento catalão aprova a proibição de circos com animais selvagens

O Parlamento da Catalunha aprovou na quarta-feira com os votos de CiU, ERC, PSC, ICV-EUiA, a abstenção do CUP e o voto contra do PP, uma emenda à Lei sobre a Protecção dos Animais, na qual “o circo com animais pertencentes à fauna” passam a ser proibidos.

Ler artigo

anuncioNa semana passada, o governo valão aprovou a interdição anúncios para a venda de qualquer tipo de animal de estimação, incluindo animais exóticos

A fim de lutar contra aquisições impulsivas de animais e resultantes abandonos, o Governo da Valónia acaba de aprovar a proposta do seu Ministro do Bem-Estar Animal, Carlo DI ANTONIO, para proibir da publicidade do comércio de espécies animais. A proibição aplica-se a todos os meios de comunicação.

Ler artigo

vendaO governo da Valónia propôs um decreto para proibir a venda de animais em locais públicos

Isto significa que a proibição de vender animais na casa do comprador (que não teve a iniciativa) não está apenas limitado a cães e gatos, mas é alargado a todos os animais; Além disso, a venda de outros animais, além de cães e gatos, é proibido em locais públicos, com excepção dos mercados de animais, mercados municipais e exposições de animais.

Ler decreto

Julho 2015

EUROGROUP 4 ANIMALS

Últimas notícias bem-estar animal:
Eurobulletin Edição # 343 (20 Julho 2015)

A Comissão AGRI do Parlamento discutiu uma proposta de lei sobre agricultura biológica

Na semana passada, a Comissão da Agricultura do Parlamento Europeu debateu a proposta da Comissão para um novo regulamento da UE sobre a agricultura biológica. A importância do bem-estar animal foi um dos pontos importantes em agenda, depois de apresentadas várias alterações que visam dar resposta às cada vez maiores preocupações na protecção dos animais.

Para mais informações sobre as alterações de procedimentos e produtos relacionados.

Para ajudar a apoiar a melhoria da agricultura biológica no Parlamento consulte a página web do Eurogroup 4 Animals e pode contactar os seus deputados no Parlamento Europeu, para chamar a atenção para as preocupações no bem-estar dos animais.

Expondo online o comércio de vida selvagem

Em 15 de julho, os deputados para a vida selvagem e o IFAW (Fundo Internacional para o Bem-estar Animal) co-organizaram no Parlamento Europeu o seminário ‘Expondo online o comércio de vida selvagem’. O IFAW compartilhou os principais resultados do seu relatório sobre comércio de espécies selvagens “Wanted: Dead or Alive”: Já em 2014, uma intensa investigação de seis semanas encontrou um total de 33.006 espécies ameaçadas bem como peças e produtos para venda através de 280 mercados on-line espalhados por 16 países.

Ler artigo

A decisão que poderia matar o seu animal de companhia

Se acha que faz parte do senso comum não deixar um cão dentro de um carro estacionado, trágicas manchetes das últimas semanas dizem-nos que ainda não é comum o suficiente. Nunca deixe um animal sozinho dentro de um carro.

Ler artigo

Como a Walmart e a Costco podem mudar a Indústria de Alimentos

em termos do Bem-Estar Animal

Grandes empresas como a Walmart e a Costco têm sido notícia neste verão pelas suas posições sobre bem-estar animal. Enquanto a recente posição da Walmart tem sido anunciada como o maior compromisso com a proteção animal até agora feito por uma empresa do sector alimentar, a Costco é apenas mais uma numa longa série de empresas para manter sob o microscópio, após filmagens de um dos seus fornecedores de ovos, Hillandale Farms, terem mostrado um tratamento cruel em galinhas.

Ler artigo

Lei para o Bem-estar Animal aprovada em legislatura da Ilha Prince Edward, Canadá

Legisladores da Ilha príncipe Eduardo, no Canadá, aprovaram uma nova Lei de Bem-Estar Animal que estabelece as regras em matéria de tratamento humanitário de animais de companhia e animais de quinta, enquanto alguns críticos continuam a pedir mais mudanças.

Ler artigo

Julho 2015

Notícias bem-estar animal do Eurogroup

Eurobulletin edição # 334 (28 Maio 2015)

ANIMAIS NOS MEDIA

Um traficante de animais selvagens que usou as redes sociais para fazer vendas enfrenta prisão efectiva.
Um homem que tentou vender um orangotango bebé foi preso pelas autoridades indonésias. É ilegal na Indonésia capturar orangotangos ou possuí-los como animais de estimação.

ver artigo

Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal Transporta elefantes em África

Devido ao crescente conflito entre elefantes e moradores, o Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal (IFAW) foi encarregado de transportar uma rara subespécie de elefantes através da Costa do Marfim, para melhorar a sua segurança, bem como a segurança dos moradores locais.

ver artigo

Diplomacia é chave em Bem-Estar Animal

Este fim-de-semana, Sophie Ling, uma voluntária de trabalho social encontrou-se no meio de uma disputa diplomática envolvendo o resgate de 800 gatos vinculados para abate no sul da China. Habituada a negociações, a directora de Recursos Humanos, Sophie está habituada a lidar com a diversidade cultural num nível multilateral. Ela também é uma devotada amante dos animais que tem, incansavelmente, dado o seu tempo para as campanhas “Não à carne de cão” e “Não à carne de gato”.

ver artigo

Na Noruega, os animais têm sua própria polícia

Para lutar contra a violência sobre os animais, a Noruega tomou uma importante decisão: Dedicar um ramo especial da polícia para a causa dos animais.

ver artigo

Maio 2015

Consulta Pública – Planos Hidrológicos e Planos de Gestão de risco de inundação da parte espanhola das regiões Hidrográficas do Minho Sil, Douro, Tejo e Guadiana (AAE594)

Encontra-se a decorrer o procedimento de Avaliação Ambiental dos Planos Hidrológicos e Planos de Gestão de risco de inundação da parte espanhola das regiões Hidrográficas do Minho Sil, Douro, Tejo e Guadiana.

Tendo presente que o referido plano é susceptível de produzir efeitos em Portugal, em tempo esta agência comunicou o interesse de Portugal em participar no respectivo procedimento de Avaliação ambiental.

Neste enquadramento e de acordo com o previsto no decreto-lei n.º 232/2017, de 15 de junho, a documentação remetida pelas autoridades espanholas encontra-se disponível para consulta durante 30 dias úteis, 5 de maio a 16 de junho de 2015.

A documentação encontra-se disponível na Agência Portuguesa do Ambiente, nas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve e na página da internet www.apambiente.pt.

No âmbito do processo de Consulta Pública serão consideradas e apreciadas todas as opiniões e sugestões relativas ao Plano e respectiva avaliação ambiental.  Essas exposições deverão ser apresentadas por escrito e dirigidas ao Presidente do Conselho Directivo da Agência portuguesa do Ambiente e remetidas até à data de termo da consulta.

CAMPANHA SOS NATUREZA

Campanha SOS Natureza apela aos cidadãos europeus para se manifestarem contra a destruição das atuais leis que protegem a Natureza.

DIGA NÃO À ALTERAÇÃO DAS LEIS DA PROTEÇÃO DA NATUREZA NA EUROPA.


Vá a https://www.naturealert.eu/pt e atue!

 

IV Congresso Internacional Educação, Ambiente e Desenvolvimento

 

Maus tratos e abandono de animais: o que diz a lei?

 

O nosso desrespeito pelos animais causou esta pandemia

 

Projecto “No Meu Quintal”

 

Informação do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra

 

Shenzhen é a primeira cidade chinesa a proibir que se comam cães e gatos

 

Emergência COVID-19 – Resíduos em casa, o que fazer

 

O novo coronavírus e animais de companhia

 

Divulgação da consulta pública do projeto “Mina de Numão”

 

Durante o próximo mês de Março destacam-se diversos eventos nacionais e internacionais que cobrem várias áreas de interesse

 

Ocean Action: uma campanha de comunicação de ciência sobre o problema do lixo marinho

 

Projeto “Parque Solar ESCALABIS” – processo de Avaliação de Impacte Ambiental

 

Campanha de apoio à esterilização de cães e gatos de companhia

 

Consulta Pública do RECAPE “Linha do Minho: Quadruplicação do troço Contumil / Ermesinde

Julho 2020

IV Congresso Internacional Educação, Ambiente e Desenvolvimento

11 a 14 Novembro, Politécnico de Leiria.

As sociedades contemporâneas, os modelos de desenvolvimento em curso e os problemas deles resultantes, com particular destaque para os desastres ambientais, potenciados pelas alterações climáticas, justificam reflexão aprofundada face ao desígnio de uma sustentabilidade almejada. É neste contexto que o IV Congresso Internacional “Educação, Ambiente e Desenvolvimento” (IV CIEAD) pretende alcançar os seguintes objetivos:
• Fomentar a discussão e divulgação de metodologias utilizadas e estudos científicos relacionados com os temas propostos;
• Apresentar e refletir sobre práticas consideradas relevantes na perspetiva da sustentabilidade das sociedades contemporâneas e na minimização dos desastres ambientais;
• Promover a cooperação entre entidades públicas e privadas na definição de novos modelos de desenvolvimento;
• Sensibilizar e incentivar todos os agentes (poderes central, regional e local, agentes económicos, ONG, docentes, discentes e população em geral) para as temáticas em análise e sua relevância estratégica, económica, social e ambiental.

Na sequência da situação pandémica introduzida pelo SARS-CoV-2 a comissão organizadora decidiu que o mesmo se realizará nas datas previstas, na modalidade ONLINE.

Participantes
Professores, investigadores, estudantes dos diferentes níveis de ensino, técnicos de instituições/associações e público em geral

Tema da Conferência
Educação, Ambiente e Desenvolvimento

Subtemas
Educação Ambiental
Desenvolvimento e sustentabilidade
Emergência climática e adaptação
Património(s) e Identidade(s)
Ecossistemas terrestres e recursos hídricos
Ecossistemas aquáticos e litoral
Participação, cidadania e inclusão

Línguas de trabalho
Português, inglês e castelhano

Formação de professores
O IV CIEAD será acreditado no âmbito da formação de professores (18h) em colaboração com Centro de Formação da Rede de Cooperação e Aprendizagem.


Ver mais em: https://4ciead.ipleiria.pt/?fbclid=IwAR2gYJIQj-bja_gNCRBt8t8SjliyMJzMDQ_Evx2skyb6hexMaTVkYpQA2HY

Maio 2020

Maus tratos e abandono de animais: o que diz a lei?

Em 2019, foram recolhidos 31.966 animais pela rede de centros de recolha oficial de animais, muitos deles abandonados e vítimas de maus tratos.

A legislação portuguesa estabelece que “os animais são seres vivos dotados de sensibilidade e objeto de proteção jurídica em virtude da sua natureza”. Desde 2015 que os maus tratos e o abandono animal animais são considerados um crime à luz da lei penal portuguesa.

Neste artigo abordamos o que a lei estabelece quanto a maus tratos a animais de companhia e ao abandono destes.

O que é um animal de companhia?

A lei portuguesa define animal de companhia como qualquer animal que seja detido por seres humanos para entretenimento e companhia (cães, gatos, pássaros, tartarugas e cágados, coelhos anões, porquinhos-da-Índia, peixes de aquário, etc).

Neste conceito não cabe a utilização de animais para fins de exploração agrícola, pecuária ou agroindustrial, bem para fins de espectáculos comerciais.

Maus tratos a animais de companhia

A lei portuguesa determina que se alguém, sem motivo legítimo (legítima defesa, por exemplo) infligir dor, sofrimento ou maus tratos físicos a um animal de companhia é punido com pena de prisão até 1 ano ou com pena de multa até 120 dias.

O agressor é punido com pena de prisão até dois anos ou com pena de multa até 240 dias se, em virtude dos maus tratos que lhe foram infligidos, o animal de companhia vier:

  • Morrer;
  • Ficar privado de órgãos importantes;
  • Ficar privado de membro (uma pata, por exemplo);
  • Veja afetada e permanentemente a sua capacidade de locomoção.

Abandono de animais de companhia

Quem, tendo o dever de guardar, vigiar ou assistir animal o deixar ao abandono, colocando em perigo a sua alimentação e a prestação de cuidados que lhe são devidos, é punido com pena de prisão até 6 meses ou com pena de multa até 60 dias.

O que acontece a quem é condenado?

Em função da gravidade, para além da pena de prisão ou pena de multa, quem maltratar ou abandonar animais de companhia, poderá:

  • Ficar proibido de, no prazo máximo de 5 anos, ter animais de companhia;
  • Ficar privado de participar em feiras, mercado, exposições ou concursos relacionados com animais de companhia – durante um máximo de 3 anos;

  • Ver encerrado estabelecimento relacionado com animais de companhia cujo funcionamento esteja dependente de licença administrativas – durante um máximo de 3 anos;

  • Ver suspensas, durante um máximo de 3 anos, as permissões administrativas relacionadas com animais de companhia.

Como denunciar maus tratos ou abandono de animais?

Sempre que presenciar uma situação de maus tratos ou abandono animal deverá denunciar às autoridades competentes. A Polícia de Segurança Pública (PSP) criou, em 2015, o Programa de Defesa Animal, destinando a aconselhar e a receber denúncias através do endereço eletrónico [email protected] ou do contacto telefónico 217654242.

– artigo redigido por um jurista com base no Código Penal (Decreto-Lei n.º 48/95) e Código Civil (Decreto-Lei n.º 47344/66)


Artigo editado pelo portal trabalhador.pt

Abril 2020

O nosso desrespeito pelos animais causou esta pandemia

Em entrevista dada dia 12 de Abril à estação televisiva France24, a cientista de 86 anos explicou que, sem os seus habitats naturais, os animais irão ver-se cada vez mais forçados a aproximar-se das populações, o que, por sua vez, tornará mais provável este tipo de surtos.

“Foi o nosso desprezo pela natureza e o nosso desrespeito pelos animais com quem deveríamos partilhar o planeta que causou esta pandemia, que foi prevista há tanto tempo”, disse.

Jane Goodall alerta que outro dos fatores de risco está relacionado com “os animais que são vendidos em mercados em África ou na Ásia, especialmente na China, e nas quintas intensivas onde são cruelmente aglomerados biliões de animais de todo o mundo”.

Jane Goodall é uma das primatólogas mais famosas do mundo e considerada a maior especialista em chimpanzés, que começou a estudar, em 1960, no Parque Nacional Gombe Stream, na Tanzânia.

“Temos pouco tempo para agir, não pode ser apenas a juventude a fazê-lo. Todos devem contribuir. A natureza é resiliente. Quando destruímos um lugar vemos que, ao fim de algum tempo, a natureza se recompõe. Há, também, um aspeto importante no espírito humano que é a vontade de fazer algo que parece impossível. Tenho esperança, mas resta muito pouco tempo para agir”.

Fundadora do Instituto Jane Goodall, a cientista desenvolveu um grande volume de trabalho sobre conservação da natureza e bem-estar animal e é, desde 2002, Mensageira da Paz da ONU.

Por Green Savers: https://greensavers.sapo.pt/o-nosso-desrespeito-pelos-animais-causou-esta-pandemia/

Abril 2020

Projecto “No Meu Quintal”

“No Meu Quintal” é um projeto de ciência cidadã que quer conhecer o que se passa pelos quintais dos portugueses. Estamos preocupados em tornar o quintal num espaço mais verde e ecológico. Para tal, pedimos a ajuda de quem cuida e trata— ou melhor, de quem o habita.

Somos um projeto da Rio Neiva – Associação de Defesa do Ambiente em parceria com o Centro de Educação Ambiental de Esposende. Desde Fevereiro que estamos a conhecer o que acontece pelos quintais em nosso redor. Queremos recolher hábitos, rotinas, práticas sustentáveis e ecológicas, bem como perceber o uso real de pesticidas e fertilizantes no quotidiano desses quintais (o que se usa, quanto se usa e em quê). Interessa-nos o contributo de qualquer pessoa que tenha um quintal com jardim e/ou uma horta para consumo doméstico. Todo o trabalho pretende ser feito a par com quem nele queira participar.

O projeto vai acontecer em três fases. A primeira será a de recolha de informação online com uma série de perguntas chave para aquilo que pretendemos saber. O inquérito tem a duração máxima de 15 minutos.   Quanto maior o número de participantes, maior a qualidade dos dados recolhidos.

Na segunda fase, iremos visitar alguns dos quintais inscritos e realizar um documentário que pretende abordar a relação entre as pessoas e este espaço. Numa altura em que nos é pedido a todos para ficarmos em casa, o quintal, mais do que nunca, ganha especial importância. Ainda nesta fase, organizaremos ações de sensibilização e partilha de informação sobre a temática para todos os interessados. Claro que isto só acontecerá quando for seguro voltarmos a ter contacto direto uns com os outros.

Por fim, na terceira e última fase, será desenvolvido e publicado um Manual de Práticas Sustentáveis. Este Manual estará disponível para orientar e ajudar quem quiser a tornar o seu quintal mais “verde” e ecológico. As práticas serão recolhidas ao longo de todo o projeto, com os diferentes contributos dos participantes. Vamos também apresentar e divulgar o documentário e partilhar toda a informação que veio a ser compilada ao longo dos meses. Somos um projeto de ciência aberta, pelo que a partilha dos dados recolhidos está assente desde o princípio.

“No Meu Quintal” recebeu financiamento da União Europeia, através do programa Horizon 2020 research and innovation, apoiado através do projeto Europeu de ciência cidadã ACTION.

Podes conhecer melhor o projeto através do site e vídeo promocional: 

Site: https://rioneiva.com/nomeuquintal/

Vídeo teaser: https://vimeo.com/395982119

Abril 2020

Informação do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra

Plano de Emergência Nacional

No âmbito da implementação do Plano de Emergência Nacional e de Despacho Reitoral da Universidade de Coimbra, informamos que o Jardim Botânico permanece encerrado ao público desde 22 de março.

Sejamos resilientes como as árvores, que em isolamento permanente porque não se deslocam de onde enraízam, possamos ultrapassar esta crise.

Voltaremos ao Jardim!

Calendários e fundos de ambiente de trabalho

Abril 2020

Em abril decore o seu ambiente de trabalho com o rosmaninho ou a glicínia

Veja as imagens aqui.

Desafios no Jardim

Uma fotografia e uma pergunta por dia

Assinalando a rentrée 2019/2020 iniciámos dia 1 de setembro no Facebook a série DESAFIOS NO JARDIM: uma fotografia e uma pergunta por dia sobre uma espécie, um espaço, uma história, uma individualidade, um recanto, uma surpresa, um encantamento…

Findo o périplo de 366 dias, em ano bissexto, propomos outro passeio de interpretação no dia 1 setembro 2020, grátis, a 25 participantes, com a oferta de livros aos 5 “desafiados” mais ativos.

Atreva-se!

Consultório Botânico

Todas as questões sobre plantas respondidas pelo Jardim Botânico

Tem dúvidas sobre plantas? Mas afinal porque é que as árvores perdem as folhas? Não tem a certeza se está a regar corretamente a sua planta? Quer saber o nome da espécie que acabou de florir na sua varanda?

O Jardim Botânico da Universidade de Coimbra criou o Consultório Botânico para esclarecer qualquer questão que tenham sobre botânica, compreender a sua ecologia e comportamentos, ou ajudar-vos a identificar a grande diversidade de espécies de plantas que existem.

Saiba mais

Abril 2020

Shenzhen é a primeira cidade chinesa a proibir que se comam cães e gatos

Após as autoridades chineses terem proibido a venda e o consumo de animais selvagens como forma de melhorar a segurança alimentar, Shenzhen decidiu alargar a medida aos cães e gatos.

No final de fevereiro, já as autoridades chinesas tinham anunciado a proibição de vender e consumir animais selvagens. Shenzhen, no entanto, decidiu ir mais longe e alargar a restrição a cães e gatos, tornando-se na primeira cidade chinesa a adotar esta medida, avançou a Reuters esta quinta-feira. Segundo as autoridades do sul da China, a nova lei entrará em vigor a partir do dia 1 de maio.

“Cães e gatos estabeleceram uma relação muito mais próxima com os seres humanos do que todos os outros animais, e proibir o consumo de cães, gatos e outros animais de estimação é uma prática comum em países desenvolvidos e em Hong Kong e Taiwan”, explicou o governo da cidade numa nota publicada na quarta-feira.

Em fevereiro, propunha-se também banir a venda e o consumo de tartarugas e sapos, muito apreciados na comida no sul da China. No entanto, o governo da cidade reconheceu esta semana que este ainda é “um ponto quente de controvérsia”, esclarecendo que o consumo destes animais não seria proibido.

Citado pelo Shenzhen Daily, Liu Jianping, um funcionário do Centro de Prevenção e Controle de Doenças de Shenzhen, garante que o consumo destes animais não é uma necessidade. “Não há evidências de que a vida selvagem seja mais nutritiva do que aves e gado”, afirmou Liu, acrescentando que as aves, o gado e os animais marinhos disponíveis para os consumidores são suficientes.

Esta proibição é exigida por ativistas dos animais há vários anos, uma vez que os cães, em particular, são comidos em várias partes da Ásia. Um dos eventos mais controversos e onde milhares de cães são mortos ou até esfolados vivos e cozidos para depois serem consumidos é o Yulin Dog Meat Festival.

A Organização Mundial de saúde (OMS) informou no mês passado que cães e gatos não representam um perigo para a saúde dos humanos em relação à Covid-19. No entanto, o comércio deste tipo de animais tem outros riscos para a saúde, devido a doenças como a raiva.

Uma experiência feita recentemente no Instituto de Investigação Veterinária de Harbin, na China, sugere que os gatos podem ser infetados pelo novo coronavírus. Não se sabe, no entanto, se podem transmitir o agente patogénico aos humanos ou se podem ser contagiados por eles.

Pode ler a notícia no Observador.

.

Março 2020

Emergência COVID-19 – Resíduos em casa, o que fazer

Gestão de resíduos em casa em situação de pandemia por COVID-19 | Orientações da Agência Portuguesa do Ambiente

A emergência COVID 19 exige o nosso empenho para manter os serviços essenciais do país em funcionamento, como é o caso da recolha de resíduos. Para facilitar o trabalho dos profissionais de higiene urbana e da gestão de resíduos que, todos os dias, continuam a garantir este serviço essencial, devemos todos continuar a desempenhar o nosso papel.

Gestão de resíduos produzidos nos domicílios e alojamentos locais

Reduza o desperdício que produz em casa. Quanto menos resíduos produzirmos, menos sobrecarga será colocada no sistema.

Na situação de se estar perante casos suspeitos ou confirmados de infeção por COVID-19 em tratamento no domicílio, todos os resíduos produzidos pelo(s) doente(s) e por quem lhe(s) prestar assistência devem ser colocados em sacos de lixo resistentes e descartáveis, com enchimento até 2/3 (dois terços) da sua capacidade. Preferencialmente o contentor onde se coloca o saco deve dispor de tampa e esta ser acionada por pedal. Os sacos devidamente fechados devem ser colocados dentro de um 2º saco, devidamente fechado, e ser depositado no contentor do lixo comum. Reforça-se que, neste caso, não há lugar a recolha seletiva, devendo os resíduos recicláveis ser depositados com os resíduos indiferenciados e nunca no ecoponto.

Os materiais no ecoponto irão sofrer uma “quarentena”, protegendo os profissionais de gestão de resíduos.

A gestão de resíduos dos domicílios em que não existem casos suspeitos ou confirmados de infecção por COVID-19 continuará a realizar-se de modo habitual, com as alterações preconizadas pelo Município ou sistema de recolha da área geográfica em causa. Recomenda-se, nesta situação, que a recolha selectiva seja mantida, evitando sobrecarregar os tratamentos de destino final incineração e aterro.

As luvas, máscaras e outros materiais de proteção, mesmo que não estejam contaminados, devem ser encaminhados para o lixo comum, em saco bem fechado. Não devem em caso algum ser colocados no contentor de recolha seletiva nem depositados no ecoponto ou despejados na sanita.

Respeite a hora de recolha. Deposite o lixo nos contentores no período mais próximo da hora de recolha, para menor exposição dos resíduos na via pública: as equipas e a saúde de todos agradecem.

Evite a colocação de “monstros” na via pública. Neste período, não coloque móveis, colchões e outras peças grandes ou os verdes do jardim, para serem recolhidos. Isso coloca uma pressão adicional nos serviços de higiene urbana que precisam de racionar recursos para continuar a garantir o nosso bem-estar.


Consulte informação adicional disponível no portal da Direção-Geral da Saúde.

Assista aqui  ao vídeo do Ministro do Ambiente e da Ação Climática.

.

Março 2020

O novo coronavírus e animais de companhia

NÃO AO PÂNICO, SIM A INFORMAÇÃO

Se é verdade que, devido ao novo coronavírus, estamos perante uma pandemia de nível mundial que deve ser levada a sério e merecer toda a nossa atenção, também é verdade que um dos grandes perigos que enfrentamos reside na falta de informação e na desinformação, o que tem levado, um pouco por todo o lado, ao pânico generalizado.

Segundo notícias preocupantes vindas de Espanha e de outros sítios, há pessoas a abandonar os seus animais de companhia com medo de poderem ser infectadas com o novo coronavírus. Por isso, antes de nos entregarmos a histerismos desnecessários e contraproducentes, nada como saber o que nos dizem os maiores entendidos da WSAVA, Comunidade Global Veterinária.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, não há, actualmente, evidências de que os animais de companhia, nomeadamente cães e gatos, possam ser infectados com o vírus COVID‐19 ou que possam ser uma fonte de infecção para as pessoas.

Se o seu animal de estimação desenvolver uma doença inexplicável e tiver sido exposto a uma pessoa infectada com COVID-19, converse com o técnico de saúde pública que trabalha com a pessoa infectada com COVID-19.

Não leve o animal a uma clínica veterinária, a menos que seja instruído por um funcionário da saúde pública.

Embora o COVID-19 pareça ter surgido de uma fonte animal, agora transmite-se de pessoa a pessoa. Pensa-se que essa disseminação ocorre principalmente por gotículas respiratórias produzidas quando uma pessoa infectada tosse ou espirra.  É importante ressaltar que não há evidências de que animais de companhia, incluindo animais de estimação como cães e gatos, possam ser infectados com COVID-19.

O que deve ser feito com animais de estimação em áreas onde o vírus está activo?

Embora já tenha havido relatos de animais de estimação ou outros animais adoecendo com COVID-19, até que saibamos mais, os donos devem evitar o contacto com animais com os quais não estão familiarizados e lavar sempre as mãos antes e depois de interagirem com os animais. Se os proprietários estiverem doentes com COVID-19, devem evitar o contacto com animais em sua casa, incluindo acariciar, aconchegar, ser beijado ou lambido e compartilhar alimentos. Se precisam cuidar de seu animal de estimação ou estar perto de animais enquanto estão doentes, eles devem lavar as mãos antes e depois de interagirem com eles e usar uma máscara facial.

O mais importante continua a ser manter os seus animais devidamente vacinados e de boa saúde, e seguir as indicações do seu veterinário.

Não é demais sublinhar: não há evidências de que animais de estimação possam estar infectados com o vírus COVID‐19 ou que possam ser uma fonte de infecção para as pessoas.


Num momento em que está declarado o estado de emergência no nosso país, é importante manter a calma, procurar informar-se em fontes confiáveis, proteja-se, a si e aos seus, mantenha-se de boa saúde,  siga as recomendações profissionais dos seus médicos, médico-veterinários e das autoridades de saúde e continue a ter o melhor 2020 possível.


Fontes:

SNS 24 – Serviço Nacional de Saúde: https://www.sns24.gov.pt/tema/doencas-infecciosas/covid-19/

Informação sobre a infeção por Coronavírus (2019-nCoV) – OMV, Ordem dos Médicos Veterinários: https://www.omv.pt/publicacoes/noticias/coronavirus-2019-ncov—informacoes

The New Coronavirus and Companion Animals – Advice for WSAVA Members:  https://wsava.org/news/highlighted-news/the-new-coronavirus-and-companion-animals-advice-for-wsava-members

O novo coronavírus e animais de companhia; conselhos da WSAVA – World Small Veterinary Association (Associação Mundial dos Veterinários de pequenos animais) – tradução da VetFunchal, Dr. Eduardo A. C. Teixeira:  https://www.dnoticias.pt/binrepository/video_content_2812459_20200304203003.pdf

Março 2020

Divulgação da consulta pública do projeto “Mina de Numão”

Encontra-se a decorrer o processo de Avaliação de Impacte Ambiental do Projeto “Mina do Numão”, do qual faz parte o procedimento de Consulta Pública. Tendo como objetivo o acesso à informação e a participação pública comunica-se, também, que a documentação para consulta se encontra disponível durante 30 dias úteis, de 04 de Março a 15 de Abril de 2020, no Portal Participa (http://participa.pt/), podendo todas as observações e sugestões ser apresentadas diretamente no referido Portal. É, também, possível aceder aquele portal em www.apambiente.pt.

Ver processo em: http://siaia.apambiente.pt/AIA.aspx?ID=3282

Pode ler o parecer da Comissão de Avaliação, de Fevereiro de 2018, em:

http://siaia.apambiente.pt/AIADOC/DA205/pda205-parecerca_vfinal201836152458.pdf

Durante o próximo mês de Março destacam-se diversos eventos nacionais e internacionais que cobrem várias áreas de interesse

15.º Congresso da Água

De 25 a 28 de Março a Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos vai realizar em Lisboa, o 15.º Congresso da Água dedicado ao tema “Para uma política da água em Portugal – o contributo da APRH”. No início de mais uma década deste século e deste milénio, somos confrontados com desafios cada vez mais difíceis de prever pelo que é imprescindível adotar novas atitudes e abordagens. Num contexto de incertezas há que agir de forma a minimizar e prevenir riscos, adotando os mais adequados planos de contingência.

Saiba mais em: https://www.aprh.pt/congressoagua2020/index.html

Risco de tsunami na cidade de Lisboa

No dia 3, a C.M. Lisboa juntamente com a protecção Civil realizam a conferencia “Risco de tsunami na cidade de Lisboa”, a partir das 14h30 no Centro de Informação Urbana de Lisboa, Picoas Plaza, Rua Viriato, 13 – E, Núcleo 6, 1º.

“Educação Ambiental como processo (trans)formador para a construção de eco comunidades”

Por sua vez, a Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA) tem vindo a promover descentralizadamente as Jornadas Pedagógicas de Educação Ambiental em Portugal, com periodicidade anual e temáticas diversificadas. A 26ª edição, subordinada ao tema “Educação Ambiental como processo (trans)formador para a construção de eco comunidades”, irá decorrer de 6 a 8 de Março de 2020 em Lisboa (na Escola Secundária Eça de Queirós, Olivais), no âmbito de Lisboa Capital Verde Europeia 2020.

Saiba mais em: https://aspea.org/index.php/pt/noticias/465-xxvi-jornadas-pedagogicas-de-educacao-ambiental

“Os Novos Desafios do Saneamento”

“Os Novos Desafios do Saneamento” são o mote para o próximo seminário realizado pela APDA e respetiva Comissão Especializada de Águas Residuais (CEAR). Tem lugar no Auditório da Ordem dos Engenheiros, em Lisboa, a 17 de março próximo.

Saiba mais em: https://apda.pt/site/upload/files/apda_seminrio_saneamento_17.03

XXI Jornadas sobre Conservação da Natureza e Educação Ambiental

O FAPAS está a promover as XXI Jornadas sobre Conservação da Natureza e Educação Ambiental que terão lugar no Porto, na Biblioteca Almeida Garrett (Palácio de Cristal – Porto) de 27 a 29 de Março de 2020.

Saiba mais em: https://www.fapas.pt/xxi-jornadas-de-conservacao-da-natureza-e-educacao-ambiental-do-fapas/

Estas e outras notícias bem como muitos estudos de interesse podem ser encontrados em Ambiente magazine online – https://www.ambientemagazine.com/

Fevereiro 2020

Ocean Action: uma campanha de comunicação de ciência sobre o problema do lixo marinho

Mais de 8 milhões de toneladas de plástico chegam anualmente ao oceano, causando impactos muito negativos sobre numerosos animais marinhos e a saúde humana.

A Campanha Ocean Action apostou no uso de uma combinação de diferentes ferramentas de comunicação, na fronteira entre a ciência e a arte, para informar e sensibilizar a comunidade escolar e população sobre este problema, incluindo grandes esculturas construídas com plásticos descartados, uma exposição itinerante, uma peça de teatro original, atividades de ciência experimental e palestras, limpezas de praia, concursos e produção de vídeos educativos.

03 de março, terça-feira, às 17h, no auditório do ISPUP- Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, na R. das Taipas, 135, Porto, pelo Biólogo José Teixeira.

Fevereiro 2020

Projeto “Parque Solar ESCALABIS” – processo de Avaliação de Impacte Ambiental

Encontra-se a decorrer na Agência Portuguesa do Ambiente (APA) o processo de Avaliação de Impacté Ambiental do projeto “Parque Solar ESCALABIS”, conforme estabelecido no Decreto-Lei n.o 152-B/2017, de 11 dezembro e encontra-se disponível para ser consultado, durante 30 dias úteis de 13 de Fevereiro a 25 de Março de 2020.
De forma a garantir o acesso à informação e a participação pública, a APA, enquanto Autoridade Nacional de Avaliação de Impacte Ambiental, informa que Estudo de Impacte Ambiental e o Resumo Não Técnico se encontram disponíveis para consulta, durante o período acima referenciado, no Portal Participa em http://participa.pt.

No âmbito do processo de Consulta Pública serão consideradas todas as opiniões e sugestões apresentadas por escrito, desde que relacionadas especificamente com o projeto em análise. Essas exposições deverão ser dirigidas ao Presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, até à data do termo da Consulta Pública, podendo para o efeito ser usado o referido Portal.

o licenciamento (ou a autorização) do projeto só poderá ser concedido após Declaração de Impacte Ambiental Favorável ou Condicionalmente Favorável, emitida pela Autoridade de AIA ou pelo Secretário de Estado do Ambiente, ou decorrido o prazo para a sua emissão.

Os interessados gozam da possibilidade de impugnação administrativa, através de reclamação ou recurso hierárquico, nos termos do Código do Procedimento Administrativo, e contenciosamente, nos termos do Código de Processo dos Tribunais Administrativos, de qualquer decisão, ato ou omissão ao disposto no decreto-lei n.o 151-B/2013, de 31 de outubro alterado e republicado pelo decreto-lei n.o 152-B/2017 de 11 de dezembro.

novembro 2019

Campanha de apoio à esterilização de cães e gatos de companhia

A Lei n.º 27/2016, de 23 de agosto, estabeleceu como tarefa dos organismos da administração central do Estado, em colaboração com as autarquias locais, o movimento associativo e as organizações não governamentais, a promoção de campanhas de esterilização de animais errantes, como forma privilegiada de controlo da sua população, com o objetivo de, a prazo, assegurar a eliminação do recurso à eutanásia para o efeito.

O Governo, empenhado em assegurar os objetivos apontados na referida lei, dando continuidade às iniciativas realizadas nos anos de 2017 e de 2018, decidiu promover uma campanha de esterilização de cães e gatos, em cooperação com os municípios ou as entidades gestoras de CRO intermunicipais e os organismos da administração direta do Estado envolvidos nesta área, tendo para o efeito estabelecido um apoio financeiro para a realização de intervenções de esterilização de cães e gatos de companhia.

Neste sentido, foi publicado o Despacho n.º 2301/2019 que aprova um apoio financeiro no montante global de 500 000 €, proveniente da dotação de receitas gerais do orçamento de funcionamento da Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), destinado à promoção de uma campanha de apoio à esterilização de cães e gatos de companhia.

Ver mais no site da DGAV: http://www.dgv.minagricultura.pt/portal/page/portal/DGV/noticiadetalhe_noticia=32072869&cboui=32072869


Vantagens da esterilização

Evita o sobrepovoamento: o aumento do número de ninhadas indesejáveis leva ao abandono de animais, os quais ficam sujeitos a fome, doenças, maus tratos, atropelamentos, mordeduras e contribui para a existência de alojamentos sobrelotados.

Diminui o risco de desenvolvimento de tumores nos órgãos reprodutores dos animais.

Diminui a agressividade dos machos, que ficam mais tranquilos.

Diminui o risco de fuga dos machos que procuram fêmea, e de visitas inoportunas dos machos da vizinhança, em caso de fêmea em cio.

Diminui o incómodo causado pelo mau cheiro e pelos corrimentos dentro de casa.

Não muda a personalidade do animal, nem o instinto da caça ou o de proteção e guarda da casa.

A diminuição da natalidade, de cães e de gatos é um dos maiores auxílios no controlo do abandono.

O que é a esterilização?

É o procedimento que toma os animais estéreis, incapazes de produzir descendência.

É uma medida que deve ser promovida por razões sociais e de bem-estar animal.

Pode ser conseguida quimicamente, ou cirurgicamente.

A escolha do método depende do detentor, que deve ser aconselhado pelo médico veterinário.

Os métodos químicos, por administração de anticoncecionais, são reversíveis, obrigam a administração periódica e têm alguns efeitos secundários. A esterilização cirúrgica é um método definitivo, que só deve ser realizado sob anestesia por médico veterinário. As técnicas cirúrgicas de esterilização mais habituais consistem na remoção dos testículos nos machos e dos ovários e ou do útero nas fêmeas.

A esterilização não é perigosa?

A remoção dos testículos, habitualmente designada como castração, é um processo rápido, simples e pouco traumático. A ovariohisterectomia, nome dado à remoção dos ovários e útero das fêmeas, é um procedimento com maior complexidade, embora seja considerada uma cirurgia de rotina e muito segura.

A esterilização cirúrgica é dolorosa?

Esta cirurgia é realizada sob anestesia, por um médico veterinário .

Esterilizar não é caro?

Os preços variam um pouco, mas em alguns casos pode haver apoio das câmaras municipais, ou estabelecerem-se protocolos com clínicas ou associações de protecção animal, para obter custos mais acessíveis. Os gastos relacionados com a esterilização são apenas uma parte dos valores inerentes à saúde e bem-estar de um animal, como é o caso da alimentação, das desparasitações e das vacinações.

Qual a idade aconselhada para esterilizar?

A idade mais aconselhada para a esterilização não é consensual. Em situações que visem resolver problemas especí­cos, como é o caso da sobrepopulação, deve adotar-se a esterilização precoce, preferencialmente antes da maturidade sexual.

Os animais não vão engordar?

Esse é um risco, efetivamente, mas pode ser ultrapassado através da administração de ração adequada e da prática de exercício.


Colabore na prevenção das populações errantes!

Ajude a diminuir o número de animais abandonados!

Contribua para evitar os cruzamentos de raças, potenciadores de comportamentos e defeitos indesejáveis.

Informe-se junto do seu médico veterinário assistente, ou dos médicos veterinários municipais.

Outubro 2019

Consulta Pública do RECAPE “Linha do Minho: Quadruplicação do troço Contumil / Ermesinde

Encontra-se a decorrer, no âmbito do processo de Licenciamento Único de Ambiente do projeto acima referido, a verificação da conformidade ambiental do projeto acima referido e do qual faz parte o procedimento de Consulta Pública.

Assim, informa-se que a documentação para consulta se encontra disponível durante 15 dias úteis, de 2 a 22 de outubro de 2019, no Portal Participa (http://participa.pt/), podendo todas as observações e sugestões ser apresentadas diretamente no referido Portal. É, também, possível aceder aquele portal em www.apambiente.pt.

No âmbito do processo de Consulta Pública serão consideradas e apreciadas todas as opiniões e sugestões apresentadas por escrito, desde que relacionadas, especificamente, com o projeto de avaliação. Essas exposições deverão ser dirigidas a Presidente do Conselho Diretivo da Agência Portuguesa do Ambiente, até à data do termo da Consulta Pública, podendo para o efeito ser usado o referido portal participa.pt.

Agosto 2019

ONU: 1 milhão de espécies ameaçadas de extinção

O primeiro relatório intergovernamental feito sobre o estado global da natureza e dos ecossistemas mostra que a situação atual do planeta se encontra num nível “sem precedentes” na história da humanidade.

Nunca a mudança de atitude urgente e a atenção sobre o clima do planeta foi um tema tão polémico. Agora, o relatório da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistémicos (IPBES), publicado em Maio pelas Nações Unidas, volta a sublinhar a sua importância, afirmando que das oito milhões de espécies no mundo, existem cerca de um milhão de espécies de animais e plantas sob ameaça de extinção.

“A saúde dos ecossistemas, dos quais nós e todas as outras espécies dependem, está a deteriorar-se mais rapidamente do que nunca. Estamos a erodir as próprias fundações das nossas economias, meios de subsistência, segurança alimentar, saúde e qualidade de vida em todo o mundo”, acusa o Presidente do IPBES, Robert Watson.

Compilado por 145 autores, especialistas de 50 países, e com contribuições de outros 310 autores, o relatório, elaborado durante três anos, avalia as mudanças nas últimas cinco décadas, fornecendo uma visão abrangente da relação entre os caminhos do desenvolvimento económico e dos impactos na natureza.

Espécies ameaçadas: 40% dos anfíbios e mais de um terço dos mamíferos ameaçados

Segundo o estudo, considerado o mais abrangente já publicado, a natureza encontra-se num nível “sem precedentes” na história da humanidade visto as taxas de extinção de espécies estarem a “acelerar” e a resposta global atual ser “insuficiente”. Nos últimos 40 anos, o risco de extinção total de espécies aumentou, sendo hoje em dia “centenas de vezes maior do que a natural”, de acordo com um dos coordenadores do relatório, Paul Leadley.

(…)

Ainda vamos a tempo

Apesar dos dados se mostrarem alarmantes, os autores mostram esperança na mudança e na possibilidade de salvar o meio ambiente e as espécies que se encontram ameaçadas.

(…)

“Este relatório lembra-nos de uma verdade óbvia: As atuais gerações têm a responsabilidade de dar às gerações futuras um planeta que não se encontre irreversivelmente danificados pela atividade humana”, apela o administrador de Desenvolvimento da ONU, Achim Steiner. “O nosso conhecimento local, indígena e científico prova que temos soluções. Basta de desculpas. Temos que viver de forma diferente na Terra.”

Ler artigo completo em ‘Diário de Notícias’ online, de 06 Maio 2019.

Agosto 2019

PAN quer criar Serviço Nacional de Saúde para cães e gatos

Chamem-lhe clínicas ou hospitais, sejam cinco ou 20 espalhados pelo País – André Silva quer revolucionar os cuidados ao dispor dos animais de companhia e promete medidas que compensem o aumento da despesa do Estado. Pretende impor limites aos cruzeiros que aportam em Portugal e garante que, para já, não fará parte do Governo.

A proposta vai constar do programa eleitoral do Pessoas-Animais-Natureza (PAN) e André Silva, em entrevista à VISÃO, explica detalhadamente o que pretende: uma rede pública de assistências a cães e gatos, à imagem do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Questionado sobre os contornos desse eventual sistema médico-veterinário, o deputado único do PAN responde de forma taxativa: “Sim, sim, é uma espécie de SNS para animais. (…) Há uma série de associações que recolhem e acolhem animais errantes e abandonados e que se têm substituído ao Estado, tendo despesas incomensuráveis. Por outro lado, há muitas famílias com enormes dificuldades, nomeadamente pessoas idosas que estão sozinhas e que a única companhia que têm é o gato ou o cão. Não é uma medida de proteção e de bem-estar animal; é uma resposta social às famílias mais carenciadas. Sim, queremos estabelecer uma rede pública – chame-se hospital, chame-se clínica – que tenha serviços médico-veterinários que possam suprir [as dificuldades] destas duas grandes comunidades.”

Essa rede, notou na entrevista que decorreu na segunda-feira, 20, na sede do PAN, em Lisboa, algumas famílias, em função dos respetivos rendimentos, estariam dispensadas do pagamento de taxas moderadoras (ou algo equivalente) e outras teriam de custear os cuidados médicos prestados. André Silva ainda não fez as contas ao impacto da proposta nos cofres do Estado, mas assegurou que apresentará medidas que compensem esse aumento de despesa.

Artigo de Octávio Lousada Oliveira, na revista ‘Visão’ de 21-08-2019

Julho 2019

Humanidade esgotou recursos naturais disponíveis para este ano

No dia 29 de julho, a humanidade esgotou os recursos naturais do planeta disponíveis para este ano, ou seja, o orçamento natural, habitualmente designado como Overshoot Day (Dia de Sobrecarga da Terra). Este é o dia em passamos a viver a crédito e a esgotar os recursos do planeta a um ritmo não sustentável.

Este ano o limite foi atingido três dias mais cedo que em 2018. “A tendência tem sido a de acionar o cartão de crédito ambiental cada vez mais cedo, não obstante todo o discurso político e público sobre economia circular e neutralidade carbónica”, sublinha a associação ambientalista ZERO.

Esta é a data mais recuada desde que o planeta entrou em défice ecológico no início dos anos 70, assinalou a organização internacional Global Footprint Network, que todos os anos faz este cálculo. A mesma organização indica que, nos últimos 20 anos, a data que a humanidade terá esgotado os recursos naturais que o planeta é capaz de renovar foi antecipada três meses.

Este ano Portugal atingiu o seu overshoot day a 26 de maio. O consumo de alimentos (32% da pegada global do país) e a mobilidade (18%) encontram-se entre as atividades humanas diárias que mais contribuem para a Pegada Ecológica de Portugal e constituem assim pontos críticos para intervenções de mitigação. Se todos os países tivessem a mesma pegada ecológica que o nosso país, seriam necessários 2,5 planetas.

“Atualmente, considerando a média mundial, estamos a consumir cerca de 1,75 planetas com a nossa voracidade de produção e consumo. A sobrecarga só é possível porque estamos a esgotar o capital natural da Terra, o que põe em causa o futuro da humanidade”, alerta a Zero.

Propostas da ZERO para reduzir o défice ambiental

A ZERO considera que a aposta numa economia circular, onde a redução e reutilização de recursos é maximizada, deverá ser uma prioridade transversal a todas as políticas públicas. O ponto fulcral deverá ser a redução no uso de materiais, a promoção da reutilização e a extensão dos tempos de vida dos bens e equipamentos.

A promoção de uma dieta alimentar saudável e sustentável, com a redução do consumo de proteína de origem animal e um aumento significativo do consumo de hortícolas, frutas e leguminosas secas, trará enormes benefícios à saúde de todos e uma redução significativa do impacto ambiental associado à alimentação, defende a associação.

Em Portugal, tal significará uma aproximação da balança alimentar portuguesa com o preconizado no padrão alimentar da roda dos alimentos, um objetivo, sobre todos os pontos de vista, desejável.

A promoção da mobilidade sustentável assente em diferentes estratégias, pode dar um contributo muito importante, nomeadamente através da melhoria do acesso e das condições de operação dos transportes públicos, por exemplo, privilegiando os corredores específicos e melhorando a articulação entre diferentes meios de transporte, ao nível dos interfaces, horários e bilhética.

Outra medida é a disponibilização de infraestruturas e condições que estimulem a mobilidade suave, como andar a pé e de bicicleta. Partilha do transporte (car-sharing) ou mesmo a transição para a mobilidade elétrica são outras sugestões.

Site da ZERO – ASSOCIAÇÃO SISTEMA TERRESTRE SUSTENTÁVEL

Site da Global Footprint Network

Julho 2019

Participa-Reativação das minas de ferro de Moncorvo

PARTICIPA

Projeto “Reativação das Minas de Ferro de Moncorvo”. Consulta Pública.

Na sequência do processo de Licenciamento Único de Ambiente do Projeto “Reativação das Minas de Ferro de Moncorvo” já sujeito a um procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental, com decisão a 19 novembro de 2015, encontra-se a decorrer o procedimento de verificação da Conformidade Ambiental do Projeto de Execução.

Assim, e de forma a garantir o acesso à informação e a participação pública, a Agência Portuguesa do Ambiente, enquanto Autoridade Nacional para o Licenciamento Único de Ambiente (ANLUA), informa que o Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (RECAPE), se encontra disponível para ser consultado, durante 15 dias úteis, de 23 de Julho a 12 de Agosto de 2019, no portal Participa (http://participa.pt/).

No âmbito do processo de Consulta Pública serão consideradas e apreciadas todas as opiniões e sugestões apresentadas por escrito, desde que relacionadas, especificamente, com o projeto em avaliação. Essas exposições deverão ser dirigidas ao Presidente do Conselho Diretivo da Agência Portuguesa do Ambiente, até à data do termo da Consulta Pública, podendo para o efeito ser usado o referido portal participa.pt

Os interessados gozam da possibilidade de impugnação administrativa, através de reclamação ou recurso hierárquico facultativo, nos termos do Código do Procedimento Administrativo, e contenciosamente, nos termos do Código de Processo dos Tribunais Administrativos, de qualquer decisão, ato ou omissão ao disposto nos decretos-leis n.º 151-B/2013 e n.º 127/2018.

IPA – http://apambiente.pt/

PARTICIPA.PT – https://participa.pt/pt/consulta/reativacao-das-minas-de-ferro-de-moncorvo

Março 2019

Os animais e os incêndios de Monchique de 2018

O flagelo dos incêndios de Monchique, no ano de 2018, atingiu profundamente toda a fauna e flora da região. Tendo como preocupação sobretudo a fauna autóctone, o partido “Os Verdes” questionou o governo sobre as medidas a tomar, na pergunta n.º 158 / XIII (4.ª), de 04 de Outubro de 2018.


Transcrevemos aqui a pergunta e respectiva resposta do governo:

Assunto: Animais com fome e sede em Monchique
Destinatário: Min. do Ambiente
Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República

Têm chegado, ao Grupo Parlamentar do Partido Ecologista Os Verdes, vários relatos, segundo os quais, após o grave incêndio que este verão afetou os concelhos de Monchique e Silves, muitos animais, como raposas, veados e outros, incluindo um lince, têm vindo a surgir junto de propriedades na serra de Monchique com sintomas de sede e fome.

Face à área ardida na sequência desse incendio, este cenário era espectável e mais que previsível, mas segundo os habitantes nada foi feito para proteger estes animais após a destruição do seu ecossistema natural.

Neste contexto, importa saber que medidas foram tomadas ou pondera o Governo desenvolver no sentido de minimizar os efeitos deste grave incêndio.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Exª a Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte pergunta, para que o Ministério do Ambiente possa prestar os seguintes esclarecimentos:


1 – Tem o Governo conhecimento desta situação?

2 – Foi elaborado algum plano, através do ICNF ou outro qualquer organismo, para a manutenção e reposição dos ecossistemas, na serra de Monchique, afectados pelos incêndios?


3 – Se ainda não foram tomadas medidas face ao acima exposto que medidas vão ser tomadas e quando para resolver este grave problema?


Palácio de São Bento, 28 de setembro de 2018
Deputado(a)s
JOSÉ LUÍS FERREIRA(PEV)
HELOÍSA APOLÓNIA(PEV)

A resposta do Gabinete do Ministro do Ambiente e da Transição Energética chegou em Ofício n.º 3358/2019 de 11 de Março de 2019:

Em resposta à Pergunta n.º 158/XIIl/4.º, de 28 de setembro de 2018, formulada pela Senhora Deputada Heloísa Apolónia e pelo Senhor Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar do Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV), encarrega-me o Senhor Ministro do Ambiente e da Transição Energética de transmitir o seguinte:


1 – Tem o Governo conhecimento desta situação?

Após a ocorrência de um incêndio, e verificada a significativa perturbação dos ecossistemas, podem efetivamente ocorrer situações de carência alimentar que afetam a fauna, onde estão incluídas algumas espécies cinegéticas.

Neste caso em concreto, após o incêndio ocorrido no verão de 2018 nos concelhos de Monchique e Silves, foi disponibilizada alimentação para as espécies de caça maior, nomeadamente feno e fardos de palha cedidos por uma organização de caçadores (Safari Clube Internacional – Lusitânia Chapter), no sentido de minimizar as carências alimentares existentes numa primeira fase.

No que respeita ao lince, que alegadamente terá sido avistado na zona de Cortês, foram desencadeadas averiguações no campo pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, não se tendo confirmado a presença do animal.


2 – Foi elaborado algum plano, através do ICNF ou outro qualquer organismo, para a manutenção e reposição dos ecossistemas, na serra de Monchique, afectados pelos incêndios?

O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I.P. (ICNF) elaborou um “Relatório de Estabilização de Emergência – INCÊNDIO DE MONCHIQUE (Agosto de 2018)”, que se encontra disponível no seguinte sítio da internet:

http://www2.icnf.pt/portal/florestas/dfci/relat/raa/resource/doc/ree-2018/REE-PernaDaNegra-2018- 09out.pdf


3 – Se ainda não foram tomadas medidas face ao acima exposto que medidas vão ser tomadas e quando para resolver este grave problema?

A precipitação que ocorreu no início do Inverno potenciou a regeneração do coberto vegetal e aumentou as disponibilidades hídricas, minimizando, desta forma, os efeitos negativos do incêndio ocorrido no verão de 2018. Presentemente, não se prevê que seja necessário tomar medidas adicionais para alimentar as espécies protegidas e cinegéticas desta região.


Com os melhores cumprimentos,( também pessoais)
A Chefe do Gabinete
Ana Cisa

Março 2019

Plano estratégico para o bem-estar animal em Esposende

Numa atitude pioneira, a Câmara Municipal de Esposende vai avançar com a implementação do Plano Estratégico Municipal para o Bem-Estar Animal.

Benjamim Pereira aludiu a uma mudança de paradigma no que toca à proteção e bem-estar dos animais, em particular dos animais de companhia, traduzida em alterações legislativas que atribuem acrescidas competências tanto ao Estado como às autarquias locais, que são agora desafiadas a assumir uma posição de garante do bem-estar dos animais.

Assim, nesta sessão, procedeu-se à assinatura de protocolos com o Bombeiros Voluntários de Fão e com a Ordem dos Médicos Veterinários. No que se refere aos bombeiros, o protocolo enquadra um mecanismo de intervenção no resgaste de animais feridos abandonados no espaço público, ao passo que a parceria com a Ordem dos Médicos Veterinários prevê a promoção de políticas de saúde animal, nomeadamente o programa Cheque Veterinário, que se foca na criação de campanhas de promoção de bem-estar animal, na prevenção do abandono e no controlo da população de animais errantes.

O Plano Estratégico Municipal para o Bem-Estar Animal engloba as várias linhas de ação a desenvolver, que passam, entre outras iniciativas, pela sensibilização da população para a importância do não abandono e da adoção animal, esterilização e vacinação dos animais, reavaliação das estratégias de acolhimento e, ainda, ações de cariz inovador. Trata-se de medidas da maior relevância, referiu Benjamim Pereira, destacando ainda a importância da responsabilização.

Assim, está prevista a criação na cidade de espaços de interação para os animais e respetivos donos, como é exemplo o Parque de Agility. Por via do protocolo com os Bombeiros Voluntários de Fão é garantido o socorro aos animais errantes feridos, e, através da parceria com a Ordem dos Médicos Veterinários, as famílias de estratos sociais desfavorecidos vão poder beneficiar do Cheque Veterinário.

O Plano integra o projeto “Rafeiro – uma raça com estilo”, que passa por estimular a adoção e prevenir o abandono, através de uma campanha de edução e sensibilização nas escolas. Engloba ainda o “Pegadas”, um projeto de intervenção social que prevê a interação de animais com grupos muito específicos, como sejam idosos e crianças com deficiência ou com necessidades educativas especiais, bem como com os utentes do programa Bem-Me-Querem.

Por força da alteração da lei, que proíbe o abate de animais nos canis, este plano prevê o desenvolvimento de ações de informação/sensibilização incentivando à adoção, bem assim como a implementação imediata de uma campanha de esterilização de animais errantes, tanto de cães como de gatos, em plena articulação e parceria com as clínicas veterinárias do concelho.

A Veterinária Ana Ribeiro explicou, ainda, os procedimentos a adotar no caso de denúncias de animais errantes ou cadáver, de animais feridos, casos de sobrelotação ou saúde pública, bem como em situações de maus tratos e ruído de vizinhança, procedimentos estes que estão a ser finalizados em articulação com as autoridades locais, juntas de freguesia, entre outros parceiros, num processo em que se está a potenciar o envolvimento de todos, num trabalho que se pretende em rede.

Fevereiro 2019

Vai ser criada nos Açores reserva marinha com uma vez e meia o tamanho de Portugal

É o resultado de duas expedições científicas ao mar dos Açores. O programa Blue Azores, uma conjugação de esforços entre o governo regional açoriano, a Fundação Oceano Azul e a Fundação Waitt, vai acrescentar ao arquipélago 150 mil quilómetros quadrados de novas reservas marinhas com protecção total.

Feitas as contas, são cerca de 15% da área total da zona económica exclusiva (ZEE) dos Açores, que ronda um milhão de quilómetros quadrados, que foram transformados em Área Marinha Protegida (AMP). Uma área equivalente a uma vez e meia o território continental do país.

Neste momento, o arquipélago conta com pouco mais de 5% de território marítimo protegido (50 mil quilómetros quadrados), embora muitas das AMP existentes não tenham ainda regulamentação tanto para a pesca, como para outras actividades com impacto no ecossistema. O Blue Azores propõe disciplinar essas áreas, produzindo e aplicando planos de gestão para as reservas já existentes, ao mesmo tempo que quer triplicar a zona protegida.

Num memorando de entendimento – assinado esta quinta-feira no Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, ilha do Faial, entre o Governo Regional dos Açores, a Fundação Oceano Azul e a Fundação e Instituto Waitt –, há o compromisso de concluir a primeira fase do programa em três anos. E, nos três anos seguintes, as duas fundações vão acompanhar a aplicação do programa pelo governo regional do Açores.

“A economia e o ambiente têm de deixar de ser vistos como antagonistas, porque sem ambiente não há economia. É também isto que estamos aqui a celebrar”, disse o biólogo marinho Emanuel Gonçalves, administrador da Fundação Oceano Azul, na apresentação do programa.

Em causa, acrescentou depois José Soares dos Santos, presidente da fundação, está uma mudança de perspectiva, passando a olhar a natureza também com um capital. “Para a economia [dos Açores], um tubarão vivo vale mais do que um tubarão morto que dê um lucro efémero”, exemplificou.

O Blue Azores assenta em pareceres da comunidade científica e compromissos internacionais subscritos por Portugal, que estabelecem metas de criação de áreas marinhas protegidas que variam entre os 10% em 2020 e os 30% em 2030. Actualmente, menos de 5% de todo o oceano está sinalizado para protecção, mas com muitas AMP por concretizar ou com falta de gestão efectiva. Na prática, a área global efectivamente protegida em reservas marinhas eficazes não ultrapassa os 2%.

A realidade portuguesa não é muito diferente. O país foi um dos signatários da Convenção sobre Diversidade Biológica, comprometendo-se até 2020 com a criação de novas AMP em zonas prioritárias, contribuindo para a meta dos 10%.

A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, subiu esta quinta-feira ao palco no Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos para lembrar que, embora a Comissão Europeia tenha definido como meta os 10%, o país estabeleceu os 14%. “Existe toda a possibilidade de chegarmos mesmo aos 30%”, frisou, depois de elogiar a “coragem” do governo açoriano e de deixar um alerta.

“Nós até podemos ser uma geração perdida, mas a próxima não pode ser”, defendeu, colocando a tónica na educação ambiental.

Neste momento, nas contas da Fundação Oceano Azul, apenas cerca de 4% das águas portuguesas até ao limite da ZEE são protegidas, muito à boleia do que tem sido feito nos Açores e na Madeira. “Menos de 1% das águas territoriais do Continente são áreas marinhas com protecção total (sem pesca)”, indica a fundação criada há dois anos pela Sociedade Francisco Manuel dos Santos, o principal accionista do grupo Jerónimo Martins, dono do Pingo Doce.

Artigo de Márcio Berenguer no Público de 28/02/2019

leia aqui o artigo completo

Dezembro 2018

Parques caninos em Lisboa

O uso de trela ou açaime é obrigatório quando passeamos os nossos cães na via pública. No entanto todos concordam que os cães precisam do seu exercício diário, sobretudo tratando-se de animais de grande porte ou muito activos.

As câmaras municipais devem, dentro das suas possibilidades, criar parques vedados onde os cães possam andar à sua vontade. A Câmara de Lisboa têm vindo a  criar e a melhorar este tipo de infraestruturas ao longo do tempo e hoje em dia os canídeos alacinhas já podem contar com alguns destes parques:

JARDIM DO CAMPO GRANDE – fica na zona norte do jardim do Campo Grande, junto à Avenida do Brasil, conta com estruturas de madeira para eles fazerem exercício e um percurso de obstáculos entre as árvores e zonas relvadas.

JARDIM FERNANDO PESSA – junto ao fórum Lisboa, junto à avenida de Roma, tem equipamentos como o sobe e desce, slalom, barreiras de salto e túnel, bebedouros e, para casos aflitivos, wc canino.

PARQUE BENSAÚDE –  na freguesia de São Domingos de Benfica, tem um quiosque onde os cães são bem-vindos, uma “aranha” gigante para os miúdos e ainda uma zona de treino para os seus patudos.

PARQUE DA PRAÇA SÃO JOÃO BOSCO – na freguesia da Estrela, tem três equipamentos específicos para os cães fazerem exercício, um WC canino e ainda uma fonte.

Entretanto, todos esperamos por mais iniciativas que promovam o bem-estar dos nossos amigos de 4 patas.

Julho 2018

O comércio de animais de companhia online anónimo deve parar

Torna-se cada vez mais comum comprar animais de estimação on-line através de sites de anúncios classificados. Não importa se procura um cãozinho, um gatinho, um coelho ou um mesmo um cavalo. O comércio de animais on-line tem vindo a crescer em todo o mundo. No entanto, pobres regulamentos insuficientes permitem que muitos sites de anúncios classificados se tornem um refúgio para a decepção e o sofrimento dos animais.

Milhares de animais de companhia, adultos e crias, são vendidos através de sites de anúncios classificados online. Eles são muitas vezes criados em condições terríveis, como parte de uma máquina de fazer dinheiro implacável, por vezes referida como “a máfia dos animais de estimação”.

O líder de mercado na indústria de classificados é o eBay, que opera sites de anúncios classificados em todo o mundo. Qualquer pessoa pode vender anonimamente em sites de anúncios classificados do eBay, como Gumtree. EBay sabe que além de usuários responsáveis, há também um grande número de criadores cruéis e comerciantes implacáveis que usam os seus sites para realizar os seus negócios – mas não tem feito o suficiente para resolver com o problema.

O comércio de animais de companhia online anônimo deve parar!

A verificação da identidade do vendedor deveria ser exigida aos vendedores, de forma a fornecer uma forma de identificação antes de se poder anunciar animais para venda — seria uma forma de parar realmente com as vendas anónimas e indetectáveis!

Até agora o eBay tem recusado uma acção efectiva ou em tomar parte em qualquer discussão significativa com o Four Paws.

Ajude a sensibiliza-los para a ação!

www.thanksebay.com

Leia as nossas medidas propostas para o comércio do animal de estimação on-line AQUI.

Junho 2018

Dia Mundial dos Animais em Laboratórios

O Dia Mundial dos Animais em Laboratórios, que se recorda no dia 24 de abril, é uma ocasião para lembrar todos os animais que sofreram e foram mortos em experimentações laboratoriais cruéis. Apesar do apoio público cada vez menor ao uso de animais na ciência, milhões de procedimentos dolorosos e assustadores são ainda realizados em animais no Reino Unido, e na Europa,  todos os anos. Esses testes são indefensáveis, tanto moralmente quanto cientificamente, e, de muitas maneiras, estão ativamente a impedir o verdadeiro progresso da medicina.

Continua  ser errada a ideia comum de que os animais são usados ​​apenas em esforços para curar doenças – muitas vezes, os cientistas experimentam em animais apenas por curiosidade. Uma experiência absurda descrita num artigo acadêmico de 2016, macacos rhesus foram contidos em dispositivos cruéis chamados “cadeiras primatas” todos os dias durante seis meses, numa tentativa de estudar o comportamento do jogo humano. Os macacos indefesos eram forçados a mover um joystick em resposta a estímulos visuais na tela de um computador e recebiam um gole de sumo diluído para responderem “corretamente”.

Noutra experiência relatada em 2017, 96 porquinhos-da-índia foram colocados em caixas, contidos pelo pescoço, e forçados a respirar um produto químico que exacerba a asma. Depois, todos eles foram mortos e dissecados. Tudo isso foi feito para testar drogas que já são comumente usadas por humanos.

A lei faz muito pouco para proteger os animais em laboratórios, e os experimentadores muitas vezes não cumprem os poucos regulamentos que existem, resultando em mais sofrimento. Um relatório recente do Home Office revela a sistemática negligência para com os animais em laboratórios. Num caso, ratinhos confinados em recipientes sem ventilação adequada sufocaram e morreram. Em outros casos, os ratinhos morreram de desidratação quando ficaram sem água durante um fim de semana inteiro ou de fome, como resultado de uma falta de comida ou porque seus dentes crescidos não foram tratados. E 74 filhotes morreram ou tiveram que ser mortos como resultado de níveis inadequados de humidade. No entanto, quando os pesquisadores são apanhados a violar os regulamentos, muitas vezes recebem nada mais do que um pequeno aviso ou admoestação.

Os experimentadores de animais costumam usar argumentos emotivos para tentar sugerir que seus métodos arcaicos são a única maneira de curar doenças, mas isso simplesmente não é verdade. De fato, a tendência mais significativa na pesquisa moderna nos últimos anos é o reconhecimento de que os animais raramente servem como bons modelos para o corpo humano. Métodos modernos, incluindo testes sofisticados usando células e tecidos humanos (também conhecidos como métodos in vitro ), técnicas avançadas de modelagem computacional (freqüentemente referidas como modelos in silico ) e estudos clínicos com voluntários humanos são mais precisos e confiáveis.

O que podemos fazer

Desde exigir à entidade beneficente AFM-Téléthon que pare de financiar experiências cruéis com cães, até pedir à Comissão Européia que observe uma moratória em todos os experimentos com animais, há várias maneiras de lutarmos pelos animais em laboratórios. Por favor, veja a nossa página de ação do Dia Mundial dos Animais em Laboratórios para mais informações sobre como se envolver.

Março 2018

Póvoa de Varzim já tem uma Ambulância Animal

A Ambulância Animal da Póvoa de Varzim já está ao serviço de cães e gatos que se encontrem feridos na via pública.

252 291 502 é o número que deve registar no seu telemóvel e para o qual deve ligar sempre que se deparar com um animal errante que esteja a precisar de cuidados veterinários.

A inauguração da Ambulância Animal decorreu no sábado, 24 deMarço, no Auditório da Lota, e contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal, Aires Pereira, bem como dos parceiros do Município neste projeto, os Bombeiros Voluntários, o Hospital Veterinário da Póvoa de Varzim, a Animar e A Cerca – Abrigo de Animais Abandonados.

O autarca lembrou que a Póvoa de Varzim foi pioneira ao acabar com a eutanásia no seu canil, “mesmo antes da lei que proíbe o abate em canis municipais ter sido aprovada em 2016”. Aires Pereira, de facto, mostrou-se sensibilizado com o bem-estar animal desde o início do seu primeiro mandato. O protocolo efetuado com A Cerca – que garante apoio financeiro à associação para que os animais por ela acolhidos tenham acesso aos cuidados básicos (alimentação, higiene e saúde) – é prova disso mesmo. O aumento do CROAC – Centro de Recolha Oficial de Animais de Companhia para albergar mais animais e o projeto para uma Clínica para esterilização de cães e gatos (que está em execução), quer errantes, quer aqueles que pertencem a famílias sem condições financeiras de procederem à cirurgia são mais dois exemplos da recente política de proteção animal da autarquia.

O Presidente da Câmara Municipal agradeceu a disponibilidade dos Bombeiros Voluntários e o seu espírito de abertura para esta nova valência. O corpo afeto à Ambulância Animal recebeu formação para acolher da melhor forma os animais feridos e transportá-los em segurança até um dos dois parceiros: Hospital Veterinário da Póvoa de Varzim e Animar. Aires Pereira não deixou de agradecer o empenho e a prontidão como ambos aceitaram este novo desafio. E, finalmente, o autarca agradeceu à associação A Cerca pelo trabalho desenvolvido em prol da causa animal. Será d’A Cerca o encargo de custear os cuidados de saúde que os animais recolhidos pela Ambulância necessitem, dar-lhes, depois de tratados, um lar que se espera temporário e de tentar encontrar-lhes um lar definitivo junto a uma família responsável e carinhosa.

O autarca lançou, ainda, a campanha “Adoto um animal, com estima!” e, por isso, alguns cães do CROAC marcaram presença na cerimónia. Através desta campanha pretende-se sensibilizar a população para a adoção de animais através do canil municipal ou d’A Cerca. Veja alguns dos cães disponíveis nesta fotogaleria mas lembre-se que há dezenas de cães e gatos à espera de uma casa além desta pequena amostra.

Janeiro 2018

Parlamento quer que Governo monitorize e reduza o atropelamento de animais

Os deputados fizeram aprovar três recomendações ao Governo para a criação de um programa de monitorização e medidas de redução dos atropelamentos de animais na rede rodoviária. Os projectos de resolução do PEV, PAN e BE tiveram o apoio do PS e do PCP. O CDS preferiu a abstenção. O PSD absteve-se em relação aos projectos do PEV e do BE e votou contra o projecto do PAN.

Enquanto o PEV e o Bloco recomendam a criação de um programa de monitorização e de minimização de atropelamentos da fauna selvagem, o PAN vai um pouco mais longe e propõe um “estudo do impacto do atropelamento de animais no ecossistema” e a tomada de medidas preventivas de acordo com os resultados desse estudo.

No debate, os deputados José Luís Ferreira (PEV) e André Silva (PAN) manifestaram preocupação pela multiplicação de situações em que em algumas estradas nacionais são atropelados animais selvagens, também com sérios riscos para os condutores. Entre outros exemplos, José Luís Ferreira apontou casos graves ocorridos com frequência na zona de Samora Correia, na margem sul do Tejo.

O deputado do PAN referiu que a época considerada crítica para as aves decorre entre o fim da Primavera e o Verão. “O Outono é a estação que regista um maior número de mortalidade para os animais carnívoros, porque é a época do acasalamento e da caça. O amanhecer e o anoitecer são também considerados períodos críticos, pois é nessas horas que os animais procuram alimento”, salientou.

De acordo com dados da Infra-estruturas de Portugal, em 2016 terão sido atropelados pelo menos 2400 animais selvagens e domésticos nas estradas portuguesas, o que representa uma redução em um terço relativamente ao ano anterior. Esta entidade disse à Lusa que monitoriza a mortalidade dos animais selvagens em mais de 13 mil quilómetros de vias desde 2010 e que já tomou medidas que levaram à diminuição da mortalidade de animais.

Janeiro 2018

Lisboa vai ter comissão para animais em risco

Uma nova estrutura deverá começar a funcionar na dependência da provedora, com uma natureza preventiva, para “mediar e negociar” situações que envolvam animais, de modo a evitar que tenham de chegar a tribunal para ser resolvidas. A acumulação excessiva de animais numa casa ou ter um cão permanentemente acorrentado são exemplos dos casos que a comissão pode tratar, explicou Marisa Quaresma dos Reis, provedora dos animais de Lisboa. A nova comissão, da qual farão parte a PSP e técnicos da câmara municipal, estará a funcionar ainda durante o mês de Janeiro ou Fevereiro.

A nova provedora está a trabalhar desde Setembro, mas esta foi a sua primeira aparição pública enquanto tal. Marisa Quaresma dos Reis anunciou que “ainda no início do ano” vai apresentar à câmara uma proposta de Regulamento do Bem-Estar Animal, que está a ser preparada por uma comissão composta por pessoas de várias áreas. Disse ainda que vai propor “a criação de um programa de famílias de acolhimento temporário”, até para aliviar o fardo da Casa dos Animais de Lisboa, frequentemente sobrelotada.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, aproveitou para dizer que durante este mandato a Casa dos Animais será ampliada e prometeu novas instalações à União Zoófila e a inclusão das instituições de defesa dos animais no regime de apoios municipais.

A responsável definiu a “aproximação e pacificação dos defensores da causa animal”, a “sensibilização social” e a procura de soluções inovadoras para problemas antigos como metas para o mandato. “Pode-se fazer muito mais” do que actualmente, por exemplo em matéria de adopções, disse. Mas não só. A provedora quer fazer mesas redondas e grandes debates periodicamente, para levar o tema a toda a população. Os mais novos são essenciais nesta estratégia, acrescentou. “Tenho uma grande crush pelas gerações futuras”.

Novembro 2017

Apelo à proibição do marfim na UE

OS ELEFANTES ESTÃO EM PERIGO

É PRECISO AGIR E A SUA ACÇÃO PODE FAZER A DIFERENÇA !!!

O ininterrupto comércio legal de marfim ameaça a própria existência de elefantes na natureza-
Todos os anos, pelo menos, 20.000 elefantes são mortos por seu marfimQuanto mais aprendemos sobre elefantes, mais percebemos o quão inteligente, emotiva e social, esta notável espécie realmente é – e quão digna de proteção.

Em muitos países da EU, continua a vender-se marfim em mercados, leilões, lojas de antiguidades e inclusivamente online. A UE é atualmente o maior exportador de marfim para a China e Hong Kong.

Em Maio de 2017, a Comissão Europeia publicou um documento de orientação onde se recomenda que, a partir de 1 de Julho de 2017, os Estados-Membros da UE deixem de emitir certificados de exportação de marfim em bruto, com algumas exceções relacionadas, nomeadamente, com espécimes científicos e com fins educativos. A IFAW muito agradece e reconhece o esforço efetuado, no entanto é necessário que sejam tomadas mais medidas, urgentemente.

É necessário que todos os cidadãos da UE possam mostrar ao Comissário Europeu para o Ambiente que estão atentos e se preocupam com os elefantes. Junte-se a nós e acrescente a sua voz ao apelo à proibição de marfim na UE.

Preparámos um modelo de e-mail que poderá utilizar para enviar. Recomendamos que personalize esta cópia de forma a torná-la ainda mais eficaz. Por favor, certifique-se de que mantém no seu texto um tom assertivo e correto.

Oportunamente, enviaremos todas as cartas recebidas dos nossos apoiantes europeus ao Comissário Europeu para o Ambiente, Karmenu Vella, e ao Ministro do Ambiente Português, João Pedro Matos Fernandes, para que a sua voz seja ouvida hoje!

Veja o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=m9H6r22fmQg

Tome acção: http://www.ifaw.org/international/get-involved/apelo-a-proibicao-de-marfim-na-ue?ms=IONDG170711604&cid=7012A000000Tlmv

 

Novembro 2017

Tubarão pré-histórico capturado em águas portuguesas

Num embarque efetuado no âmbito do projeto MINOUW – “Iniciativa para a minimização de capturas das capturas indesejadas nas pescarias europeias” – os investigadores do IPMA e do CCMAR capturaram, em agosto, em águas algarvias, um tubarão com características pouco vulgares. Trata-se de um macho da espécie tubarão-cobra (Chlamydoselachus anguineus), com cerca de 1,5 metros.

“Este tubarão, um verdadeiro “fóssil vivo”, possui um corpo longo e esguio e uma cabeça que lembra a de uma cobra. Apresenta também uma dentição muito particular, sendo a sua biologia e ecologia pouco conhecidas”, explica o IPMA em comunicado.

Ele tem uma grande fileira de dentes perpendiculares à mandíbula. São muito afiados, finos e apontam para dentro. Isso permite a ele pegar presas grandes e não deixá-las escapar, os dentes as impedem de sair.

“Esse tubarão pertence à única espécie sobrevivente de uma família de tubarões em que todos os outros foram extintos”, disse Margarida Castro, professora e pesquisadora do Centro de Ciências Marinhas da Universidade de Algarve.

“Alguns acreditam que essa espécie remonta ao período Jurássico tardio. Pode ser um pouco mais recente, mas, de qualquer jeito, estamos falando de dezenas de milhões de anos. Por isso, é muito antigo em termos evolutivos. Está na Terra certamente antes do homem”, acrescenta.

Segundo o comunicado, apesar de estar distribuído em vários pontos geográficos ao longo de todo o atlântico, “desde a costa norueguesa, passando por águas escocesas, da Galiza, Açores, Madeira e Canárias, descendo a costa africana até ao Índico, atingindo, ainda, o Japão, Austrália e Nova Zelândia, não é muito frequentemente capturado devido às profundidades a que vive”. O presente exemplar foi capturado aos 700 metros de profundidade.

A União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN, na sigla em inglês) classifica o tubarão-enguia como uma espécie “quase ameaçada”, devido ao receio de que a expansão da pesca em águas profundas aumente os casos de captura acidental.

Novembro 2017

Animais de estimação vão poder entrar em restaurantes

A Assembleia da República aprovou  projectos do PAN, do BE e do PEV que possibilitam a permissão de animais de companhia em estabelecimentos fechados de restauração, para além dos cães de assistência já autorizados por lei.

Os projectos, apesar de todos aprovados, mereceram votações distintas e tiveram, em várias bancadas, votos de deputados desalinhados da posição oficial do seu partido.

O projeto do PAN nasceu de uma petição remetida ao Parlamento pelo deputado único André Silva e visa alterar legislação de 2015, que não permite a entrada de animais em espaços fechados de restauração e bebidas, mesmo que o proprietário do estabelecimento o autorize.

A iniciativa do PAN pretende passar a decisão de autorização para os proprietários dos estabelecimentos comerciais, salvaguardando que os animais não tenham acesso a áreas de maneio e confecção de alimentos.

Este diploma contou com os votos favoráveis de PS, CDS-PP, BE, PCP e PEV, além do partido proponente. Contra votaram uma deputada do CDS-PP, Ilda Araújo, e duas deputadas do PS, Maria da Luz Rosinha e Wanda Guimarães. Abstiveram-se o PSD, bem como três deputados do PS e outros quatro do CDS-PP.

O projecto do BE, que defende a possibilidade de os estabelecimentos criarem uma área específica para acolher animais de companhia, devidamente sinalizada, teve uma votação quase idêntica: as mesmas bancadas votaram favoravelmente, o PSD absteve-se, bem como deputados do PS e do CDS-PP. Apenas teve o voto contra da deputada do CDS-PP Ilda Araújo.

Já o projecto do Partido Ecologista “Os Verdes”, que salvaguarda no seu projecto aspectos como o porte e comportamento dos animais, que não pode causar transtorno para os restantes clientes do espaço, teve uma votação mais abrangente: todas as bancadas votaram a favor, registando-se o voto contra da mesma deputada do CDS-PP e três abstenções de deputados socialistas.

Os três projectos foram aprovados na generalidade baixando agora à discussão na especialidade.

Agosto 2017

Parlamento Flamengo vota para banir matança ritual sem atordoamento

Um marco histórico: Parlamento Flamengo vota para banir matança ritual sem atordoamento

GAIA ofereceu uma ovelha de chocolate: “os frutos de 22 anos de campanhas”

“Esta é uma batalha que lutamos à 22 anos, e agora chega ao fim: 42 dias após o parlamento de Valonia, o parlamento flamengo também finda o sofrimento desnecessário de centenas de milhares de ovelhas e outros animais que correntemente são mortos sem atordoamento em nome de religião. Este é um evento histórico que também comemora o 25 aniversario da GAIA”.
Michel Vandenbosch e Ann De Greef, Presidente and Diretor da GAIA, presenciaram o evento do ministro de proteção animal, Bem Weyts, tal como representantes da maioria e da oposição. Os protagonistas políticos anunciaram um decreto de “métodos autorizados de matadouro” que proíbe matança sem atordoamento, incluindo casos de rituais religiosos. Michel Vandenbosch e Ann De Greef aplaudiram o consenso político: ” este decreto é apoiado pela maioria e pela oposição, coisa que raramente acontece e merece os nossos sinceros parabéns”. Para esta ocasião GAIA apresentou uma ovelha de chocolate ao ministro de defesa animal, Ben Weyts, tal como membros parlamentares Hermes Sanctorum e Joelle Engelbosch.

Sinal de apreço

“Queremos mostrar a nossa gratidão”, explica Michel Vandenbosch. “Cada um de vos, lutaram contra estes problemas ao longo de muitos anos, e hoje fizeram possível o que há dois anos era inimaginável”.

Este decreto Flamengo requer que a partir de 2019, ovelhas estejam inconscientes antes da matança através de um método de atordoamento elétrico reversível, chamada electronarcose. Para o gado, o atordoamento é feito logo depois do corte ao pescoço até que o método de atordoamento elétrico reversível for aperfeiçoado para as raças de gado na Bélgica.

Logo que esta técnica esteja totalmente adaptada (um estudo está a ser feito na universidade de Bristol), gado também terá de ser atordoado por electronarcose antes de serem degulados. Com este método, os animais ficam inconscientes por 1 1/2 a 2 minutos, recuperando consciência se não forem abatidos. Esta técnica assim respeita os requerimentos muçulmanos de o animal não morrer do atordoamento: que o coração continue a bater. Também conforma com rituais judaicos em que todo o sangue do animal é drenado.

Ovelha de chocolate 

Nesta ocasião, a delegação de 25 representativos de GAIA apresentou aos MP de Flandres uma tablete de chocolate com imagem de uma ovelha. “Isto foi para agradecer por ter respeitado o desejo de 85% do público, que pede esta proibição”.

Ha mais 

Flandres não é única. No dia 17 de Maio, o parlamento da Valonia tinha aprovado quase unanimemente a proibição de morte sem atordoamento. Esta técnica será obrigatória para ovelhas, cabras e gado a partir de dia 1 de setembro 2019.

Noutros países europeus, Suécia, Eslovénia, Dinamarca já requerem que os animais estejam inconscientes antes de haver sangue. Austria, Estonia, Letónia, e Eslováquia requerem que o atordoamento seja feito logo após o degolar. Atordoamento antes da morte também é requerido na Noruega, suíça, e Islândia.

Respeito  

GAIA pede ao governo flamengo e todos os partidos políticos para usar o período de transição para facilitar a implementação e aplicação da nova lei. Este decreto não é de qualquer forma dirigido a práticas religiosas mas procura evitar o sofrimento dos animais. Michael Vandenbosche comenta: “espero que a mensagem dos representantes das religiões que salientem a necessidade de respeitar a lei no interesse do bem estar animal e de boas relações com as várias comunidades”

Bruxelas

Depois da Valonia e Flandres, já está  na hora da região de Bruxelas-capital também decidir a banir a pratica do abate sem atordoamento, diz GAIA.

Agosto 2017

Aprovado projeto de lei do PAN que regula transações de animais de companhia

O parlamento aprovou hoje, com a abstenção do CDS-PP, o texto final do projeto de lei do PAN que regula a compra e venda de animais de companhia e que proíbe o anúncio online de compra e venda de animais selvagens.

A lei vem, esperamos, pôr termo à exploração desregrada de fêmeas, canídeos e felídeos.

Até esta data, por falta de legislação, qualquer pessoa sem ter o mínimo de conhecimentos e de condições, podia fazer criação de animais com a finalidade do lucro fácil. Os animais, a maior parte das vezes, eram comercializados através de anúncios no OLX e outros sites e entregues ao comprador em locais combinados sem passar qualquer recibo.

Muitos dos cachorros, retirados às mães antes do tempo, acabavam, passados alguns  dias, por morrer. Eram vendidos parasitados e com parvo viroses, sem qualquer certificado de saúde. Os compradores, passado pouco tempo, verificavam que o cachorro se encontrava apático, prostrado, fezes com diarreia; muitas vezes o animal acabava por morrer. Quando contactavam o vendedor constatavam que este já alterara o seu contacto telefónico e perdiam-lhe o rasto.

As queixas que chegavam às associações eram muitas.

Acresce que as fêmeas tinham crias em cios consecutivos, sem lhes serem dispensados os cuidados veterinários necessários a uma gestação saudável, para a cadela e para os cachorros.

As fêmeas depois de exploradas, quando já não serviam para procriar eram, na maior parte das vezes, abandonadas.

Trata-se de cadelas que, geralmente, não estão identificadas com micro-chip nem registadas.

O que a lei vai melhorar;

– Os criadores/ criadeiras  têm que estar registados, como criadores.

– Cumprir as condições de bem estar e de saúde da fêmea e das crias bem como o intervalo dos cios.

-O local de criação tem que estar registado no Clube Português de Canicultura ou de Felinicultura

-Tem que ter actividade comercial aberta nas finanças

-A venda carece de passagem de factura.

-O comprador quando da compra, recebe um certificado de saúde do animal, atestado pelo veterinário que assistiu os cachorros.

– A publicação para venda dos cachorros é permitida sobre certas regras, tais como identificação do local de criação e do criador.

-Deixa de ser permitida a venda de animais de companhia em lojas; o cliente adquire o animal directamente no local de criação.

A publicação de venda de animais de vida selvagem é proibida e não pode ser publicitada. Embora não seja proibida a venda de animais exóticos, a lei irá determinar as condições de venda.

Os animais de vida selvagem, protegidos pela convenção de Berna, só podem ser detidos em reservas, por motivos de conservação das espécies, procriação e posterior introdução no meio ambiente.

A entidade que coordena e fiscaliza o sector dos animais de vida selvagem é o Instituto de Conservação da Natureza. Para os animais de companhia é a DGAV-Direção Geral Alimentar e Veterinária).

Conheça o Projecto-Lei n.º 359/XIII/2ª, que Regula a compra e venda de animais de companhia.

Leia a notícia do Público.

Leia a notícia no Diário de Notícias.

Julho 2017

Acima de um milhão de assinaturas contra o transporte de longa distância de animais

1,069,715 assinaturas: GAIA acabou de atingir este número na sua campanha Europeia para acabar com o sofrimento de quase 1 bilião de aves e 37 milhões de gado, equinos, cabras e ovelhas que são transportados vivos entre países UE, tal como a Turquia e Medio Oriente. Esta campanha, que iniciou conjuntamente com Eurogroup for Animals em 27 países em Março 2016, pede uma revisão imediata da legislação Europeia na proteção de animais vivos durante o transporte.

“O enorme sucesso da nossa campanha “parem os camiões” deve reforçar a nossa mensagem a Comissão Europeia. Não esperamos mais. As leis correntes são  insuficientes. A UE tem de agir agora para salvar milhares de animais do sofrimento causado pelo transporte de longa distância” diz Ann De Greef, directora da GAIA.

Apoio do ministro Belga de Protecção Animal

A acrescentar ás vozes da opinião pública juntam-se os três Ministros de Protecção Animal, Carlo di Antonio (cdH), Bianca Debeats (CD&V) e Ben Weyts (N-VA). Em Julho estes três ministros fizeram um pedido á comissão europeia para uma revisão do regulamento 1/2005 sobre a proteção de animais durante transporte. Para GAIA, qualquer revisão deve incluir uma redução substancial de horas (maximo 8 horas) na duração do transporte de animais vivos, regras mais estritas e precisas nas condições de transporte, tal como o nível de treino dos condutores e gerentes. Este pedido segue o último pedido entregue no ano prévio dos governos Alemão, Dinamarquês e Holandês, apoiado pelos governos da Austria e Suécia.

Da urgência á ação

Ao longo de muitos anos, investigação após investigação, GAIA e seus parceiros esforçaram-se para  focar a atenção nas condições desumanas em que os animais são transportados. Horas infindáveis de desconforto confinados com muitos outros animais. E quando finalmente chegam ao destino, por vezes após uma viagem de vários dias, estão exaustos, famintas, desidratados e frequentemente feridas. Alguma nem sobrevivem a viagem.

“Infelizmente, e aparente que nada mudou nestes últimos anos. Isto provavelmente se deve a complexidade das leis existentes, a falta de vontade dos transportadores de respeitar as leis tal como a negligência das respectivas autoridades”  comenta Ann de Greef.

” isso explica a urgência em rever a respectiva legislação, que especificamente deveria reduzir drasticamente o tempo de duração de transporte. O objectivo final seria de substituir o transporte de animais vivos para transporte somente de carne de animais  abatidos”…”nos pedimos ao comissário para a segurança de saúde e alimentação, Vytenis Andriukaitis, para apresentar uma alteração ao regulamento UE para limitar a duração de transporte para uma duração de 8 horas, e que substitui o transporte de animais vivos por transporte de carcaças previamente abatidas”.

Não há tempo a perder

Reineke Hameleers, director do Eurogroup for Animals, disse: “a UE não pode ignorar as assinaturas de mais de um milhão de cidadãos, que pedem para acabar com o sofrimento que infligimos a estes animais durante o  transporte.   Os regulamentos UE, como estão, seriamente comprometem o bem estar destes animais. Não há tempo a perder. A Comissão Europeia tem de agir rapidamente e respeitar o desejo dos seus cidadãos europeus e acabar com o transporte desumano de animais vivos”.

Junho 2017

Projecto Esterilizanimal no Orçamento Participativo 2017 em Albergaria-a-Velha

 09-05-2017

 Orçamento Participativo de Albergaria-a-Velha 2017

 Segurança e proteção civil

 14895.4 €

 12 meses

Com o objetivo de uma cidadania com consciência ambiental e sensível à causa de seres sencientes, este projeto quer contribuir para o controlo da população de cães e gatos, prevenindo o nascimento de animais indesejados e consequentemente diminuindo os problemas de maus tratos, negligência, abandono e sofrimento dos caninos e felinos. De modo a salvaguardar a saúde pública, a segurança rodoviária e o meio ambiente, o projeto EsterelizAnimal é a solução para o controlo de colónias animais. É do conhecimento geral a existência de inúmeros animais abandonados que vagueiam por toda a cidade, provocando incómodos e pondo em risco a saúde pública. A finalidade deste projecto é a esterilização de cerca de cem animais (gatos e cães) que se encontram em situação de abandono por todo o concelho de Albergaria-a-Velha, contribuindo assim para colónias de gatos controladas e diminuição de matilhas. Sendo que, na larga maioria, estes animais são assilvestrados, são necessários vários instrumentos e materiais de captura e contenção animal. As verbas disponibilizadas para este projecto incidirão na obtenção dos respetivos materiais e na esterilização dos caninos e felinos. Vamos dar prioridade a fêmeas. Após a esterilização, a devolução ao local de captura ou a adoção dos animais é o principal objetivo. A esterilização facilita a adoção.

Apresentação do projecto:

a) Sensibilização da população, nomeadamente campanhas junto da população sobre a importância da esterilização;

b) Sinalização de animais em risco;

c) Aquisição dos materiais de captura;

d) Captura dos animais;

e) Campanha de esterilização/ castração de animais abandonados;

f) Encaminhamento para tratamento/recuperação em Clínicas Veterinárias;

g) Integração em família de acolhimento/definitiva;

h) Devolução ao seu meio natural.

Objetivos:

a) Sensibilizar a comunidade;

b) Aquisição de armadilhas, redes, laços, sedativos;

c) Esterilizar o maior número possível de animais;

d) Diminuição e controlo populacional de animais assilvestrados/errantes;

e) Encontrar donos condicentes para os animais.

CONHEÇA TODO O PROJECTO E PARTICIPE EM: http://op.cm-albergaria.pt/op/op-albergaria-a-velha/projetos/5911f3c9090d460015bfb4f5

Junho 2017

Medicamentos e herbicidas no sangue das tartarugas da Grande Barreira de Coral

Um grupo de pesquisadores anunciou ter encontrado restos de medicamentos e de produtos químicos e herbicidas foram encontrados no sangue de tartarugas-verdes da Grande Barreira de Coral australiana.

“O que vocês jogam pela pia, o que usam para regar seus campos e o que suas indústrias descartam acaba no meio ambiente e nas tartarugas da Grande Barreira de Coral”, lamentou num comunicado Amy Heffernan, pesquisadora da Universidade de Queensland, uma das responsáveis pelo estudo dirigido pela ONG WWF Austrália.

Os cientistas analisaram o sangue de tartarugas que vivem em frente às costas de Cleveland Bay e Upstart Bay, no estado de Queensland (nordeste), assim como em torno das ilhas de Howicks, mais afastadas.

Nestes três locais da Grande Barreira de Coral, inscrita no Patrimônio Mundial da Unesco, foram encontrados restos de milhares de produtos químicos.

Os pesquisadores isolaram principalmente os restos de Allopurinol, um medicamento para gota; de Milrinona, tratamento para insuficiência cardíaca; e também restos de Isoquinolina, composto utilizado na indústria, e de Ethiofencarb, um inseticida.

Os cientistas explicaram que a exposição a algumas destas substâncias pode ter um impacto nas tartarugas, principalmente no funcionamento do seu fígado.

Com seus 2.300 km de comprimento, a Grande Barreira está ameaçada pelo escoamento agrícola, o desenvolvimento econômico e a proliferação de coroas-de-espinhos, que destroem os corais.

Em 2016 e 2017 a Grande Barreira sofreu dois episódios particularmente graves de branqueamento de corais, provocados pelo aumento da temperatura da água.

Junho 2017

Wherespet; uma app para animais perdidos

A Wherespet foi criada com o objectivo de resolver o problema dos animais perdidos.

Primeiro criámos um localizador GPS mais acessível como medida preventiva e que, para nossa felicidade, já proporcionou reencontros entre donos e patudos fugitivos. E agora lançámos uma app de monitorização de animais perdidos, encontrados e avistados, COMPLETAMENTE GRATÚITA para o público em geral!

INFELIZMENTE estamos a verificar que apesar do apoio moral, não tem havido efectivamente uso da app em si… A app Wherespet continua sem animais perdidos registados!

Depois de todo o trabalho realizado, o hábito de registar animais desaparecidos em posts de facebook que quase nunca chegam às pessoas certas em tempo útil, não dá sinais de estar a dar lugar a algo melhor. Os animais perdidos acabam por desaparecer na desorganização de posts do facebook, o qual não foi criado para esse propósito.

Compreendemos que os velhos hábitos são difíceis de mudar. Mas gostaríamos de deixar claro que são as pequenas mudanças inteligentes nesses hábitos que podem trazer os melhores resultados para as associações e claro, para os patudos.

Nós, Portugueses, somos trabalhadores, mas nem sempre usamos as melhores ferramentas. E isso torna todo o nosso trabalho muito mais difícil. A forma como se faz a monitorização de animais perdidos e encontrados em Portugal, é apenas um desses casos!

Um animal perdido vai reproduzir-se e quase sempre o problema acaba nas mãos de voluntários das associações! O que propomos com a nossa app é um método mais rápido de com telemóvel espalharmos a informação às pessoas certas. Quanto menos tempo um animal ficar perdido, menor a probabilidade de se reproduzir e as associações acabarem envolvidas numa situação, frequentemente, 5 ou mais vezes pior!

Basta abrir a app Wherespet, seleccionar pelo menos uma foto, escrever o nome e pressionar 3 botões. E o animal fica registado! Em apenas 10 minutos, enquanto se toma café, podem conseguir introduzir até 15 cães ou gatos perdidos!

Fica o link: http://app.wherespet.com

De que forma esta app é diferente da plataforma encontra-me.org ou da plataforma da ordem dos veterinários?

A app Wherespet é uma app mobile e portanto mais simples de usar no telemóvel.

Ao contrário das outras, usa o GPS do telemóvel para marcar automaticamente a localização dos avistamentos e filtra os dados automaticamente por localização geográfica. A introdução de dados é também muito mais simples e rápida, o que faz a acção de identificação de animais no terreno, ser muito mais prática. Contactamos o site encontra-me.org e a ordem dos veterinários com a proposta de criarmos mecanismos de partilha de informação, de maneira a criarem-se esforços de centralizarmos a informação entre tecnologias. Mas até ao momento não obtivemos resposta, não sabendo por isso se são projectos com desenvolvimento activo.

Telmo Amaro, Wherespet.com

Junho 2017

Audição conjunta sobre a Central Nuclear de Almaraz

O Parlamento chamou Augusto Santos Silva e João Pedro Matos Fernandes para prestarem declarações numa audição conjunta sobre a Central Nuclear de Almaraz, na qual também esteve presente o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente.

Na sua intervenção, André Silva ofereceu ao Ministro dos Negócios Estrangeiros e ao Ministro do Ambiente o livro Vozes de Chernobyl: História de um Desastre Nuclear.

O presidente da APA e o Ministro do Ambiente reafirmaram a sua satisfação e segurança com a avaliação técnica do relatório, pese embora o mesmo aponte para riscos de impactos transfronteiriços em caso de acidentes nucleares.O Governo português continua a recusar-se a adotar uma posição firme em defesa dos interesses das/os portuguesas/es, validando toda e qualquer política energética de Espanha, o que revela a ausência de um projeto de defesa coletiva que coloque o interesse do bem comum acima dos interesses económicos que tudo mercantilizam.

Estima-se que em Portugal existam cerca de 600 mil pessoas portadoras de doenças raras e o Serviço Nacional de Saúde não está a conseguir dar resposta. 1/4 das pessoas utentes espera pelo diagnóstico definitivo entre 5 a 30 anos após o aparecimento dos primeiros sintomas!

Urge alterar esta situação. Uma contratualização com a Raríssimas – Associação Nacional de Doenças Mentais e Raras poderá ajudar a resolver este problema. No Debate Quinzenal da semana passada, António Costa confirmou que o Governo está a analisar a proposta. Não deixaremos que caia no esquecimento.

Junho 2017

Movimento Pela Abolição da Caça à Raposa

Somos um grupo de cidadãos/as que se uniu e criou o Movimento Pela Abolição da Caça à Raposa, em Portugal, uma vez que partilhamos conjuntamente a indignação por esta mesma actividade que, apesar de bárbara, ainda é legal.

Este movimento, entre outros argumentos, defende que:

1. Não há bases científicas que suportem e demonstrem um excesso populacional nem evidências empíricas que o sugiram. Não existem estudos gerais com censos populacionais de raposa em Portugal. Por outro lado, os estudos internacionais mostram que a existência de predadores aumenta a biodiversidade;

2. Trata-se de uma prática cruel e bárbara. Por exemplo, a lei actual prevê que as raposas possam ser mortas à paulada (por menores de idade), ou que sejam mortas por uma matilha de  ate 50 cães;

3. É contrária aos esforços de educação ambiental actuais. Esta caçada promove o desrespeito pelo património natural e contraria todas as acções educativas de protecção pela natureza.

Na tentativa de abolir esta prática de caça à raposa, criamos uma petição (que conta actualmente com mais de 12.000 assinaturas), a qual vos convidamos a assinar e a divulgar se possível:

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT84351

Deixamos o link da página do Movimento para que possam visitar:

https://www.facebook.com/movimento.raposa/?hc_ref=SEARCH

Maio 2017

Voluntariado jovem na floresta – juventude ativa

O Instituto Português do Desporto e Juventude, I.P. promove a ação de longa duração «Voluntariado Jovem na Floresta – Juventude Ativa», uma ação de voluntariado jovem, enquadrada pelo Programa «Agora Nós», em que a entidade organiza a atividade de voluntariado que desenha com e para os jovens.

Esta ação de voluntariado jovem visa a preservação dos recursos florestais e ecossistemas com aqueles relacionados, bem como a preservação contra os incêndios florestais, através da sensibilização das populações, realizada pela atividade de jovens voluntários, promovendo uma maior consciência ambiental, como um exercício de cidadania participativa, enformado num processo educativo de âmbito não formal.

As áreas de intervenção desta ação de longa duração são as seguintes:

  • Sensibilização e educação ambiental para a sustentabilidade;
  • Informação e preservação/qualificação do património natural e paisagístico;
  • Valorização e inventariação do património florestal regional/local;
  • Divulgação de práticas resilientes e racionais de ordenamento de território;
  • Promoção de práticas com menores impactes no estado das massas de água;
  • Proteção e valorização das áreas protegidas.

Calendarização

O ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas define que o período crítico dos incêndios, em Portugal, é de 1 de julho a 30 de setembro. No entanto, a ação de longa duração «Voluntariado Jovem na Floresta – Juventude Ativa» decorrerá de 17 de julho a 30 de setembro e terá, obrigatoriamente, a seguinte calendarização:

  • De 23 de maio a 16 de junho de 2017 – Divulgação do Programa e estabelecimento de parcerias locais (entidades públicas e privadas) e apresentação de candidaturas pelas entidades organizadoras;
  • De 19 a 21 de junho de 2017 – Aprovação dos projetos pelas Direções Regionais;
  • Dispensa de audiência dos interessados, de acordo com as alíneas a) e c) do artigo 124.º do CPA;
  • 22 de junho de 2017 – Publicação dos resultados no Portal da Juventude;
  • De 23 de junho a 12 de julho de 2017 – Inscrição de jovens nos projetos aprovados;
  • De 13 a 14 de julho de 2017 – Seleção e colocação de jovens nos projetos.

Formulários de inscrição para as entidades:

Direção Regional do IPDJ do Norte

https://docs.google.com/forms/d/1FAH5KyNe_oPGJyYxSCW9AWEcsEVeCBM1QoQsTEg0HSw/edit

Direção Regional do IPDJ do Centro

https://docs.google.com/forms/d/1FrVeiwt7EBrTpUAjv1OMQGmOE6OLFCJXY49AnVwAp_U/edit

Direção Regional do IPDJ de Lisboa e Vale do Tejo

https://docs.google.com/forms/d/1aRjQZKZ_FE0ZK0le2WJrF-8b4DRVicmtYXPsAc3sU3Y/edit

Direção Regional do IPDJ do Alentejo

https://docs.google.com/forms/d/1ySMiDVrH6YLGyMK5Yo-0udhDBvlPeEr6vQMNEGUn_-U/edit

Direção Regional do IPDJ do Algarve

https://docs.google.com/forms/d/1oFnnTqP6kysb07yaoI39NAIm_n_iraa2VuBa3AoTpls/edit

Técnicos regionais responsáveis pelo acompanhamento do Programa:

Direção Regional do IPDJ do Norte – António Pedro Pombo

Direção Regional do IPDJ do Centro – Cristina Areias

Direção Regional do IPDJ de Lisboa e Vale do Tejo – Lourdes Borges e Ana Garcia

Direção Regional do IPDJ do Alentejo – Maria Gabriela Segurado

Direção Regional do IPDJ do Algarve – Isabel Frade e Rosário Gomes

Para os interessados, chama-se a atenção que no formulário de candidatura, devem documentar muito bem a caraterização da ação, podendo mesmo enviar documentação complementar que justifique a ação.

Maio 2017

Defesa dos gatos na Valónia

A GAIA organizou um encontro em frente á sede do governo de Valonia em reconhecimento da adoção, numa segunda leitura de um decreto de lei do ministério tornando obrigatório a esterilização de todos os gatos domésticos.  A delegação da GAIA aproveitou a oportunidade para oferecer ao Ministro de Proteção Animal de Valonia, Carlo Di Antonio, quem iniciou o decreto, um gato de chocolate em tamanho real feito especialmente para esta ocasião.  Para Ann De Greef, directora da GAIA, esta nova lei marca um grande passo para a frente no âmbito do bem estar dos gatos: “Ao tornar esta iniciativa do ministro Di António em lei, Valonia mostra que quer atacar o problema da sobre-população pela raiz.  GAIA elogia esta lei, única e sem precedentes e tem esperança que a Flandres e a zona da capital, Bruxelas, em breve sigam o exemplo”.

Devido á sobre-população, os gatos são as primeiras vítimas da sua própria domesticação.  Centros de abrigo de animais e autoridades têm há muito que chamam a atenção para a deplorável situação em que os animais abandonados vivem.  Há muitos anos GAIA e outras associações têm incentivado os donos a esterilizar os seus animais de companhia.  Contudo, estatísticas indicam que estes esforços têm sido insuficientes para resolver o problema.  Por exemplo, de acordo com as últimas estatísticas, publicadas em Setembro, centros de abrigo em Valonia receberam 26,700 animais em 2015 comparado com 24,400 no ano anterior.  E se isso não bastasse, 49% dos gatos domésticos foram abatidos por falta de espaço nos abrigos.

Mensagem de alarme dos abrigos de animais e das associações são finalmente ouvidos. 

Para salvar dezenas de milhares de animais de uma vida miserável e morte prematura, uma única solução for requisitada – uma lei para a esterilização obrigatória de todos os gatos domésticos.  Diz Ann De Greef: “Perante a tragédia de sobre-população e abandono  felino, o governo de Valonia finalmente ouviu os pedidos para acção legal. Em Valonia, vai ser obrigatório esterilizar o seu gato a partir de 2017”.

Para a associação GAIA, bem como a vasta maioria de associações e abrigos, esta medida deverá ser entendida como uma parte do dever cívico e responsabilidade por parte do dono perante o seu animal de companhia, tal como os cuidados veterinários adequados.  Contudo, para gatos nascidos antes da lei entrar em vigor, a lei específica que os donos tem um período de dois anos para esterilizar os seus animais.  Outra novidade: a lei anterior requeria a esterilização dos gatos vendidos ou oferecidos.  A nova lei requer a esterilização de todos os gatos, independentemente de como foram chegar às mãos dos donos. 

A opinião do concelho de Valonia sobre o bem estar animal

Este novo decreto é baseado na opinião do concelho de Valonia sobre a proteção animal, adoptada no final de 2015 e tornada pública pelo Ministro de Proteção Animal, Carlo Di Antonio. Esta opinião tem alguma base em sugestões de medidas sugeridas pelo Concelho Federal de Proteção Animal em 2009, para resolver o problema dos gatos abandonados e a sobre-população dos abrigos.

Sem perigo de extinção 

Em resposta a alguns receios que esta lei pudesse causar, Ann De Greef assegura: “É ilusório pensar que o gato europeu ficará em perigo de extinção com esta lei.  No entanto a associação GAIA vai regularmente avaliar a situação, para suspender esta lei no caso de eventuais dequilíbrios entre abandono e adoções nos abrigos. 

Abril 2017

Marcas que não testam em animais

Segundo a PETA (People for the Ethical Treatment of Animals), as empresas continuam a testar em animais para terem dados com que se possam defender caso algum consumidor “ferido” tente processar a marca. E como os resultados destes testes têm pouca fiabilidade (é impossível prever se os resultados em animais vão ser iguais em humanos), isto permite às empresas colocar praticamente qualquer produto no mercado.

Em 2013, a União Europeia baniu os testes cosméticos em animais. No entanto continuam a existir muitas lacunas na lei, bem como políticas locais fora da União Europeia. Em resultado, muitas marcas que se dizem cruelty free, na verdade, não o são bem a 100%. Tomando como exemplo as marcas que querem vender na China (um dos mercado mais poderosos e valiosos na beleza), vão ter de se submeter às leis locais. Então, podem não fazer testes em animais na Europa mas têm de cumprir a legislação chinesa que exige estes testes. Assim, os testes não são tecnicamente conduzidos pelas marcas — porque são feitos em laboratórios chineses onde, todos os anos, mais de 300 mil animais são usados em testes — mas as companhias autorizam-nos e pagam-nos para poderem vender. É o caso, segundo a Peta, de muitas marcas populares como Caudalie, Cover Girl, MAC, Maybelline, Pantene, Dove, L’Oréal, Estée Lauder, Lancôme, Kiehl’s, Clarins e muitas outras.

É possível que, nos sites das marcas, venha a informação de que são cruelty free mas, normalmente, em baixo vem sempre a ressalva de que têm de cumprir as leis locais quando exigidas. Isto significa basicamente, e traduzindo de forma prática, que fazem testes em animais na China.

Além disso, estes testes ainda são mais fáceis e baratos. Sem eles, as marcas têm de fazer ensaios com células e tecidos humanos, usar técnicas avançadas feitas em computador e estudos com voluntários. Razões para muitas marcas ainda serem culpadas de testar produtos em animais em determinado estágio do seu desenvolvimento.

As marcas com o selo da PETA

A The Body Shop e a Urban Decay são um bom exemplo. As marcas recusam-se a fazer testes em animais e, por isso, não abrem lojas na China. Vendem menos, é certo, mas mantêm a sua filosofia cruelty free. Para poder pesquisar uma marca, basta ir ao site da PETA e procurar a companhia ou produto. Mas a lista completa pode ser vista aqui (são mais de 40 páginas). A lista das marcas não aprovadas (e que ainda praticam testes em animais) também pode ser vista aqui.

Se gosta de ler blogues e sites nesta temática, há alguns credíveis e bem sustentados como o Cruelty-Free Kity, o blogue da PETA britânica, o Clear Conscience Beauty ou o Ethical Elephant.

O que pode mudar no futuro?

Por um lado, uma das coisas mais positivas a retirar é o facto de muitas companhias que testam em animais (como os grupos Estée Lauder, L’Oréal ou Shiseido) estarem a comprar marcas 100% cruetly free (como a Too Faced, a The Body Shop ou a BareMinerals, respetivamente) e que, mesmo após serem compradas, mantêm a sua filosofia anti-testes em animais. Isso significa que, a médio prazo, e com as vendas dessas marcas a subir, as próprias companhias podem começar a alterar os valores de outras marcas do grupo.

Por outro lado, com a pressão que tem sido feita por muitos países que aderiram à legislação cruelty free, com as campanhas contra os testes em animais e com as marcas que se têm recusado a vender na China, a própria legislação chinesa está a mudar. Em 2014 foi permitido que as marcas fabricadas dentro do próprio país pudessem escolher testes alternativos aos animais. E, atualmente, os produtos vendidos pela internet e em aeroportos não têm de testar em animais. Isto é um sinal de que a lei chinesa poderá, em breve, mudar e banir, finalmente, a obrigação dos testes em animais nos produtos vendidos no gigante mercado chinês.

NOTA: Segundo uma nota da fundadora da marca Caudalie, Mathilde Thomas, enviada ao Observador, desde 2012 a marca doa todos os anos 1% dos lucros a várias ONGs ambientais que trabalham na proteção do ambiente, das espécies animais e na reflorestação de áreas. Mathilde e Bertrand Thomas mudaram-se para Hong Kong, onde vivem desde 2015, e estão a trabalhar com outras marcas de cosméticos e com ONGs na tentativa de ensinar ao governo chinês uma alternativa aos testes em animais para que as leis sejam alteradas. A Caudalie apoia ainda financeiramente a associação americana IIVS que pressiona presentemente a China para que sejam praticados métodos alternativos.

(Fonte online: Observador, de 17/04/2017)

Abril 2017

Novo estatuto jurídico dos animais define-os como seres vivos dotados de sensibilidade

Vai entrar em vigor, no dia 1 de Maio, o novo estatuto jurídico dos animais que, *a semelhança de outros países, nomeadamente da União Europeia, os passa a definir como seres sensíveis. Há novas obrigações para os proprietários e, se encontrar um animal na rua, perdido ou ferido, tem obrigações para com ele também. Os animais de estimação passam agora a ser “seres sencientes”.

A Lei n.º 8/2017 faz referência aos deveres dos proprietários. Quem não os respeitar pode pagar multas pesadas ou mesmo apanhar pena de prisão.

O proprietário de um animal deve assegurar o seu bem-estar, nomeadamente garantir o acesso a água e alimentação de acordo com as necessidades de cada raça e garantir o acesso a cuidados médico-veterinários. Quem não o fizer pode sofrer sanções, nomeadamente pena de prisão até um ano ou multa até 120 dias. O mesmo acontece se infligir dor, sofrimento ou quaisquer outros maus-tratos que resultem em sofrimento injustificado, abandono ou morte.

Também agora já é possível deduzir 15% do IVA das facturas com despesas veterinárias.

Abril 2017

A caça a baleia no Japão

A frota baleeira do Japão matou mais de 300 baleias durante uma das expedições anuais de caça na Antárctida. A missão, que começou em Novembro do ano passado contou com a participação de cinco navios.

A expedição não foi bem vista pelos ambientalistas nem pelo Tribunal Internacional de Justiça, que afirmaram que o único grande propósito da iniciativa era matar os mamíferos para poderem vir a ser servidos como refeição, restaurantes e até em escolas. A associação de proteção dos animais Humane Society International  pediu o fim da actividade baleeira.

“Todos os anos o Japão insiste nestas caças científicas às baleias e cada vez são mais os anos em que estes animais são sacrificados. É uma crueldade obscena em nome da ciência que tem de acabar”, disse Kitty Block, vice-presidente da Humane Society International.

Já no ano passado, o Japão matou cerca de 330 baleias, incluindo 200 fêmeas que estariam à espera de crias, no Oceano Antárctico durante uma missão que durou 115 dias.

O Tribunal Internacional de Justiça da ONU impôs uma moratória à caça comercial das baleias desde 1986. O Japão foi um dos países que se comprometeu a acabar com as capturas de longa data mas, até hoje, continua a investir na iniciativa e a matar centenas de baleias todos os anos.

Março 2017

WWW celebra no World Wildlife Day os grandes sucessos do último ano

O aniversário da World Wildlife Day é um dia dedicado a celebrar a preciosa vida animal e vegetal que connosco habita este planeta. A WWF aproveita esta oportunidade para refletir sobre os cinco grandes sucessos da vida selvagem neste ano que passou.
Cinco grandes histórias de sucesso para a vida selvagem (Março 2016-2017):
*O número de tigres selvagens aumentou pela primeira vez na história da conservação.
*Os Pandas já não são considerados ‘em risco de extinção’.
*O comercio do pangolim, o mamífero mais traficado, passou a ser considerado ilegal, mundialmente.
*Salvando o património da humanidade – ambiente onde vivem espécies icônicas incluindo elefantes, rinocerontes, golfinhos e tartarugas marinhas.
*A China, país com o maior mercado ilegal de marfim anuncia fechar esse mercado até ao final de 2017.
No ano passado foi revelado que até 2020 podia haver um declínio de 67% na população global de peixe, pássaros, mamíferos, anfíbios e répteis e que já se tinha visto um declínio de 58% entre o período de 1970 a 2012. O Relatório Planeta Vivo 2016 da WWF e ZSL, mostra que a humanidade está a por em risco as populações de espécies animais,  num período onde os humanos têm um poder avassalador,  pela primeira vez na história da Terra.
Margaret Kinnaird, chefe de práticas da vida selvagem da WWF comenta:
“Estamos num ponto fulcral para muitas das espécies mais frágeis, ameaçadas pela atividade humana, incluindo a caça ilegal, mudanças climáticas e a destruição dos habitates naturais. Contudo, apesar destas grandes ameaças, este último ano teve grandes sucessos que ficam na história da conservação. Ainda há muito caminho pela frente e as pequenas mas importantes vitórias estão no fio da navalha. É importante que o progresso dos últimos 12 meses se desenvolva mais e que esse impulso continue pelo mundo. Queremos ver ainda melhores resultados no World Wildlife Day 2018.”

Histórias de sucesso 2016-2017

A população de tigres selvagens aumentou pela primeira vez na história de conservação.

Em abril, o número de tigres selvagens foi revisto para 3,890 fazendo história ao ser a primeira vez que os números globais populacionais aumentaram. Este novo número mínimo, calculado através de dados da IUCN e de estudos recentes, indicam um maior número de indivíduos do que  as estimativas de 2010 que tinha ‘números tão baixos como 3,200’ devido a esforços concentrados de governos, comunidades e ONGs.

Pandas deixam de ser classificados como espécie em risco 

Em setembro, a IUCN anunciou que o panda iria ser requalificado de ‘espécie em risco’ para ‘vulnerável’, devido a um aumento de população de 17%. Este passo positivo demonstra como um método holistico de participação entre governo e comunidades locais pode ajudar a salvar a biodiversidade minguante deste planeta. Este progresso da qualificação de ‘em risco de extinção’ para ‘vulnerável’ não só protege o panda a longo prazo, mas também significa uma maior proteção do habitat único onde o panda vive.

Comércio do mamífero mais traficado, o pangolim, è agora mundialmente ilegal

Em setembro passado, durante o maior encontro mundial sobre comércio ilegal de vida selvagem (CITES CoP17), nações uniram-se para aumentar ações para proteger o mamífero mais traficado mundialmente, o pangolim. O tráfico legal agora acaba devido a um acordo internacional para proteger esta espécie em risco crítico de extinção.

Salvando o património da humanidade

Metade do património mundial da humanidade está em risco devido à actividade industrial, como indústria mineira, drenagem, e perfurações na busca de petróleo e gás natural. Este valioso património também abriga muitas espécies iconicas vulneráveis.
Em Outubro, a barreira de recife de Belize, lar de golfinhos e tartarugas, recebeu uma prorrogação de um estudo sísmico para exploração petrolífera off-shore. Após uma campanha da WWF, em Dezembro o governo espanhol cancelou planos para drenar o parque nacional de Dañana. Esta localidade alberga mais de 4,000 espécies de plantas e animais, incluindo espécies de aves em risco de extinção e a espécie mais rara de felino, o lince ibérico.

China, país com maior comércio ilegal de marfim anuncia o fecho deste comércio para o final de 2017

Em Dezembro, a China fez história ao anunciar a proibição do negócio do marfim, prometendo o fecho de mercados legais para o final de 2017. Isto põe fim ao maior mercado mundial de marfim e dá impulso aos esforços internacionais para terminar a crise da caça ilegal em África, onde até 20,000 elefantes são ilegalmente abatidos cada ano.
A WWF faz ainda campanhas para acabar com a caça na Selous Game Reserve, uma das maiores áreas selvagens de África que, em menos de 40 anos, perdeu aproximadamente 90% dos seus elefantes. A WWF apela ao público para se juntar à campanha para eliminar a caça ao elefante em Selous até 2018 e parar com todas as actividades industriais nessa reserva.

A Floresta em Portugal

Um apelo à inquietação cívica, por Victor Louro

No âmbito do Dia Nacional da Floresta Autóctone e do lançamento do Livro “A Floresta em Portugal”, de Victor Louro, a LPN promove uma reflexão participada sobre a realidade da Floresta em Portugal, a Conservação da Natureza e a Sociedade.

Programa:

  • Enquadramento e apresentação – Tito Rosa
  • Apresentação do Livro “A Floresta em portugal” – Victor Louro
  • Uma leitura na óptica da conservação da natureza – Carlos Teixeira
  • Debate

A tua presena é importante. Não deixes de dar o teu contributo para esta discussão!

[Inscrição gratuita mas obrigatória para [email protected]]

Veja o link da LPN: http://www.lpn.pt

25 novembro (sexta-feira) | 17h às 19h
Livraria Bulhosa, Entrecampos (Lisboa)

Novembro 2016

Energia e Clima : Campo Aberto

ESQUIZOFRENIA CLIMÁTICA? PALAVRAS DE AÇÃO E AÇÕES SEM PALAVRA?

Observando as belas palavras das conferências internacionais sobre o clima e as tendências reais dos países que subscrevem os tratados nelas elaborados, somos levados a pensar que o mundo padece de esquizofrenia climática, negando na realidade as belas palavras dos acordos internacionais.

A esse respeito a Campo Aberto emite o seguinte comunicado, no qual se analisam as perspetivas abertas (ou fechadas) por mais uma dessas conferências, a Conferência das Partes 22, que decorre em Marraquexe, em Marrocos, até sábado 19 de novembro.

Comunicado Campo Aberto
PODE MARRAQUEXE IR ALÉM DE PARIS?

Está a decorrer em Marraquexe a Vigésima-segunda Conferência das Partes sobre Mudança Climática (COP 22). Realizada um ano depois da COP 21, que foi celebrada logo no seu encerramento como uma conjugação de vontades que terá vindo salvar a Humanidade, os especialistas dizem ser esta uma conferência intermédia, que verifica, acompanha e visa garantir a aplicação do Acordo de Paris.

Nesta ocasião, os ecologistas e a generalidade dos cidadãos inquietos perguntam: pode a atual situação acomodar-se a conferências de menor relevância neste domínio, porventura dedicadas à simples gestão do que foi acordado? Está efetivamente consolidado aquilo que foi alcançado pelo Acordo de Paris? E contém este acordo o necessário para fazermos as mudanças – numa escala e numa urgência nunca antes tentados pela humanidade – que impedirão que a vida humana no planeta seja aterradora, se não simplesmente impossível, a muito breve prazo? As respostas, ou sobretudo a falta delas, indiciam a verdade da situação.

A situação global, seja no plano ambiental, seja no político e social, é profundamente inquietante. Os acontecimentos internacionais mais recentes vieram torna-la cristalina, desmentindo o, porventura bem-intencionado, comunicado de Patricia Espinosa, a responsável do Clima nas Nações Unidas, que afirmou ser esta uma conferência que decorre enquanto «todos os países do mundo estão empenhados numa ação global decisiva contra as alterações climáticas». Estão mesmo todos empenhados? Vejamos: o maior produtor e consumidor mundial de hidrocarbonetos, assim como segundo maior emissor de CO2, acaba de eleger – para todas as suas instâncias governativas – responsáveis que manifestam inequivocamente a sua rejeição destas preocupações, reiterando simultaneamente o seu projeto de reinvestimento maciço nas práticas mais agressivas para o clima e para o ambiente em geral. A ratificação do Acordo por parte do Presidente Obama era já extremamente frágil, uma vez que o poder legislativo se lhe opunha. Agora, essa ratificação é mais ilusória do que nunca. Poderão ou quererão os outros países ficar indiferentes a essas tendências que parecem vir repor um industrialismo hoje impossível e arcaico? Sendo notório que as políticas para o ambiente pressupõem necessariamente que o planeta não pode já ter fronteiras nas questões essenciais, e quase tudo está hoje nessa posição, a palavra «fronteira» voltou a ser uma palavra-chave da política contemporânea. À medida que ela reaparece e se volta a enraizar nas consciências, mais as políticas climáticas são impossíveis de concretizar, sobretudo porque essas fronteiras são também as inimigas das comunidades e das economias locais.

Ver artigo completo em: http://www.campoaberto.pt/?p=1712028

Novembro 2016

Dia Mundial de Animais de Laboratório encontrar alternativas á utilização de animais na pesquisa cientifica

Enquanto o debate continua sobre testes em animais, uma organização de caridade tem procurado outro caminho, sendo este o da não utilização de animais. Em alguns casos os animais são substituídos por humanos.

A Dr. Hadwen Trust (DHT), fundada em 1970, entregou milhões de libras a mais de 180 projectos que utilizam modelos não-animais no processo científico.

“Nos estudos que financiamos, os académicos informam-nos que os dados vindos de estudos com utilização de animais tem benefícios questionáveis, se é que têm alguns, para humanos”.

“Por isso tentamos resolver isso focando a pesquisa em humanos”. Diz Dr Brett Cochrane, chefe do dept. de ciência de DHT.

A RSPCA já tinha pedido para se fazer algo para reduzir o sofrimento dos animais de laboratório.

O dia mundial dos animais de laboratório, celebrado no dia 24 Abril, lembra os milhões de animais utilizados em procedimentos animais.

Segundo o ministério do interior, quase 4 milhões de animais foram utilizados, só no Reino Unido, em 2014,

A RSPCA afirma que 11.5 milhões de animais são utilizados na UE e mais de 100 milhões no mundo.

A DHT auto descreve-se como uma organização compassiva, virada para encontrar soluções para o problema animal. A organização quer, não só substituir o número de animais utilizados, mas também melhorar a saúde humana com fármacos seguros.

“Acreditamos que a mudança é possível, mas ainda existem questões a resolver, nomeadamente na cultura do meio científico.

ver artigo

Abril 2016

134 membros do parlamento europeu apoiam a declaração promovida pela Animal Welfare

Intergroup contra a caça de troféus

A declaração afirma que caça de troféus contribui para uma perca considerável de espécies animais e raramente beneficia economias locais.

A UE é onde o maior número de caçadores de troféus originam e frequentemente o destino dos troféus. Entre 2004 e 2013, mais de 27000 troféus oriundos de África foram importados para a Europa.

As leis em rigor são insuficientes e não aplicadas de forma adequada. Para obter licença de caça, as autoridades têm de determinar que o abate não prejudica a população de qualquer espécie listada no anexo B dos regulamentos da EU Wildlife Trade, e que foi de benefício a espécies de conservação listadas no anexo A. Estes passos raramente são determinados adequadamente.

Esta declaração pede que o concelho e a comissão examinem a possibilidade de restringir todas as importações de troféus, para assegurar a correcta implementação dos regulamentos dos estados membros, e convencer os países emissores das licenças para terem em consideração o impacto da caça nas conservação das espécies e descontinuar essa pratica.

O animal Welfare Intergroup agradece a todos os MPE que apoiaram a iniciativa e confiam que está declaração não será ignorada.

Four Paws salvam dois ursos castanhos fêmeas na Polónia

2 ursosEwka e Gienia chegam ao seu novo lar no Poznan Zoo

No dia 8 de Abril , a organização internacional FOUR PAWS salvou 2 ursos castanhos que estavam num num pequeno jardim zoológico na Polónia e realojaram na área enclausurada de Poznan Zoo. Após meses de negociações, urso fêmea Ewka de 21 anos e filha Gienia de 13 anos foram finalmente permitidas sair para um espaço mais amplo. Uma equipe composta por membros da FOUR PAWS, Poznan Zoo e alguns veterinários especializados, levaram os urso do mini jardim zoológico de Braniewo, no norte da Polónia, onde viveram muitos anos continuados a um espaço pequeno de betão, e sem cuidados médicos adequados.
Os ursos foram sedados para a viagem de 6 horas, e depois ficaram umas horas em Poznan mas em recinto fechado para se ambientaram. Mais tarde foram soltos para um espaço com quase 4,000 m2. Este espaço foi construído para este propósito com óptimas condição para ursos e foi financiada com a ajuda de FOUR PAWS.
ver artigo

Março 2016

EUROGROUP 4 ANIMALS

Últimas notícias bem-estar animal:
Eurobulletin Edição # 375 (Abril 2016)

tigreTigres declarados extintos no Camboja

Triste notícia: os tigres estão funcionalmente extintos no Camboja, anunciaram os conservacionistas, pela primeira vez na quarta-feira, ao lançar um plano ambicioso para reintroduzir os grandes felinos na floresta.
As florestas secas do Camboja costumavam ser o habitat dos tigres da Indochina, mas de acordo com o WWF, a caça ilegal intensa ao tigre e aos animais que lhe servem de alimento, tem devastado o número destes felinos.
O último tigre visto na floresta foi em 2007, no Leste da província de Mondulkiri.
“Hoje não existem tigres em procriação no Camboja, e por isso consideram-se funcionalmente extintos”.
Numa tentativa de reviver a população, o governo do Camboja aprovou no mês passado um plano para reintroduzir estes animais no lado leste da floresta de Mondulkiri, a parte protegida da floresta.
O plano prevê delimitar uma parte do habitat e ter uma força policial para proteger a área contra caçadores, tal como ações para proteger o alimento dos tigres.
“Queremos dois machos e quatro a cinco fêmeas para começar” disse Keo Omaliss, director do departamento de vida selvagem e biodiversidade da administração da floresta.
O governo necessita de 20 a 50 milhões de dólares para este projecto e já começaram conversações com países como a Índia, Tailândia e Malásia, para providenciarem um pequeno número de tigres.
Grupos conservacionistas aplaudiram o plano.
“O tigre foi caçado até a beira da extinção devido à pouca proteção e agora o governo começa a reagir” disse Suwanna Gauntlett, da Wildlife Alliance.
A desflorestação e a caça ilegal devastaram o tigre em toda Ásia; O International Union for Conservation of Nature estima o número de tigres em apenas 2,154 em todo o mundo.
Países com populações de tigres –   Bangladesh, Butão, China, Camboja, Índia, Indonésia, Laos, Malásia, Myanmar, Nepal, Rússia, Tailândia e Vietnam – lançaram em 2010 um plano para duplicar a população de tigres até ao ano 2022.
Representantes dos 13 países irão encontrar-se de 12 a 14 abril, em Delhi, para discutir os objectivos.
Ver artigo

Abril 2016

EUROGROUP 4 ANIMALS

Últimas notícias bem-estar animal:
Eurobulletin Edição # 368 (Fevereiro 2016)

Ética e Experimentação AnimalA 17 Fev 2016 realizou-se uma reunião sobre a directiva 2010/63/EU, relativa aos  Animais para uso científico, onde o Eurogrupo apresentou o seu feedback sobre um estudo da implementação dos NCP (national contact points).
Entre os pontos discutidos, deliberou-se a realização de uma conferência em Bruxelas, dias 6 e 7 de Dezembro, com 400 participantes. O assunto será a validade científica dos Animais como modelo (para testar produtos para uso em humanos), analisar o modo como se efectua de momento esse tipo de trabalho e o estudo e apresentação de alternativas. Pretende-se ainda examinar os fundos disponíveis para pesquisa, integridade e futuros horizontes e perspectivas. Vai haver pôsteres demonstrando alternativas sem utilização de animais.
A comissão vai efectuar, até  10 Novembro de 2017, uma pesquisa ao progresso feito em procriação de primatas não humanos em colônias auto-sustentáveis. Nos próximos meses começa o trabalho com questionários e grupos de peritos.
ver este e outros artigos

Fevereiro 2016

EUROGROUP 4 ANIMALS

Últimas notícias bem-estar animal:
Eurobulletin Edição # 354 (Novembro 2015)

tourada3Pare as touradas na EU

O Eurogroup for Animals ficou extremamente satisfeito por o Parlamento Europeu ter dado atenção aos pedidos das suas organizações membros e votado o fim do financiamento da UE aos touros que são usados ​​em touradas, prática que a maioria dos cidadãos europeus condenam.  Este é um grande passo em frente e esperamos que a proibição continue para além de 2016. O Eurogroup for Animals e os seus membros têm feito campanhas ao longo de muitos anos para pôr fim ao tratamento bárbaro dos touros e esperamos que, com esta decisão, se possa ficar mais perto de fechar esta indústria e parar o sofrimento dos touros em toda a UE.

ler notícia

armadilhas colaParlamento Europeu proíbe armadilhas de cola na Europa!

Armadilhas de cola são placas pegajosas, feitas e vendidas para capturar roedores; muitos de nós, como eu, talvez pensem que estas ferramentas de tortura, que são, já tinham sido definitivamente banidas nos nossos, chamados, países civilizados;  na verdade, não foram.

Felizmente, graças aos esforços de muitas associações em todo o mundo, um número crescente de instituições concordam já em proibir estes engenhos nos seus edifícios.

ler notícia

Novembro 2015

EUROGROUP 4 ANIMALS

Últimas notícias bem-estar animal:
Eurobulletin Edição # 344 (27 Julho 2015)

MP900444151Consulta pública sobre economia circular Duas consultas da UE proporcionaram a oportunidade para pôr na ordem do dia as preocupações sobre o bem-estar dos animais na cadeia alimentar

A Comissão Europeia lançou duas consultas on-line, o que ofereceu a oportunidade aos defensores do bem-estar animal em toda a UE para destacar as preocupações relacionadas com a produção insustentável e o consumo de produtos de origem animal que nem sempre respeitam a senciência animal ou o ambiente.

O Eurogroup for Animals irá apresentar a sua resposta, mas, entretanto, instamos os nossos membros e todos os defensores dos animais em toda a UE a responder, também, directamente às consultas, a fim de exigir a atenção necessária para bem-estar dos animais e acções consequentes. As consultas estão abertas aos cidadãos e organizações em toda a UE. Para mais informações sobre as duas consultas, consulte os dois links:

Consulta pública sobre a Economia Circular - que encerrará a 20 de agosto de 2015

Consulta on-line sobre o papel da pesquisa em Segurança Alimentar Global - que encerra a 01 de Setembro de 2015

foca pequena na neveO comércio de produtos derivados da foca: implementação do WTO órgão de resolução de litígios recomendações e decisões

A 16 de Julho a Comissão IMCO aprovou o resultado do diálogo informal sobre o dossier “O comércio de produtos derivados da foca: implementação do WTO órgão de resolução de litígios recomendações e decisões”, numa única votação, com 33 votos a favor, 2 contra e 2 abstenções.

Ler decisão

circoO Parlamento catalão aprova a proibição de circos com animais selvagens

O Parlamento da Catalunha aprovou na quarta-feira com os votos de CiU, ERC, PSC, ICV-EUiA, a abstenção do CUP e o voto contra do PP, uma emenda à Lei sobre a Protecção dos Animais, na qual “o circo com animais pertencentes à fauna” passam a ser proibidos.

Ler artigo

anuncioNa semana passada, o governo valão aprovou a interdição anúncios para a venda de qualquer tipo de animal de estimação, incluindo animais exóticos

A fim de lutar contra aquisições impulsivas de animais e resultantes abandonos, o Governo da Valónia acaba de aprovar a proposta do seu Ministro do Bem-Estar Animal, Carlo DI ANTONIO, para proibir da publicidade do comércio de espécies animais. A proibição aplica-se a todos os meios de comunicação.

Ler artigo

vendaO governo da Valónia propôs um decreto para proibir a venda de animais em locais públicos

Isto significa que a proibição de vender animais na casa do comprador (que não teve a iniciativa) não está apenas limitado a cães e gatos, mas é alargado a todos os animais; Além disso, a venda de outros animais, além de cães e gatos, é proibido em locais públicos, com excepção dos mercados de animais, mercados municipais e exposições de animais.

Ler decreto

Julho 2015

EUROGROUP 4 ANIMALS

Últimas notícias bem-estar animal:
Eurobulletin Edição # 343 (20 Julho 2015)

A Comissão AGRI do Parlamento discutiu uma proposta de lei sobre agricultura biológica

Na semana passada, a Comissão da Agricultura do Parlamento Europeu debateu a proposta da Comissão para um novo regulamento da UE sobre a agricultura biológica. A importância do bem-estar animal foi um dos pontos importantes em agenda, depois de apresentadas várias alterações que visam dar resposta às cada vez maiores preocupações na protecção dos animais.

Para mais informações sobre as alterações de procedimentos e produtos relacionados.

Para ajudar a apoiar a melhoria da agricultura biológica no Parlamento consulte a página web do Eurogroup 4 Animals e pode contactar os seus deputados no Parlamento Europeu, para chamar a atenção para as preocupações no bem-estar dos animais.

Expondo online o comércio de vida selvagem

Em 15 de julho, os deputados para a vida selvagem e o IFAW (Fundo Internacional para o Bem-estar Animal) co-organizaram no Parlamento Europeu o seminário ‘Expondo online o comércio de vida selvagem’. O IFAW compartilhou os principais resultados do seu relatório sobre comércio de espécies selvagens “Wanted: Dead or Alive”: Já em 2014, uma intensa investigação de seis semanas encontrou um total de 33.006 espécies ameaçadas bem como peças e produtos para venda através de 280 mercados on-line espalhados por 16 países.

Ler artigo

A decisão que poderia matar o seu animal de companhia

Se acha que faz parte do senso comum não deixar um cão dentro de um carro estacionado, trágicas manchetes das últimas semanas dizem-nos que ainda não é comum o suficiente. Nunca deixe um animal sozinho dentro de um carro.

Ler artigo

Como a Walmart e a Costco podem mudar a Indústria de Alimentos

em termos do Bem-Estar Animal

Grandes empresas como a Walmart e a Costco têm sido notícia neste verão pelas suas posições sobre bem-estar animal. Enquanto a recente posição da Walmart tem sido anunciada como o maior compromisso com a proteção animal até agora feito por uma empresa do sector alimentar, a Costco é apenas mais uma numa longa série de empresas para manter sob o microscópio, após filmagens de um dos seus fornecedores de ovos, Hillandale Farms, terem mostrado um tratamento cruel em galinhas.

Ler artigo

Lei para o Bem-estar Animal aprovada em legislatura da Ilha Prince Edward, Canadá

Legisladores da Ilha príncipe Eduardo, no Canadá, aprovaram uma nova Lei de Bem-Estar Animal que estabelece as regras em matéria de tratamento humanitário de animais de companhia e animais de quinta, enquanto alguns críticos continuam a pedir mais mudanças.

Ler artigo

Julho 2015

Notícias bem-estar animal do Eurogroup

Eurobulletin edição # 334 (28 Maio 2015)

ANIMAIS NOS MEDIA

Um traficante de animais selvagens que usou as redes sociais para fazer vendas enfrenta prisão efectiva.
Um homem que tentou vender um orangotango bebé foi preso pelas autoridades indonésias. É ilegal na Indonésia capturar orangotangos ou possuí-los como animais de estimação.

ver artigo

Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal Transporta elefantes em África

Devido ao crescente conflito entre elefantes e moradores, o Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal (IFAW) foi encarregado de transportar uma rara subespécie de elefantes através da Costa do Marfim, para melhorar a sua segurança, bem como a segurança dos moradores locais.

ver artigo

Diplomacia é chave em Bem-Estar Animal

Este fim-de-semana, Sophie Ling, uma voluntária de trabalho social encontrou-se no meio de uma disputa diplomática envolvendo o resgate de 800 gatos vinculados para abate no sul da China. Habituada a negociações, a directora de Recursos Humanos, Sophie está habituada a lidar com a diversidade cultural num nível multilateral. Ela também é uma devotada amante dos animais que tem, incansavelmente, dado o seu tempo para as campanhas “Não à carne de cão” e “Não à carne de gato”.

ver artigo

Na Noruega, os animais têm sua própria polícia

Para lutar contra a violência sobre os animais, a Noruega tomou uma importante decisão: Dedicar um ramo especial da polícia para a causa dos animais.

ver artigo

Maio 2015

Consulta Pública – Planos Hidrológicos e Planos de Gestão de risco de inundação da parte espanhola das regiões Hidrográficas do Minho Sil, Douro, Tejo e Guadiana (AAE594)

Encontra-se a decorrer o procedimento de Avaliação Ambiental dos Planos Hidrológicos e Planos de Gestão de risco de inundação da parte espanhola das regiões Hidrográficas do Minho Sil, Douro, Tejo e Guadiana.

Tendo presente que o referido plano é susceptível de produzir efeitos em Portugal, em tempo esta agência comunicou o interesse de Portugal em participar no respectivo procedimento de Avaliação ambiental.

Neste enquadramento e de acordo com o previsto no decreto-lei n.º 232/2017, de 15 de junho, a documentação remetida pelas autoridades espanholas encontra-se disponível para consulta durante 30 dias úteis, 5 de maio a 16 de junho de 2015.

A documentação encontra-se disponível na Agência Portuguesa do Ambiente, nas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve e na página da internet www.apambiente.pt.

No âmbito do processo de Consulta Pública serão consideradas e apreciadas todas as opiniões e sugestões relativas ao Plano e respectiva avaliação ambiental.  Essas exposições deverão ser apresentadas por escrito e dirigidas ao Presidente do Conselho Directivo da Agência portuguesa do Ambiente e remetidas até à data de termo da consulta.

CAMPANHA SOS NATUREZA

Campanha SOS Natureza apela aos cidadãos europeus para se manifestarem contra a destruição das atuais leis que protegem a Natureza.

DIGA NÃO À ALTERAÇÃO DAS LEIS DA PROTEÇÃO DA NATUREZA NA EUROPA.


Vá a https://www.naturealert.eu/pt e atue!

 

Maus tratos e abandono de animais: o que diz a lei?

 

O nosso desrespeito pelos animais causou esta pandemia

 

Projecto “No Meu Quintal”

 

Informação do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra

 

Shenzhen é a primeira cidade chinesa a proibir que se comam cães e gatos

 

Emergência COVID-19 – Resíduos em casa, o que fazer

 

O novo coronavírus e animais de companhia

 

Divulgação da consulta pública do projeto “Mina de Numão”

 

Durante o próximo mês de Março destacam-se diversos eventos nacionais e internacionais que cobrem várias áreas de interesse

 

Ocean Action: uma campanha de comunicação de ciência sobre o problema do lixo marinho

 

Projeto “Parque Solar ESCALABIS” – processo de Avaliação de Impacte Ambiental

 

Campanha de apoio à esterilização de cães e gatos de companhia

 

Consulta Pública do RECAPE “Linha do Minho: Quadruplicação do troço Contumil / Ermesinde

 

ONU: 1 milhão de espécies ameaçadas de extinção

Maio 2020

Maus tratos e abandono de animais: o que diz a lei?

Em 2019, foram recolhidos 31.966 animais pela rede de centros de recolha oficial de animais, muitos deles abandonados e vítimas de maus tratos.

A legislação portuguesa estabelece que “os animais são seres vivos dotados de sensibilidade e objeto de proteção jurídica em virtude da sua natureza”. Desde 2015 que os maus tratos e o abandono animal animais são considerados um crime à luz da lei penal portuguesa.

Neste artigo abordamos o que a lei estabelece quanto a maus tratos a animais de companhia e ao abandono destes.

O que é um animal de companhia?

A lei portuguesa define animal de companhia como qualquer animal que seja detido por seres humanos para entretenimento e companhia (cães, gatos, pássaros, tartarugas e cágados, coelhos anões, porquinhos-da-Índia, peixes de aquário, etc).

Neste conceito não cabe a utilização de animais para fins de exploração agrícola, pecuária ou agroindustrial, bem para fins de espectáculos comerciais.

Maus tratos a animais de companhia

A lei portuguesa determina que se alguém, sem motivo legítimo (legítima defesa, por exemplo) infligir dor, sofrimento ou maus tratos físicos a um animal de companhia é punido com pena de prisão até 1 ano ou com pena de multa até 120 dias.

O agressor é punido com pena de prisão até dois anos ou com pena de multa até 240 dias se, em virtude dos maus tratos que lhe foram infligidos, o animal de companhia vier:

  • Morrer;
  • Ficar privado de órgãos importantes;
  • Ficar privado de membro (uma pata, por exemplo);
  • Veja afetada e permanentemente a sua capacidade de locomoção.

Abandono de animais de companhia

Quem, tendo o dever de guardar, vigiar ou assistir animal o deixar ao abandono, colocando em perigo a sua alimentação e a prestação de cuidados que lhe são devidos, é punido com pena de prisão até 6 meses ou com pena de multa até 60 dias.

O que acontece a quem é condenado?

Em função da gravidade, para além da pena de prisão ou pena de multa, quem maltratar ou abandonar animais de companhia, poderá:

  • Ficar proibido de, no prazo máximo de 5 anos, ter animais de companhia;
  • Ficar privado de participar em feiras, mercado, exposições ou concursos relacionados com animais de companhia – durante um máximo de 3 anos;

  • Ver encerrado estabelecimento relacionado com animais de companhia cujo funcionamento esteja dependente de licença administrativas – durante um máximo de 3 anos;

  • Ver suspensas, durante um máximo de 3 anos, as permissões administrativas relacionadas com animais de companhia.

Como denunciar maus tratos ou abandono de animais?

Sempre que presenciar uma situação de maus tratos ou abandono animal deverá denunciar às autoridades competentes. A Polícia de Segurança Pública (PSP) criou, em 2015, o Programa de Defesa Animal, destinando a aconselhar e a receber denúncias através do endereço eletrónico [email protected] ou do contacto telefónico 217654242.

– artigo redigido por um jurista com base no Código Penal (Decreto-Lei n.º 48/95) e Código Civil (Decreto-Lei n.º 47344/66)


Artigo editado pelo portal trabalhador.pt

Abril 2020

O nosso desrespeito pelos animais causou esta pandemia

Em entrevista dada dia 12 de Abril à estação televisiva France24, a cientista de 86 anos explicou que, sem os seus habitats naturais, os animais irão ver-se cada vez mais forçados a aproximar-se das populações, o que, por sua vez, tornará mais provável este tipo de surtos.

“Foi o nosso desprezo pela natureza e o nosso desrespeito pelos animais com quem deveríamos partilhar o planeta que causou esta pandemia, que foi prevista há tanto tempo”, disse.

Jane Goodall alerta que outro dos fatores de risco está relacionado com “os animais que são vendidos em mercados em África ou na Ásia, especialmente na China, e nas quintas intensivas onde são cruelmente aglomerados biliões de animais de todo o mundo”.

Jane Goodall é uma das primatólogas mais famosas do mundo e considerada a maior especialista em chimpanzés, que começou a estudar, em 1960, no Parque Nacional Gombe Stream, na Tanzânia.

“Temos pouco tempo para agir, não pode ser apenas a juventude a fazê-lo. Todos devem contribuir. A natureza é resiliente. Quando destruímos um lugar vemos que, ao fim de algum tempo, a natureza se recompõe. Há, também, um aspeto importante no espírito humano que é a vontade de fazer algo que parece impossível. Tenho esperança, mas resta muito pouco tempo para agir”.

Fundadora do Instituto Jane Goodall, a cientista desenvolveu um grande volume de trabalho sobre conservação da natureza e bem-estar animal e é, desde 2002, Mensageira da Paz da ONU.

Por Green Savers: https://greensavers.sapo.pt/o-nosso-desrespeito-pelos-animais-causou-esta-pandemia/

Abril 2020

Projecto “No Meu Quintal”

“No Meu Quintal” é um projeto de ciência cidadã que quer conhecer o que se passa pelos quintais dos portugueses. Estamos preocupados em tornar o quintal num espaço mais verde e ecológico. Para tal, pedimos a ajuda de quem cuida e trata— ou melhor, de quem o habita.

Somos um projeto da Rio Neiva – Associação de Defesa do Ambiente em parceria com o Centro de Educação Ambiental de Esposende. Desde Fevereiro que estamos a conhecer o que acontece pelos quintais em nosso redor. Queremos recolher hábitos, rotinas, práticas sustentáveis e ecológicas, bem como perceber o uso real de pesticidas e fertilizantes no quotidiano desses quintais (o que se usa, quanto se usa e em quê). Interessa-nos o contributo de qualquer pessoa que tenha um quintal com jardim e/ou uma horta para consumo doméstico. Todo o trabalho pretende ser feito a par com quem nele queira participar.

O projeto vai acontecer em três fases. A primeira será a de recolha de informação online com uma série de perguntas chave para aquilo que pretendemos saber. O inquérito tem a duração máxima de 15 minutos.   Quanto maior o número de participantes, maior a qualidade dos dados recolhidos.

Na segunda fase, iremos visitar alguns dos quintais inscritos e realizar um documentário que pretende abordar a relação entre as pessoas e este espaço. Numa altura em que nos é pedido a todos para ficarmos em casa, o quintal, mais do que nunca, ganha especial importância. Ainda nesta fase, organizaremos ações de sensibilização e partilha de informação sobre a temática para todos os interessados. Claro que isto só acontecerá quando for seguro voltarmos a ter contacto direto uns com os outros.

Por fim, na terceira e última fase, será desenvolvido e publicado um Manual de Práticas Sustentáveis. Este Manual estará disponível para orientar e ajudar quem quiser a tornar o seu quintal mais “verde” e ecológico. As práticas serão recolhidas ao longo de todo o projeto, com os diferentes contributos dos participantes. Vamos também apresentar e divulgar o documentário e partilhar toda a informação que veio a ser compilada ao longo dos meses. Somos um projeto de ciência aberta, pelo que a partilha dos dados recolhidos está assente desde o princípio.

“No Meu Quintal” recebeu financiamento da União Europeia, através do programa Horizon 2020 research and innovation, apoiado através do projeto Europeu de ciência cidadã ACTION.

Podes conhecer melhor o projeto através do site e vídeo promocional: 

Site: https://rioneiva.com/nomeuquintal/

Vídeo teaser: https://vimeo.com/395982119

Abril 2020

Informação do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra

Plano de Emergência Nacional

No âmbito da implementação do Plano de Emergência Nacional e de Despacho Reitoral da Universidade de Coimbra, informamos que o Jardim Botânico permanece encerrado ao público desde 22 de março.

Sejamos resilientes como as árvores, que em isolamento permanente porque não se deslocam de onde enraízam, possamos ultrapassar esta crise.

Voltaremos ao Jardim!

Calendários e fundos de ambiente de trabalho

Abril 2020

Em abril decore o seu ambiente de trabalho com o rosmaninho ou a glicínia

Veja as imagens aqui.

Desafios no Jardim

Uma fotografia e uma pergunta por dia

Assinalando a rentrée 2019/2020 iniciámos dia 1 de setembro no Facebook a série DESAFIOS NO JARDIM: uma fotografia e uma pergunta por dia sobre uma espécie, um espaço, uma história, uma individualidade, um recanto, uma surpresa, um encantamento…

Findo o périplo de 366 dias, em ano bissexto, propomos outro passeio de interpretação no dia 1 setembro 2020, grátis, a 25 participantes, com a oferta de livros aos 5 “desafiados” mais ativos.

Atreva-se!

Consultório Botânico

Todas as questões sobre plantas respondidas pelo Jardim Botânico

Tem dúvidas sobre plantas? Mas afinal porque é que as árvores perdem as folhas? Não tem a certeza se está a regar corretamente a sua planta? Quer saber o nome da espécie que acabou de florir na sua varanda?

O Jardim Botânico da Universidade de Coimbra criou o Consultório Botânico para esclarecer qualquer questão que tenham sobre botânica, compreender a sua ecologia e comportamentos, ou ajudar-vos a identificar a grande diversidade de espécies de plantas que existem.

Saiba mais

Abril 2020

Shenzhen é a primeira cidade chinesa a proibir que se comam cães e gatos

Após as autoridades chineses terem proibido a venda e o consumo de animais selvagens como forma de melhorar a segurança alimentar, Shenzhen decidiu alargar a medida aos cães e gatos.

No final de fevereiro, já as autoridades chinesas tinham anunciado a proibição de vender e consumir animais selvagens. Shenzhen, no entanto, decidiu ir mais longe e alargar a restrição a cães e gatos, tornando-se na primeira cidade chinesa a adotar esta medida, avançou a Reuters esta quinta-feira. Segundo as autoridades do sul da China, a nova lei entrará em vigor a partir do dia 1 de maio.

“Cães e gatos estabeleceram uma relação muito mais próxima com os seres humanos do que todos os outros animais, e proibir o consumo de cães, gatos e outros animais de estimação é uma prática comum em países desenvolvidos e em Hong Kong e Taiwan”, explicou o governo da cidade numa nota publicada na quarta-feira.

Em fevereiro, propunha-se também banir a venda e o consumo de tartarugas e sapos, muito apreciados na comida no sul da China. No entanto, o governo da cidade reconheceu esta semana que este ainda é “um ponto quente de controvérsia”, esclarecendo que o consumo destes animais não seria proibido.

Citado pelo Shenzhen Daily, Liu Jianping, um funcionário do Centro de Prevenção e Controle de Doenças de Shenzhen, garante que o consumo destes animais não é uma necessidade. “Não há evidências de que a vida selvagem seja mais nutritiva do que aves e gado”, afirmou Liu, acrescentando que as aves, o gado e os animais marinhos disponíveis para os consumidores são suficientes.

Esta proibição é exigida por ativistas dos animais há vários anos, uma vez que os cães, em particular, são comidos em várias partes da Ásia. Um dos eventos mais controversos e onde milhares de cães são mortos ou até esfolados vivos e cozidos para depois serem consumidos é o Yulin Dog Meat Festival.

A Organização Mundial de saúde (OMS) informou no mês passado que cães e gatos não representam um perigo para a saúde dos humanos em relação à Covid-19. No entanto, o comércio deste tipo de animais tem outros riscos para a saúde, devido a doenças como a raiva.

Uma experiência feita recentemente no Instituto de Investigação Veterinária de Harbin, na China, sugere que os gatos podem ser infetados pelo novo coronavírus. Não se sabe, no entanto, se podem transmitir o agente patogénico aos humanos ou se podem ser contagiados por eles.

Pode ler a notícia no Observador.

.

Março 2020

Emergência COVID-19 – Resíduos em casa, o que fazer

Gestão de resíduos em casa em situação de pandemia por COVID-19 | Orientações da Agência Portuguesa do Ambiente

A emergência COVID 19 exige o nosso empenho para manter os serviços essenciais do país em funcionamento, como é o caso da recolha de resíduos. Para facilitar o trabalho dos profissionais de higiene urbana e da gestão de resíduos que, todos os dias, continuam a garantir este serviço essencial, devemos todos continuar a desempenhar o nosso papel.

Gestão de resíduos produzidos nos domicílios e alojamentos locais

Reduza o desperdício que produz em casa. Quanto menos resíduos produzirmos, menos sobrecarga será colocada no sistema.

Na situação de se estar perante casos suspeitos ou confirmados de infeção por COVID-19 em tratamento no domicílio, todos os resíduos produzidos pelo(s) doente(s) e por quem lhe(s) prestar assistência devem ser colocados em sacos de lixo resistentes e descartáveis, com enchimento até 2/3 (dois terços) da sua capacidade. Preferencialmente o contentor onde se coloca o saco deve dispor de tampa e esta ser acionada por pedal. Os sacos devidamente fechados devem ser colocados dentro de um 2º saco, devidamente fechado, e ser depositado no contentor do lixo comum. Reforça-se que, neste caso, não há lugar a recolha seletiva, devendo os resíduos recicláveis ser depositados com os resíduos indiferenciados e nunca no ecoponto.

Os materiais no ecoponto irão sofrer uma “quarentena”, protegendo os profissionais de gestão de resíduos.

A gestão de resíduos dos domicílios em que não existem casos suspeitos ou confirmados de infecção por COVID-19 continuará a realizar-se de modo habitual, com as alterações preconizadas pelo Município ou sistema de recolha da área geográfica em causa. Recomenda-se, nesta situação, que a recolha selectiva seja mantida, evitando sobrecarregar os tratamentos de destino final incineração e aterro.

As luvas, máscaras e outros materiais de proteção, mesmo que não estejam contaminados, devem ser encaminhados para o lixo comum, em saco bem fechado. Não devem em caso algum ser colocados no contentor de recolha seletiva nem depositados no ecoponto ou despejados na sanita.

Respeite a hora de recolha. Deposite o lixo nos contentores no período mais próximo da hora de recolha, para menor exposição dos resíduos na via pública: as equipas e a saúde de todos agradecem.

Evite a colocação de “monstros” na via pública. Neste período, não coloque móveis, colchões e outras peças grandes ou os verdes do jardim, para serem recolhidos. Isso coloca uma pressão adicional nos serviços de higiene urbana que precisam de racionar recursos para continuar a garantir o nosso bem-estar.


Consulte informação adicional disponível no portal da Direção-Geral da Saúde.

Assista aqui  ao vídeo do Ministro do Ambiente e da Ação Climática.

.

Março 2020

O novo coronavírus e animais de companhia

NÃO AO PÂNICO, SIM A INFORMAÇÃO

Se é verdade que, devido ao novo coronavírus, estamos perante uma pandemia de nível mundial que deve ser levada a sério e merecer toda a nossa atenção, também é verdade que um dos grandes perigos que enfrentamos reside na falta de informação e na desinformação, o que tem levado, um pouco por todo o lado, ao pânico generalizado.

Segundo notícias preocupantes vindas de Espanha e de outros sítios, há pessoas a abandonar os seus animais de companhia com medo de poderem ser infectadas com o novo coronavírus. Por isso, antes de nos entregarmos a histerismos desnecessários e contraproducentes, nada como saber o que nos dizem os maiores entendidos da WSAVA, Comunidade Global Veterinária.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, não há, actualmente, evidências de que os animais de companhia, nomeadamente cães e gatos, possam ser infectados com o vírus COVID‐19 ou que possam ser uma fonte de infecção para as pessoas.

Se o seu animal de estimação desenvolver uma doença inexplicável e tiver sido exposto a uma pessoa infectada com COVID-19, converse com o técnico de saúde pública que trabalha com a pessoa infectada com COVID-19.

Não leve o animal a uma clínica veterinária, a menos que seja instruído por um funcionário da saúde pública.

Embora o COVID-19 pareça ter surgido de uma fonte animal, agora transmite-se de pessoa a pessoa. Pensa-se que essa disseminação ocorre principalmente por gotículas respiratórias produzidas quando uma pessoa infectada tosse ou espirra.  É importante ressaltar que não há evidências de que animais de companhia, incluindo animais de estimação como cães e gatos, possam ser infectados com COVID-19.

O que deve ser feito com animais de estimação em áreas onde o vírus está activo?

Embora já tenha havido relatos de animais de estimação ou outros animais adoecendo com COVID-19, até que saibamos mais, os donos devem evitar o contacto com animais com os quais não estão familiarizados e lavar sempre as mãos antes e depois de interagirem com os animais. Se os proprietários estiverem doentes com COVID-19, devem evitar o contacto com animais em sua casa, incluindo acariciar, aconchegar, ser beijado ou lambido e compartilhar alimentos. Se precisam cuidar de seu animal de estimação ou estar perto de animais enquanto estão doentes, eles devem lavar as mãos antes e depois de interagirem com eles e usar uma máscara facial.

O mais importante continua a ser manter os seus animais devidamente vacinados e de boa saúde, e seguir as indicações do seu veterinário.

Não é demais sublinhar: não há evidências de que animais de estimação possam estar infectados com o vírus COVID‐19 ou que possam ser uma fonte de infecção para as pessoas.


Num momento em que está declarado o estado de emergência no nosso país, é importante manter a calma, procurar informar-se em fontes confiáveis, proteja-se, a si e aos seus, mantenha-se de boa saúde,  siga as recomendações profissionais dos seus médicos, médico-veterinários e das autoridades de saúde e continue a ter o melhor 2020 possível.


Fontes:

SNS 24 – Serviço Nacional de Saúde: https://www.sns24.gov.pt/tema/doencas-infecciosas/covid-19/

Informação sobre a infeção por Coronavírus (2019-nCoV) – OMV, Ordem dos Médicos Veterinários: https://www.omv.pt/publicacoes/noticias/coronavirus-2019-ncov—informacoes

The New Coronavirus and Companion Animals – Advice for WSAVA Members:  https://wsava.org/news/highlighted-news/the-new-coronavirus-and-companion-animals-advice-for-wsava-members

O novo coronavírus e animais de companhia; conselhos da WSAVA – World Small Veterinary Association (Associação Mundial dos Veterinários de pequenos animais) – tradução da VetFunchal, Dr. Eduardo A. C. Teixeira:  https://www.dnoticias.pt/binrepository/video_content_2812459_20200304203003.pdf

Março 2020

Divulgação da consulta pública do projeto “Mina de Numão”

Encontra-se a decorrer o processo de Avaliação de Impacte Ambiental do Projeto “Mina do Numão”, do qual faz parte o procedimento de Consulta Pública. Tendo como objetivo o acesso à informação e a participação pública comunica-se, também, que a documentação para consulta se encontra disponível durante 30 dias úteis, de 04 de Março a 15 de Abril de 2020, no Portal Participa (http://participa.pt/), podendo todas as observações e sugestões ser apresentadas diretamente no referido Portal. É, também, possível aceder aquele portal em www.apambiente.pt.

Ver processo em: http://siaia.apambiente.pt/AIA.aspx?ID=3282

Pode ler o parecer da Comissão de Avaliação, de Fevereiro de 2018, em:

http://siaia.apambiente.pt/AIADOC/DA205/pda205-parecerca_vfinal201836152458.pdf

Durante o próximo mês de Março destacam-se diversos eventos nacionais e internacionais que cobrem várias áreas de interesse

15.º Congresso da Água

De 25 a 28 de Março a Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos vai realizar em Lisboa, o 15.º Congresso da Água dedicado ao tema “Para uma política da água em Portugal – o contributo da APRH”. No início de mais uma década deste século e deste milénio, somos confrontados com desafios cada vez mais difíceis de prever pelo que é imprescindível adotar novas atitudes e abordagens. Num contexto de incertezas há que agir de forma a minimizar e prevenir riscos, adotando os mais adequados planos de contingência.

Saiba mais em: https://www.aprh.pt/congressoagua2020/index.html

Risco de tsunami na cidade de Lisboa

No dia 3, a C.M. Lisboa juntamente com a protecção Civil realizam a conferencia “Risco de tsunami na cidade de Lisboa”, a partir das 14h30 no Centro de Informação Urbana de Lisboa, Picoas Plaza, Rua Viriato, 13 – E, Núcleo 6, 1º.

“Educação Ambiental como processo (trans)formador para a construção de eco comunidades”

Por sua vez, a Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA) tem vindo a promover descentralizadamente as Jornadas Pedagógicas de Educação Ambiental em Portugal, com periodicidade anual e temáticas diversificadas. A 26ª edição, subordinada ao tema “Educação Ambiental como processo (trans)formador para a construção de eco comunidades”, irá decorrer de 6 a 8 de Março de 2020 em Lisboa (na Escola Secundária Eça de Queirós, Olivais), no âmbito de Lisboa Capital Verde Europeia 2020.

Saiba mais em: https://aspea.org/index.php/pt/noticias/465-xxvi-jornadas-pedagogicas-de-educacao-ambiental

“Os Novos Desafios do Saneamento”

“Os Novos Desafios do Saneamento” são o mote para o próximo seminário realizado pela APDA e respetiva Comissão Especializada de Águas Residuais (CEAR). Tem lugar no Auditório da Ordem dos Engenheiros, em Lisboa, a 17 de março próximo.

Saiba mais em: https://apda.pt/site/upload/files/apda_seminrio_saneamento_17.03

XXI Jornadas sobre Conservação da Natureza e Educação Ambiental

O FAPAS está a promover as XXI Jornadas sobre Conservação da Natureza e Educação Ambiental que terão lugar no Porto, na Biblioteca Almeida Garrett (Palácio de Cristal – Porto) de 27 a 29 de Março de 2020.

Saiba mais em: https://www.fapas.pt/xxi-jornadas-de-conservacao-da-natureza-e-educacao-ambiental-do-fapas/

Estas e outras notícias bem como muitos estudos de interesse podem ser encontrados em Ambiente magazine online – https://www.ambientemagazine.com/

Fevereiro 2020

Ocean Action: uma campanha de comunicação de ciência sobre o problema do lixo marinho

Mais de 8 milhões de toneladas de plástico chegam anualmente ao oceano, causando impactos muito negativos sobre numerosos animais marinhos e a saúde humana.

A Campanha Ocean Action apostou no uso de uma combinação de diferentes ferramentas de comunicação, na fronteira entre a ciência e a arte, para informar e sensibilizar a comunidade escolar e população sobre este problema, incluindo grandes esculturas construídas com plásticos descartados, uma exposição itinerante, uma peça de teatro original, atividades de ciência experimental e palestras, limpezas de praia, concursos e produção de vídeos educativos.

03 de março, terça-feira, às 17h, no auditório do ISPUP- Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, na R. das Taipas, 135, Porto, pelo Biólogo José Teixeira.

Fevereiro 2020

Projeto “Parque Solar ESCALABIS” – processo de Avaliação de Impacte Ambiental

Encontra-se a decorrer na Agência Portuguesa do Ambiente (APA) o processo de Avaliação de Impacté Ambiental do projeto “Parque Solar ESCALABIS”, conforme estabelecido no Decreto-Lei n.o 152-B/2017, de 11 dezembro e encontra-se disponível para ser consultado, durante 30 dias úteis de 13 de Fevereiro a 25 de Março de 2020.
De forma a garantir o acesso à informação e a participação pública, a APA, enquanto Autoridade Nacional de Avaliação de Impacte Ambiental, informa que Estudo de Impacte Ambiental e o Resumo Não Técnico se encontram disponíveis para consulta, durante o período acima referenciado, no Portal Participa em http://participa.pt.

No âmbito do processo de Consulta Pública serão consideradas todas as opiniões e sugestões apresentadas por escrito, desde que relacionadas especificamente com o projeto em análise. Essas exposições deverão ser dirigidas ao Presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, até à data do termo da Consulta Pública, podendo para o efeito ser usado o referido Portal.

o licenciamento (ou a autorização) do projeto só poderá ser concedido após Declaração de Impacte Ambiental Favorável ou Condicionalmente Favorável, emitida pela Autoridade de AIA ou pelo Secretário de Estado do Ambiente, ou decorrido o prazo para a sua emissão.

Os interessados gozam da possibilidade de impugnação administrativa, através de reclamação ou recurso hierárquico, nos termos do Código do Procedimento Administrativo, e contenciosamente, nos termos do Código de Processo dos Tribunais Administrativos, de qualquer decisão, ato ou omissão ao disposto no decreto-lei n.o 151-B/2013, de 31 de outubro alterado e republicado pelo decreto-lei n.o 152-B/2017 de 11 de dezembro.

novembro 2019

Campanha de apoio à esterilização de cães e gatos de companhia

A Lei n.º 27/2016, de 23 de agosto, estabeleceu como tarefa dos organismos da administração central do Estado, em colaboração com as autarquias locais, o movimento associativo e as organizações não governamentais, a promoção de campanhas de esterilização de animais errantes, como forma privilegiada de controlo da sua população, com o objetivo de, a prazo, assegurar a eliminação do recurso à eutanásia para o efeito.

O Governo, empenhado em assegurar os objetivos apontados na referida lei, dando continuidade às iniciativas realizadas nos anos de 2017 e de 2018, decidiu promover uma campanha de esterilização de cães e gatos, em cooperação com os municípios ou as entidades gestoras de CRO intermunicipais e os organismos da administração direta do Estado envolvidos nesta área, tendo para o efeito estabelecido um apoio financeiro para a realização de intervenções de esterilização de cães e gatos de companhia.

Neste sentido, foi publicado o Despacho n.º 2301/2019 que aprova um apoio financeiro no montante global de 500 000 €, proveniente da dotação de receitas gerais do orçamento de funcionamento da Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), destinado à promoção de uma campanha de apoio à esterilização de cães e gatos de companhia.

Ver mais no site da DGAV: http://www.dgv.minagricultura.pt/portal/page/portal/DGV/noticiadetalhe_noticia=32072869&cboui=32072869


Vantagens da esterilização

Evita o sobrepovoamento: o aumento do número de ninhadas indesejáveis leva ao abandono de animais, os quais ficam sujeitos a fome, doenças, maus tratos, atropelamentos, mordeduras e contribui para a existência de alojamentos sobrelotados.

Diminui o risco de desenvolvimento de tumores nos órgãos reprodutores dos animais.

Diminui a agressividade dos machos, que ficam mais tranquilos.

Diminui o risco de fuga dos machos que procuram fêmea, e de visitas inoportunas dos machos da vizinhança, em caso de fêmea em cio.

Diminui o incómodo causado pelo mau cheiro e pelos corrimentos dentro de casa.

Não muda a personalidade do animal, nem o instinto da caça ou o de proteção e guarda da casa.

A diminuição da natalidade, de cães e de gatos é um dos maiores auxílios no controlo do abandono.

O que é a esterilização?

É o procedimento que toma os animais estéreis, incapazes de produzir descendência.

É uma medida que deve ser promovida por razões sociais e de bem-estar animal.

Pode ser conseguida quimicamente, ou cirurgicamente.

A escolha do método depende do detentor, que deve ser aconselhado pelo médico veterinário.

Os métodos químicos, por administração de anticoncecionais, são reversíveis, obrigam a administração periódica e têm alguns efeitos secundários. A esterilização cirúrgica é um método definitivo, que só deve ser realizado sob anestesia por médico veterinário. As técnicas cirúrgicas de esterilização mais habituais consistem na remoção dos testículos nos machos e dos ovários e ou do útero nas fêmeas.

A esterilização não é perigosa?

A remoção dos testículos, habitualmente designada como castração, é um processo rápido, simples e pouco traumático. A ovariohisterectomia, nome dado à remoção dos ovários e útero das fêmeas, é um procedimento com maior complexidade, embora seja considerada uma cirurgia de rotina e muito segura.

A esterilização cirúrgica é dolorosa?

Esta cirurgia é realizada sob anestesia, por um médico veterinário .

Esterilizar não é caro?

Os preços variam um pouco, mas em alguns casos pode haver apoio das câmaras municipais, ou estabelecerem-se protocolos com clínicas ou associações de protecção animal, para obter custos mais acessíveis. Os gastos relacionados com a esterilização são apenas uma parte dos valores inerentes à saúde e bem-estar de um animal, como é o caso da alimentação, das desparasitações e das vacinações.

Qual a idade aconselhada para esterilizar?

A idade mais aconselhada para a esterilização não é consensual. Em situações que visem resolver problemas especí­cos, como é o caso da sobrepopulação, deve adotar-se a esterilização precoce, preferencialmente antes da maturidade sexual.

Os animais não vão engordar?

Esse é um risco, efetivamente, mas pode ser ultrapassado através da administração de ração adequada e da prática de exercício.


Colabore na prevenção das populações errantes!

Ajude a diminuir o número de animais abandonados!

Contribua para evitar os cruzamentos de raças, potenciadores de comportamentos e defeitos indesejáveis.

Informe-se junto do seu médico veterinário assistente, ou dos médicos veterinários municipais.

Outubro 2019

Consulta Pública do RECAPE “Linha do Minho: Quadruplicação do troço Contumil / Ermesinde

Encontra-se a decorrer, no âmbito do processo de Licenciamento Único de Ambiente do projeto acima referido, a verificação da conformidade ambiental do projeto acima referido e do qual faz parte o procedimento de Consulta Pública.

Assim, informa-se que a documentação para consulta se encontra disponível durante 15 dias úteis, de 2 a 22 de outubro de 2019, no Portal Participa (http://participa.pt/), podendo todas as observações e sugestões ser apresentadas diretamente no referido Portal. É, também, possível aceder aquele portal em www.apambiente.pt.

No âmbito do processo de Consulta Pública serão consideradas e apreciadas todas as opiniões e sugestões apresentadas por escrito, desde que relacionadas, especificamente, com o projeto de avaliação. Essas exposições deverão ser dirigidas a Presidente do Conselho Diretivo da Agência Portuguesa do Ambiente, até à data do termo da Consulta Pública, podendo para o efeito ser usado o referido portal participa.pt.

Agosto 2019

ONU: 1 milhão de espécies ameaçadas de extinção

O primeiro relatório intergovernamental feito sobre o estado global da natureza e dos ecossistemas mostra que a situação atual do planeta se encontra num nível “sem precedentes” na história da humanidade.

Nunca a mudança de atitude urgente e a atenção sobre o clima do planeta foi um tema tão polémico. Agora, o relatório da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistémicos (IPBES), publicado em Maio pelas Nações Unidas, volta a sublinhar a sua importância, afirmando que das oito milhões de espécies no mundo, existem cerca de um milhão de espécies de animais e plantas sob ameaça de extinção.

“A saúde dos ecossistemas, dos quais nós e todas as outras espécies dependem, está a deteriorar-se mais rapidamente do que nunca. Estamos a erodir as próprias fundações das nossas economias, meios de subsistência, segurança alimentar, saúde e qualidade de vida em todo o mundo”, acusa o Presidente do IPBES, Robert Watson.

Compilado por 145 autores, especialistas de 50 países, e com contribuições de outros 310 autores, o relatório, elaborado durante três anos, avalia as mudanças nas últimas cinco décadas, fornecendo uma visão abrangente da relação entre os caminhos do desenvolvimento económico e dos impactos na natureza.

Espécies ameaçadas: 40% dos anfíbios e mais de um terço dos mamíferos ameaçados

Segundo o estudo, considerado o mais abrangente já publicado, a natureza encontra-se num nível “sem precedentes” na história da humanidade visto as taxas de extinção de espécies estarem a “acelerar” e a resposta global atual ser “insuficiente”. Nos últimos 40 anos, o risco de extinção total de espécies aumentou, sendo hoje em dia “centenas de vezes maior do que a natural”, de acordo com um dos coordenadores do relatório, Paul Leadley.

(…)

Ainda vamos a tempo

Apesar dos dados se mostrarem alarmantes, os autores mostram esperança na mudança e na possibilidade de salvar o meio ambiente e as espécies que se encontram ameaçadas.

(…)

“Este relatório lembra-nos de uma verdade óbvia: As atuais gerações têm a responsabilidade de dar às gerações futuras um planeta que não se encontre irreversivelmente danificados pela atividade humana”, apela o administrador de Desenvolvimento da ONU, Achim Steiner. “O nosso conhecimento local, indígena e científico prova que temos soluções. Basta de desculpas. Temos que viver de forma diferente na Terra.”

Ler artigo completo em ‘Diário de Notícias’ online, de 06 Maio 2019.

Agosto 2019

PAN quer criar Serviço Nacional de Saúde para cães e gatos

Chamem-lhe clínicas ou hospitais, sejam cinco ou 20 espalhados pelo País – André Silva quer revolucionar os cuidados ao dispor dos animais de companhia e promete medidas que compensem o aumento da despesa do Estado. Pretende impor limites aos cruzeiros que aportam em Portugal e garante que, para já, não fará parte do Governo.

A proposta vai constar do programa eleitoral do Pessoas-Animais-Natureza (PAN) e André Silva, em entrevista à VISÃO, explica detalhadamente o que pretende: uma rede pública de assistências a cães e gatos, à imagem do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Questionado sobre os contornos desse eventual sistema médico-veterinário, o deputado único do PAN responde de forma taxativa: “Sim, sim, é uma espécie de SNS para animais. (…) Há uma série de associações que recolhem e acolhem animais errantes e abandonados e que se têm substituído ao Estado, tendo despesas incomensuráveis. Por outro lado, há muitas famílias com enormes dificuldades, nomeadamente pessoas idosas que estão sozinhas e que a única companhia que têm é o gato ou o cão. Não é uma medida de proteção e de bem-estar animal; é uma resposta social às famílias mais carenciadas. Sim, queremos estabelecer uma rede pública – chame-se hospital, chame-se clínica – que tenha serviços médico-veterinários que possam suprir [as dificuldades] destas duas grandes comunidades.”

Essa rede, notou na entrevista que decorreu na segunda-feira, 20, na sede do PAN, em Lisboa, algumas famílias, em função dos respetivos rendimentos, estariam dispensadas do pagamento de taxas moderadoras (ou algo equivalente) e outras teriam de custear os cuidados médicos prestados. André Silva ainda não fez as contas ao impacto da proposta nos cofres do Estado, mas assegurou que apresentará medidas que compensem esse aumento de despesa.

Artigo de Octávio Lousada Oliveira, na revista ‘Visão’ de 21-08-2019

Julho 2019

Humanidade esgotou recursos naturais disponíveis para este ano

No dia 29 de julho, a humanidade esgotou os recursos naturais do planeta disponíveis para este ano, ou seja, o orçamento natural, habitualmente designado como Overshoot Day (Dia de Sobrecarga da Terra). Este é o dia em passamos a viver a crédito e a esgotar os recursos do planeta a um ritmo não sustentável.

Este ano o limite foi atingido três dias mais cedo que em 2018. “A tendência tem sido a de acionar o cartão de crédito ambiental cada vez mais cedo, não obstante todo o discurso político e público sobre economia circular e neutralidade carbónica”, sublinha a associação ambientalista ZERO.

Esta é a data mais recuada desde que o planeta entrou em défice ecológico no início dos anos 70, assinalou a organização internacional Global Footprint Network, que todos os anos faz este cálculo. A mesma organização indica que, nos últimos 20 anos, a data que a humanidade terá esgotado os recursos naturais que o planeta é capaz de renovar foi antecipada três meses.

Este ano Portugal atingiu o seu overshoot day a 26 de maio. O consumo de alimentos (32% da pegada global do país) e a mobilidade (18%) encontram-se entre as atividades humanas diárias que mais contribuem para a Pegada Ecológica de Portugal e constituem assim pontos críticos para intervenções de mitigação. Se todos os países tivessem a mesma pegada ecológica que o nosso país, seriam necessários 2,5 planetas.

“Atualmente, considerando a média mundial, estamos a consumir cerca de 1,75 planetas com a nossa voracidade de produção e consumo. A sobrecarga só é possível porque estamos a esgotar o capital natural da Terra, o que põe em causa o futuro da humanidade”, alerta a Zero.

Propostas da ZERO para reduzir o défice ambiental

A ZERO considera que a aposta numa economia circular, onde a redução e reutilização de recursos é maximizada, deverá ser uma prioridade transversal a todas as políticas públicas. O ponto fulcral deverá ser a redução no uso de materiais, a promoção da reutilização e a extensão dos tempos de vida dos bens e equipamentos.

A promoção de uma dieta alimentar saudável e sustentável, com a redução do consumo de proteína de origem animal e um aumento significativo do consumo de hortícolas, frutas e leguminosas secas, trará enormes benefícios à saúde de todos e uma redução significativa do impacto ambiental associado à alimentação, defende a associação.

Em Portugal, tal significará uma aproximação da balança alimentar portuguesa com o preconizado no padrão alimentar da roda dos alimentos, um objetivo, sobre todos os pontos de vista, desejável.

A promoção da mobilidade sustentável assente em diferentes estratégias, pode dar um contributo muito importante, nomeadamente através da melhoria do acesso e das condições de operação dos transportes públicos, por exemplo, privilegiando os corredores específicos e melhorando a articulação entre diferentes meios de transporte, ao nível dos interfaces, horários e bilhética.

Outra medida é a disponibilização de infraestruturas e condições que estimulem a mobilidade suave, como andar a pé e de bicicleta. Partilha do transporte (car-sharing) ou mesmo a transição para a mobilidade elétrica são outras sugestões.

Site da ZERO – ASSOCIAÇÃO SISTEMA TERRESTRE SUSTENTÁVEL

Site da Global Footprint Network

Julho 2019

Participa-Reativação das minas de ferro de Moncorvo

PARTICIPA

Projeto “Reativação das Minas de Ferro de Moncorvo”. Consulta Pública.

Na sequência do processo de Licenciamento Único de Ambiente do Projeto “Reativação das Minas de Ferro de Moncorvo” já sujeito a um procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental, com decisão a 19 novembro de 2015, encontra-se a decorrer o procedimento de verificação da Conformidade Ambiental do Projeto de Execução.

Assim, e de forma a garantir o acesso à informação e a participação pública, a Agência Portuguesa do Ambiente, enquanto Autoridade Nacional para o Licenciamento Único de Ambiente (ANLUA), informa que o Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (RECAPE), se encontra disponível para ser consultado, durante 15 dias úteis, de 23 de Julho a 12 de Agosto de 2019, no portal Participa (http://participa.pt/).

No âmbito do processo de Consulta Pública serão consideradas e apreciadas todas as opiniões e sugestões apresentadas por escrito, desde que relacionadas, especificamente, com o projeto em avaliação. Essas exposições deverão ser dirigidas ao Presidente do Conselho Diretivo da Agência Portuguesa do Ambiente, até à data do termo da Consulta Pública, podendo para o efeito ser usado o referido portal participa.pt

Os interessados gozam da possibilidade de impugnação administrativa, através de reclamação ou recurso hierárquico facultativo, nos termos do Código do Procedimento Administrativo, e contenciosamente, nos termos do Código de Processo dos Tribunais Administrativos, de qualquer decisão, ato ou omissão ao disposto nos decretos-leis n.º 151-B/2013 e n.º 127/2018.

IPA – http://apambiente.pt/

PARTICIPA.PT – https://participa.pt/pt/consulta/reativacao-das-minas-de-ferro-de-moncorvo

Março 2019

Os animais e os incêndios de Monchique de 2018

O flagelo dos incêndios de Monchique, no ano de 2018, atingiu profundamente toda a fauna e flora da região. Tendo como preocupação sobretudo a fauna autóctone, o partido “Os Verdes” questionou o governo sobre as medidas a tomar, na pergunta n.º 158 / XIII (4.ª), de 04 de Outubro de 2018.


Transcrevemos aqui a pergunta e respectiva resposta do governo:

Assunto: Animais com fome e sede em Monchique
Destinatário: Min. do Ambiente
Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República

Têm chegado, ao Grupo Parlamentar do Partido Ecologista Os Verdes, vários relatos, segundo os quais, após o grave incêndio que este verão afetou os concelhos de Monchique e Silves, muitos animais, como raposas, veados e outros, incluindo um lince, têm vindo a surgir junto de propriedades na serra de Monchique com sintomas de sede e fome.

Face à área ardida na sequência desse incendio, este cenário era espectável e mais que previsível, mas segundo os habitantes nada foi feito para proteger estes animais após a destruição do seu ecossistema natural.

Neste contexto, importa saber que medidas foram tomadas ou pondera o Governo desenvolver no sentido de minimizar os efeitos deste grave incêndio.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Exª a Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte pergunta, para que o Ministério do Ambiente possa prestar os seguintes esclarecimentos:


1 – Tem o Governo conhecimento desta situação?

2 – Foi elaborado algum plano, através do ICNF ou outro qualquer organismo, para a manutenção e reposição dos ecossistemas, na serra de Monchique, afectados pelos incêndios?


3 – Se ainda não foram tomadas medidas face ao acima exposto que medidas vão ser tomadas e quando para resolver este grave problema?


Palácio de São Bento, 28 de setembro de 2018
Deputado(a)s
JOSÉ LUÍS FERREIRA(PEV)
HELOÍSA APOLÓNIA(PEV)

A resposta do Gabinete do Ministro do Ambiente e da Transição Energética chegou em Ofício n.º 3358/2019 de 11 de Março de 2019:

Em resposta à Pergunta n.º 158/XIIl/4.º, de 28 de setembro de 2018, formulada pela Senhora Deputada Heloísa Apolónia e pelo Senhor Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar do Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV), encarrega-me o Senhor Ministro do Ambiente e da Transição Energética de transmitir o seguinte:


1 – Tem o Governo conhecimento desta situação?

Após a ocorrência de um incêndio, e verificada a significativa perturbação dos ecossistemas, podem efetivamente ocorrer situações de carência alimentar que afetam a fauna, onde estão incluídas algumas espécies cinegéticas.

Neste caso em concreto, após o incêndio ocorrido no verão de 2018 nos concelhos de Monchique e Silves, foi disponibilizada alimentação para as espécies de caça maior, nomeadamente feno e fardos de palha cedidos por uma organização de caçadores (Safari Clube Internacional – Lusitânia Chapter), no sentido de minimizar as carências alimentares existentes numa primeira fase.

No que respeita ao lince, que alegadamente terá sido avistado na zona de Cortês, foram desencadeadas averiguações no campo pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, não se tendo confirmado a presença do animal.


2 – Foi elaborado algum plano, através do ICNF ou outro qualquer organismo, para a manutenção e reposição dos ecossistemas, na serra de Monchique, afectados pelos incêndios?

O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I.P. (ICNF) elaborou um “Relatório de Estabilização de Emergência – INCÊNDIO DE MONCHIQUE (Agosto de 2018)”, que se encontra disponível no seguinte sítio da internet:

http://www2.icnf.pt/portal/florestas/dfci/relat/raa/resource/doc/ree-2018/REE-PernaDaNegra-2018- 09out.pdf


3 – Se ainda não foram tomadas medidas face ao acima exposto que medidas vão ser tomadas e quando para resolver este grave problema?

A precipitação que ocorreu no início do Inverno potenciou a regeneração do coberto vegetal e aumentou as disponibilidades hídricas, minimizando, desta forma, os efeitos negativos do incêndio ocorrido no verão de 2018. Presentemente, não se prevê que seja necessário tomar medidas adicionais para alimentar as espécies protegidas e cinegéticas desta região.


Com os melhores cumprimentos,( também pessoais)
A Chefe do Gabinete
Ana Cisa

Março 2019

Plano estratégico para o bem-estar animal em Esposende

Numa atitude pioneira, a Câmara Municipal de Esposende vai avançar com a implementação do Plano Estratégico Municipal para o Bem-Estar Animal.

Benjamim Pereira aludiu a uma mudança de paradigma no que toca à proteção e bem-estar dos animais, em particular dos animais de companhia, traduzida em alterações legislativas que atribuem acrescidas competências tanto ao Estado como às autarquias locais, que são agora desafiadas a assumir uma posição de garante do bem-estar dos animais.

Assim, nesta sessão, procedeu-se à assinatura de protocolos com o Bombeiros Voluntários de Fão e com a Ordem dos Médicos Veterinários. No que se refere aos bombeiros, o protocolo enquadra um mecanismo de intervenção no resgaste de animais feridos abandonados no espaço público, ao passo que a parceria com a Ordem dos Médicos Veterinários prevê a promoção de políticas de saúde animal, nomeadamente o programa Cheque Veterinário, que se foca na criação de campanhas de promoção de bem-estar animal, na prevenção do abandono e no controlo da população de animais errantes.

O Plano Estratégico Municipal para o Bem-Estar Animal engloba as várias linhas de ação a desenvolver, que passam, entre outras iniciativas, pela sensibilização da população para a importância do não abandono e da adoção animal, esterilização e vacinação dos animais, reavaliação das estratégias de acolhimento e, ainda, ações de cariz inovador. Trata-se de medidas da maior relevância, referiu Benjamim Pereira, destacando ainda a importância da responsabilização.

Assim, está prevista a criação na cidade de espaços de interação para os animais e respetivos donos, como é exemplo o Parque de Agility. Por via do protocolo com os Bombeiros Voluntários de Fão é garantido o socorro aos animais errantes feridos, e, através da parceria com a Ordem dos Médicos Veterinários, as famílias de estratos sociais desfavorecidos vão poder beneficiar do Cheque Veterinário.

O Plano integra o projeto “Rafeiro – uma raça com estilo”, que passa por estimular a adoção e prevenir o abandono, através de uma campanha de edução e sensibilização nas escolas. Engloba ainda o “Pegadas”, um projeto de intervenção social que prevê a interação de animais com grupos muito específicos, como sejam idosos e crianças com deficiência ou com necessidades educativas especiais, bem como com os utentes do programa Bem-Me-Querem.

Por força da alteração da lei, que proíbe o abate de animais nos canis, este plano prevê o desenvolvimento de ações de informação/sensibilização incentivando à adoção, bem assim como a implementação imediata de uma campanha de esterilização de animais errantes, tanto de cães como de gatos, em plena articulação e parceria com as clínicas veterinárias do concelho.

A Veterinária Ana Ribeiro explicou, ainda, os procedimentos a adotar no caso de denúncias de animais errantes ou cadáver, de animais feridos, casos de sobrelotação ou saúde pública, bem como em situações de maus tratos e ruído de vizinhança, procedimentos estes que estão a ser finalizados em articulação com as autoridades locais, juntas de freguesia, entre outros parceiros, num processo em que se está a potenciar o envolvimento de todos, num trabalho que se pretende em rede.

Fevereiro 2019

Vai ser criada nos Açores reserva marinha com uma vez e meia o tamanho de Portugal

É o resultado de duas expedições científicas ao mar dos Açores. O programa Blue Azores, uma conjugação de esforços entre o governo regional açoriano, a Fundação Oceano Azul e a Fundação Waitt, vai acrescentar ao arquipélago 150 mil quilómetros quadrados de novas reservas marinhas com protecção total.

Feitas as contas, são cerca de 15% da área total da zona económica exclusiva (ZEE) dos Açores, que ronda um milhão de quilómetros quadrados, que foram transformados em Área Marinha Protegida (AMP). Uma área equivalente a uma vez e meia o território continental do país.

Neste momento, o arquipélago conta com pouco mais de 5% de território marítimo protegido (50 mil quilómetros quadrados), embora muitas das AMP existentes não tenham ainda regulamentação tanto para a pesca, como para outras actividades com impacto no ecossistema. O Blue Azores propõe disciplinar essas áreas, produzindo e aplicando planos de gestão para as reservas já existentes, ao mesmo tempo que quer triplicar a zona protegida.

Num memorando de entendimento – assinado esta quinta-feira no Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, ilha do Faial, entre o Governo Regional dos Açores, a Fundação Oceano Azul e a Fundação e Instituto Waitt –, há o compromisso de concluir a primeira fase do programa em três anos. E, nos três anos seguintes, as duas fundações vão acompanhar a aplicação do programa pelo governo regional do Açores.

“A economia e o ambiente têm de deixar de ser vistos como antagonistas, porque sem ambiente não há economia. É também isto que estamos aqui a celebrar”, disse o biólogo marinho Emanuel Gonçalves, administrador da Fundação Oceano Azul, na apresentação do programa.

Em causa, acrescentou depois José Soares dos Santos, presidente da fundação, está uma mudança de perspectiva, passando a olhar a natureza também com um capital. “Para a economia [dos Açores], um tubarão vivo vale mais do que um tubarão morto que dê um lucro efémero”, exemplificou.

O Blue Azores assenta em pareceres da comunidade científica e compromissos internacionais subscritos por Portugal, que estabelecem metas de criação de áreas marinhas protegidas que variam entre os 10% em 2020 e os 30% em 2030. Actualmente, menos de 5% de todo o oceano está sinalizado para protecção, mas com muitas AMP por concretizar ou com falta de gestão efectiva. Na prática, a área global efectivamente protegida em reservas marinhas eficazes não ultrapassa os 2%.

A realidade portuguesa não é muito diferente. O país foi um dos signatários da Convenção sobre Diversidade Biológica, comprometendo-se até 2020 com a criação de novas AMP em zonas prioritárias, contribuindo para a meta dos 10%.

A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, subiu esta quinta-feira ao palco no Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos para lembrar que, embora a Comissão Europeia tenha definido como meta os 10%, o país estabeleceu os 14%. “Existe toda a possibilidade de chegarmos mesmo aos 30%”, frisou, depois de elogiar a “coragem” do governo açoriano e de deixar um alerta.

“Nós até podemos ser uma geração perdida, mas a próxima não pode ser”, defendeu, colocando a tónica na educação ambiental.

Neste momento, nas contas da Fundação Oceano Azul, apenas cerca de 4% das águas portuguesas até ao limite da ZEE são protegidas, muito à boleia do que tem sido feito nos Açores e na Madeira. “Menos de 1% das águas territoriais do Continente são áreas marinhas com protecção total (sem pesca)”, indica a fundação criada há dois anos pela Sociedade Francisco Manuel dos Santos, o principal accionista do grupo Jerónimo Martins, dono do Pingo Doce.

Artigo de Márcio Berenguer no Público de 28/02/2019

leia aqui o artigo completo

Dezembro 2018

Parques caninos em Lisboa

O uso de trela ou açaime é obrigatório quando passeamos os nossos cães na via pública. No entanto todos concordam que os cães precisam do seu exercício diário, sobretudo tratando-se de animais de grande porte ou muito activos.

As câmaras municipais devem, dentro das suas possibilidades, criar parques vedados onde os cães possam andar à sua vontade. A Câmara de Lisboa têm vindo a  criar e a melhorar este tipo de infraestruturas ao longo do tempo e hoje em dia os canídeos alacinhas já podem contar com alguns destes parques:

JARDIM DO CAMPO GRANDE – fica na zona norte do jardim do Campo Grande, junto à Avenida do Brasil, conta com estruturas de madeira para eles fazerem exercício e um percurso de obstáculos entre as árvores e zonas relvadas.

JARDIM FERNANDO PESSA – junto ao fórum Lisboa, junto à avenida de Roma, tem equipamentos como o sobe e desce, slalom, barreiras de salto e túnel, bebedouros e, para casos aflitivos, wc canino.

PARQUE BENSAÚDE –  na freguesia de São Domingos de Benfica, tem um quiosque onde os cães são bem-vindos, uma “aranha” gigante para os miúdos e ainda uma zona de treino para os seus patudos.

PARQUE DA PRAÇA SÃO JOÃO BOSCO – na freguesia da Estrela, tem três equipamentos específicos para os cães fazerem exercício, um WC canino e ainda uma fonte.

Entretanto, todos esperamos por mais iniciativas que promovam o bem-estar dos nossos amigos de 4 patas.

Julho 2018

O comércio de animais de companhia online anónimo deve parar

Torna-se cada vez mais comum comprar animais de estimação on-line através de sites de anúncios classificados. Não importa se procura um cãozinho, um gatinho, um coelho ou um mesmo um cavalo. O comércio de animais on-line tem vindo a crescer em todo o mundo. No entanto, pobres regulamentos insuficientes permitem que muitos sites de anúncios classificados se tornem um refúgio para a decepção e o sofrimento dos animais.

Milhares de animais de companhia, adultos e crias, são vendidos através de sites de anúncios classificados online. Eles são muitas vezes criados em condições terríveis, como parte de uma máquina de fazer dinheiro implacável, por vezes referida como “a máfia dos animais de estimação”.

O líder de mercado na indústria de classificados é o eBay, que opera sites de anúncios classificados em todo o mundo. Qualquer pessoa pode vender anonimamente em sites de anúncios classificados do eBay, como Gumtree. EBay sabe que além de usuários responsáveis, há também um grande número de criadores cruéis e comerciantes implacáveis que usam os seus sites para realizar os seus negócios – mas não tem feito o suficiente para resolver com o problema.

O comércio de animais de companhia online anônimo deve parar!

A verificação da identidade do vendedor deveria ser exigida aos vendedores, de forma a fornecer uma forma de identificação antes de se poder anunciar animais para venda — seria uma forma de parar realmente com as vendas anónimas e indetectáveis!

Até agora o eBay tem recusado uma acção efectiva ou em tomar parte em qualquer discussão significativa com o Four Paws.

Ajude a sensibiliza-los para a ação!

www.thanksebay.com

Leia as nossas medidas propostas para o comércio do animal de estimação on-line AQUI.

Junho 2018

Dia Mundial dos Animais em Laboratórios

O Dia Mundial dos Animais em Laboratórios, que se recorda no dia 24 de abril, é uma ocasião para lembrar todos os animais que sofreram e foram mortos em experimentações laboratoriais cruéis. Apesar do apoio público cada vez menor ao uso de animais na ciência, milhões de procedimentos dolorosos e assustadores são ainda realizados em animais no Reino Unido, e na Europa,  todos os anos. Esses testes são indefensáveis, tanto moralmente quanto cientificamente, e, de muitas maneiras, estão ativamente a impedir o verdadeiro progresso da medicina.

Continua  ser errada a ideia comum de que os animais são usados ​​apenas em esforços para curar doenças – muitas vezes, os cientistas experimentam em animais apenas por curiosidade. Uma experiência absurda descrita num artigo acadêmico de 2016, macacos rhesus foram contidos em dispositivos cruéis chamados “cadeiras primatas” todos os dias durante seis meses, numa tentativa de estudar o comportamento do jogo humano. Os macacos indefesos eram forçados a mover um joystick em resposta a estímulos visuais na tela de um computador e recebiam um gole de sumo diluído para responderem “corretamente”.

Noutra experiência relatada em 2017, 96 porquinhos-da-índia foram colocados em caixas, contidos pelo pescoço, e forçados a respirar um produto químico que exacerba a asma. Depois, todos eles foram mortos e dissecados. Tudo isso foi feito para testar drogas que já são comumente usadas por humanos.

A lei faz muito pouco para proteger os animais em laboratórios, e os experimentadores muitas vezes não cumprem os poucos regulamentos que existem, resultando em mais sofrimento. Um relatório recente do Home Office revela a sistemática negligência para com os animais em laboratórios. Num caso, ratinhos confinados em recipientes sem ventilação adequada sufocaram e morreram. Em outros casos, os ratinhos morreram de desidratação quando ficaram sem água durante um fim de semana inteiro ou de fome, como resultado de uma falta de comida ou porque seus dentes crescidos não foram tratados. E 74 filhotes morreram ou tiveram que ser mortos como resultado de níveis inadequados de humidade. No entanto, quando os pesquisadores são apanhados a violar os regulamentos, muitas vezes recebem nada mais do que um pequeno aviso ou admoestação.

Os experimentadores de animais costumam usar argumentos emotivos para tentar sugerir que seus métodos arcaicos são a única maneira de curar doenças, mas isso simplesmente não é verdade. De fato, a tendência mais significativa na pesquisa moderna nos últimos anos é o reconhecimento de que os animais raramente servem como bons modelos para o corpo humano. Métodos modernos, incluindo testes sofisticados usando células e tecidos humanos (também conhecidos como métodos in vitro ), técnicas avançadas de modelagem computacional (freqüentemente referidas como modelos in silico ) e estudos clínicos com voluntários humanos são mais precisos e confiáveis.

O que podemos fazer

Desde exigir à entidade beneficente AFM-Téléthon que pare de financiar experiências cruéis com cães, até pedir à Comissão Européia que observe uma moratória em todos os experimentos com animais, há várias maneiras de lutarmos pelos animais em laboratórios. Por favor, veja a nossa página de ação do Dia Mundial dos Animais em Laboratórios para mais informações sobre como se envolver.

Março 2018

Póvoa de Varzim já tem uma Ambulância Animal

A Ambulância Animal da Póvoa de Varzim já está ao serviço de cães e gatos que se encontrem feridos na via pública.

252 291 502 é o número que deve registar no seu telemóvel e para o qual deve ligar sempre que se deparar com um animal errante que esteja a precisar de cuidados veterinários.

A inauguração da Ambulância Animal decorreu no sábado, 24 deMarço, no Auditório da Lota, e contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal, Aires Pereira, bem como dos parceiros do Município neste projeto, os Bombeiros Voluntários, o Hospital Veterinário da Póvoa de Varzim, a Animar e A Cerca – Abrigo de Animais Abandonados.

O autarca lembrou que a Póvoa de Varzim foi pioneira ao acabar com a eutanásia no seu canil, “mesmo antes da lei que proíbe o abate em canis municipais ter sido aprovada em 2016”. Aires Pereira, de facto, mostrou-se sensibilizado com o bem-estar animal desde o início do seu primeiro mandato. O protocolo efetuado com A Cerca – que garante apoio financeiro à associação para que os animais por ela acolhidos tenham acesso aos cuidados básicos (alimentação, higiene e saúde) – é prova disso mesmo. O aumento do CROAC – Centro de Recolha Oficial de Animais de Companhia para albergar mais animais e o projeto para uma Clínica para esterilização de cães e gatos (que está em execução), quer errantes, quer aqueles que pertencem a famílias sem condições financeiras de procederem à cirurgia são mais dois exemplos da recente política de proteção animal da autarquia.

O Presidente da Câmara Municipal agradeceu a disponibilidade dos Bombeiros Voluntários e o seu espírito de abertura para esta nova valência. O corpo afeto à Ambulância Animal recebeu formação para acolher da melhor forma os animais feridos e transportá-los em segurança até um dos dois parceiros: Hospital Veterinário da Póvoa de Varzim e Animar. Aires Pereira não deixou de agradecer o empenho e a prontidão como ambos aceitaram este novo desafio. E, finalmente, o autarca agradeceu à associação A Cerca pelo trabalho desenvolvido em prol da causa animal. Será d’A Cerca o encargo de custear os cuidados de saúde que os animais recolhidos pela Ambulância necessitem, dar-lhes, depois de tratados, um lar que se espera temporário e de tentar encontrar-lhes um lar definitivo junto a uma família responsável e carinhosa.

O autarca lançou, ainda, a campanha “Adoto um animal, com estima!” e, por isso, alguns cães do CROAC marcaram presença na cerimónia. Através desta campanha pretende-se sensibilizar a população para a adoção de animais através do canil municipal ou d’A Cerca. Veja alguns dos cães disponíveis nesta fotogaleria mas lembre-se que há dezenas de cães e gatos à espera de uma casa além desta pequena amostra.

Janeiro 2018

Parlamento quer que Governo monitorize e reduza o atropelamento de animais

Os deputados fizeram aprovar três recomendações ao Governo para a criação de um programa de monitorização e medidas de redução dos atropelamentos de animais na rede rodoviária. Os projectos de resolução do PEV, PAN e BE tiveram o apoio do PS e do PCP. O CDS preferiu a abstenção. O PSD absteve-se em relação aos projectos do PEV e do BE e votou contra o projecto do PAN.

Enquanto o PEV e o Bloco recomendam a criação de um programa de monitorização e de minimização de atropelamentos da fauna selvagem, o PAN vai um pouco mais longe e propõe um “estudo do impacto do atropelamento de animais no ecossistema” e a tomada de medidas preventivas de acordo com os resultados desse estudo.

No debate, os deputados José Luís Ferreira (PEV) e André Silva (PAN) manifestaram preocupação pela multiplicação de situações em que em algumas estradas nacionais são atropelados animais selvagens, também com sérios riscos para os condutores. Entre outros exemplos, José Luís Ferreira apontou casos graves ocorridos com frequência na zona de Samora Correia, na margem sul do Tejo.

O deputado do PAN referiu que a época considerada crítica para as aves decorre entre o fim da Primavera e o Verão. “O Outono é a estação que regista um maior número de mortalidade para os animais carnívoros, porque é a época do acasalamento e da caça. O amanhecer e o anoitecer são também considerados períodos críticos, pois é nessas horas que os animais procuram alimento”, salientou.

De acordo com dados da Infra-estruturas de Portugal, em 2016 terão sido atropelados pelo menos 2400 animais selvagens e domésticos nas estradas portuguesas, o que representa uma redução em um terço relativamente ao ano anterior. Esta entidade disse à Lusa que monitoriza a mortalidade dos animais selvagens em mais de 13 mil quilómetros de vias desde 2010 e que já tomou medidas que levaram à diminuição da mortalidade de animais.

Janeiro 2018

Lisboa vai ter comissão para animais em risco

Uma nova estrutura deverá começar a funcionar na dependência da provedora, com uma natureza preventiva, para “mediar e negociar” situações que envolvam animais, de modo a evitar que tenham de chegar a tribunal para ser resolvidas. A acumulação excessiva de animais numa casa ou ter um cão permanentemente acorrentado são exemplos dos casos que a comissão pode tratar, explicou Marisa Quaresma dos Reis, provedora dos animais de Lisboa. A nova comissão, da qual farão parte a PSP e técnicos da câmara municipal, estará a funcionar ainda durante o mês de Janeiro ou Fevereiro.

A nova provedora está a trabalhar desde Setembro, mas esta foi a sua primeira aparição pública enquanto tal. Marisa Quaresma dos Reis anunciou que “ainda no início do ano” vai apresentar à câmara uma proposta de Regulamento do Bem-Estar Animal, que está a ser preparada por uma comissão composta por pessoas de várias áreas. Disse ainda que vai propor “a criação de um programa de famílias de acolhimento temporário”, até para aliviar o fardo da Casa dos Animais de Lisboa, frequentemente sobrelotada.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, aproveitou para dizer que durante este mandato a Casa dos Animais será ampliada e prometeu novas instalações à União Zoófila e a inclusão das instituições de defesa dos animais no regime de apoios municipais.

A responsável definiu a “aproximação e pacificação dos defensores da causa animal”, a “sensibilização social” e a procura de soluções inovadoras para problemas antigos como metas para o mandato. “Pode-se fazer muito mais” do que actualmente, por exemplo em matéria de adopções, disse. Mas não só. A provedora quer fazer mesas redondas e grandes debates periodicamente, para levar o tema a toda a população. Os mais novos são essenciais nesta estratégia, acrescentou. “Tenho uma grande crush pelas gerações futuras”.

Novembro 2017

Apelo à proibição do marfim na UE

OS ELEFANTES ESTÃO EM PERIGO

É PRECISO AGIR E A SUA ACÇÃO PODE FAZER A DIFERENÇA !!!

O ininterrupto comércio legal de marfim ameaça a própria existência de elefantes na natureza-
Todos os anos, pelo menos, 20.000 elefantes são mortos por seu marfimQuanto mais aprendemos sobre elefantes, mais percebemos o quão inteligente, emotiva e social, esta notável espécie realmente é – e quão digna de proteção.

Em muitos países da EU, continua a vender-se marfim em mercados, leilões, lojas de antiguidades e inclusivamente online. A UE é atualmente o maior exportador de marfim para a China e Hong Kong.

Em Maio de 2017, a Comissão Europeia publicou um documento de orientação onde se recomenda que, a partir de 1 de Julho de 2017, os Estados-Membros da UE deixem de emitir certificados de exportação de marfim em bruto, com algumas exceções relacionadas, nomeadamente, com espécimes científicos e com fins educativos. A IFAW muito agradece e reconhece o esforço efetuado, no entanto é necessário que sejam tomadas mais medidas, urgentemente.

É necessário que todos os cidadãos da UE possam mostrar ao Comissário Europeu para o Ambiente que estão atentos e se preocupam com os elefantes. Junte-se a nós e acrescente a sua voz ao apelo à proibição de marfim na UE.

Preparámos um modelo de e-mail que poderá utilizar para enviar. Recomendamos que personalize esta cópia de forma a torná-la ainda mais eficaz. Por favor, certifique-se de que mantém no seu texto um tom assertivo e correto.

Oportunamente, enviaremos todas as cartas recebidas dos nossos apoiantes europeus ao Comissário Europeu para o Ambiente, Karmenu Vella, e ao Ministro do Ambiente Português, João Pedro Matos Fernandes, para que a sua voz seja ouvida hoje!

Veja o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=m9H6r22fmQg

Tome acção: http://www.ifaw.org/international/get-involved/apelo-a-proibicao-de-marfim-na-ue?ms=IONDG170711604&cid=7012A000000Tlmv

 

Novembro 2017

Tubarão pré-histórico capturado em águas portuguesas

Num embarque efetuado no âmbito do projeto MINOUW – “Iniciativa para a minimização de capturas das capturas indesejadas nas pescarias europeias” – os investigadores do IPMA e do CCMAR capturaram, em agosto, em águas algarvias, um tubarão com características pouco vulgares. Trata-se de um macho da espécie tubarão-cobra (Chlamydoselachus anguineus), com cerca de 1,5 metros.

“Este tubarão, um verdadeiro “fóssil vivo”, possui um corpo longo e esguio e uma cabeça que lembra a de uma cobra. Apresenta também uma dentição muito particular, sendo a sua biologia e ecologia pouco conhecidas”, explica o IPMA em comunicado.

Ele tem uma grande fileira de dentes perpendiculares à mandíbula. São muito afiados, finos e apontam para dentro. Isso permite a ele pegar presas grandes e não deixá-las escapar, os dentes as impedem de sair.

“Esse tubarão pertence à única espécie sobrevivente de uma família de tubarões em que todos os outros foram extintos”, disse Margarida Castro, professora e pesquisadora do Centro de Ciências Marinhas da Universidade de Algarve.

“Alguns acreditam que essa espécie remonta ao período Jurássico tardio. Pode ser um pouco mais recente, mas, de qualquer jeito, estamos falando de dezenas de milhões de anos. Por isso, é muito antigo em termos evolutivos. Está na Terra certamente antes do homem”, acrescenta.

Segundo o comunicado, apesar de estar distribuído em vários pontos geográficos ao longo de todo o atlântico, “desde a costa norueguesa, passando por águas escocesas, da Galiza, Açores, Madeira e Canárias, descendo a costa africana até ao Índico, atingindo, ainda, o Japão, Austrália e Nova Zelândia, não é muito frequentemente capturado devido às profundidades a que vive”. O presente exemplar foi capturado aos 700 metros de profundidade.

A União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN, na sigla em inglês) classifica o tubarão-enguia como uma espécie “quase ameaçada”, devido ao receio de que a expansão da pesca em águas profundas aumente os casos de captura acidental.

Novembro 2017

Animais de estimação vão poder entrar em restaurantes

A Assembleia da República aprovou  projectos do PAN, do BE e do PEV que possibilitam a permissão de animais de companhia em estabelecimentos fechados de restauração, para além dos cães de assistência já autorizados por lei.

Os projectos, apesar de todos aprovados, mereceram votações distintas e tiveram, em várias bancadas, votos de deputados desalinhados da posição oficial do seu partido.

O projeto do PAN nasceu de uma petição remetida ao Parlamento pelo deputado único André Silva e visa alterar legislação de 2015, que não permite a entrada de animais em espaços fechados de restauração e bebidas, mesmo que o proprietário do estabelecimento o autorize.

A iniciativa do PAN pretende passar a decisão de autorização para os proprietários dos estabelecimentos comerciais, salvaguardando que os animais não tenham acesso a áreas de maneio e confecção de alimentos.

Este diploma contou com os votos favoráveis de PS, CDS-PP, BE, PCP e PEV, além do partido proponente. Contra votaram uma deputada do CDS-PP, Ilda Araújo, e duas deputadas do PS, Maria da Luz Rosinha e Wanda Guimarães. Abstiveram-se o PSD, bem como três deputados do PS e outros quatro do CDS-PP.

O projecto do BE, que defende a possibilidade de os estabelecimentos criarem uma área específica para acolher animais de companhia, devidamente sinalizada, teve uma votação quase idêntica: as mesmas bancadas votaram favoravelmente, o PSD absteve-se, bem como deputados do PS e do CDS-PP. Apenas teve o voto contra da deputada do CDS-PP Ilda Araújo.

Já o projecto do Partido Ecologista “Os Verdes”, que salvaguarda no seu projecto aspectos como o porte e comportamento dos animais, que não pode causar transtorno para os restantes clientes do espaço, teve uma votação mais abrangente: todas as bancadas votaram a favor, registando-se o voto contra da mesma deputada do CDS-PP e três abstenções de deputados socialistas.

Os três projectos foram aprovados na generalidade baixando agora à discussão na especialidade.

Agosto 2017

Parlamento Flamengo vota para banir matança ritual sem atordoamento

Um marco histórico: Parlamento Flamengo vota para banir matança ritual sem atordoamento

GAIA ofereceu uma ovelha de chocolate: “os frutos de 22 anos de campanhas”

“Esta é uma batalha que lutamos à 22 anos, e agora chega ao fim: 42 dias após o parlamento de Valonia, o parlamento flamengo também finda o sofrimento desnecessário de centenas de milhares de ovelhas e outros animais que correntemente são mortos sem atordoamento em nome de religião. Este é um evento histórico que também comemora o 25 aniversario da GAIA”.
Michel Vandenbosch e Ann De Greef, Presidente and Diretor da GAIA, presenciaram o evento do ministro de proteção animal, Bem Weyts, tal como representantes da maioria e da oposição. Os protagonistas políticos anunciaram um decreto de “métodos autorizados de matadouro” que proíbe matança sem atordoamento, incluindo casos de rituais religiosos. Michel Vandenbosch e Ann De Greef aplaudiram o consenso político: ” este decreto é apoiado pela maioria e pela oposição, coisa que raramente acontece e merece os nossos sinceros parabéns”. Para esta ocasião GAIA apresentou uma ovelha de chocolate ao ministro de defesa animal, Ben Weyts, tal como membros parlamentares Hermes Sanctorum e Joelle Engelbosch.

Sinal de apreço

“Queremos mostrar a nossa gratidão”, explica Michel Vandenbosch. “Cada um de vos, lutaram contra estes problemas ao longo de muitos anos, e hoje fizeram possível o que há dois anos era inimaginável”.

Este decreto Flamengo requer que a partir de 2019, ovelhas estejam inconscientes antes da matança através de um método de atordoamento elétrico reversível, chamada electronarcose. Para o gado, o atordoamento é feito logo depois do corte ao pescoço até que o método de atordoamento elétrico reversível for aperfeiçoado para as raças de gado na Bélgica.

Logo que esta técnica esteja totalmente adaptada (um estudo está a ser feito na universidade de Bristol), gado também terá de ser atordoado por electronarcose antes de serem degulados. Com este método, os animais ficam inconscientes por 1 1/2 a 2 minutos, recuperando consciência se não forem abatidos. Esta técnica assim respeita os requerimentos muçulmanos de o animal não morrer do atordoamento: que o coração continue a bater. Também conforma com rituais judaicos em que todo o sangue do animal é drenado.

Ovelha de chocolate 

Nesta ocasião, a delegação de 25 representativos de GAIA apresentou aos MP de Flandres uma tablete de chocolate com imagem de uma ovelha. “Isto foi para agradecer por ter respeitado o desejo de 85% do público, que pede esta proibição”.

Ha mais 

Flandres não é única. No dia 17 de Maio, o parlamento da Valonia tinha aprovado quase unanimemente a proibição de morte sem atordoamento. Esta técnica será obrigatória para ovelhas, cabras e gado a partir de dia 1 de setembro 2019.

Noutros países europeus, Suécia, Eslovénia, Dinamarca já requerem que os animais estejam inconscientes antes de haver sangue. Austria, Estonia, Letónia, e Eslováquia requerem que o atordoamento seja feito logo após o degolar. Atordoamento antes da morte também é requerido na Noruega, suíça, e Islândia.

Respeito  

GAIA pede ao governo flamengo e todos os partidos políticos para usar o período de transição para facilitar a implementação e aplicação da nova lei. Este decreto não é de qualquer forma dirigido a práticas religiosas mas procura evitar o sofrimento dos animais. Michael Vandenbosche comenta: “espero que a mensagem dos representantes das religiões que salientem a necessidade de respeitar a lei no interesse do bem estar animal e de boas relações com as várias comunidades”

Bruxelas

Depois da Valonia e Flandres, já está  na hora da região de Bruxelas-capital também decidir a banir a pratica do abate sem atordoamento, diz GAIA.

Agosto 2017

Aprovado projeto de lei do PAN que regula transações de animais de companhia

O parlamento aprovou hoje, com a abstenção do CDS-PP, o texto final do projeto de lei do PAN que regula a compra e venda de animais de companhia e que proíbe o anúncio online de compra e venda de animais selvagens.

A lei vem, esperamos, pôr termo à exploração desregrada de fêmeas, canídeos e felídeos.

Até esta data, por falta de legislação, qualquer pessoa sem ter o mínimo de conhecimentos e de condições, podia fazer criação de animais com a finalidade do lucro fácil. Os animais, a maior parte das vezes, eram comercializados através de anúncios no OLX e outros sites e entregues ao comprador em locais combinados sem passar qualquer recibo.

Muitos dos cachorros, retirados às mães antes do tempo, acabavam, passados alguns  dias, por morrer. Eram vendidos parasitados e com parvo viroses, sem qualquer certificado de saúde. Os compradores, passado pouco tempo, verificavam que o cachorro se encontrava apático, prostrado, fezes com diarreia; muitas vezes o animal acabava por morrer. Quando contactavam o vendedor constatavam que este já alterara o seu contacto telefónico e perdiam-lhe o rasto.

As queixas que chegavam às associações eram muitas.

Acresce que as fêmeas tinham crias em cios consecutivos, sem lhes serem dispensados os cuidados veterinários necessários a uma gestação saudável, para a cadela e para os cachorros.

As fêmeas depois de exploradas, quando já não serviam para procriar eram, na maior parte das vezes, abandonadas.

Trata-se de cadelas que, geralmente, não estão identificadas com micro-chip nem registadas.

O que a lei vai melhorar;

– Os criadores/ criadeiras  têm que estar registados, como criadores.

– Cumprir as condições de bem estar e de saúde da fêmea e das crias bem como o intervalo dos cios.

-O local de criação tem que estar registado no Clube Português de Canicultura ou de Felinicultura

-Tem que ter actividade comercial aberta nas finanças

-A venda carece de passagem de factura.

-O comprador quando da compra, recebe um certificado de saúde do animal, atestado pelo veterinário que assistiu os cachorros.

– A publicação para venda dos cachorros é permitida sobre certas regras, tais como identificação do local de criação e do criador.

-Deixa de ser permitida a venda de animais de companhia em lojas; o cliente adquire o animal directamente no local de criação.

A publicação de venda de animais de vida selvagem é proibida e não pode ser publicitada. Embora não seja proibida a venda de animais exóticos, a lei irá determinar as condições de venda.

Os animais de vida selvagem, protegidos pela convenção de Berna, só podem ser detidos em reservas, por motivos de conservação das espécies, procriação e posterior introdução no meio ambiente.

A entidade que coordena e fiscaliza o sector dos animais de vida selvagem é o Instituto de Conservação da Natureza. Para os animais de companhia é a DGAV-Direção Geral Alimentar e Veterinária).

Conheça o Projecto-Lei n.º 359/XIII/2ª, que Regula a compra e venda de animais de companhia.

Leia a notícia do Público.

Leia a notícia no Diário de Notícias.

Julho 2017

Acima de um milhão de assinaturas contra o transporte de longa distância de animais

1,069,715 assinaturas: GAIA acabou de atingir este número na sua campanha Europeia para acabar com o sofrimento de quase 1 bilião de aves e 37 milhões de gado, equinos, cabras e ovelhas que são transportados vivos entre países UE, tal como a Turquia e Medio Oriente. Esta campanha, que iniciou conjuntamente com Eurogroup for Animals em 27 países em Março 2016, pede uma revisão imediata da legislação Europeia na proteção de animais vivos durante o transporte.

“O enorme sucesso da nossa campanha “parem os camiões” deve reforçar a nossa mensagem a Comissão Europeia. Não esperamos mais. As leis correntes são  insuficientes. A UE tem de agir agora para salvar milhares de animais do sofrimento causado pelo transporte de longa distância” diz Ann De Greef, directora da GAIA.

Apoio do ministro Belga de Protecção Animal

A acrescentar ás vozes da opinião pública juntam-se os três Ministros de Protecção Animal, Carlo di Antonio (cdH), Bianca Debeats (CD&V) e Ben Weyts (N-VA). Em Julho estes três ministros fizeram um pedido á comissão europeia para uma revisão do regulamento 1/2005 sobre a proteção de animais durante transporte. Para GAIA, qualquer revisão deve incluir uma redução substancial de horas (maximo 8 horas) na duração do transporte de animais vivos, regras mais estritas e precisas nas condições de transporte, tal como o nível de treino dos condutores e gerentes. Este pedido segue o último pedido entregue no ano prévio dos governos Alemão, Dinamarquês e Holandês, apoiado pelos governos da Austria e Suécia.

Da urgência á ação

Ao longo de muitos anos, investigação após investigação, GAIA e seus parceiros esforçaram-se para  focar a atenção nas condições desumanas em que os animais são transportados. Horas infindáveis de desconforto confinados com muitos outros animais. E quando finalmente chegam ao destino, por vezes após uma viagem de vários dias, estão exaustos, famintas, desidratados e frequentemente feridas. Alguma nem sobrevivem a viagem.

“Infelizmente, e aparente que nada mudou nestes últimos anos. Isto provavelmente se deve a complexidade das leis existentes, a falta de vontade dos transportadores de respeitar as leis tal como a negligência das respectivas autoridades”  comenta Ann de Greef.

” isso explica a urgência em rever a respectiva legislação, que especificamente deveria reduzir drasticamente o tempo de duração de transporte. O objectivo final seria de substituir o transporte de animais vivos para transporte somente de carne de animais  abatidos”…”nos pedimos ao comissário para a segurança de saúde e alimentação, Vytenis Andriukaitis, para apresentar uma alteração ao regulamento UE para limitar a duração de transporte para uma duração de 8 horas, e que substitui o transporte de animais vivos por transporte de carcaças previamente abatidas”.

Não há tempo a perder

Reineke Hameleers, director do Eurogroup for Animals, disse: “a UE não pode ignorar as assinaturas de mais de um milhão de cidadãos, que pedem para acabar com o sofrimento que infligimos a estes animais durante o  transporte.   Os regulamentos UE, como estão, seriamente comprometem o bem estar destes animais. Não há tempo a perder. A Comissão Europeia tem de agir rapidamente e respeitar o desejo dos seus cidadãos europeus e acabar com o transporte desumano de animais vivos”.

Junho 2017

Projecto Esterilizanimal no Orçamento Participativo 2017 em Albergaria-a-Velha

 09-05-2017

 Orçamento Participativo de Albergaria-a-Velha 2017

 Segurança e proteção civil

 14895.4 €

 12 meses

Com o objetivo de uma cidadania com consciência ambiental e sensível à causa de seres sencientes, este projeto quer contribuir para o controlo da população de cães e gatos, prevenindo o nascimento de animais indesejados e consequentemente diminuindo os problemas de maus tratos, negligência, abandono e sofrimento dos caninos e felinos. De modo a salvaguardar a saúde pública, a segurança rodoviária e o meio ambiente, o projeto EsterelizAnimal é a solução para o controlo de colónias animais. É do conhecimento geral a existência de inúmeros animais abandonados que vagueiam por toda a cidade, provocando incómodos e pondo em risco a saúde pública. A finalidade deste projecto é a esterilização de cerca de cem animais (gatos e cães) que se encontram em situação de abandono por todo o concelho de Albergaria-a-Velha, contribuindo assim para colónias de gatos controladas e diminuição de matilhas. Sendo que, na larga maioria, estes animais são assilvestrados, são necessários vários instrumentos e materiais de captura e contenção animal. As verbas disponibilizadas para este projecto incidirão na obtenção dos respetivos materiais e na esterilização dos caninos e felinos. Vamos dar prioridade a fêmeas. Após a esterilização, a devolução ao local de captura ou a adoção dos animais é o principal objetivo. A esterilização facilita a adoção.

Apresentação do projecto:

a) Sensibilização da população, nomeadamente campanhas junto da população sobre a importância da esterilização;

b) Sinalização de animais em risco;

c) Aquisição dos materiais de captura;

d) Captura dos animais;

e) Campanha de esterilização/ castração de animais abandonados;

f) Encaminhamento para tratamento/recuperação em Clínicas Veterinárias;

g) Integração em família de acolhimento/definitiva;

h) Devolução ao seu meio natural.

Objetivos:

a) Sensibilizar a comunidade;

b) Aquisição de armadilhas, redes, laços, sedativos;

c) Esterilizar o maior número possível de animais;

d) Diminuição e controlo populacional de animais assilvestrados/errantes;

e) Encontrar donos condicentes para os animais.

CONHEÇA TODO O PROJECTO E PARTICIPE EM: http://op.cm-albergaria.pt/op/op-albergaria-a-velha/projetos/5911f3c9090d460015bfb4f5

Junho 2017

Medicamentos e herbicidas no sangue das tartarugas da Grande Barreira de Coral

Um grupo de pesquisadores anunciou ter encontrado restos de medicamentos e de produtos químicos e herbicidas foram encontrados no sangue de tartarugas-verdes da Grande Barreira de Coral australiana.

“O que vocês jogam pela pia, o que usam para regar seus campos e o que suas indústrias descartam acaba no meio ambiente e nas tartarugas da Grande Barreira de Coral”, lamentou num comunicado Amy Heffernan, pesquisadora da Universidade de Queensland, uma das responsáveis pelo estudo dirigido pela ONG WWF Austrália.

Os cientistas analisaram o sangue de tartarugas que vivem em frente às costas de Cleveland Bay e Upstart Bay, no estado de Queensland (nordeste), assim como em torno das ilhas de Howicks, mais afastadas.

Nestes três locais da Grande Barreira de Coral, inscrita no Patrimônio Mundial da Unesco, foram encontrados restos de milhares de produtos químicos.

Os pesquisadores isolaram principalmente os restos de Allopurinol, um medicamento para gota; de Milrinona, tratamento para insuficiência cardíaca; e também restos de Isoquinolina, composto utilizado na indústria, e de Ethiofencarb, um inseticida.

Os cientistas explicaram que a exposição a algumas destas substâncias pode ter um impacto nas tartarugas, principalmente no funcionamento do seu fígado.

Com seus 2.300 km de comprimento, a Grande Barreira está ameaçada pelo escoamento agrícola, o desenvolvimento econômico e a proliferação de coroas-de-espinhos, que destroem os corais.

Em 2016 e 2017 a Grande Barreira sofreu dois episódios particularmente graves de branqueamento de corais, provocados pelo aumento da temperatura da água.

Junho 2017

Wherespet; uma app para animais perdidos

A Wherespet foi criada com o objectivo de resolver o problema dos animais perdidos.

Primeiro criámos um localizador GPS mais acessível como medida preventiva e que, para nossa felicidade, já proporcionou reencontros entre donos e patudos fugitivos. E agora lançámos uma app de monitorização de animais perdidos, encontrados e avistados, COMPLETAMENTE GRATÚITA para o público em geral!

INFELIZMENTE estamos a verificar que apesar do apoio moral, não tem havido efectivamente uso da app em si… A app Wherespet continua sem animais perdidos registados!

Depois de todo o trabalho realizado, o hábito de registar animais desaparecidos em posts de facebook que quase nunca chegam às pessoas certas em tempo útil, não dá sinais de estar a dar lugar a algo melhor. Os animais perdidos acabam por desaparecer na desorganização de posts do facebook, o qual não foi criado para esse propósito.

Compreendemos que os velhos hábitos são difíceis de mudar. Mas gostaríamos de deixar claro que são as pequenas mudanças inteligentes nesses hábitos que podem trazer os melhores resultados para as associações e claro, para os patudos.

Nós, Portugueses, somos trabalhadores, mas nem sempre usamos as melhores ferramentas. E isso torna todo o nosso trabalho muito mais difícil. A forma como se faz a monitorização de animais perdidos e encontrados em Portugal, é apenas um desses casos!

Um animal perdido vai reproduzir-se e quase sempre o problema acaba nas mãos de voluntários das associações! O que propomos com a nossa app é um método mais rápido de com telemóvel espalharmos a informação às pessoas certas. Quanto menos tempo um animal ficar perdido, menor a probabilidade de se reproduzir e as associações acabarem envolvidas numa situação, frequentemente, 5 ou mais vezes pior!

Basta abrir a app Wherespet, seleccionar pelo menos uma foto, escrever o nome e pressionar 3 botões. E o animal fica registado! Em apenas 10 minutos, enquanto se toma café, podem conseguir introduzir até 15 cães ou gatos perdidos!

Fica o link: http://app.wherespet.com

De que forma esta app é diferente da plataforma encontra-me.org ou da plataforma da ordem dos veterinários?

A app Wherespet é uma app mobile e portanto mais simples de usar no telemóvel.

Ao contrário das outras, usa o GPS do telemóvel para marcar automaticamente a localização dos avistamentos e filtra os dados automaticamente por localização geográfica. A introdução de dados é também muito mais simples e rápida, o que faz a acção de identificação de animais no terreno, ser muito mais prática. Contactamos o site encontra-me.org e a ordem dos veterinários com a proposta de criarmos mecanismos de partilha de informação, de maneira a criarem-se esforços de centralizarmos a informação entre tecnologias. Mas até ao momento não obtivemos resposta, não sabendo por isso se são projectos com desenvolvimento activo.

Telmo Amaro, Wherespet.com

Junho 2017

Audição conjunta sobre a Central Nuclear de Almaraz

O Parlamento chamou Augusto Santos Silva e João Pedro Matos Fernandes para prestarem declarações numa audição conjunta sobre a Central Nuclear de Almaraz, na qual também esteve presente o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente.

Na sua intervenção, André Silva ofereceu ao Ministro dos Negócios Estrangeiros e ao Ministro do Ambiente o livro Vozes de Chernobyl: História de um Desastre Nuclear.

O presidente da APA e o Ministro do Ambiente reafirmaram a sua satisfação e segurança com a avaliação técnica do relatório, pese embora o mesmo aponte para riscos de impactos transfronteiriços em caso de acidentes nucleares.O Governo português continua a recusar-se a adotar uma posição firme em defesa dos interesses das/os portuguesas/es, validando toda e qualquer política energética de Espanha, o que revela a ausência de um projeto de defesa coletiva que coloque o interesse do bem comum acima dos interesses económicos que tudo mercantilizam.

Estima-se que em Portugal existam cerca de 600 mil pessoas portadoras de doenças raras e o Serviço Nacional de Saúde não está a conseguir dar resposta. 1/4 das pessoas utentes espera pelo diagnóstico definitivo entre 5 a 30 anos após o aparecimento dos primeiros sintomas!

Urge alterar esta situação. Uma contratualização com a Raríssimas – Associação Nacional de Doenças Mentais e Raras poderá ajudar a resolver este problema. No Debate Quinzenal da semana passada, António Costa confirmou que o Governo está a analisar a proposta. Não deixaremos que caia no esquecimento.

Junho 2017

Movimento Pela Abolição da Caça à Raposa

Somos um grupo de cidadãos/as que se uniu e criou o Movimento Pela Abolição da Caça à Raposa, em Portugal, uma vez que partilhamos conjuntamente a indignação por esta mesma actividade que, apesar de bárbara, ainda é legal.

Este movimento, entre outros argumentos, defende que:

1. Não há bases científicas que suportem e demonstrem um excesso populacional nem evidências empíricas que o sugiram. Não existem estudos gerais com censos populacionais de raposa em Portugal. Por outro lado, os estudos internacionais mostram que a existência de predadores aumenta a biodiversidade;

2. Trata-se de uma prática cruel e bárbara. Por exemplo, a lei actual prevê que as raposas possam ser mortas à paulada (por menores de idade), ou que sejam mortas por uma matilha de  ate 50 cães;

3. É contrária aos esforços de educação ambiental actuais. Esta caçada promove o desrespeito pelo património natural e contraria todas as acções educativas de protecção pela natureza.

Na tentativa de abolir esta prática de caça à raposa, criamos uma petição (que conta actualmente com mais de 12.000 assinaturas), a qual vos convidamos a assinar e a divulgar se possível:

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT84351

Deixamos o link da página do Movimento para que possam visitar:

https://www.facebook.com/movimento.raposa/?hc_ref=SEARCH

Maio 2017

Voluntariado jovem na floresta – juventude ativa

O Instituto Português do Desporto e Juventude, I.P. promove a ação de longa duração «Voluntariado Jovem na Floresta – Juventude Ativa», uma ação de voluntariado jovem, enquadrada pelo Programa «Agora Nós», em que a entidade organiza a atividade de voluntariado que desenha com e para os jovens.

Esta ação de voluntariado jovem visa a preservação dos recursos florestais e ecossistemas com aqueles relacionados, bem como a preservação contra os incêndios florestais, através da sensibilização das populações, realizada pela atividade de jovens voluntários, promovendo uma maior consciência ambiental, como um exercício de cidadania participativa, enformado num processo educativo de âmbito não formal.

As áreas de intervenção desta ação de longa duração são as seguintes:

  • Sensibilização e educação ambiental para a sustentabilidade;
  • Informação e preservação/qualificação do património natural e paisagístico;
  • Valorização e inventariação do património florestal regional/local;
  • Divulgação de práticas resilientes e racionais de ordenamento de território;
  • Promoção de práticas com menores impactes no estado das massas de água;
  • Proteção e valorização das áreas protegidas.

Calendarização

O ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas define que o período crítico dos incêndios, em Portugal, é de 1 de julho a 30 de setembro. No entanto, a ação de longa duração «Voluntariado Jovem na Floresta – Juventude Ativa» decorrerá de 17 de julho a 30 de setembro e terá, obrigatoriamente, a seguinte calendarização:

  • De 23 de maio a 16 de junho de 2017 – Divulgação do Programa e estabelecimento de parcerias locais (entidades públicas e privadas) e apresentação de candidaturas pelas entidades organizadoras;
  • De 19 a 21 de junho de 2017 – Aprovação dos projetos pelas Direções Regionais;
  • Dispensa de audiência dos interessados, de acordo com as alíneas a) e c) do artigo 124.º do CPA;
  • 22 de junho de 2017 – Publicação dos resultados no Portal da Juventude;
  • De 23 de junho a 12 de julho de 2017 – Inscrição de jovens nos projetos aprovados;
  • De 13 a 14 de julho de 2017 – Seleção e colocação de jovens nos projetos.

Formulários de inscrição para as entidades:

Direção Regional do IPDJ do Norte

https://docs.google.com/forms/d/1FAH5KyNe_oPGJyYxSCW9AWEcsEVeCBM1QoQsTEg0HSw/edit

Direção Regional do IPDJ do Centro

https://docs.google.com/forms/d/1FrVeiwt7EBrTpUAjv1OMQGmOE6OLFCJXY49AnVwAp_U/edit

Direção Regional do IPDJ de Lisboa e Vale do Tejo

https://docs.google.com/forms/d/1aRjQZKZ_FE0ZK0le2WJrF-8b4DRVicmtYXPsAc3sU3Y/edit

Direção Regional do IPDJ do Alentejo

https://docs.google.com/forms/d/1ySMiDVrH6YLGyMK5Yo-0udhDBvlPeEr6vQMNEGUn_-U/edit

Direção Regional do IPDJ do Algarve

https://docs.google.com/forms/d/1oFnnTqP6kysb07yaoI39NAIm_n_iraa2VuBa3AoTpls/edit

Técnicos regionais responsáveis pelo acompanhamento do Programa:

Direção Regional do IPDJ do Norte – António Pedro Pombo

Direção Regional do IPDJ do Centro – Cristina Areias

Direção Regional do IPDJ de Lisboa e Vale do Tejo – Lourdes Borges e Ana Garcia

Direção Regional do IPDJ do Alentejo – Maria Gabriela Segurado

Direção Regional do IPDJ do Algarve – Isabel Frade e Rosário Gomes

Para os interessados, chama-se a atenção que no formulário de candidatura, devem documentar muito bem a caraterização da ação, podendo mesmo enviar documentação complementar que justifique a ação.

Maio 2017

Defesa dos gatos na Valónia

A GAIA organizou um encontro em frente á sede do governo de Valonia em reconhecimento da adoção, numa segunda leitura de um decreto de lei do ministério tornando obrigatório a esterilização de todos os gatos domésticos.  A delegação da GAIA aproveitou a oportunidade para oferecer ao Ministro de Proteção Animal de Valonia, Carlo Di Antonio, quem iniciou o decreto, um gato de chocolate em tamanho real feito especialmente para esta ocasião.  Para Ann De Greef, directora da GAIA, esta nova lei marca um grande passo para a frente no âmbito do bem estar dos gatos: “Ao tornar esta iniciativa do ministro Di António em lei, Valonia mostra que quer atacar o problema da sobre-população pela raiz.  GAIA elogia esta lei, única e sem precedentes e tem esperança que a Flandres e a zona da capital, Bruxelas, em breve sigam o exemplo”.

Devido á sobre-população, os gatos são as primeiras vítimas da sua própria domesticação.  Centros de abrigo de animais e autoridades têm há muito que chamam a atenção para a deplorável situação em que os animais abandonados vivem.  Há muitos anos GAIA e outras associações têm incentivado os donos a esterilizar os seus animais de companhia.  Contudo, estatísticas indicam que estes esforços têm sido insuficientes para resolver o problema.  Por exemplo, de acordo com as últimas estatísticas, publicadas em Setembro, centros de abrigo em Valonia receberam 26,700 animais em 2015 comparado com 24,400 no ano anterior.  E se isso não bastasse, 49% dos gatos domésticos foram abatidos por falta de espaço nos abrigos.

Mensagem de alarme dos abrigos de animais e das associações são finalmente ouvidos. 

Para salvar dezenas de milhares de animais de uma vida miserável e morte prematura, uma única solução for requisitada – uma lei para a esterilização obrigatória de todos os gatos domésticos.  Diz Ann De Greef: “Perante a tragédia de sobre-população e abandono  felino, o governo de Valonia finalmente ouviu os pedidos para acção legal. Em Valonia, vai ser obrigatório esterilizar o seu gato a partir de 2017”.

Para a associação GAIA, bem como a vasta maioria de associações e abrigos, esta medida deverá ser entendida como uma parte do dever cívico e responsabilidade por parte do dono perante o seu animal de companhia, tal como os cuidados veterinários adequados.  Contudo, para gatos nascidos antes da lei entrar em vigor, a lei específica que os donos tem um período de dois anos para esterilizar os seus animais.  Outra novidade: a lei anterior requeria a esterilização dos gatos vendidos ou oferecidos.  A nova lei requer a esterilização de todos os gatos, independentemente de como foram chegar às mãos dos donos. 

A opinião do concelho de Valonia sobre o bem estar animal

Este novo decreto é baseado na opinião do concelho de Valonia sobre a proteção animal, adoptada no final de 2015 e tornada pública pelo Ministro de Proteção Animal, Carlo Di Antonio. Esta opinião tem alguma base em sugestões de medidas sugeridas pelo Concelho Federal de Proteção Animal em 2009, para resolver o problema dos gatos abandonados e a sobre-população dos abrigos.

Sem perigo de extinção 

Em resposta a alguns receios que esta lei pudesse causar, Ann De Greef assegura: “É ilusório pensar que o gato europeu ficará em perigo de extinção com esta lei.  No entanto a associação GAIA vai regularmente avaliar a situação, para suspender esta lei no caso de eventuais dequilíbrios entre abandono e adoções nos abrigos. 

Abril 2017

Marcas que não testam em animais

Segundo a PETA (People for the Ethical Treatment of Animals), as empresas continuam a testar em animais para terem dados com que se possam defender caso algum consumidor “ferido” tente processar a marca. E como os resultados destes testes têm pouca fiabilidade (é impossível prever se os resultados em animais vão ser iguais em humanos), isto permite às empresas colocar praticamente qualquer produto no mercado.

Em 2013, a União Europeia baniu os testes cosméticos em animais. No entanto continuam a existir muitas lacunas na lei, bem como políticas locais fora da União Europeia. Em resultado, muitas marcas que se dizem cruelty free, na verdade, não o são bem a 100%. Tomando como exemplo as marcas que querem vender na China (um dos mercado mais poderosos e valiosos na beleza), vão ter de se submeter às leis locais. Então, podem não fazer testes em animais na Europa mas têm de cumprir a legislação chinesa que exige estes testes. Assim, os testes não são tecnicamente conduzidos pelas marcas — porque são feitos em laboratórios chineses onde, todos os anos, mais de 300 mil animais são usados em testes — mas as companhias autorizam-nos e pagam-nos para poderem vender. É o caso, segundo a Peta, de muitas marcas populares como Caudalie, Cover Girl, MAC, Maybelline, Pantene, Dove, L’Oréal, Estée Lauder, Lancôme, Kiehl’s, Clarins e muitas outras.

É possível que, nos sites das marcas, venha a informação de que são cruelty free mas, normalmente, em baixo vem sempre a ressalva de que têm de cumprir as leis locais quando exigidas. Isto significa basicamente, e traduzindo de forma prática, que fazem testes em animais na China.

Além disso, estes testes ainda são mais fáceis e baratos. Sem eles, as marcas têm de fazer ensaios com células e tecidos humanos, usar técnicas avançadas feitas em computador e estudos com voluntários. Razões para muitas marcas ainda serem culpadas de testar produtos em animais em determinado estágio do seu desenvolvimento.

As marcas com o selo da PETA

A The Body Shop e a Urban Decay são um bom exemplo. As marcas recusam-se a fazer testes em animais e, por isso, não abrem lojas na China. Vendem menos, é certo, mas mantêm a sua filosofia cruelty free. Para poder pesquisar uma marca, basta ir ao site da PETA e procurar a companhia ou produto. Mas a lista completa pode ser vista aqui (são mais de 40 páginas). A lista das marcas não aprovadas (e que ainda praticam testes em animais) também pode ser vista aqui.

Se gosta de ler blogues e sites nesta temática, há alguns credíveis e bem sustentados como o Cruelty-Free Kity, o blogue da PETA britânica, o Clear Conscience Beauty ou o Ethical Elephant.

O que pode mudar no futuro?

Por um lado, uma das coisas mais positivas a retirar é o facto de muitas companhias que testam em animais (como os grupos Estée Lauder, L’Oréal ou Shiseido) estarem a comprar marcas 100% cruetly free (como a Too Faced, a The Body Shop ou a BareMinerals, respetivamente) e que, mesmo após serem compradas, mantêm a sua filosofia anti-testes em animais. Isso significa que, a médio prazo, e com as vendas dessas marcas a subir, as próprias companhias podem começar a alterar os valores de outras marcas do grupo.

Por outro lado, com a pressão que tem sido feita por muitos países que aderiram à legislação cruelty free, com as campanhas contra os testes em animais e com as marcas que se têm recusado a vender na China, a própria legislação chinesa está a mudar. Em 2014 foi permitido que as marcas fabricadas dentro do próprio país pudessem escolher testes alternativos aos animais. E, atualmente, os produtos vendidos pela internet e em aeroportos não têm de testar em animais. Isto é um sinal de que a lei chinesa poderá, em breve, mudar e banir, finalmente, a obrigação dos testes em animais nos produtos vendidos no gigante mercado chinês.

NOTA: Segundo uma nota da fundadora da marca Caudalie, Mathilde Thomas, enviada ao Observador, desde 2012 a marca doa todos os anos 1% dos lucros a várias ONGs ambientais que trabalham na proteção do ambiente, das espécies animais e na reflorestação de áreas. Mathilde e Bertrand Thomas mudaram-se para Hong Kong, onde vivem desde 2015, e estão a trabalhar com outras marcas de cosméticos e com ONGs na tentativa de ensinar ao governo chinês uma alternativa aos testes em animais para que as leis sejam alteradas. A Caudalie apoia ainda financeiramente a associação americana IIVS que pressiona presentemente a China para que sejam praticados métodos alternativos.

(Fonte online: Observador, de 17/04/2017)

Abril 2017

Novo estatuto jurídico dos animais define-os como seres vivos dotados de sensibilidade

Vai entrar em vigor, no dia 1 de Maio, o novo estatuto jurídico dos animais que, *a semelhança de outros países, nomeadamente da União Europeia, os passa a definir como seres sensíveis. Há novas obrigações para os proprietários e, se encontrar um animal na rua, perdido ou ferido, tem obrigações para com ele também. Os animais de estimação passam agora a ser “seres sencientes”.

A Lei n.º 8/2017 faz referência aos deveres dos proprietários. Quem não os respeitar pode pagar multas pesadas ou mesmo apanhar pena de prisão.

O proprietário de um animal deve assegurar o seu bem-estar, nomeadamente garantir o acesso a água e alimentação de acordo com as necessidades de cada raça e garantir o acesso a cuidados médico-veterinários. Quem não o fizer pode sofrer sanções, nomeadamente pena de prisão até um ano ou multa até 120 dias. O mesmo acontece se infligir dor, sofrimento ou quaisquer outros maus-tratos que resultem em sofrimento injustificado, abandono ou morte.

Também agora já é possível deduzir 15% do IVA das facturas com despesas veterinárias.

Abril 2017

A caça a baleia no Japão

A frota baleeira do Japão matou mais de 300 baleias durante uma das expedições anuais de caça na Antárctida. A missão, que começou em Novembro do ano passado contou com a participação de cinco navios.

A expedição não foi bem vista pelos ambientalistas nem pelo Tribunal Internacional de Justiça, que afirmaram que o único grande propósito da iniciativa era matar os mamíferos para poderem vir a ser servidos como refeição, restaurantes e até em escolas. A associação de proteção dos animais Humane Society International  pediu o fim da actividade baleeira.

“Todos os anos o Japão insiste nestas caças científicas às baleias e cada vez são mais os anos em que estes animais são sacrificados. É uma crueldade obscena em nome da ciência que tem de acabar”, disse Kitty Block, vice-presidente da Humane Society International.

Já no ano passado, o Japão matou cerca de 330 baleias, incluindo 200 fêmeas que estariam à espera de crias, no Oceano Antárctico durante uma missão que durou 115 dias.

O Tribunal Internacional de Justiça da ONU impôs uma moratória à caça comercial das baleias desde 1986. O Japão foi um dos países que se comprometeu a acabar com as capturas de longa data mas, até hoje, continua a investir na iniciativa e a matar centenas de baleias todos os anos.

Março 2017

WWW celebra no World Wildlife Day os grandes sucessos do último ano

O aniversário da World Wildlife Day é um dia dedicado a celebrar a preciosa vida animal e vegetal que connosco habita este planeta. A WWF aproveita esta oportunidade para refletir sobre os cinco grandes sucessos da vida selvagem neste ano que passou.
Cinco grandes histórias de sucesso para a vida selvagem (Março 2016-2017):
*O número de tigres selvagens aumentou pela primeira vez na história da conservação.
*Os Pandas já não são considerados ‘em risco de extinção’.
*O comercio do pangolim, o mamífero mais traficado, passou a ser considerado ilegal, mundialmente.
*Salvando o património da humanidade – ambiente onde vivem espécies icônicas incluindo elefantes, rinocerontes, golfinhos e tartarugas marinhas.
*A China, país com o maior mercado ilegal de marfim anuncia fechar esse mercado até ao final de 2017.
No ano passado foi revelado que até 2020 podia haver um declínio de 67% na população global de peixe, pássaros, mamíferos, anfíbios e répteis e que já se tinha visto um declínio de 58% entre o período de 1970 a 2012. O Relatório Planeta Vivo 2016 da WWF e ZSL, mostra que a humanidade está a por em risco as populações de espécies animais,  num período onde os humanos têm um poder avassalador,  pela primeira vez na história da Terra.
Margaret Kinnaird, chefe de práticas da vida selvagem da WWF comenta:
“Estamos num ponto fulcral para muitas das espécies mais frágeis, ameaçadas pela atividade humana, incluindo a caça ilegal, mudanças climáticas e a destruição dos habitates naturais. Contudo, apesar destas grandes ameaças, este último ano teve grandes sucessos que ficam na história da conservação. Ainda há muito caminho pela frente e as pequenas mas importantes vitórias estão no fio da navalha. É importante que o progresso dos últimos 12 meses se desenvolva mais e que esse impulso continue pelo mundo. Queremos ver ainda melhores resultados no World Wildlife Day 2018.”

Histórias de sucesso 2016-2017

A população de tigres selvagens aumentou pela primeira vez na história de conservação.

Em abril, o número de tigres selvagens foi revisto para 3,890 fazendo história ao ser a primeira vez que os números globais populacionais aumentaram. Este novo número mínimo, calculado através de dados da IUCN e de estudos recentes, indicam um maior número de indivíduos do que  as estimativas de 2010 que tinha ‘números tão baixos como 3,200’ devido a esforços concentrados de governos, comunidades e ONGs.

Pandas deixam de ser classificados como espécie em risco 

Em setembro, a IUCN anunciou que o panda iria ser requalificado de ‘espécie em risco’ para ‘vulnerável’, devido a um aumento de população de 17%. Este passo positivo demonstra como um método holistico de participação entre governo e comunidades locais pode ajudar a salvar a biodiversidade minguante deste planeta. Este progresso da qualificação de ‘em risco de extinção’ para ‘vulnerável’ não só protege o panda a longo prazo, mas também significa uma maior proteção do habitat único onde o panda vive.

Comércio do mamífero mais traficado, o pangolim, è agora mundialmente ilegal

Em setembro passado, durante o maior encontro mundial sobre comércio ilegal de vida selvagem (CITES CoP17), nações uniram-se para aumentar ações para proteger o mamífero mais traficado mundialmente, o pangolim. O tráfico legal agora acaba devido a um acordo internacional para proteger esta espécie em risco crítico de extinção.

Salvando o património da humanidade

Metade do património mundial da humanidade está em risco devido à actividade industrial, como indústria mineira, drenagem, e perfurações na busca de petróleo e gás natural. Este valioso património também abriga muitas espécies iconicas vulneráveis.
Em Outubro, a barreira de recife de Belize, lar de golfinhos e tartarugas, recebeu uma prorrogação de um estudo sísmico para exploração petrolífera off-shore. Após uma campanha da WWF, em Dezembro o governo espanhol cancelou planos para drenar o parque nacional de Dañana. Esta localidade alberga mais de 4,000 espécies de plantas e animais, incluindo espécies de aves em risco de extinção e a espécie mais rara de felino, o lince ibérico.

China, país com maior comércio ilegal de marfim anuncia o fecho deste comércio para o final de 2017

Em Dezembro, a China fez história ao anunciar a proibição do negócio do marfim, prometendo o fecho de mercados legais para o final de 2017. Isto põe fim ao maior mercado mundial de marfim e dá impulso aos esforços internacionais para terminar a crise da caça ilegal em África, onde até 20,000 elefantes são ilegalmente abatidos cada ano.
A WWF faz ainda campanhas para acabar com a caça na Selous Game Reserve, uma das maiores áreas selvagens de África que, em menos de 40 anos, perdeu aproximadamente 90% dos seus elefantes. A WWF apela ao público para se juntar à campanha para eliminar a caça ao elefante em Selous até 2018 e parar com todas as actividades industriais nessa reserva.

A Floresta em Portugal

Um apelo à inquietação cívica, por Victor Louro

No âmbito do Dia Nacional da Floresta Autóctone e do lançamento do Livro “A Floresta em Portugal”, de Victor Louro, a LPN promove uma reflexão participada sobre a realidade da Floresta em Portugal, a Conservação da Natureza e a Sociedade.

Programa:

  • Enquadramento e apresentação – Tito Rosa
  • Apresentação do Livro “A Floresta em portugal” – Victor Louro
  • Uma leitura na óptica da conservação da natureza – Carlos Teixeira
  • Debate

A tua presena é importante. Não deixes de dar o teu contributo para esta discussão!

[Inscrição gratuita mas obrigatória para [email protected]]

Veja o link da LPN: http://www.lpn.pt

25 novembro (sexta-feira) | 17h às 19h
Livraria Bulhosa, Entrecampos (Lisboa)

Novembro 2016

Energia e Clima : Campo Aberto

ESQUIZOFRENIA CLIMÁTICA? PALAVRAS DE AÇÃO E AÇÕES SEM PALAVRA?

Observando as belas palavras das conferências internacionais sobre o clima e as tendências reais dos países que subscrevem os tratados nelas elaborados, somos levados a pensar que o mundo padece de esquizofrenia climática, negando na realidade as belas palavras dos acordos internacionais.

A esse respeito a Campo Aberto emite o seguinte comunicado, no qual se analisam as perspetivas abertas (ou fechadas) por mais uma dessas conferências, a Conferência das Partes 22, que decorre em Marraquexe, em Marrocos, até sábado 19 de novembro.

Comunicado Campo Aberto
PODE MARRAQUEXE IR ALÉM DE PARIS?

Está a decorrer em Marraquexe a Vigésima-segunda Conferência das Partes sobre Mudança Climática (COP 22). Realizada um ano depois da COP 21, que foi celebrada logo no seu encerramento como uma conjugação de vontades que terá vindo salvar a Humanidade, os especialistas dizem ser esta uma conferência intermédia, que verifica, acompanha e visa garantir a aplicação do Acordo de Paris.

Nesta ocasião, os ecologistas e a generalidade dos cidadãos inquietos perguntam: pode a atual situação acomodar-se a conferências de menor relevância neste domínio, porventura dedicadas à simples gestão do que foi acordado? Está efetivamente consolidado aquilo que foi alcançado pelo Acordo de Paris? E contém este acordo o necessário para fazermos as mudanças – numa escala e numa urgência nunca antes tentados pela humanidade – que impedirão que a vida humana no planeta seja aterradora, se não simplesmente impossível, a muito breve prazo? As respostas, ou sobretudo a falta delas, indiciam a verdade da situação.

A situação global, seja no plano ambiental, seja no político e social, é profundamente inquietante. Os acontecimentos internacionais mais recentes vieram torna-la cristalina, desmentindo o, porventura bem-intencionado, comunicado de Patricia Espinosa, a responsável do Clima nas Nações Unidas, que afirmou ser esta uma conferência que decorre enquanto «todos os países do mundo estão empenhados numa ação global decisiva contra as alterações climáticas». Estão mesmo todos empenhados? Vejamos: o maior produtor e consumidor mundial de hidrocarbonetos, assim como segundo maior emissor de CO2, acaba de eleger – para todas as suas instâncias governativas – responsáveis que manifestam inequivocamente a sua rejeição destas preocupações, reiterando simultaneamente o seu projeto de reinvestimento maciço nas práticas mais agressivas para o clima e para o ambiente em geral. A ratificação do Acordo por parte do Presidente Obama era já extremamente frágil, uma vez que o poder legislativo se lhe opunha. Agora, essa ratificação é mais ilusória do que nunca. Poderão ou quererão os outros países ficar indiferentes a essas tendências que parecem vir repor um industrialismo hoje impossível e arcaico? Sendo notório que as políticas para o ambiente pressupõem necessariamente que o planeta não pode já ter fronteiras nas questões essenciais, e quase tudo está hoje nessa posição, a palavra «fronteira» voltou a ser uma palavra-chave da política contemporânea. À medida que ela reaparece e se volta a enraizar nas consciências, mais as políticas climáticas são impossíveis de concretizar, sobretudo porque essas fronteiras são também as inimigas das comunidades e das economias locais.

Ver artigo completo em: http://www.campoaberto.pt/?p=1712028

Novembro 2016

Dia Mundial de Animais de Laboratório encontrar alternativas á utilização de animais na pesquisa cientifica

Enquanto o debate continua sobre testes em animais, uma organização de caridade tem procurado outro caminho, sendo este o da não utilização de animais. Em alguns casos os animais são substituídos por humanos.

A Dr. Hadwen Trust (DHT), fundada em 1970, entregou milhões de libras a mais de 180 projectos que utilizam modelos não-animais no processo científico.

“Nos estudos que financiamos, os académicos informam-nos que os dados vindos de estudos com utilização de animais tem benefícios questionáveis, se é que têm alguns, para humanos”.

“Por isso tentamos resolver isso focando a pesquisa em humanos”. Diz Dr Brett Cochrane, chefe do dept. de ciência de DHT.

A RSPCA já tinha pedido para se fazer algo para reduzir o sofrimento dos animais de laboratório.

O dia mundial dos animais de laboratório, celebrado no dia 24 Abril, lembra os milhões de animais utilizados em procedimentos animais.

Segundo o ministério do interior, quase 4 milhões de animais foram utilizados, só no Reino Unido, em 2014,

A RSPCA afirma que 11.5 milhões de animais são utilizados na UE e mais de 100 milhões no mundo.

A DHT auto descreve-se como uma organização compassiva, virada para encontrar soluções para o problema animal. A organização quer, não só substituir o número de animais utilizados, mas também melhorar a saúde humana com fármacos seguros.

“Acreditamos que a mudança é possível, mas ainda existem questões a resolver, nomeadamente na cultura do meio científico.

ver artigo

Abril 2016

134 membros do parlamento europeu apoiam a declaração promovida pela Animal Welfare

Intergroup contra a caça de troféus

A declaração afirma que caça de troféus contribui para uma perca considerável de espécies animais e raramente beneficia economias locais.

A UE é onde o maior número de caçadores de troféus originam e frequentemente o destino dos troféus. Entre 2004 e 2013, mais de 27000 troféus oriundos de África foram importados para a Europa.

As leis em rigor são insuficientes e não aplicadas de forma adequada. Para obter licença de caça, as autoridades têm de determinar que o abate não prejudica a população de qualquer espécie listada no anexo B dos regulamentos da EU Wildlife Trade, e que foi de benefício a espécies de conservação listadas no anexo A. Estes passos raramente são determinados adequadamente.

Esta declaração pede que o concelho e a comissão examinem a possibilidade de restringir todas as importações de troféus, para assegurar a correcta implementação dos regulamentos dos estados membros, e convencer os países emissores das licenças para terem em consideração o impacto da caça nas conservação das espécies e descontinuar essa pratica.

O animal Welfare Intergroup agradece a todos os MPE que apoiaram a iniciativa e confiam que está declaração não será ignorada.

Four Paws salvam dois ursos castanhos fêmeas na Polónia

2 ursosEwka e Gienia chegam ao seu novo lar no Poznan Zoo

No dia 8 de Abril , a organização internacional FOUR PAWS salvou 2 ursos castanhos que estavam num num pequeno jardim zoológico na Polónia e realojaram na área enclausurada de Poznan Zoo. Após meses de negociações, urso fêmea Ewka de 21 anos e filha Gienia de 13 anos foram finalmente permitidas sair para um espaço mais amplo. Uma equipe composta por membros da FOUR PAWS, Poznan Zoo e alguns veterinários especializados, levaram os urso do mini jardim zoológico de Braniewo, no norte da Polónia, onde viveram muitos anos continuados a um espaço pequeno de betão, e sem cuidados médicos adequados.
Os ursos foram sedados para a viagem de 6 horas, e depois ficaram umas horas em Poznan mas em recinto fechado para se ambientaram. Mais tarde foram soltos para um espaço com quase 4,000 m2. Este espaço foi construído para este propósito com óptimas condição para ursos e foi financiada com a ajuda de FOUR PAWS.
ver artigo

Março 2016

EUROGROUP 4 ANIMALS

Últimas notícias bem-estar animal:
Eurobulletin Edição # 375 (Abril 2016)

tigreTigres declarados extintos no Camboja

Triste notícia: os tigres estão funcionalmente extintos no Camboja, anunciaram os conservacionistas, pela primeira vez na quarta-feira, ao lançar um plano ambicioso para reintroduzir os grandes felinos na floresta.
As florestas secas do Camboja costumavam ser o habitat dos tigres da Indochina, mas de acordo com o WWF, a caça ilegal intensa ao tigre e aos animais que lhe servem de alimento, tem devastado o número destes felinos.
O último tigre visto na floresta foi em 2007, no Leste da província de Mondulkiri.
“Hoje não existem tigres em procriação no Camboja, e por isso consideram-se funcionalmente extintos”.
Numa tentativa de reviver a população, o governo do Camboja aprovou no mês passado um plano para reintroduzir estes animais no lado leste da floresta de Mondulkiri, a parte protegida da floresta.
O plano prevê delimitar uma parte do habitat e ter uma força policial para proteger a área contra caçadores, tal como ações para proteger o alimento dos tigres.
“Queremos dois machos e quatro a cinco fêmeas para começar” disse Keo Omaliss, director do departamento de vida selvagem e biodiversidade da administração da floresta.
O governo necessita de 20 a 50 milhões de dólares para este projecto e já começaram conversações com países como a Índia, Tailândia e Malásia, para providenciarem um pequeno número de tigres.
Grupos conservacionistas aplaudiram o plano.
“O tigre foi caçado até a beira da extinção devido à pouca proteção e agora o governo começa a reagir” disse Suwanna Gauntlett, da Wildlife Alliance.
A desflorestação e a caça ilegal devastaram o tigre em toda Ásia; O International Union for Conservation of Nature estima o número de tigres em apenas 2,154 em todo o mundo.
Países com populações de tigres –   Bangladesh, Butão, China, Camboja, Índia, Indonésia, Laos, Malásia, Myanmar, Nepal, Rússia, Tailândia e Vietnam – lançaram em 2010 um plano para duplicar a população de tigres até ao ano 2022.
Representantes dos 13 países irão encontrar-se de 12 a 14 abril, em Delhi, para discutir os objectivos.
Ver artigo

Abril 2016

EUROGROUP 4 ANIMALS

Últimas notícias bem-estar animal:
Eurobulletin Edição # 368 (Fevereiro 2016)

Ética e Experimentação AnimalA 17 Fev 2016 realizou-se uma reunião sobre a directiva 2010/63/EU, relativa aos  Animais para uso científico, onde o Eurogrupo apresentou o seu feedback sobre um estudo da implementação dos NCP (national contact points).
Entre os pontos discutidos, deliberou-se a realização de uma conferência em Bruxelas, dias 6 e 7 de Dezembro, com 400 participantes. O assunto será a validade científica dos Animais como modelo (para testar produtos para uso em humanos), analisar o modo como se efectua de momento esse tipo de trabalho e o estudo e apresentação de alternativas. Pretende-se ainda examinar os fundos disponíveis para pesquisa, integridade e futuros horizontes e perspectivas. Vai haver pôsteres demonstrando alternativas sem utilização de animais.
A comissão vai efectuar, até  10 Novembro de 2017, uma pesquisa ao progresso feito em procriação de primatas não humanos em colônias auto-sustentáveis. Nos próximos meses começa o trabalho com questionários e grupos de peritos.
ver este e outros artigos

Fevereiro 2016

EUROGROUP 4 ANIMALS

Últimas notícias bem-estar animal:
Eurobulletin Edição # 354 (Novembro 2015)

tourada3Pare as touradas na EU

O Eurogroup for Animals ficou extremamente satisfeito por o Parlamento Europeu ter dado atenção aos pedidos das suas organizações membros e votado o fim do financiamento da UE aos touros que são usados ​​em touradas, prática que a maioria dos cidadãos europeus condenam.  Este é um grande passo em frente e esperamos que a proibição continue para além de 2016. O Eurogroup for Animals e os seus membros têm feito campanhas ao longo de muitos anos para pôr fim ao tratamento bárbaro dos touros e esperamos que, com esta decisão, se possa ficar mais perto de fechar esta indústria e parar o sofrimento dos touros em toda a UE.

ler notícia

armadilhas colaParlamento Europeu proíbe armadilhas de cola na Europa!

Armadilhas de cola são placas pegajosas, feitas e vendidas para capturar roedores; muitos de nós, como eu, talvez pensem que estas ferramentas de tortura, que são, já tinham sido definitivamente banidas nos nossos, chamados, países civilizados;  na verdade, não foram.

Felizmente, graças aos esforços de muitas associações em todo o mundo, um número crescente de instituições concordam já em proibir estes engenhos nos seus edifícios.

ler notícia

Novembro 2015

EUROGROUP 4 ANIMALS

Últimas notícias bem-estar animal:
Eurobulletin Edição # 344 (27 Julho 2015)

MP900444151Consulta pública sobre economia circular Duas consultas da UE proporcionaram a oportunidade para pôr na ordem do dia as preocupações sobre o bem-estar dos animais na cadeia alimentar

A Comissão Europeia lançou duas consultas on-line, o que ofereceu a oportunidade aos defensores do bem-estar animal em toda a UE para destacar as preocupações relacionadas com a produção insustentável e o consumo de produtos de origem animal que nem sempre respeitam a senciência animal ou o ambiente.

O Eurogroup for Animals irá apresentar a sua resposta, mas, entretanto, instamos os nossos membros e todos os defensores dos animais em toda a UE a responder, também, directamente às consultas, a fim de exigir a atenção necessária para bem-estar dos animais e acções consequentes. As consultas estão abertas aos cidadãos e organizações em toda a UE. Para mais informações sobre as duas consultas, consulte os dois links:

Consulta pública sobre a Economia Circular - que encerrará a 20 de agosto de 2015

Consulta on-line sobre o papel da pesquisa em Segurança Alimentar Global - que encerra a 01 de Setembro de 2015

foca pequena na neveO comércio de produtos derivados da foca: implementação do WTO órgão de resolução de litígios recomendações e decisões

A 16 de Julho a Comissão IMCO aprovou o resultado do diálogo informal sobre o dossier “O comércio de produtos derivados da foca: implementação do WTO órgão de resolução de litígios recomendações e decisões”, numa única votação, com 33 votos a favor, 2 contra e 2 abstenções.

Ler decisão

circoO Parlamento catalão aprova a proibição de circos com animais selvagens

O Parlamento da Catalunha aprovou na quarta-feira com os votos de CiU, ERC, PSC, ICV-EUiA, a abstenção do CUP e o voto contra do PP, uma emenda à Lei sobre a Protecção dos Animais, na qual “o circo com animais pertencentes à fauna” passam a ser proibidos.

Ler artigo

anuncioNa semana passada, o governo valão aprovou a interdição anúncios para a venda de qualquer tipo de animal de estimação, incluindo animais exóticos

A fim de lutar contra aquisições impulsivas de animais e resultantes abandonos, o Governo da Valónia acaba de aprovar a proposta do seu Ministro do Bem-Estar Animal, Carlo DI ANTONIO, para proibir da publicidade do comércio de espécies animais. A proibição aplica-se a todos os meios de comunicação.

Ler artigo

vendaO governo da Valónia propôs um decreto para proibir a venda de animais em locais públicos

Isto significa que a proibição de vender animais na casa do comprador (que não teve a iniciativa) não está apenas limitado a cães e gatos, mas é alargado a todos os animais; Além disso, a venda de outros animais, além de cães e gatos, é proibido em locais públicos, com excepção dos mercados de animais, mercados municipais e exposições de animais.

Ler decreto

Julho 2015

EUROGROUP 4 ANIMALS

Últimas notícias bem-estar animal:
Eurobulletin Edição # 343 (20 Julho 2015)

A Comissão AGRI do Parlamento discutiu uma proposta de lei sobre agricultura biológica

Na semana passada, a Comissão da Agricultura do Parlamento Europeu debateu a proposta da Comissão para um novo regulamento da UE sobre a agricultura biológica. A importância do bem-estar animal foi um dos pontos importantes em agenda, depois de apresentadas várias alterações que visam dar resposta às cada vez maiores preocupações na protecção dos animais.

Para mais informações sobre as alterações de procedimentos e produtos relacionados.

Para ajudar a apoiar a melhoria da agricultura biológica no Parlamento consulte a página web do Eurogroup 4 Animals e pode contactar os seus deputados no Parlamento Europeu, para chamar a atenção para as preocupações no bem-estar dos animais.

Expondo online o comércio de vida selvagem

Em 15 de julho, os deputados para a vida selvagem e o IFAW (Fundo Internacional para o Bem-estar Animal) co-organizaram no Parlamento Europeu o seminário ‘Expondo online o comércio de vida selvagem’. O IFAW compartilhou os principais resultados do seu relatório sobre comércio de espécies selvagens “Wanted: Dead or Alive”: Já em 2014, uma intensa investigação de seis semanas encontrou um total de 33.006 espécies ameaçadas bem como peças e produtos para venda através de 280 mercados on-line espalhados por 16 países.

Ler artigo

A decisão que poderia matar o seu animal de companhia

Se acha que faz parte do senso comum não deixar um cão dentro de um carro estacionado, trágicas manchetes das últimas semanas dizem-nos que ainda não é comum o suficiente. Nunca deixe um animal sozinho dentro de um carro.

Ler artigo

Como a Walmart e a Costco podem mudar a Indústria de Alimentos

em termos do Bem-Estar Animal

Grandes empresas como a Walmart e a Costco têm sido notícia neste verão pelas suas posições sobre bem-estar animal. Enquanto a recente posição da Walmart tem sido anunciada como o maior compromisso com a proteção animal até agora feito por uma empresa do sector alimentar, a Costco é apenas mais uma numa longa série de empresas para manter sob o microscópio, após filmagens de um dos seus fornecedores de ovos, Hillandale Farms, terem mostrado um tratamento cruel em galinhas.

Ler artigo

Lei para o Bem-estar Animal aprovada em legislatura da Ilha Prince Edward, Canadá

Legisladores da Ilha príncipe Eduardo, no Canadá, aprovaram uma nova Lei de Bem-Estar Animal que estabelece as regras em matéria de tratamento humanitário de animais de companhia e animais de quinta, enquanto alguns críticos continuam a pedir mais mudanças.

Ler artigo

Julho 2015

Notícias bem-estar animal do Eurogroup

Eurobulletin edição # 334 (28 Maio 2015)

ANIMAIS NOS MEDIA

Um traficante de animais selvagens que usou as redes sociais para fazer vendas enfrenta prisão efectiva.
Um homem que tentou vender um orangotango bebé foi preso pelas autoridades indonésias. É ilegal na Indonésia capturar orangotangos ou possuí-los como animais de estimação.

ver artigo

Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal Transporta elefantes em África

Devido ao crescente conflito entre elefantes e moradores, o Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal (IFAW) foi encarregado de transportar uma rara subespécie de elefantes através da Costa do Marfim, para melhorar a sua segurança, bem como a segurança dos moradores locais.

ver artigo

Diplomacia é chave em Bem-Estar Animal

Este fim-de-semana, Sophie Ling, uma voluntária de trabalho social encontrou-se no meio de uma disputa diplomática envolvendo o resgate de 800 gatos vinculados para abate no sul da China. Habituada a negociações, a directora de Recursos Humanos, Sophie está habituada a lidar com a diversidade cultural num nível multilateral. Ela também é uma devotada amante dos animais que tem, incansavelmente, dado o seu tempo para as campanhas “Não à carne de cão” e “Não à carne de gato”.

ver artigo

Na Noruega, os animais têm sua própria polícia

Para lutar contra a violência sobre os animais, a Noruega tomou uma importante decisão: Dedicar um ramo especial da polícia para a causa dos animais.

ver artigo

Maio 2015

Consulta Pública – Planos Hidrológicos e Planos de Gestão de risco de inundação da parte espanhola das regiões Hidrográficas do Minho Sil, Douro, Tejo e Guadiana (AAE594)

Encontra-se a decorrer o procedimento de Avaliação Ambiental dos Planos Hidrológicos e Planos de Gestão de risco de inundação da parte espanhola das regiões Hidrográficas do Minho Sil, Douro, Tejo e Guadiana.

Tendo presente que o referido plano é susceptível de produzir efeitos em Portugal, em tempo esta agência comunicou o interesse de Portugal em participar no respectivo procedimento de Avaliação ambiental.

Neste enquadramento e de acordo com o previsto no decreto-lei n.º 232/2017, de 15 de junho, a documentação remetida pelas autoridades espanholas encontra-se disponível para consulta durante 30 dias úteis, 5 de maio a 16 de junho de 2015.

A documentação encontra-se disponível na Agência Portuguesa do Ambiente, nas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve e na página da internet www.apambiente.pt.

No âmbito do processo de Consulta Pública serão consideradas e apreciadas todas as opiniões e sugestões relativas ao Plano e respectiva avaliação ambiental.  Essas exposições deverão ser apresentadas por escrito e dirigidas ao Presidente do Conselho Directivo da Agência portuguesa do Ambiente e remetidas até à data de termo da consulta.

CAMPANHA SOS NATUREZA

Campanha SOS Natureza apela aos cidadãos europeus para se manifestarem contra a destruição das atuais leis que protegem a Natureza.

DIGA NÃO À ALTERAÇÃO DAS LEIS DA PROTEÇÃO DA NATUREZA NA EUROPA.


Vá a https://www.naturealert.eu/pt e atue!

Fóruns

  • Tópicos Facebook
  • Perguntas frequentes
  • Cuidados com os Animais
  • Animais para Adopção
  • Consultório Jurídico
  • Comunicações LPDA

Novidades

  • Concurso de Fotografia PEFC “Floresta Urbana”17 Junho, 2020 - 15:42
  • Bravo5 Junho, 2020 - 17:33
  • Buba5 Junho, 2020 - 17:18

Morada e Contactos

Av. Stº António de Tercena – Quinta das Lindas

2730-165 Tercena

Tel: 21 457 84 13 / 96 129 63 53

E-mail: [email protected]

NIF: 501 626 921

logo
© Direitos de Autor - Liga Portuguesa dos Direitos do Animal - Blueone Theme by Blueserenity
  • Facebook
  • Rss
  • Mail
  • Política de privacidade
  • Novidades
  • Apoie
  • Mapa do Site
  • Membros
Voltar ao Topo

Este site usa cookies. Ao continuar a navegar no site, concorda com o uso de cookies.

OKGerir Cookies

Cookies e configurações de privacidade

Como usamos cookies

Podemos pedir a criação de cookies no seu dispositivo. Usamos cookies para sabermos quando visita o nosso site, como interage com o site, para enriquecer sua experiência de utilizador, e para personalizar seu relacionamento com nosso site.

Clique sobre as diferentes categorias de cookies para saber mais. Também pode alterar algumas de suas preferências. Note que o bloqueio de alguns tipos de cookies pode afetar a sua experiência no nosso site e nos serviços que podemos oferecer.

Cookies essenciais do site

Estes cookies são estritamente necessários para fornecer os serviços disponíveis através do nosso site e para usar algumas de suas características.

Como estes cookies são absolutamente necessários para apresentar o site, não pode recusá-los sem afetar a forma como o nosso site funciona. Pode bloqueá-los ou excluí-los alterando as configurações do navegador e forçar o bloqueio de todos os cookies neste site.

Cookies do Google Analytics

Estes cookies recolhem informações que são usadas em forma agregada para nos ajudar a entender como o nosso site está a ser usado ou como as nossas campanhas de marketing são eficazes, ou para nos ajudar a personalizar o nosso site e aplicação para si, a fim de melhorar a sua experiência.

Se não quiser que acompanhemos a sua visita ao site, pode desativar a sua utilização clicando aqui:

Outros serviços externos

Também usamos diferentes serviços externos, como Google Fonts, Google Maps e fornecedores de vídeo externos como o Youtube. Estes fornecedores podem recolher dados pessoais, como seu endereço IP, pelo que permitimos que os bloqueie aqui. Por favor, esteja ciente de que isso pode reduzir significativamente a funcionalidade e a aparência do nosso site. As alterações entrarão em vigor assim que recarregue a página.

Configurações do Google Fonts:

Configurações do Google Maps:

Vimeo e vídeos do Youtube incorporados:

Política de Privacidade

Pode ver os detalhes sobre cookies e privacidade na nossa página de Política de Privacidade.

Política de privacidade