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      14 de junho – dia internacional de consciencialização para o transporte de animais vivos

      A PATAV convida todos os cidadãos e coletivos indignados com a cruel realidade da exportação de animais vivos a subscreverem a presente convocatória e a participarem no próximo dia 14 de junho numa marcha simbólica entre o Largo de Camões e o Cais do Sodré exigindo o fim deste negócio. A concentração será às 18h00 no Largo de Camões. A ação terminará com uma intervenção artística.

      A 14 de junho de 2015, o navio Trust1 aportou na Somália com 13.000 cadáveres de ovinos que não resistiram à desidratação, fome e exaustão. Por razões burocráticas, este navio foi impedido de aportar no país de destino (Jordânia) após uma longa viagem desde a Roménia.

      Não se trata de um episódio único: burocracias, avarias, condições climáticas e questões fitossanitárias têm causado a morte de milhares de animais que são transportados da Europa para o Médio Oriente.

      Desde 2015, que a Compassion In World Farming assinala o dia 14 de junho com ações de protesto e sensibilização, desafiando todos os países que importam ou exportam animais vivos a promover ações semelhantes.

      Em 2017 a PATAV juntou-se aos mais de 40 países que anualmente promovem centenas de ações nesta data.

      Em 2022 vamos unir todos aqueles que se reveem nesta luta para encetar uma marcha conjunta, dando voz às recentes Recomendações do Parlamento Europeu, exigindo o seu cumprimento por parte do Estado português.

      O que exigimos:
      >O fim da exportação de animais vivos por via marítima de Portugal para países terceiros.

      Em 2015 Portugal começou a exportar um número crescente de ovinos e bovinos vivos para o Médio Oriente e Norte de África (sobretudo Israel), em viagens que duram em média 10 dias. Só em 2021 mais de meio milhão de animais foram exportados em condições insalubres e indignas para este destino.

      A exportação de animais vivos é eticamente inaceitável, ambientalmente insustentável e está repleta de ilegalidades.

      Em 2019 o Parlamento Europeu criou uma comissão de inquérito para apurar a veracidade das denúncias da PATAV e de ONGs internacionais sobre os reiterados incumprimentos à legislação em vigor. Esta concluiu que a legislação existente, para além de não ser cumprida, é manifestamente insuficiente, recomendando que a Comissão Europeia altere o Regulamento Comunitário e ponha em prática estratégias que terminem com este negócio.

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