#163728 Resposta

Fábio Pereira

Obrigado Rui pela resposta.

Ontem mesmo conversei novamente com um dos vizinhos sobre este tema e com o que faltava.
Ambos foram perentórios ao afirmar que de facto, em algumas noites, os cães ladram mais durante a noite, mas não de forma que interrompam ou impeçam o descanso.
Um deles, também proprietário de cães, disse-me mesmo que é inevitável, porque se os meus ladram, os dele também e vice-versa. É assim que comunicam e rematou dizendo: “esteja descanso senhor, que os cães ladram mas não tenho razão de queixa”.
Quero confiar que os vizinhos darão o mesmo testemunho caso a policia seja chamada.

Entretanto contactei a PSP, autoridade responsável pela zona, e expus o caso. Dou a conhecer o que me foi dito para informação de quem possa ler este post.
O conselho foi tentar manter este assunto num tom mais cordial possível e evitar discussão. Já que as questões legais (quer da exploração quer dos cães está salvaguardada), em caso de nova abordagem, e se de forma menos amistosa, devo reencaminhar o vizinho para as autoridades. O vizinho deverá chamar a PSP ao local, isto é a sua casa, quando os cães estiverem a ladrar e a incomodar. Os agentes deslocam-se lá e farão a avaliação do grau de incómodo. No auto da ocorrência, os agentes chamados ao local relatam se o barulho é de facto incomodativo e se sim; passam o tema a uma equipa que irá aferir junto dos outros vizinhos se a situação lhes causa incómodo também e com o proprietário dos animais as questões legais. Se não for realmente incómodo, é feito o auto da ocorrência relatando o testemunhado e fica o caso encerrado, durante algum tempo.

Mais, o receio do envenenamento adveio da primeira conversa, pois foi proferida uma frase que me deixou apreensivo; “a gente não gosta de fazer mal a ninguém”. Esta frase foi interpretada por mim como uma ameaça camuflada de aviso sobre a hipótese de se queixarem à senhoria, à policia ou eventualmente fazer algum mal aos animais. O agente informou-me que se em algum caso eu me sentir ameaçado ou que a minha integridade ou dos animais esteja em risco, deverei apresentar uma queixa.

Entretanto, vamos iniciar um treino para que os animais não comam nada que lhes atirem pelo muro ou que encontrem no chão. A técnica aconselhada foi deixar pedaços de couro ou carne impregnados em picante para desencorajar a ingestão. Vou pedir a alguém também que faça exactamente o mesmo, mas pelo lado de fora do muro, atirando os engodos para dentro do terreno.
Os meus cães ladram sempre que alguma situação não usual acontece; um carro estranho parado debaixo do muro, alguém que chame por mim do lado da rua pessoas que passem a falar alto, a rir alto, com música e claro está se alguém estranho entrar no terreno e não esteja acompanhada por mim. Mas perdoem a minha talvez falta de compreensão, isto é um cão de guarda. Posso tentar controlar o instinto de guarda em algum aspecto, mas o instinto é primitivo.

Obrigado uma vez mais. Caso exista novos dados, dar-vos-ei a saber.